outubro 13th, 2009

A vez de Christoph Waltz

Hans Landa

Com todo o respeito que merece Alan Arkin, o vencedor do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, em 2007, por Pequena Miss Sunshine, você  já reparou que desde então a Academia só vem premiando atuações históricas, monstruosas, soberbas e matadoras nesta categoria? Curiosamente, são performances que imortalizam novos grandes vilões do cinema. Lembre-se de Javier Bardem, como Anton Chigurh, o assassino bizarro dos Irmãos Coen, em Onde os Fracos Não Têm Vez, no Oscar 2008. Como esquecer da inesquecível atuação de Heath Ledger, como o Coringa, de Batman – O Cavaleiro das Trevas, que também rendeu ao ator uma estatueta dourada de coadjuvante na cerimônia deste ano? Com isso em mente - e o buzz -, chegou a hora e a vez do ator austríaco Christoph Waltz, como o nazista Hans Landa, de Bastardos Inglórios.

Antes de continuar, eis a aposta do blog (na cara dura): Christoph Waltz vai ganhar o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Ponto. O homem “O Caçador de Judeus” do novo filme de Quentin Tarantino, Waltz veio da TV alemã para alcançar o olimpo cinematográfico graças ao faro do diretor de Pulp Fiction e Kill Bill. E ele não desperdiçou a chance ao viver um vilão daqueles que representa o mal absoluto.

Dócil, simpático numa primeira impressão, seu Hans Landa é capaz de devorar quem está à sua frente num piscar de olhos. Frio, irônico e, acima de tudo, cruel, ele é um vilão que já tem lugar cativo ao lado de figuras pop como Hannibal Lecter, Darth Vader, Norman Bates, Anton Chigurh, o Coringa de Ledger e tantos outros.

Além do talento evidente de Waltz e a criação fantástica de Tarantino, o papel de Hans Landa entra para a eternidade porque sabemos o tempo inteiro que estamos no cinema. Landa diverte e assusta, como um monstro que só queremos ver do lado de lá da tela. Claro que ele traz inspiração da vida real – e falamos de um ótimo ator de teatro -, mas trata-se de  um personagem criado para dialogar com o público e feito por amor a quem vai ao cinema. É um tipo de vilão com suas frases imortais de efeito, os famosos bordões, que só tem graça numa sala escura, como “THAT’S A BINGO!”.

Guarde este nome: Christoph Waltz. Já recebeu o prêmio de Melhor Ator no Festival de Cannes, por Bastardos Inglórios.  Agora, só falta o Oscar. Tomara que sua carreira siga em merecida ascensão. Aliás, em breve, Waltz será o vilão da adaptação para o cinema da série de TV Besouro Verde, que terá Seth Rogen como o herói.

Bom… Se é assim, que tal o diretor Christopher Nolan (Batman Begins, O Cavaleiro das Trevas) começar a pensar no ator como uma possibilidade para o futuro Charada? O que você acha?

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