Começa a Mostra de SP

De hoje até 05 de novembro, o cinéfilo paulistano será impiedoso na disputa pelos concorridos ingressos da 33ª Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo. É hora de encher a cara de café, embarcar nas filas e inventar alguma doença para sair mais cedo do trabalho. A maratona é pesada, mas vale a pena para quem quer assistir a filmes raros ou produções cotadas para o Oscar. Pelo menos, não teremos a presença de bichos-grilos fumando no cinema. Eles são feios, mas sem cigarro, não incomodam ninguém, coitados.
Fique ligado em alguns filmes que estão na mira do HOLLYWOODIANO: (500) Dias Com Ela, de Marc Webb, Brilho de uma Paixão, de Jane Campion, O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, de Terry Gilliam, Aconteceu em Woodstock, de Ang Lee, Julie & Julia, de Nora Ephron, Abraços Partidos, de Pedro Almodóvar, e An Education, que virou Sedução aqui no Brasil. O filme de Lone Scherfig traz a jovem Carey Mulligan (FOTO) no elenco. É a menina prodígio do ano, cotadíssima para o Oscar de Melhor Atriz.



Perfeito


É nóis!!!
“Sedução”??? Nossa senhora, que horror de tradução!!
Eu adoraria poder conferir a Mostra. Acho muito injusto que este tipo de evento fique restrito aos grandes centros urbanos brasileiros. As pérolas deveriam ser compartilhadas, mas tudo bem! rsrsrsrsrsrs
Boa mostra! Bons filmes! Aguardo a cobertura com ansiedade!
Beijos!
porque mostras como esssa não acontecem por aqui? é claro que tem festivais ótimos aqui em recife (cine pe, e janela internacional) mas nenhuma com o prstígio e organização de Sp.
‘Sedução’? sem chance de eu falar esse nome, para mim será ‘an education’ e nada mais. Esperamos seus comentários.
Apesar da sorte que tenho de morar em SP (brincadeira, rsrsrsrs), infelizmente não irei para a Mostra em questão da temporada de provas, mas tentarei ver alguns filmes no mês que vem, quando entram no circuito comercial.
Beijos!
DENIS
É nóis!
KAMILA
Pois é… Eu sei, Brasil…
LUIS
Eu só acho que a Mostra de SP é morta perto do brilho do Festival do Rio, que tem tapete vermelho e tudo. Abs!
MAYARA
És de São Paulo também? Que legal! Enfim, muitos desses filmes entrarão logo em cartaz. E boas provas pra você!!
A Mostra cansada
Tenho nas paredes cartazes de antigas Mostras de Cinema de São Paulo: a de 1997, com o “homem câmera” de Angeli, as árvores azuis de Alexander Sokurov (2002), o desenho vermelho de Manoel de Oliveira (2006). Nestas e em outras ocasiões lá estive, com o crachá pendurado, catálogo no sovaco, arsenal de balas e caderninho de anotações. Sim, sou desses malucos da sala escura, membro da eclética fauna que freqüenta as projeções mais absurdas como se participasse de uma confraria secreta.
Morando e trabalhando longe, cometi insanidades pela cinefilia. Certa vez, fui de Rio Claro à capital em uma hora e meia (não tentem reproduzir isto em casa) para não perder um filme. Nem gosto de lembrar as multas por estacionamento irregular e os ataques histéricos no trânsito provocados por uma exibição iminente.
Devo muito às seleções de Leon Cakoff. Por seu intermédio descobri Hal Hartley, Jim Jarmush, Sokurov, Michael Haneke, Lars von Trier e todo o Dogma, os primeiros Kieslowskis, uns raríssimos Bergmans e uma constelação de documentários inacessíveis.
Agora canso apenas de imaginar a viagem, os congestionamentos, a correria, as filas, os percalços de organização, a concorrência dos credenciados. A experiência como diretor da Cinemateca Campineira ensinou-me a valorizar incondicionalmente o sucesso e a longevidade da Mostra. Mas não há como ignorar que ela se tornou insuficiente para a metrópole caótica, além de obsoleta perante a voracidade do circuito comercial, do mercado digital e até da pirataria.
A Mostra escaparia da saturação se redimensionasse sua estratégia de exibição (descobrindo espaços suficientes para abrigar as grandes estréias), se revitalizasse as retrospectivas nacionais, autorais ou temáticas, se promovesse conferências e debates mais audaciosos com autoridades do mundo cinematográfico e se levasse parte da programação para regiões carentes e cidades próximas, ávidas por eventos culturais.
Aceitar passivamente as limitações desse formato consagrado levará, em pouco tempo, à decadência que já acomete outros festivais brasileiros.
Pois é, final de Mostra, 66 filmes vistos. Dos filmes na sua mira, nao vi Parnassus, Julie & Julia e Brilho de Uma Paixao. Adorei o do Almodovar e achei os outros (500 Dias, Sedução, Woodstock) pessimos.
Abços!
GUILHERME
Fantástico! Nada a acrescentar ao seu comentário fantástico! Concordo com cada palavra! Abs!
HELIO
66 filmes? Meus parabéns!