outubro 9th, 2008

Capacitor de fluxo

São Paulo é um caos coletivo todo santo dia, mas isso você já sabe. Também está careca de saber que a cidade está imunda por causa da papelada que os paus mandados dos políticos jogaram nas ruas durante o final de semana. E ainda choveu nos últimos dias pra ajudar. Além disso, o trânsito só piora. Enfim, também conheço gente que adora São Paulo. Vai entender, né? Mas morar aqui tem suas vantagens: os filmes chegam antes, as peças, os shows… A comida é a melhor do Brasil (quiçá do mundo), as oportunidades de emprego são maiores (o que não impede de ver gente honesta e batalhadora desempregada) e a noite paulistana é a mais agitada e ampla do País. Eu agüento tudo isso e até me divirto. Mas ninguém merece acordar e ver uma gurizada histérica dando a volta no quarteirão da Funchal com a Rua Helena, aqui na Vila Olímpia, aos berros por causa de uma bandinha chamada McFly, que tem esse nome em homenagem ao grande Marty McFly, herói da trilogia De Volta Para o Futuro (descobri isso há algumas horas).

Hoje, de cinco em cinco minutos, trabalhei com gritinhos de meninas e alguns marmanjos como se todos estivessem vendo os Beatles dando um “olá” de uma janela de hotel. Olhando lá fora, o cenário é uma espécie de Madrugada dos Mortos versão teen. É a visão geral do horror. Mas não liga não, pois sou careta com muito orgulho. Só espero que ninguém tenha mentido na escola, afinal professor não é trouxa.

O show desses caras logo ali do lado, no Via Funchal, acaba por volta das 20h, então vou-me embora. Daqui a pouco, os pais desses rebentos começam a lotar essa rua infernal de carros. Mas antes, eu tenho duas perguntas: Será que os fãs do McFly já viram De Volta Para o Futuro? E será que elas sabem que o filme teve duas seqüências?

Obs: O mau humor e o inferno astral do ‘Hollywoodiano’ terminam amanhã.

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