1 ano sem Michael Jackson

Reproduzo aqui o meu texto de 25 de junho de 2009:
Michael Jackson, o rei do pop, morreu nesta quinta-feira, dia 25 de junho de 2009, aos 50 anos. Vítima de parada cardíaca (?), ele foi levado às pressas para o UCLA Medical Center, em Los Angeles, Califórnia, mas não resistiu.
Apagado nesta década, longe da música, Michael Jackson enfrentava as consequências de seus problemas pessoais, incluindo sua saúde debilitada. Pretendia voltar aos palcos numa turnê que seria iniciada em julho deste ano. Os fãs ao redor do mundo já se mobilizavam em busca de um jeito para ver o astro.
Ídolo de uma geração, artista completo e homem mergulhado em polêmicas, Michael Jackson nasceu em Gary, Indiana, em 1958. Já aos cinco anos de idade, cantou e dançou com seus irmãos. Os Jackson Five imortalizaram hits como ABC, I’ll Be There e I Want You Back. Em 1972, partiu para a carreira solo, emplacando a canção Ben. Mas foi em 1979, com o álbum Off the Wall, que deixou para trás a imagem do mais jovem membro dos Jackson Five. Um dos hits deste disco foi Don’t Stop ‘Til You Get Enough, que embalou as pistas de sábado à noite. Outra faixa do mesmo álbum que merece destaque é Rock With You.
Ao longo dos anos, sua imagem, sua música, seus passos e seus gritos escreveram um capítulo da cultura pop. Michael Jackson influenciou inúmeros artistas. A lista é interminável, mas vale citar Prince, Justin Timberlake, Fergie, Akon e boy bands como Backstreet Boys. Tinha amigos em todas as áreas do mundo do entretenimento, entre eles Steven Spielberg, Oprah Winfrey, Quincy Jones, Madonna e Eddie Van Halen – este último colaborou com sua guitarra inconfundível em Beat It, um dos maiores sucessos de Michael.
Emplacou hits como Billie Jean, Black or White, Remember the Time, Heal the World, Will You Be There, Smooth Criminal, You Are Not Alone, Scream, They Don’t Care About Us. É um dos autores e intérpretes de We Are the World, clássico tema da campanha USA for Africa, de 1985. No cinema, atuou no musical The Wiz, versão black de O Mágico de Oz dirigida por Sidney Lumet, em 1978, com Diana Ross como Dorothy. E, claro, foi ele mesmo em Moonwalker, de 1988. Fez uma ponta hilária em Homens de Preto II, de 2002.
Com álbuns como Thriller (1982), Bad (1987), Dangerous (1991), HIStory (1995), Blood on the Dance Floor (1997) e Invincible (2001), tornou-se um fenômeno cultural. Obra-prima do pop, Thriller é o álbum mais vendido da história da música com mais de 100 milhões de cópias. É facilmente colocado entre os 10 maiores álbuns de todos os tempos em qualquer gênero. Thriller estabeleceu um padrão de cinema para os videoclipes. Custou meio milhão de dólares e foi dirigido por John Landis, cineasta responsável por filmes como Um Lobisomem Americano em Londres. Ouvir Thriller e não lembrar do clipe é praticamente impossível. Aliás, Michael atraiu grandes diretores para comandar seus vídeos. Bad foi dirigido por Martin Scorsese. Ouvir Bad e lembrar do clipe é inevitável. Já They Don’t Care About Us foi rodado no Pelourinho, em Salvador, e no morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, por Spike Lee.
Acusado de pedofilia, motivo de piada, brega, ridicularizado, imitado à exaustão, Michael Jackson nasceu negro, mas morreu branco. Apesar de tudo, deve ser julgado como artista. Gostar ou não de Michael Jackson não é a questão. Para muitos, ele foi o último artista absoluto. Em tempos de Susan Boyle, lembrar de Michael Jackson como astro real da música é essencial para as futuras gerações. Elvis Presley, Frank Sinatra e John Lennon foram astros da música. São mitos, lendas. Nomes que destoam. Celebridades que zelam por suas imagens. Influentes. Falíveis, mas genuínos. Sem desmerecer ou criticar personalidades com suas devidas importâncias, digo que Jim Morrison e Kurt Cobain marcaram épocas, mas não podem ser colocados no mesmo nível. São ídolos, claro, mas sem o brilho natural dos lendários astros. Bob Dylan e Mick Jagger são. Paul McCartney também. Justin Timberlake, Chris Martin e Noel Gallagher não. Bono é. Madonna é estrela, rainha do pop. Fergie não é. Pegou? Nada contra Susan Boyle, mas programas de TV como American Idol e Britain’s Got Talent são consequências da falta de mitos da música no mercado. Michael Jackson foi astro de verdade.
Isso não é exagero. É fato. Mesmo quem não é fã de Michael Jackson, deve reconhecê-lo e admirá-lo como artista. Todo mundo tem uma opinião formada a respeito de Michael Jackson. É uma das figuras mais famosas em todos os cantos do planeta. Grande compositor, caridoso, influente na indústria, revolucionou não só a música, como também a dança. Não há alma viva que não tenha tentado imitá-lo. Quem veio dos anos 80 já tentou dançar Thriller, Bad ou fazer o Moonwalk. E passou isso adiante. Seja de brincadeira, seja como fã.
É um dia chocante para o mundo inteiro. É o fim de uma era. A morte definitiva do LP. A morte de Michael Jackson é uma daquelas perdas irreparáveis. A virada de uma página na história da cultura pop. Um dia triste para muitos. É aquele dia que será lembrado para sempre. E daqui a alguns anos, todos saberão responder à pergunta: “O que você estava fazendo no dia (e na hora) em que Michael Jackson morreu?”



Perfeito


This is It!!!
“Keep on with the force don’t stop… Don’t stop til you get enough…”
Um ano se passou e pelas manifestações vistas no dia de hoje, a gente percebe o quanto o legado de Jackson é forte.
Beijos!
É, Kamila, e é fantástico ver como crianças que não conheciam Michael Jackson há um ano já sabem todas as suas músicas de trás pra frente. Bjs!
Sempre viverá através de sua obra. Mestre dos mestres.
Bom e uma pena que ele tenha morrido pois era um dos cantores e dançarinos mais quuerido do mundo para todos foi uma fatalidade pois ele era querido por todos ajudou muitas pessoas isso e muito bom pelo menos ele morreu mas deixou sua marca e sua bondade para todos veem………… que Deus possa te iluminar onde vc estiver MICHAEL TE AMAMOS………..
Fala,Otávio,tudo bem? Legal esse panorama. Michael Jackson é realmente um marco da música pop.
Achei bacana o filme “This is it” com os bastidores desse que seria um mega show. Falei um pouco sobre isso no blog da Samsung, quem quiser saber sobre o blu-ray “This is it” e também das faixas disponíveis para celular, aí vai o link https://blog.samsung.com.br/blogsamsung/ Abraço!