Top 5: Julia Roberts
De volta em Comer Rezar Amar, a adaptação do livro de Elizabeth Gilbert amado por todas as mulheres que conheço, Julia Roberts é, cá entre nós, a estrela que amamos ver no cinema. Vamos rever abaixo os cinco grandes momentos da atriz? Não comento sobre os melhores filmes, mas os cinco papéis que definem seu sucesso. Os cinco filmes que representam sua indiscutível presença em cena.

1) UMA LINDA MULHER (1990), de Garry Marshall
Um filme hollywoodiano sobre um milionário apaixonado por uma prostituta jamais teria rendido um sucesso de bilheteria se não fosse protagonizado por um Richard Gere no auge da fama. Mesmo com um roteiro romântico, estilo Cinderela. O sortudo Garry Marshall, diretor do filme, sabia disso.
O que ele talvez não soubesse é que a até então desconhecida Julia Roberts começaria ali a estourar como a grande promessa da indústria, que hoje se confirma no rótulo de “a maior estrela da Hollywood atual”. Visto hoje, Uma Linda Mulher prova que Julia é ainda mais importante para o filme que Richard Gere.

2) O CASAMENTO DO MEU MELHOR AMIGO (1997), de P.J. Hogan
Uma das comédias românticas mais bacanas da década de 90 certamente teria disputado o Oscar de Melhor Filme contra Titanic se a Academia indicasse 10 produções, como acontece hoje em dia. Tudo deu certo neste filme. Da escolha do elenco, incluindo a revelação Rupert Everett, que sabe-se lá o motivo pelo qual não disputou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, passando pelo diretor P.J. Hogan, de O Casamento de Muriel, que ironicamente (ao lado de Everett) nunca mais fez algo digno de nota.
É um daqueles filmes que conserva a aura da velha Hollywood, com a preocupação, inclusive, de construir uma cena mágica, antológica, que ficou para a História: o pequeno musical no restaurante com o elenco cantando I Say a Little Prayer. O legal é saber que O Casamento do Meu Melhor Amigo não deixa de ser um veículo para Julia Roberts, que brilha no papel de “vilã”, mas parece que a estrela abraçou as intenções do roteiro e deu espaço para a importante colaboração de todo o elenco, essencial para a imortalidade deste filme.

3) ERIN BROCKOVICH: UMA MULHER DE TALENTO (2000), de Steven Soderbergh
Esse sim é um veículo para Julia Roberts brilhar. Mas não é o tipo de filme que nos acostumamos a vê-la. Os elogios deveriam ser dirigidos ao cineasta Steven Soderbergh, que acertou em todas as suas escolhas. Aliás, em um ano que conquistou dupla indicação ao Oscar de Melhor Filme e Direção – com Erin Brockovich e Traffic, ganhando a estatueta de Melhor Diretor pelo segundo filme.
Mas Erin jamais teria funcionado sem a atuação feroz de Julia, que se entrega totalmente a um filme que lembra as jornadas feministas dos anos 70, como Norma Rae, sem ser exatamente sobre isso. O fim dessa história foi um Oscar de Melhor Atriz para a queridinha da América.

4) UM LUGAR CHAMADO NOTTING HILL (1999), de Roger Michell
Julia já estava consagrada como a grande estrela de Hollywood quando aceitou fazer essa comédia romântica com os ingleses criadores de Quatro Casamentos e um Funeral. Sua personagem Anna Scott poderia muito bem ficar marcada como uma alusão furada, um tanto barata do ponto de vista dramático das estrelas coitadinhas cheias de dinheiro no bolso, que não podem sair tranquilamente nas ruas, por causa dos excessos de fãs e jornalistas. Mas que dó, não?
Mas, de certa forma, Notting Hill funciona como o reverso de Uma Linda Mulher na atualização do conto da Gata Borralheira – desta vez na pele de Hugh Grant, o sujeito comum, que se apaixona e é correspondido pela maior das estrelas de cinema. É um filme bonitinho e açucarado até demais, mas não cai na hipocrisia descrita acima por ser assumidamente uma fábula. E Julia nunca esteve tão linda em cena.

5) CLOSER: PERTO DEMAIS (2004), de Mike Nichols
Talvez Closer mereça estar no topo da lista dos melhores filmes estrelados por Julia Roberts. Mas estamos falando de atuação, presença em cena, brilho próprio. Em Closer, quem faz de tudo um pouco é Natalie Portman, fantástica no filme. Ela rouba todas as cenas de Jude Law, Julia Roberts e até mesmo de Clive Owen, que também está ótimo.
De todos os filmes desta lista, Closer não se encaixa como um típico veículo para Julia Roberts ou apenas um ator ou uma atriz. Trata-se de uma experiência intensa compartilhada por quatro bons atores, regidos por um mestre chamado Mike Nichols.



Perfeito


Perfeita lista, Otavio!!! Adoro todos os cinco filmes listados!
Beijos!
O melhor é Erin Brokovich!
Não são os filmes. A lista relaciona os melhores momentos de Julia. Abs!
Júlia Roberts tem uma doçura casada com uma sensualidade sutil, não só ao interpretar, mas ao dar entrevistas e fazer discursos também(pode-se notar até pelo seu timbre de voz).Talvez seja essa a sua marca p/ interpretar papéis fortes e suaves ao mesmo tempo.
É uma atriz atemporal, q/ até em atuações menos marcantes,como por exemplo, a Fada Sininho na releitura dos anos 90 de Peter Pan em “Huck, a volta do Capitão Gancho”, deixa sua personalidade envolvente , q/ é impossível esquecer ou confundir q/ quem está ali,no corpo daquela personagem é ninguém menos q/ Júlia Roberts. Fantástica!
Ótima lista! Eu gosto muito da Julia e não entendo muito bem a implicância com seu Oscar por Eric. Dos filmes, Closer é o melhor, mas em termos de atuação, Uma LInda Mulher é um clássico mesmo.
Engraçado,nunca achei Julia Roberts tão bonita assim.Não que vc tenha dito isso Otávio,mas existe um exagero no endeusamento a beleza dela.E olha que belas mulheres o cinema tem aos montes Kate Winslet,Naomi Watts(essa é perfeita),Scarlett Johansson(faria tudo pra beijar aquele BOCÃO rss),Angelina Jolie(foi a musa da minha adolescencia,Pecado Original que o diga rss)e tantas outras.Mas Julia Roberts tem algo fora do comum:Carisma.Ela é a perfeita “namoradinha da américa”,nunca acho a atuação dela excelente,mas ela tem algo que traz uma ligação com o público.É estranho eu resumir a Julia Roberts.Não considero uma atriz do time das deusas(Helen Mirren,Fernanda Montenegro,Judi Dench,Meryl Streep,Cate Blanchett…)e não vejo como um simblo de “mulher perfeita”(as musas citadas a cima).Mas gosto da maioria dos filmes dela.
*No filme Comer,Rezar,Amar o personagem de Javier Bardem é brasileiro.O agente do Rodrigo Santoro podia ter corrido atrás desse papel.Mas Javier Bardem é infinitamente mais famoso que Santoro nos Eua e talvez por isso ficou com o papel.Mas ambos são super talentosos.
*Momento Futebol:Zico caiu,o time não engrena e Luxemburgo tá farejando a gávea.Estou com medo.ACORDA MENGÃO!!
Amei a Lista, vi todos os filmes que você citou, e concordo plenamente, são os melhores momentos dela, na carreira cinematografica.
Gosto muito dos momentos citados e incluiria também “Noiva em Fuga” e “Flores de Aço”.
Beijos!
Boa lista – talvez eu mudasse algumas colocações mas deixa isso pra lá.
Mas discordo quando diz que PJ Hogan nunca mais fez algo digno de nota. Ele fez a última versão de Peter Pan, a qual eu acho bem bacana.
Abs.
RAQUEL
Eu adoro “Hook”, mas não conte a ninguém, OK? Bjs!
LUIS GALVÃO
Talvez impliquem com o Oscar daquele ano, porque tivemos Ellen Burstyn concorrendo por “Réquiem para um Sonho”. Sei lá, deve ser isso. Abs!
PAULO
Julia Roberts chegou ao status de estrela quando Hollywood procurava desesperadamente por uma nova “queridinha”. E, mudando de assunto, também espero que 2010 acabe logo. Pelo bem do Flamengo. Abs!
CANDY POP
Muito obrigado! Bjs!
MAYARA
“Flores de Aço” é legal. Tem razão. Mas não acho que seja um grande momento de Julia Roberts. Bjs!
WELLINGTON
“Peter Pan”? Hmm… Ok ok ok… Abs!
Gosto muito de “Flores de Aço”, mas não dá para substituir nenhum da lista … De qualquer forma, o Oscar por “Erin” foi mais pelo prestígio do que pela qualidade da interpretação. Dava para sequer concorrer com Ellen Burstyn em “Réquiem para um sonho”???
RUI
Pois é. Se o mundo fosse justo, o Oscar teria ido, naquele ano, para Ellen Burstyn. Abs!