outubro 23rd, 2008

Clint Eastwood venceria Muricy Ramalho numa luta

Em 2006, o setentão mais jovem e macho de Hollywood, o “imperdoável” Clint Eastwood, nocauteou a concorrência ao dirigir dois filmes bacanas de guerra de uma só vez: A Conquista da Honra e Cartas de Iwo Jima. Agora, o vovôzão está de volta com (novamente) dois filmes em apenas um ano. O cara não tem medo de nada. Se fosse técnico de time brasileiro, Clint seria mais carrancudo que Muricy Ramalho nas coletivas.

Primeiro, teremos Changeling, um misterioso drama com Angelina Jolie tentando descobrir a verdade sobre o desaparecimento de seu filho. Depois, é a vez de Gran Torino, com Clint voltando como ator e fazendo um velho preconceituoso e casca grossa, que se aproxima de seu vizinho asiático simplesmente por admirar o carro do cara, um Gran Torino 1972. Clint já avisou que seu personagem é “ofensivo e potencialmente controverso”. Parece doentio, graças a Deus, e Clint sabe o que é melhor pra gente.

Meu amigo Fabio Barreto, do S.O.S. Hollywood viu Changeling nesta semana e vibrou com o resultado, inclusive achando muito justo ver o filme de Clint entre os finalistas do Oscar. Changeling estréia hoje nos cinemas norte-americanos.

Gran Torino chega aos EUA no dia de Natal, e há uma curiosidade com o nome do personagem de Clint. No filme, ele se chama Walt Kowalski. Como bem observou um amigo meu fanático por carros (que é a cara do Steve Carell), Kowalski é o nome do protagonista (interpretado por Barry Newman) de outro filme vidrado em carrões: Corrida Contra o Destino, de 1971. Só que a máquina era um Dodge Challenger 1970. A produção teve uma refilmagem para a TV, em 1997, com Viggo Mortensen como Kowalski. Enfim, trata-se apenas de uma coincidência nerd. Ou talvez uma homenagem de Clint.

O que importa é que em Clint Eastwood nós confiamos. É o diretor que jamais erra. E tenho dito.

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