janeiro 21st, 2010

George Clooney, o astro do século

George Clooney

Astro de "Amor sem Escalas" lembra galãs clássicos, como Cary Grant

Para a mídia especializada, Harrison Ford foi o astro do século passado. E agora? Após a primeira década do novo século, quem fica no topo da lista? Para o Hollywoodiano, a resposta é simples: George Clooney, ator, diretor, produtor, roteirista, além de embaixador da paz pela ONU e organizador do Hope for Haiti, maratona televisiva feita para arrecadar fundos para as vítimas do terremoto que devastou aquele país.

E o começo da última década não foi tão animador assim para o galã, que ainda era alvo de piadas por causa da tragédia chamada Batman & Robin (1997). Mas, rapidamente, ganhou uma chance de Joel e Ethan Coen para protagonizar o divertido E Aí, Meu Irmão, Cadê Você?, (2000) que lhe rendeu um surpreendente Globo de Ouro de Melhor Ator (Comédia/Musical). No mesmo ano, foi o nome à frente do elenco de um dos maiores sucessos de bilheteria da temporada: Mar em Fúria (2000).

Não demorou para Hollywood começar a notar um certo cuidado de George Clooney em zelar por sua imagem, que era bem vista na TV, graças ao sucesso da série E.R., mas que foi arranhada violentamente pelo filme-com-cara-de-desfile-de-escolas-de-samba dirigido por Joel Schumacher sobre o Homem-Morcego. Se bem que Clooney já tentava escolher ou aceitar bons projetos, como Irresistível Paixão (1998) , de Steven Soderbergh, e Três Reis (1999), de David O. Russell.

Mas foi o sucesso de Mar em Fúria e o Globo de Ouro por E Aí, Meu Irmão, Cadê Você? que colocaram Clooney de volta aos olhos da indústria. E, novamente, na rota do cineasta Steven Soderbergh, vencedor do Oscar de Melhor Diretor, em 2000, por Traffic. Dois nomes em alta reuniram um time de astros formado por Brad Pitt, Matt Damon e Andy Garcia, além da grande estrela daquele momento, Julia Roberts, também recém-oscarizada, por Erin Brockovich (2000), dirigido por… Steven Soderbergh. Ora, Onze Homens e um Segredo (2001) foi sucesso garantido antes mesmo de sua estreia, um projeto dos sonhos de Hollywood. A imagem de George Clooney estava, finalmente, intacta. E mais admirada do que nunca até então.

Nos anos seguintes, decidiu se arriscar como diretor e fez o interessante Confissões de uma Mente Perigosa (2002) e agradeceu a força de Steven Soderbergh e dos Irmãos Coen atuando em filmes menores dos cineastas. Sem falar que Clooney também começava a se aventurar como produtor. Aliás, montou uma produtora ao lado do próprio Soderbergh, bancando filmes, inclusive de nomes como Christopher Nolan (Insônia).

Mas foi o ano de 2005 que consagrou Clooney como o maior astro de Hollywood na década. Ou um dos maiores, você escolhe. Foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro, por Boa Noite e Boa Sorte (melhor filme de 2005, segundo o Hollywoodiano), e ganhou as estatuetas como Melhor Ator Coadjuvante, por Syriana. Foi um ano e tanto.

Pouco tempo depois, em 2007, só não levou o Oscar de Melhor Ator por Conduta de Risco, que mostrou Clooney pela primeira vez fragilizado nas telas, porque Daniel Day-Lewis estava em seu caminho com Sangue Negro. Tudo bem. Dono de um humor carismático, Clooney brincou com a disputa  nas premiações com Day-Lewis: “Tenho raiva dele. Na verdade, eu odeio ele.”

Recentemente, voltou a dirigir, em O Amor Não tem Regras, (2008) comédia romântica que homenageia a era de ouro de Hollywood, mas Clooney não foi muito feliz desta vez. Nada que não pudesse ser contornado com produções de sucesso para grandes amigos, como O Desinformante e o aguardado Homens que Encaravam Cabras, no qual também atua. E, claro, sua presença em um dos filmes do momento, de um diretor em destaque na indústria, após entregar obras como Obrigado por Fumar (2005) e Juno (2007): Amor sem Escalas, de Jason Reitman.

Pelo filme, Clooney já foi indicado ao Globo de Ouro e ao SAG Awards de Melhor Ator. Em breve, deve ser lembrado pela Academia na mesma categoria. Respeitado, admirado e rodeado pelas pessoas certas, Clooney, cuja imagem remete aos galãs clássicos, como Cary Grant, tem tudo para continuar sendo o astro do século.

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