novembro 5th, 2007

Greve dos roteiristas tira o sono e a paz de Hollywood

Desde o final de semana, muita gente já imaginava que poderia acontecer uma greve dos roteiristas em Hollywood. Mas a partir desta segunda-feira, ela é realidade. Além do contrato expirado em 1º de novembro, a classe sindicalizada reivindica um acordo na participação dos lucros nos lançamentos de filmes e séries de TV em DVD. Sem falar na distribuição de suas crias na internet.

No momento, a crise afeta realities e talk shows, que precisam de retoques dos roteiristas quase que diariamente. O pior é que a greve está longe do fim e se o problema for prolongado, séries de TV e até mesmo o cinema podem sofrer duras conseqüências. Imagine só deixar de acompanhar a continuação de shows badalados como Lost e Heroes de uma hora pra outra. Geralmente, as temporadas têm seus primeiros quatro episódios escritos, enquanto os demais ficam prontos semanalmente. É lógico que Hollywood não vai acabar agora. Sempre tem um plano B, afinal talentosos roteiristas que não integram o sindicato (Writers Guild of America – WGA) estão disponíveis no mercado.

Mas veja o drama no caso do cinema e pense nos pobres roteiristas. Hoje em dia, a maioria dos filmes (e são muitos por ano) não lucra somente com exibições domésticas e internacionais. Outros nem recuperam a grana investida durante a produção. A saída pode ser a venda (e locação) de DVDs e o direito de transmissão pela TV ou internet. Enfim, ainda não há acordo e o cenário é pessimista.
De qualquer forma, alguns famosos já gritaram por seus direitos nesta segunda-feira pelas ruas de Los Angeles: James L. Brooks (diretor e roteirista de Laços de Ternura, Melhor é Impossível e uma das mentes criativas por trás de Os Simpsons), J.J. Abrams (Lost, Alias), Delia Ephron (Sintonia de Amor, Mensagem Para Você) e Tina Fey (30 Rock, Saturday Night Live).

Outras celebridades como Julia Louis-Dreyfus (Seinfeld, The New Adventures of Old Christine), America Ferrera (Ugly Betty) e Jay Leno (The Tonight Show) já demonstraram apoio.

Agora, só resta torcer para que o caos termine o quanto antes. Tem estúdio encomendando roteiros com finais alternativos de seus autores, além de várias versões de um mesmo script, pois ninguém sabe quando a greve poderá acabar. O show deve continuar, mas a qualidade das produções de cinema e TV do ano que vem pode ficar comprometida. Ainda bem que meu filme mais aguardado de 2008 já está prontinho.

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