novembro 5th, 2007

Impressões finais da Mostra

Na última quinta-feira, o Memorial da América Latina, em São Paulo, foi palco da cerimônia de encerramento da 31ª Mostra Internacional de Cinema. Após a entrega dos prêmios apresentados por Serginho Groisman e Marina Person, os convidados assistiram à pré-estréia no país de Onde os Fracos Não Têm Vez, o novo (e decepcionante) filme dos irmãos Coen.

O júri composto pelos cineastas Hirokazu Kore-Eda (Japão), Inês de Medeiros (Portugal), Lúcia Murat (Brasil), Moussa Sene Absa (Senegal) e Férid Boughédir (Tunísia) elegeu O Banheiro do Papa, co-produção Brasil/Uruguai/França, como o Melhor Filme.

Dirigido por de Enrique Fernández e César Charlone, o longa inicia o mesmo caminho trilhado por vencedores das duas últimas edições: O Cheiro do Ralo e Cinema, Aspirinas e Urubus. O prêmio especial do júri ficou com o polonês Truques, de Andrzej Jakimowski, enquanto Carla Ribas foi a Melhor Atriz, por A Casa de Alice. Rubens Ewald Filho anunciou a escolha do júri para a categoria de Melhor Documentário: Transformaram Nosso Deserto em Fogo.

HOLLYWOODIANO esteve lá e vibrou quando Serginho Groisman e Marina Person anunciaram as escolhas do público: o maravilhoso Into the Wild (foto), de Sean Penn, dividiu o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro de Ficção com a animação francesa Persépolis. Para o público da Mostra, Estórias de Trancoso foi o Melhor Filme Brasileiro de Ficção. Já o cineasta israelense Amos Gitaï foi o homenageado da noite pelos organizadores da Mostra.

Como trabalho durante o dia, não pude ver tantos filmes como outros cinéfilos. Para você ter uma idéia, ainda no terceiro dia de Mostra, ouvi um casal dizer que estava em seu nono filme (!) enquanto aguardávamos o início da sessão de À Prova de Morte. É muita coisa, mas eu consegui bater meu recorde vendo “apenas” sete filmes que seguem o foco deste blog. Alguns deles estão cotadíssimos para o Oscar, como Desejo e Reparação, de Joe Wright. Infelizmente, perdi títulos como Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto, de Sidney Lumet, I’m Not There, de Todd Haynes, e Inland Empire, de David Lynch. Enfim, não posso reclamar. E se você ainda não leu as críticas do blog, clique ao lado na categoria “Mostra de SP”.

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