maio 24th, 2007

Ninguém mexe com Jerry Bruckheimer

Para o bem ou para o mal, Jerry Bruckheimer é um dos produtores mais poderosos de Hollywood. Seu nome se tornou forte nos anos 80, ao lado do amigo Don Simpson. Juntos, eles tocaram produções com mais prestígio do que os diretores escolhidos para filmá-las. Foi assim com Flashdance, Gigolô Americano e Top Gun.

Mas rapidamente, Don Simpson e Jerry Bruckheimer viraram sinônimos de cinema de ação. De preferência com muitas explosões, tiros, mulheres sensuais, guitarras, perseguições e muito, mas muito barulho mesmo. E tudo isso vem amarrado com edições pra lá de ágeis. Tem gente que odeia. Tem gente que adora. Ainda nos 80, eles produziram Um Tira da Pesada I e II. Detalhe: a segunda aventura do Detetive Axel Foley (Eddie Murphy) foi exibida em alguns cinemas norte-americanos com o volume máximo para deixar a platéia atordoada. Um simples pedido de Simpson, Bruckheimer e do diretor Tony Scott.

Já na década seguinte, eles atacaram com filmes ainda mais barulhentos: Dias de Trovão, Bad Boys, além dos mais “contidos” Maré Vermelha e Mentes Perigosas - sim, aquele mesmo com Michelle Pfeiffer (Simpson e Bruckheimer também amam). Em 1996, A Rocha marcou a primeira parceria com o diretor Michael Bay. O filme foi um sucesso, mas representou a última colaboração entre a dupla. Don Simpson foi vítima de overdose e faleceu.

Bruckheimer seguiu em frente e lançou Con Air, Inimigo do Estado, Armageddon, 60 Segundos – filmes com ritmos cada vez mais frenéticos. Em 2001, veio o fracasso de Pearl Harbor, tentativa frustrada de Bruckheimer e Michael Bay de pegar carona no sucesso de Titanic. Tirando Bad Boys II, o produtor usou sua influência para projetos mais interessantes como deixar Ridley Scott dirigir Falcão Negro em Perigo, e entre uma bobagem e outra, ele se dedicou ao maior sucesso comercial de sua longa carreira: a trilogia Piratas do Caribe. Sob o comando do diretor Gore Verbinski e a supervisão da Disney, os três filmes não sairam tão exagerados da sala de edição – levando em consideração, claro, o nome de Jerry Bruckheimer na produção.

Incansável aos 61 anos, ele também é o responsável por séries de TV como C.S.I., Close to Home, Justice, Without a Trace e Cold Case. Além disso, seu domínio na indústria está longe do fim. Se os dólares arrecadados no primeiro final de semana de Piratas do Caribe – No Fim do Mundo forem generosos, Jack Sparrow (Johnny Depp) pode voltar. Nada é impossível em Hollywood. Ainda mais com Jerry Bruckheimer por trás de uma produção.

Posts