abril 30th, 2008

Acabou a brincadeira

Depois de tanta frescura em cartaz nos cinemas entre os grandes filmes do Oscar e o aguardado mês de maio, finalmente, os corajosos cinéfilos que esperaram pacientemente por uma produção digna de nosso rico e suado dinheirinho podem dizer “Aleluia”.

Hoje estréia Homem de Ferro, a extravagância cinematográfica do ator e diretor Jon Favreau, que adaptou os quadrinhos de Stan Lee e Jack Kirby. Com a intervenção do roteirista Larry Lieber e do desenhista Don Heck, eles lançaram o Ferraço no gibi (dane-se o “comic book”, na minha época era “gibi” mesmo) Tales of Suspense, em 1963.

O doido varrido mais talentoso de Hollywood, Robert Downey Jr., ganhou o papel de Tony Stark, o Ferraço. Não deixa de ser uma escolha incomum. Mas fico extremamente feliz em ver grandes atores interpretando personagens que muitos dizem que não devem ser levados a sério. Downey Jr. se arriscou e é assim que se faz nessa terra de ninguém.

Se essa moda já estivesse na cabeça de Hollywood nos gloriosos anos 1970, majestosos como Robert De Niro e Al Pacino fatalmente seriam considerados para o papel que ficou com Downey Jr. Imaginem só a turma setentista como Wolverine (Jack Nicholson de costeletas), Batman (Pacino e seu vozeirão de dar medo), Homem-Aranha (Dustin Hoffman recém-saído de A Primeira Noite de um Homem) e Superman (De Niro e seu olhar de quem acabou de acordar de um pesadelo).

Abram alas para o cinemão feito com qualidade. O fanático pela sétima arte que estuda ou trabalha diariamente merece conforto e alegria nas horas vagas. É chegado o momento triunfante desses intrépidos leões desbravadores das salas de cinema de todo o País relaxarem e assistirem a Robert Downey Jr. com a armadura vermelha e dourada esmagando os inimigos da paz.

Tenho absoluta certeza de que o filme será um deleite sonoro e visual para os nossos cerebelos. Esqueça o stress, o trânsito, a conta de telefone, a declaração do imposto de renda e aquela reunião feita às cinco e pouco da tarde pelo chefe mala. No fim do expediente, tire a gravata, vista a camiseta do Homem de Ferro, toque Iron Man, do Black Sabbath, no iPod e grite: “FUI!”

Seja feliz e vá ao cinema. Talvez não seja um filmaço, mas a diversão inserida imediatamente em nossos neurônios durante uma sessão de Homem de Ferro jogará os problemas, além de qualquer chatice e chororô na lata do lixo. Ao menos, por duas belas horas no cinema. Te vejo lá.

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