janeiro 29th, 2008

Cloverfield: É marketing ou é pra valer?

Não acredito que ainda não falei nada sobre Cloverfield, o aguardado “filme de monstro” americano produzido pelo louco J.J. Abrams, criador de Lost, Alias e diretor de Missão Impossível III e o novo Star Trek.

Abrams deixou a direção com o desconhecido Matt Reeves, que fez apenas um filme – a comediazinha O Primeiro Amor de um Homem, com David Schwimmer e Gwyneth Paltrow, que pretendia ser uma versão moderna de A Primeira Noite de um Homem, clássico de Mike Nichols. Depois disso, Reeves dirigiu vários episódios de diferentes séries, como Felicity (ugh!), e escreveu o roteiro de Caminho Sem Volta, ao lado de James Gray.

Quando as primeiras imagens de Cloverfield caíram na rede, os nerds enlouqueceram. Até então, o que se sabia em relação ao projeto misterioso de J.J. Abrams é que Nova York seria atacada por um monstro gigantesco. Antes da estréia nos EUA, Cloverfield era o filme que todos queriam ver. Agora, com seus quase US$ 65 milhões arrecadados nas bilheterias americanas, tudo indica que as pessoas não estão voltando aos cinemas para rever o que me parece mais uma grande jogada de marketing de J.J. Abrams. Ele é criativo, mas costuma vender seus produtos por um preço maior do que a qualidade.

A verdade é que o trailer de Cloverfield (veja aqui) é realmente intrigante. Mas confesso que a filmagem com câmera na mão estilo Blair Witch Project me deixa com um dos pés atrás (para mim, A Bruxa de Blair é um trabalho ruim de conclusão de curso de estudantes de cinema).

A jogada de J.J. Abrams é a seguinte: Tirando as três versões de King Kong, pense num grande “filme de monstro” americano solto na cidade. Achou alguma coisa? Aquele final de O Mundo Perdido – Jurassic Park não vale. É por isso que a histeria em torno de Cloverfield grita tão forte entre fãs de ficção científica e terror. O cinema oriental apresentou Godzilla ao mundo. Recentemente, eles aprontaram de novo em O Hospedeiro, que é o máximo. Mas onde estão os monstrengos ocidentais? A resposta pode estar em Cloverfield.

Não quero tirar um barato com a cara de ninguém, mas acho que as filas no Brasil serão quilométricas, afinal o público daqui adora dois gêneros: terror e comédia. Se tem adolescente no meio, melhor ainda. É só caprichar no “medo” (no caso de terror) proporcionado por um trailer, que o público brasileiro anota o filme na agenda. Se vão gostar ou não, isso é outra história. Mas J.J. Abrams agradece.

Espero morder a língua quando o filme estrear no Brasil no dia 08 de fevereiro.

Posts