novembro 15th, 2007

Diretores cotados para o Oscar

Joe Wright (Desejo e Reparação): O talentoso diretor britânico de Orgulho e Preconceito comanda novamente a sua musa Keira Knightley no épico romântico que tem tudo para conquistar o coração da Academia, que adorava esse tipo de filme até a década passada. Será que Wright reacende essa paixão?

Sidney Lumet (Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto): A Academia tentou aposentá-lo com um Oscar honorário, mas o mestre que concorreu na categoria de Melhor Diretor por 12 Homens e uma Sentença, Um Dia de Cão, Rede de Intrigas e O Veredicto está de volta. Muitos dizem que ele realizou um de seus melhores filmes.

Terry George (Reservation Road): O diretor irlandês é o responsável por Hotel Ruanda, um dos filmes mais elogiados de 2004. Só que a Academia deixou ele de fora. Indicá-lo por Reservation Road, um drama barra pesada sobre um pai desesperado (Joaquin Phoenix), que busca justiça em nome do filho, pode ser uma forma de reconhecer seu talento como contador de histórias.

Mike Nichols (Jogos do Poder): Alguém aí entende a ausência de Closer nas categorias principais do Oscar de 2005? O filme trouxe de volta o grande Mike Nichols, autor de clássicos como Quem tem Medo de Virginia Woolf e A Primeira Noite de um Homem (pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Diretor), além dos ótimos Uma Secretária de Futuro e Lembranças de Hollywood. Em Jogos do Poder (título brasileiro infeliz para Charlie Wilson’s War), Nichols dirige um timaço formado por Tom Hanks, Julia Roberts e Philip Seymour Hoffman.


Marc Forster (O Caçador de Pipas): Diretor de filmes queridos pelo público como Em Busca da Terra do Nunca e Mais Estranho que a Ficção, Forster jamais foi indicado ao Oscar de Melhor Diretor. A adaptação do amado livro de Khaled Hosseini pode ser a sua grande chance.


David Cronenberg (Senhores do Crime): Antes, ele fazia filmes bizarros como Scanners, A Mosca e A Hora da Zona Morta. Hoje, o canadense David Cronenberg continua analisando as esquisitices da mente humana, mas com os pés no chão. Ele busca reconhecimento com trabalhos “sérios” como Marcas da Violência e o novo Senhores do Crime.


Ridley Scott (O Gângster):
O diretor de Alien e Blade Runner jamais segurou um Oscar. Ele foi indicado para Melhor Diretor por Thelma & Louise, Gladiador e Falcão Negro em Perigo. Seu épico romano estrelado por Russell Crowe pode ter sido o principal vencedor da cerimônia de 2001, mas o cineasta saiu de mãos vazias.

Tim Burton (Sweeney Todd): Muitos dizem que o diretor de Os Fantasmas Se Divertem, Edward Mãos de Tesoura, Batman, A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça e Peixe Grande pode, finalmente, ganhar um Oscar. Sweeney Todd é a versão cinematográfica de um musical da Broadway, mas Burton está em casa. É uma história sombria com Johnny Depp, que utiliza o preto e o branco como cores dominantes em cenário, figurino e fotografia.


Jason Reitman (Juno): Filho mais talentoso do que o papai Ivan Reitman, de Os Caça-Fantasmas, Jason representa uma das esperanças do futuro de Hollywood. Ele é o diretor de Obrigado Por Fumar, uma comédia irônica sem igual, que ficou de fora do Oscar. Ok, Jason Reitman foi indicado por seu roteiro original, mas quem já viu o filme também sabe como o cara é bom diretor.


Paul Thomas Anderson (There Will Be Blood): Um dos cineastas mais idolatrados dos últimos 10 anos ainda não foi reconhecido pela Academia com uma indicaçãozinha sequer na categoria de Melhor Diretor. P.T. Anderson tem uma legião de jovens cinéfilos ao seu lado por causa de Boogie Nights e Magnolia. Talentoso com a câmera, Anderson ainda precisa provar sua força como contador de histórias. O elogiado There Will Be Blood pode representar seu amadurecimento.


Joel Coen e Ethan Coen (Onde os Fracos Não Têm Vez): Os críticos americanos adoraram essa espécie de Fargo 2, dos irmãos Coen. O filme não é tudo isso, mas essa história que desmistifica heróis e vilões pode levar a dupla, que já foi tão criativa, de volta ao Oscar.


Sean Penn (Into the Wild):
A Academia adora atores dirigindo belos roteiros. Foi assim com Robert Redford, Kevin Costner, Clint Eastwood e Mel Gibson. E a história pode se repetir com Sean Penn, que fez o melhor filme do ano. Pelo menos, entre os que foram exibidos no Brasil até o momento.

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