março 5th, 2007

Rodrigo Santoro e a 3ª temporada de "Lost"

Quando o elenco de Lost nos deixou no ano passado, a situação era desesperadora. Locke (Terry O’ Quinn), Desmond (Henry Ian Cusick) e Mr. Eko (Adewale Akinnuoye-Agbaje) sobreviveram na escotilha? O que acontecerá com Jack (Matthew Fox), Kate (Evangeline Lilly) e Sawyer (Josh Holloway) nas mãos dos “Outros”? Chegou a hora de saber as respostas?

A partir de hoje, às 21h, o canal AXN exibe a 3ª temporada deste grande sucesso. Há um atrativo a mais para os brasileiros: Rodrigo Santoro estréia como Paulo – mas ele só aparece na terceira semana. Tirando a seqüência inicial do episódio de hoje, que vai te deixar de queixo caído, a temporada começa mal. Nada de respostas ou algo que acrescente ao mistério para compensar a enrolação que toma conta da maioria dos episódios de Lost. É uma pena.

No início, a série prometeu e conquistou fãs de ficção científica, que (como eu) esperam uma redenção do gênero. Mas infelizmente, Lost está seguindo os mesmos caminhos das continuações de Matrix. A série perdeu o rumo justamente quando precisa enfrentar o aumento da audiência de 24 Horas e a chegada de Heroes.

Os principais problemas de Lost ainda são os flashbacks e a questão “O que fazer enquanto o público não pode ter respostas”? Os fãs parecem não ligar, mas o flashback é um recurso muito fácil para explicar o desenvolvimento dos personagens. Na 1ª temporada, isso não irritava, embora quebrasse a tensão. Mas essa técnica narrativa se transformou em obrigação e, aos poucos, a série vem perdendo interesse.

O pior é que Lost virou um Big Brother de luxo. A situação está tão fora de controle, que tem gente mais preocupada com “quem vai ficar com quem” do que com o mistério da ilha em si. Com quem Kate vai transar? Jack ou Sawyer? Lamentável. Outra coisa: tem personagem que nem se pergunta sobre o que está acontecendo.

Mas por que não conseguimos parar de assistir a essa mania? A série deve ser a maior jogada de marketing da TV americana em todos os tempos. Gostaria de dizer que é a última vez que eu caio nessa. De qualquer forma, parece que Lost não terá mais do que cinco ou seis temporadas. Os criadores dizem ter toda a idéia bem definida. Assim espero.

Até lá, acompanhamos Rodrigo Santoro surgir na tela sem personificar o estereótipo latino, que Hollywood tanto gosta. Os detratores podem reclamar, mas Santoro tem chance de brilhar. E isso é apenas o começo: dia 30 de março, ele invade os cinemas como o vilão Xerxes, de 300.

Onde ver Lost?

Segunda-feira, às 21h, no AXN

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