agosto 5th, 2010

10 filmes que quebraram a nossa cabeça

Ou “10 filmes que fundiram a minha e a sua cuca”. Ou “10 filmes que não entendemos da primeira vez e continuamos não entendendo”. Ou “10 filmes que vi e não gostei porque não fizeram o menor sentido, mas que agora eu defendo com unhas e dentes”. Bom, você entendeu.

Para preparar você para a estreia de A Origem, o novo filme de Christopher Nolan, vamos relembrar alguns desses filmes que nos enganaram, impactaram e confundiram por razões distintas, mas particulares. Filmes que nos fazem pensar até hoje. Filmes que nos dizem coisas novas em cada revisão.

Não é um Top 10, então acompanhe em ordem alfabética.

Oito e Meio

8 1/2
De Federico Fellini

A principal obra-prima de Fellini segue um cineasta em crise dentro de sua própria mente, enquanto tenta tirar mais um filme do papel. Realidade se confunde com sonho. E vice-versa.

2001

2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO
De Stanley Kubrick

O que é o monolito negro que atravessa tempo e espaço, acompanhando toda a história do Homem. Seria um alienígena? Um meio de comunicação enviado por E.T.s? Seria Deus? Ou Kubrick está simplesmente tirando com a nossa cara? O que realmente acontece com o astronauta Dave Bowman (Keir Dullea) nos limites do Universo no fim do filme?

Memento

AMNÉSIA
De Christopher Nolan

Uma trama de assassinato contada de trás pra frente. Preciso dizer mais alguma coisa? Ah, o detetive sofre de amnésia.

The Fountain

FONTE DA VIDA
De Darren Aronofsky

Hugh Jackman tenta salvar sua mulher viajando para o passado e o futuro numa história que dura cerca de 1000 anos. No fim, ele vai ao espaço e vomita plantas (!) até ser engolido pela terra. Foi assim que entendi o filme.

The Matrix Reloaded
MATRIX RELOADED
De Andy e Larry Wachowski

O segundo filme da trilogia é o samba do crioulo doido. Tente decorar a conversa entre Neo e o Oráculo até o herói ser surpreendido pelo Agente Smith com um papinho sobre “Propósito”. Pior: veja três, quatro, cinco vezes a cena do diálogo imenso de Neo com o Arquiteto. Agora, repita rapidamente toda a conversa em menos tempo que o mocinho e o vilão.

Mulholland Drive

MULHOLLAND DRIVE (Ou “Cidade dos Sonhos”)
De David Lynch

O que diabos acontece neste filme? O diretor tem Twitter. Pergunte a ele: @DAVID_LYNCH

Being John Malkovich
QUERO SER JOHN MALKOVICH
De Spike Jonze

John Cusack, Catherine Keener e uma Cameron Diaz descabelada entram numa portinha localizada na parede de um escritório de um prédio projetado para anões (!!). O que tem do outro lado? A mente do ator John Malkovich (!!!).

Synecdoche New York
SINÉDOQUE, NOVA IORQUE
De Charlie Kaufmann

Philip Seymour Hoffman enfrenta um terrível bloqueio criativo, mas precisa terminar sua nova peça, que segundo ele será sua obra-prima. Enquanto não chega lá, ele confunde realidade e ficção. Não, isso não é “8 1/2″. Aliás, Charlie Kaufmann jura que nunca viu o filme de Fellini. Tá.

Solaris
SOLARIS
De Andrei Tarkovsky

Falo do original que é um resposta russa ao clássico americano “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick. Esqueça a refilmagem de Steven Soderbergh. Se quiser ver os dois, vá em frente, pois as dúvidas serão elevadas ao quadrado. Mas o filme russo é bem melhor.

Vanilla Sky

VANILLA SKY
De Cameron Crowe

Aqui, o contrário. Prefiro a versão americana de Cameron Crowe ao original do chileno Alejandro Aménabar (”Abre Los Ojos”). Alguns fãs estranharam a mudança de sintonia do diretor de “Jerry Maguire” e “Quase Famosos”. Mas li certa vez que um doido definiu “Vanilla Sky” como um filme genuíno de Cameron Crowe, afinal lembra a capa de um disco de rock. Ok, então.

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