Vida longa ao Monty Python

Há exatos 40 anos, no dia 05 de outubro de 1969, um irreverente grupo inglês formado pelos atores John Cleese, Eric Idle, Graham Chapman, Michael Palin, Terry Gilliam e Terry Jones começava a fazer História com a estreia da série Monty Python’s Flying Circus. Suas únicas armas contra a estranheza alheia em relação ao que é novo: cara de pau, e um humor ácido, direto, baseado nas mudanças inevitáveis da cultura inglesa (e mundial).
O Monty Python sacudiu o pudor da refinada sociedade local durante as quatro temporadas em que a série ficou no ar na BBC. Rapidamente, fez escola pelo mundo, com o fortalecimento de sua marca graças aos filmes Monty Python em Busca do Cálice Sagrado (1974), A Vida de Brian (1979) e Monty Python – O Sentido da Vida (1983).
Se hoje já vimos TV Pirata, Casseta & Planeta, assim como comédias americanas de qualidade do naipe de Apertem os Cintos, O Piloto Sumiu, Top Secret, e Corra que a Polícia Vem Aí!, devemos tudo aos caras do Monty Python. Atualmente, a crítica corrosiva ao momento político, cultural e social desapareceu das comédias, que se concentram somente no besteirol – vide ovelhas negras como Todo Mundo em Pânico e Os Espartalhões. Mas isso era previsível, afinal a inteligência que um dia existiu nesse tipo de humor se perdeu no meio da artificialidade da Era da banalização da informação.
Hoje, embora principalmente John Cleese e Eric Idle continuem em atividade, o Python que continua exercendo certa influência em Hollywood é Terry Gilliam, que seguiu firme e forte como cineasta. Além dos filmes do grupo inglês, Gilliam é o responsável por sucessos como Brazil, As Aventuras do Barão Munchausen, O Pescador de Ilusões, Os Doze Macacos e o novo The Imaginarium of Doctor Parnassus (mais conhecido como “o último filme estrelado por Heath Ledger).
OBS: Fique ligado no HOLLYWOODIANO em outubro, pois teremos mais homenagens ao Monty Python.



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