novembro 27th, 2009

O grande sucesso do ano

Modern Warfare 2

Ainda não se sabe onde a bilheteria de Lua Nova vai chegar, mas o maior lançamento de todos os tempos da indústria do entretenimento não é um filme. O dono da façanha é o game Modern Warfare 2, da série Call of Duty, que faturou US$ 310 milhões em apenas cinco dias em três países: EUA, Canadá e Inglaterra. Em uma semana, passou da casa dos US$ 500 milhões.

Chega a ser humilhante comparar com a maior bilheteria de 2009 nos cinemas, Transformers – A Vingança dos Derrotados, que arrecadou US$ 409 milhões somente em sua jornada doméstica. Está certo que cada game custa em média US$ 60 e sei que o ingresso de cinema não chega a tanto. Mas o fato é que a garotada (marmanjos e crianças) está preferindo ficar em casa para jogar Xbox 360 e Playstation 3

Para não voltar ao lugar comum e dizer, mais uma vez, que Hollywood sofre com a falta de boas ideias, acho que a indústria cinematográfica até conta com gente competente e criativa para reformular o quadro de talentos, já que nossos heróis (Spielberg, Lucas e tantos outros) estão ficando velhos. O problema é que não basta ter um grande projeto nas mãos. O que interessa é o lucro certo nas bilheterias, principalmente no primeiro final de semana.

Até aí, não é desculpa, afinal o game Modern Warfare 2 tem uma história intrigante e polêmica, longe de ser fácil e boboca como a maioria dos filmes do verão americano. Aliado a isso, MW 2 é muito divertido e traz o melhor que os video games de última geração tem a oferecer em matéria de tecnologia. E se é dinheiro o que importa, o game bateu recordes.

Eu vou mais longe: Acho que a TV evoluiu tanto em tecnologia quanto em ousadia e criatividade em direção, roteiro, montagem etc.  Os games também. Lembra do Odissey? Do Atari? Hoje, os gráficos são impressionantes, mas o que realmente chama a atenção, pelo menos pra mim, é que as histórias dos games são fantásticas, capazes de deixar roteiristas de Hollywood com inveja. E não estou falando de Guillermo Arriaga ou Charlie Kaufman. Falo de roteiristas que vivem escrevendo para filmes de verão ou superproduções. No geral, os games estão dando um banho no cinema, que só evolui em tecnologia, mas anda esquecendo do resto (e isso serve para você também, Sr. Robert Zemeckis).

Enquanto Hollywood tenta acertar a mão em adaptações de games para a telona (Modern Warfare está entre os projetos), os games estão adaptando, aos poucos, Hollywood (e toda a indústria do entretenimento) para uma realidade que já existe e ninguém quer ver.

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