janeiro 23rd, 2008

Nunca esqueceremos Heath Ledger

Ontem, o ator australiano Heath Ledger nos deixou. A notícia abalou os cinéfilos e fãs do astro não apenas pelo significado em si da morte, mas porque Ledger era novo. Ele tinha apenas 28 anos e era um dos jovens talentos que reservavam um futuro de qualidade para Hollywood.

Ledger talvez não fosse o meu (ou o seu) ator favorito. Mas todos nós sabemos o quanto ele era capaz de seguir uma carreira brilhante.

Ele começou a chamar a atenção com a comédia romântica 10 Coisas que Eu Odeio em Você, quando mandou bem na famosa cena em que canta Can’t Take My Eyes Off You para Julia Stiles. Logo depois, ele foi o filho de Mel Gibson em O Patriota.

Graças a esses papéis, Ledger ganhou a condição de protagonista no moderninho Coração de Cavaleiro. Mas seu talento dramático foi testado de verdade pelo diretor Marc Forster, em A Última Ceia. Neste drama que deu o Oscar de Melhor Atriz a Halle Berry, o astro tem uma cena tão forte que acho que jamais terei coragem para assisti-la novamente. Não depois dessa semana.

E eu sei que tem um monte de gente que bate no filme do Terry Gilliam, mas eu adoro Os Irmãos Grimm. Heath Ledger está divertidíssimo ao lado de Matt Damon. E eles terminam dançando. Aquilo é uma zoeira só. Demais.

Mas foi em 2005, quando o cineasta Ang Lee o convidou para estrelar O Segredo de Brokeback Mountain, que Heath Ledger alcançou o devido respeito e a admiração de público e crítica. Seu cowboy Ennis Del Mar é um personagem que entrou para a história do cinema antes mesmo da tragédia de ontem. Não só graças ao olho de Ang Lee, mas ao talento do ator, que foi colocado para fora – como um desabafo – neste filme.

Na época, alguns críticos compararam Ledger ao jovem Marlon Brando. Exagero ou não e com ou sem rótulos, Ledger encontrava ali o seu lugar ao sol em Hollywood. O Segredo de Brokeback Mountain marcou uma geração de cinéfilos e também rendeu a Heath Ledger uma indicação ao Oscar de Melhor Ator – Philip Seymour Hoffman ganhou a estatueta naquele ano, por Capote.

Antes de partir, Heath Ledger deixou mais duas obras: Não Estou Lá, de Todd Haynes, e Batman – O Cavaleiro das Trevas, de Christopher Nolan. Na primeira, ele é uma das várias faces do cantor Bob Dylan. No segundo, Ledger vive um enlouquecido Coringa na mais do que aguardada seqüência de Batman Begins.

Aliás, será muito estranho ver Ledger como o vilão do filme, não? Digo… agora. Sei lá. Acho que a ficha ainda não caiu. Talvez ninguém tenha assimilado ainda. E não sei bem o que vão dizer no resultado final da autópsia. Nem quero saber. Também não gosto muito quando dizem que ele entrou para o hall dos atores que morreram cedo como James Dean, River Phoenix e Brandon Lee. Prefiro dizer que bons atores como Heath Ledger não morrem. Eles vivem para sempre. Seus filmes estão aí. Eternos.

Ledger dormiu em paz e deixou uma filhinha de dois anos, além de milhares de fãs. Prefiro lembrar dele em momentos marcantes como a cena sensacional abaixo. É isso. Vai com Deus, meu caro!

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