Oscar 2010: Os cinco verdadeiros candidatos

Os cinco principais indicados: "Bastardos Inglórios", "Amor sem Escalas", "Preciosa", "Avatar" e "Guerra ao Terror"
Está chegando a hora. Quem ganhará o Oscar de Melhor Filme? Temos 10 filmes competindo. Mas se ainda fossem cinco, certamente seriam a superprodução Avatar, o patriota do novo milênio Guerra ao Terror, a vingança judia Bastardos Inglórios, o independente pobrezinho Preciosa e o típico clássico americano Amor sem Escalas.
Abaixo, relembre as críticas do blog para os cinco principais concorrentes à estatueta dourada.
AVATAR
“Feito na hora certa, unindo o útil ao agradável, Avatar não deixa de ser também um triunfo de James Cameron como diretor contador de histórias, afinal nada funcionaria se a trama não emocionasse e capturasse a plateia por rápidas duas horas e quarenta e poucos minutos. No momento, Avatar é “apenas” um filme completo e perfeito em todos os sentidos. A equipe inteira de James Cameron está de parabéns. Mas, claro, posso estar delirando, já que o filme terminou e fiquei cinco minutos mudo, quase sem piscar. Não lembro mais quando me senti assim antes numa sala de cinema. Enfim, o tempo vai dizer se estou certo ou errado. Mas acho que testemunhamos um novo passo na história da sétima arte. Para o bem ou para o mal. Os olhos que se abrem no início de Avatar representam a plateia acompanhando um momento de transição do cinema. Na cena final, quando os nossos “novos olhos” se abrem, todos nós, junto com James Cameron, começamos a imaginar o futuro. Por tudo isso, boa sorte com seu próximo projeto, Cameron. Você vai precisar.” LEIA A CRÍTICA COMPLETA AQUI.
GUERRA AO TERROR
“Guerra ao Terror é um esforço e tanto de uma surpreendente Kathryn Bigelow (Caçadores de Emoção, Estranhos Prazeres, K-19: The Widowmaker) para chamar a atenção do povão, que não vê a CNN, com um mix visceral de ação e suspense, ilustrando, na medida do possível, a dura realidade dos soldados americanos no Iraque. Bigelow captura a essência do combate, assim como suas complicações morais e a influência disso tudo na vida de um soldado. Mas também dá um show para quem conhece a guerra pelos videogames. É um casamento perfeito entre os melhores recursos oferecidos por Hollywood e as influências do estilo documentarista. O espectador se sente como um correspondente no Iraque graças a uma câmera dominada pela tensão, reforçada pela fotografia queimada pelo sol de Barry Ackroyd e a montagem mais competente do ano, assinada por Chris Innis e Bob Murawski. É realidade, mas não deixa de ser cinemão.” LEIA A CRÍTICA COMPLETA AQUI.
BASTARDOS INGLÓRIOS
“Que ninguém jamais acuse Tarantino de ser um imitador. Para chegar até este filme, que é sua obra-prima, ele apresentou seu estilo próprio com, principalmente, Cães de Aluguel, Pulp Fiction e Kill Bill. Já estamos acostumados com Tarantino. Agora, mesmo desbravando terrenos clássicos do cinema, com direção de arte, figurinos e fotografias de deixar qualquer cinéfilo de queixo caído, Tarantino continua sendo Tarantino. Um pouco mais maduro, é verdade. Mas ainda continua sendo “o cara”, que tem a audácia de subverter a História em nome do amor pelo cinema, com uma coragem que poucos cineastas antes dele tiveram. É “o cara” que termina seu filme com Brad Pitt dizendo (sem a mínima vergonha): “Acho que fiz a minha obra-prima”. Assino embaixo, Sr. Tarantino.” LEIA A CRÍTICA COMPLETA AQUI.
PRECIOSA
“O diretor Lee Daniels não inova, não manipula, apenas observa, tenta desvendar o coração e a mente de sua heroína (e a mãe dela). Ele sabe que, cinematograficamente, seu filme perde para histórias semelhantes, porém mais grandiosas, como A Cor Púrpura, de Steven Spielberg. Por isso, entrega Preciosa às suas talentosas atrizes. Elas fazem toda a diferença. Podemos até discordar, eu e você, que a jovem protagonista de apenas 16 anos (embora Gabourey Sidibe tenha 10 anos a mais) fatalmente seguiria os passos de sua mãe, que, bem ou mal, a educou. Consequentemente, Preciosa agiria da mesma forma maléfica com seus filhos na vida real, mas o importante é ver que, ao mesmo tempo, ela faz e não faz parte daquele mundo, sonhando acordada, ela imagina outra vida; respira. Sem julgar seus personagens, Lee Daniels, lá no fundo, é otimista ao acreditar que sempre haverá alguém, em algum canto deste planeta cínico, pronto para dar um empurrãozinho em nossa eterna busca pela felicidade.” LEIA A CRÍTICA COMPLETA AQUI.
AMOR SEM ESCALAS
“O melhor exemplo de como se pode equilibrar perfeitamente drama e comédia, com respeito aos temas e problemas atuais, como foi o caso de Jerry Maguire em outra época. Tudo muito bem traduzido para a plateia, graças a um George Clooney mais expressivo e humano; a uma sensual e enigmática Vera Farmiga, que jamais dá brechas ao espectador sobre seu “verdadeiro eu”, e uma Anna Kendrick pronta para explodir como a jovem profissional impetuosa dos dias de hoje, que só deixa a máscara cair após algumas doses de uísque. Os três entregam as melhores performances de suas carreiras.” LEIA A CRÍTICA COMPLETA AQUI.
Obs: O Hollywoodiano estará no Twitter (@hollywoodiano) para comentar a festa do Oscar.



Perfeito


Realmente, Tarantino subverte deliciosamente a história com suas produções, e “Bastardos Inglórios” não foge a regra,Bigelow consegue realismo nas telas ao mostrar o cotidiano de soldados,”Preciosa” retrata de forma crua e s/ perder também a veridicidade dos fatos,”Amor sem escalas” é uma história gostosa de se assistir com atuações marcantes de Clooney e Kendrick e , finalmente, “Avatar” é a maior super produção da história do cinema, um espetáculo q/ jamais será esquecido, embora discorde q/ seja um filme “perfeito” em todos os sentidos.Mas vale a pena assistir mais de 1 vez e merece ganhar muitos dos prêmios a q/ está concorrendo.
Abraços.
E de certa maneira a mudança para 10 indicados foi bastante válida, afinal alguns dos outros cinco longas são melhores que “Preciosa”, por exemplo.