Tropa de Elite 2

Tropa de Elite 2 (2010) tenta desfazer a confusão na cabeça do espectador que viu o primeiro filme como um exemplar de ação. Sempre defendi essa tese: Tropa de Elite, de 2007, não é Duro de Matar ou Máquina Mortífera. As intenções do diretor José Padilha estavam direcionadas para o jogo político, com o BOPE, os traficantes, os eleitores, as minorias, TODOS atuando como peças de um tabuleiro de xadrez. E, claro, tem alguém jogando. Certo ou errado em suas orientações políticas, não importa, esse sempre foi o objetivo de Padilha. O primeiro filme, então, funciona como introdução. Tropa 2 é o complemento, a consequência, abrindo um leque maior de discussões. Mas, prepare-se, porque é uma porrada.
Você tem duas alternativas: 1) entender que Padilha jamais quis fazer um filme de ação e aceitar que Nascimento (Wagner Moura) não pode pegar numa arma e sair matando vereador, deputado e governador, admitindo assim que os problemas estão longe do fim, com a impotência dominando as ações e os pensamentos do público quando as luzes se acendem no cinema. Assim como também, embora faça isso no primeiro filme, Nascimento não pode matar “vagabundo” e “bandido” sem um julgamento. Tropa 2 seria a redenção forçada de Nascimento. Deprimente? Ok, muito. Mas necessária para o desenvolvimento do personagem, para que ele se encaixe nas verdadeiras intenções do roteiro de José Padilha e Bráulio Mantovani. Ou 2) defender que Padilha sempre quis fazer um herói brasileiro, representante do povo que acredita no lema “bandido bom é bandido morto”, que atira antes de falar, um tira da pesada, que não abre mão da tortura para conseguir as respostas que procura. E que deveria resolver a bagunça promovida por crime-Estado-imprensa na porrada, atirando para matar. Se você optar pela segunda alternativa, vai sair de Tropa de Elite 2 decepcionado.
Por que alerto para as duas alternativas? Simplesmente porque você não pode separar um filme do outro. Mais: É muito fácil sair de Tropa de Elite 2 julgando o filme de José Padilha de acordo com suas próprias convicções políticas. Os profissionais da crítica brasileira que o digam. Estes jamais poderiam cometer a hipocrisia de escrever em jornais, revistas, blogs ou sites, defendendo seus pontos de vista políticos – um crítico de prestígio em São Paulo, por exemplo, ficou horrorizado com a vibração da plateia do Festival de Paulínia na hora em que Nascimento deixa a elegância de lado e desce o cacete em um político. Tropa de Elite 2, pela crítica, deve ser julgado como cinema. Como apenas um filme. E dito isso, José Padilha fez um grande filme. É extremamente bem feito, seguindo a cartilha do bom estudioso do cinema hollywoodiano. A montagem de Daniel Rezende é brilhante. Inclusive, o trabalho de edição sempre teve papel fundamental para ditar, manipular as tendências do cinema político. A direção de Padilha é manipuladora, claro, em suas ideologias e na construção do calor da guerra, carregando você para o meio da tensão, da violência, da correria, do tiroteio, nas favelas ou mesmo nos corredores da Secretaria de Segurança Pública, onde Nascimento ou outro cidadão honesto pode levar uma bala pelas costas a qualquer momento.

Tropa 2 começa como o primeiro. Um favela movie – saem os morros, entra o presídio Bangu I, onde um dos cabeças do Comando Vermelho, Beirada (Seu Jorge), inicia uma rebelião. Se nada mais funciona nessa situação caótica, você já sabe: Chama o BOPE, que prega o lema “Missão dada é missão cumprida”. Mas, desta vez, Padilha dá voz aos defensores dos direitos humanos, que não tiveram um representante no filme de 2007. Para esquentar o debate, o diretor coloca em cena o ativista Fraga (Irandhir Santos) para segurar a sede de sangue e justiça do BOPE, com apoio total do governador do Rio de Janeiro, que não quer um novo Carandiru em pleno ano de eleição. “Só podia dar merda”, como costuma dizer Nascimento, que, ao contrário do que pensamos no final do primeiro filme, continua no BOPE. Mas após Bangu I, ele é “convidado” a se retirar do batalhão e assumir o cargo de subsecretário de segurança do Rio. Inicialmente, talvez seja broxante vê-lo de terno e gravata, com um olhar de cão sem dono, mas é parte da criação extraordinária de Wagner Moura para transformar Nascimento ao longo do filme. E é neste ponto que Tropa de Elite 2 começa de verdade. Sai o favela movie, entra o thriller político já desenhado em Tropa 1.
É como uma sequência deve ser. Ambiciosa. Jamais repetir o primeiro filme. Pelo contrário, deve-se explorar este universo, torná-lo maior e surpreendente. Se Padilha tivesse feito o filme inteiro em Bangu I, com mais tiros, mortes e explosões, os fãs de ação teriam saído felizes do cinema. Não deixaria de ser político, inteligente, mas abraçaria de vez a tentação do blockbuster fácil.
Mas Padilha arrisca e atira para todos os lados. É mais ambicioso em sua crítica. Observa, induz e quanto mais investiga, as respostas apontam que o crime organizado, a polícia, o Estado e a mídia são farinha do mesmo saco, com o correto BOPE e a população alienada sendo usados como ferramentas. Você pode até achar estranho que Nascimento tenha demorado cerca de 20 anos para reconhecer seus verdadeiros inimigos, mas tente ver por este lado: o personagem vivido por Wagner Moura – que virou ícone da cultura pop – é tratado como um homem correto, incorruptível, cego pela necessidade de justiça a qualquer preço. Fica difícil enxergar as ramificações que levam aos reais culpados dessa bagunça – financiada por todos nós - quando se é um soldado do BOPE, que age imediatamente, antes de colocar a cabeça para funcionar.

Sobre o parágrafo acima, não reclame comigo. Essa é a opinião de José Padilha. Eu tenho a minha, que pode ou não ser a mesma do diretor. Mas diferente dele, não posso dizer aqui o que penso sobre o “sistema”, afinal você pode concordar comigo. Mas, certamente, outro leitor discorda. Sem dúvida há críticas às responsabilidades de políticos e eleitores, além da ação da polícia pacificadora no Rio de Janeiro em Tropa de Elite 2, mas isso é apenas um filme. Nunca se esqueça disso.
Geoffrey Rush diz algo assim a Eric Bana em Munique, filme de Steven Spielberg: “Por que cortamos as unhas se elas crescem de novo?” Isso ilustra bem aonde Padilha quer ir em Tropa de Elite 2. Não resta a menor dúvida para quem ele fez o filme. Se o problema está muito longe do fim e sua obra – de ficção, diga-se de passagem - não oferece respostas, o diretor quer estimular um debate com Tropa 1 e 2. A luta continua. Embora Padilha não cite, ele aposta na educação e na família, como a conclusão “aberta” de Traffic, de Steven Soderbergh. É só reparar na bela cena em que Nascimento e seu filho estão a sós, praticando judô. Um sentimento que demonstra a humanidade do soldado truculento, tido como fascista por muitos. Uma mensagem que se completa na cena final, após um voo rasante assustador por Brasília. Pode parecer que não, mas Tropa de Elite 2 sai de cima do muro e é otimista. Os bandidos estão lá, mas a luta continua.
Para aumentar a rede de intrigas, e talvez completar o arco, caso haja um Tropa de Elite 3, Padilha poderia cutucar o setor privado, que ficou de fora desta discussão ou, caso você prefira, teoria da conspiração. Pelo menos, por enquanto, deixemos Nascimento descansar.
Tropa de Elite 2 (2010)
Direção: José Padilha
Roteiro: José Padilha e Bráulio Mantovani
Elenco: Wagner Moura, André Ramiro, Maria Ribeiro, Pedro Van Held, Irandhir Santos, Seu Jorge, Milhem Cortaz, Fernanda Machado e Tainá Müller



Perfeito


Tenso manolo …
Mas acredito que pelo sucesso que o filme tem por ai … poderá … veja bem … PODERÁ chegar por aqui …
Abraços champs!
Uma parcela da critica brasileira não aceita o capitão nascimento dizer “bandido bom é bandido morto”mas vai ao delirio quando Ze Pequeno diz em Cidade de Deus “dadinho é o c…… meu nome é zé pequeno P….”.Não entendo ser justificável a “glamourização do bandido” e não compreender que o policial tem familia,filhos e também faz parte do mesmo estado omisso que o bandido é vitima.Esse mesmo critico prestigiado que ficou horrorizado no festival de Paulinia com a vibração da platéia,provavelmente não ficou chocado com a frase de Zé Pequeno.Isso é um problema que o nosso país trás do seculo retrasado e eu formularia várias teses sobre isso.Mas é um erro que tem que ser corrigido.Os meios não justificam os fins.Não é porque o sujeito nasceu pobre que ele tem que ser bandido. Outro detalhe,José Padilha quebrou o paradigma da “humanização do bandido”que o cinema brasileiro adora.Carandiru,Onibus 174(Bruno Barreto) e Carandiru são exemplares disso.Sobre o filme eu ainda não vi porque os ingressos estavam esgotados e achei sua critica completa.Viagei no seu texto imaginando as cenas,mas você contou a última cena rss,pelo menos você não fez que nem um amigo meu que falou que um personagem importante do 1°filme morre na continuação,não vou dizer o nome,mas só confirma pra mim:ele morre mesmo? .Gosto de cineastas que poe o dedo na ferida e Padilha faz parte desse grupo.Tem diretores que são manipuladores(Oliver Stone e Michael Haneke)e vou reparar com atenção esse detalhe em Tropa de Elite 2.Belo exemplo em relação a Traffic.Eu gosto muito desse filme e sempre que revejo eu chego a essa conclusão:todos são vitimas do estado,o politico(Michael Douglas),a dondoca(Catherine Zeta Jones)e o policial que se corrompe Javier(Benicio Del Toro,soberbo!).Quando Cidade de Deus foi taxado de fazer a “cosmética da fome”,Walter Salles foi muito feliz ao declarar “O que fez Apocalipse Now,por exemplo senão elevar à enésima potência um conflito absurdo?”.Apocalipse Now pode ser violento ao extremo.Cidade de Deus não pode ter uma cena em que uma criança toma um tiro no pé porque é julgado de violento demais quando na verdade esta apenas relatando algo que deve acontecer todo dia.Guerra ao Terror pode ter uma cena em que o soldado volta pro Iraque para servir aos EUA e a bandeira americana aparece ao fundo,enquanto o capitão nascimento não pode julgar os “mauricinhos”da classe média que fumam um baseado e não sabem(ou fingi não saber)que sustentam o tráfico.Vou ver o filme essa semana e volto nesse post pra comentar mais.Olha Otávio,se Tropa de Elite 2 pode ser a maior bilhteria do cinema nacional em 2010,o seu post sobre o filme pode ser o mais comentado do blog.Porque esse filme vai dar muito o que falar ainda.Abraço Otávio.
Interessante esse segundo filme sair em ano eleiroral p/ Presidência da República, Senado e p/ deputados federais! Bom, que é jogo político, isso tá na cara, assim como foi o primeiro, q/ esboçou muito bem o assunto dessa rede de justiça/impunidade/questões sociais.
Agora é só conferir(ainda vou) e questionar a mensagem q Padilha está passando.
Acabei de assistir. Não achei melhor que o primeiro filme, mas é tão corajosa quanto a primeira obra. Você foi perfeito ao dizer que o filme é ambicioso. Acho que Padilha quis mesmo ampliar o leque e ele quer mais, vai correr atrás dos peixes grandes, agora. Adoro o fato de que ele querer fazer de seus filmes análises sobre os problemas verdadeiros da sociedade brasileira. Que ele vá mais fundo nisso!
Beijos!
JOÃO PAULO
Espero que chegue logo aí. Abs!
PAULO RICARDO
Eu contei a cena final? Fiz um comentário sobre a penúltima cena, em Brasília. Não foi? Desculpa aí qualquer coisa, por favor! E volte depois para conversarmos sobre o filme, afinal você ainda não viu. E não vou contar nada sobre personagem nenhum. Veja o filme, rapaz! Hehe, abs!
RAQUEL
Veja sim. Depois me conte suas impressões. Mas, prepare-se, porque é uma porrada! Bjs!
KAMILA
Não coloquei isso no texto porque preferi chamar a atenção para a consequência, o complemento natural, porém ousado em relação ao primeiro filme. Bjs!
Sim, não acho necessariamente melhor que o primeiro. Também não acho inferior. Mas é claro que tenho meu favorito
Chegar … chega … mas temos que ver como vai chegar por aqui … se agora … ou ano que vem …
“Sai o favela movie, entra o thriller político já desenhado em Tropa 1″. Foi exatamente isso que eu senti e acho que é justamente por isso que o achei melhor que o primeiro. Ainda que este seja muito bom. Acho que Padilha deu um verdadeira tapa na cara do brasileiro, sem dó nem piedade, expondo o tipo de gente que nós votamos e o tipo de gente que acreditamos nos dar segurança.
Por falar em politica … procure ver o novo post do blog … com certeza vc vai querer dar um pitaco …
Fui assistir ontem ao filme e achei sensacional: roteiro bem amarrado, atuações ótimas, ritmo excelente, etc. Acho extremamente louvavel que o Padilha faça um filme de ficção, ambientado em uma grande metropole do Brasil, criando uma nova realidade (Rio sem o problema do trafico), faça um critica contundete e sem medo de falar o que pensa e ao mesmo tempo ponha todos os elementos do cinema de enternimento dentro do gênero. Fico feliz q o cinema nacional perca aquela cara panfletária e maçante, com produções mal feitas, mais preocupadas em proclamar ideologias do que em fazer cinema. Tropa de Elite 2 empolga em qualidade mas não perdendo em conteúdo. A figura do Nascimento também segue os clássicos anti-heróis do cinema americano, como Sérpico e Disrt Harry, na figura do policial truculento mas honesto. Triste q a única cena q soa extrememente falsa é o politico atras das grades…
Para mim é o FILME DO ANO!
JOÃO PAULO
Vi teu post lá. Ficou ótimo. Abs!
ROBSON
É bem por aí. Eu só acho que o 2 complementa o primeiro. Não sei se é necessariamente melhor que o 1. E é a questão que menos importa. O que vale é que “Tropa de Elite”, a saga, andou pra frente. Não andou pra trás, nem se repetiu. Abs!
MARIO
Sim, triste porque é ficção. Entende? É muito fácil sair desse filme misturando o que vimos com as nossas convicções políticas. Mas, antes de qualquer coisa, o filme é ficção. E Nascimento é Jack Bauer também. Hehe… Abs!
LUCINAIRA
Hehe, eu acho um dos melhores filmes do ano. Sem dúvida. Mas não exatamente o melhor… Bjs!
Amigo Otávio, sempre maravilhoso ler suas críticas, sua opinião,seu entendimento do assunto.
Eu fui ao cinema com a impressão q o filme seria uma continuação dos tiroteios do 1º filme, mas me surpreendi q n é bem assim, é um filme q por mais q seja um filme, é semelhante demais, pra n dizer igual, ao que vemos hj no RJ.Ouso dizer que se alguém kiser conhecer o RJ, n venha com essa de q aki é só o Pão de Açúcar , o Cristo, copacabana…o RJ é td q tá no filme tropa 2, essa é a relidade daki, só assim vc consegue explicar como os atores conseguem personificar politicos, milicianos, bandidos e policiais com tanta perfeição.O filme é muito forte, tem opiniões muito parciais sobre politica, sociedade, corrupção, até estranhei um filme com tanta indireta(ou direta mesmo) ser exibido sem restrições, na época da ditadura nem chegaria a ser produzido.
já vi 2x e vou ver uma 3ª, é um filme muito bem montado, coeso, q causa muitas catarses ao espectador.Lamento apenas que ele ainda foque nas favelas como mal do rj, ainda n abordaram por exemplo a policia prendendo filhinho d papai e estes playboyzinhos que moram na barra da tijuca, n é só em favela q tem marginal, q ocorre o crime, tem até uma bela frase do Coronel Nascimento, “queria ver o BOPE ‘trabalhando’ político como faz com vagabundo”. realmente existem 2 pesos e duas medidas.
Outra situação que lamento é o filme ser exibido DEPOIS das eleições, acredito que muitas pessoas refletiriam e quem sabe mudariam até seu voto.Como disse Coronel Nascimento,”ainda vai demorar muito pra mudar isso”.
abs!!!
Eu temia que Tropa de Elite 2 sofresse da sindrome das continuações e o filme fosse “mais do mesmo”.Ledo engano.Tropa de Elite 2 é superior ao primeiro porque aprofunda as denuncias feitas e mostra sem meias palavras como a corrupção degradou a cidade do Rio de Janeiro.Capitão Nascimento(Wagner Moura soberbo,um ator comedido,sem caretas nem exageros )é afastado do Bobe(os motivos a trama revela no inicio do filme) e vai parar no serviço de inteligencia da secretaria de segurança pública do estado.Só que capitão Nascimento descobre um novo metodo de corrupção,praticada pela Milicia(policias que presta serviços para a comunidade em troca de dinheiro,a inversão total dos valores,afinal a policia não foi feita pra defender?)e o filme conduz essa jornada de forma brilhante.O elenco é um caso a parte,destaque para André Mattos como o Deputado Fortunato(é baseado em um conhecido apresentador de tv).Sandro Rocha como Major Rocha é chefe da Milicia,que se revela um talento,ele já havia feito uma pequena participação no 1°filme como um policia corrupto que diz o celebre bordão“Se quer rir tem que fazer rir”,e a parte técnica como a montagem do expcional Daniel Rezende e o roteiro do sempre competente Bráulio Mantovani.O fotografo Lula Carvalho(que trabalhou no primeiro filme) filma de forma brilhante as cenas de ação,juntamente com Mauro Pinheiro Jr. e César Charlone(uruguaio com sangue brasileiro) ele vem se revelando um dos grandes diretores de fotografia do cinema nacional,filmes como A Festa da Menina Morta e Feliz Natal é uma prova do seu talento.Tropa de Elite é um filme de ação aos moldes do cinema americano,mas com conteúdo.Cinema politico amparado em cenas de ação.Algo novo no cinema brasileiro.Bráulio Mantovani mais uma vez escreve um roteiro brilhante com frases como:
“Cada cachorro que lamba sua caceta”
“Quer me f….,então me beija”
“Vocês engordam o porco,agora nóis vai assar”
“Pensaram que eu ia cair pra baixa,mas eu cai pra cima”
Como você diz de forma acertada em sua critica Otávio,capitão nascimento sem dúvida virou ícone da cultura pop.Agora Tropa de Elite 2 vai gerar polêmica porque toca em assuntos polemicos.Eu não concordo com a tese de que o público possa ficar incitado com a violencia do filme.Isso é uma besteira,porque americanos não saem dando chute na cara de ninguem porque Jason Bourne faz isso na trilogia Bourne,os fãs de Charles Bronson não saem matando todo mundo porque o famoso bigodudo o fazia,Francis Ford Coppola não faz parte da familia corleone.Creio queo público tem total dissernimento de que tudo aquilo é ficção.Eu sei qual o governador que o filme retrata,o apresentador de tv e os vários politicos que usam a bandeira dos direitos humanos para se elegerem na politica.Mas também sei que aquilo é um filme e se trata de ficção.Que me desculpe Christopher Nolan e seus “mistérios” em A Origem.Até aqui o filme do ano é Tropa de Elite 2.José Padilha entra de forma definitiva no seleto grupo dos maiores cineastas do cinema brasileiro.Se Peter Jackson e Francis Ford Coppola tem a sua trilogia ,porque Padilha não pode encerrar o tema corrupção social com um terceiro filme.Aposto que essa não sera a ultima vez que veremos capitão nascimento nos cinemas.
Abraço
RAFAEL
Muito obrigado, irmão!
Não sei, mas acho que Padilha não teve tempo de estrear “Tropa 2” antes do 1º turno das eleições. Ou então estaria entre os finalistas do Min. da Cultura, que elegeu “Lula” para disputar uma vaga no Oscar. E, convenhamos, “Tropa 2” fala da situação e, no momento, “situação” quer dizer PT. Aí sim aqueles que defendem a candidatura da Dilma (e o partido) teriam justificativa para acusar “Tropa 2” de propaganda pró-Serra (e PSDB). Não é minha opinião política aqui. Só comento sobre o filme e seu lançamento. Mas seria um problemão desnecessário para um filme que deveria ser valorizado (entre outras coisas) como peça fundamental na evolução do cinema nacional nos termos “arte” e “comercial”. Sobre o que você lamenta – a ausência de foco nas favelas –, bom, de certa forma, isso ainda está no filme. Só que Padilha abordou esse item de forma mais intensa em “Tropa 1”. No primeiro filme, ele também toca no assunto dos “filhinhos de papai”. Lembra da parte sobre a maconha, que muita gente acha que é uma droga legal, quando Nascimento bate na cara do moleque, responsabilizando-o pela morte do traficante? Se estivesse no 2, seria repetição. É o que eu acho. Abs!
PAULO RICARDO
Não digo que seja necessariamente superior, mas o novo filme complementa o primeiro. E não o repete, graças a Deus. Sobre as novidades do elenco, gostei muito do André Mattos, mas acho que a grande atuação do filme, tirando Wagner Moura, claro, é a de Irandhir Santos, o porta-voz dos direitos humanos, que agora me fugiu o nome do personagem. Os trabalhos de Daniel Rezende – que é muito mais criativo na montagem que muitos profissionais de Hollywood –, Bráulio Mantovani e José Padilha já dispensam comentários de quem conhece seus trabalhos há alguns anos. Mas já não considero “Tropa 1 e 2” como filmes de ação. Eles têm ação, mas não são filmes de gênero. O que é uma coisa bem diferente. E o que o público tira do filme não é de responsabilidade do cinema. Não acho que “Tropa” glorifique a violência. Nada a ver. Se fosse assim, os fãs daquele filme em que estupram a personagem de Monica Bellucci, sairiam fazendo essa barbaridade por aí com outras mulheres. Sobre um “Tropa 3”, acho que será inevitável. Não pela trama exatamente, mas pelo sucesso do cinema nacional. Hoje, Padilha diz que não. Mas, calma… hehe… Quanto a sua comparação com “A Origem”, bem, posso ficar de fora dessa discussão? Hehe… Abs!
eu ainda não vi o filme porem posso adiantar que os verdadeiros vilões é toda a sociedade que boa parte em troca de interesses pessoais ou por puro prazer de de ficar em cima do muro que vota e acaba elegendo um monte de políticos corruptos sem a mínima humanidade que um ser humano pode ter os políticos brasileiros na grande maioria é o reflexo do povo,OS POLÍTICOS QUE TEMEM A DEUS NÃO SE MISTURA COM MÁFIA DA CORRUPÇÃO E O SUBMUNDO DO CRIME OK.
CHARLES
Garanto que se eu fosse político, os ingressos de cinema seriam mais baratos. Mas aí mandariam me matar. Tenho certeza. Abs!
Era um filme de ficção? Nem percebi…tudo tão parecidinho com a realidade…tirando, claro, a parte dos políticos e policiais honestos.
A surra no Secretário é impagável e me fez querer um Capitão Nascimento aqui em São Luís do Maranhão.
JENNYFER
Ficção sim, mas baseado na realidade. Com uma vontade imensa de fazer o público questionar, discutir a situação. É o cinema brasileiro usando a ficção para compreender o que acontece em nosso País. Se fosse 100% real, você acha que o final do filme seria exatamente o mesmo? Acha que o destino de Nascimento seria o mesmo? Bjs!
Fui ver o filme hoje… Maravilhoso, fiquei tão feliz com a visível evolução do cinema nacional em vários aspectos. Sobre a cena do coronel Nascimento fazendo “trabalho” na cara daquele político… Fiquei tão empolgada que comecei a socar minha bolsa (que coitada estava no colo) imaginando a cara Sarney, que afunda meu estado a mais de 40 anos.
Eita…é verdade pura Otávio!
LÍVIA
Hahaha, quem dera se fosse o Sarney, não? Bjs!
JENNYFER
Mas cada cidade do Brasil deveria ter um Coronel Nascimento de plantão… Bjs!
Que filme foda!!
Eita que ontem era mais que necessário Otávio…Rebelião no presídio de São Luis (Pedrinhas) com 9 mortos, sendo que 3 foram decapitados…e os números só aumentam…Aí o Capitão Nascimento podia trazer o Matias também pra dar uma forcinha extra!
QUERIA SABER QUEM ERA O GOVERNADOR DO RIO NA EPOCA?
O FILME E MUITO BOM MAS PREFIRO O PRIMEIRO
JENNYFER
Com certeza! Bjs!
JOSÉ LUCAS
Fodástico! Abs!
SERGIO
Que época? A do filme original? Porque “Tropa 2″ se passa em 2010 mesmo. Abs!
Esse filme pra mim, sem dúvida, é bem melhor que o primeiro.
Pelo menos na minha opinião, não é preciso ter tantas cenas de violência pra se retratar os problemas das favelas do Brasil.
E José Padilha foi perfeito em inovar e ousar com tanta inteligência assim.
Sem falar na atuação de Wagner Moura,que na minha opinião é um dos, se não for o melhor ator brasileiro da atualidade.
As expressões dele do decorrer do filme são fantásticas, me levam ao delírio.Rsrs
Por isso, foi mais do que merecido Tropa 2 ter tido tanta audiência.
E que venha o terceiro!!!!!!!
Só pra constar, é a primeira vez que comento no seu blog, sempre muito bem elogiado por Sr. Magno.Sim, eu o conheço.Hehe.
E não me arrependo de ler seus textos, que alem de muito bem estruturados, são uma verdadeira aula de cinema. Estão sendo muito importantes pra mim, que sou uma iniciante nesse gosto e que, pelo visto, essa paixão só vai aumentar.
Principalmente por ter pessooas como você, que mostra o amor pela Sétima Arte de uma maneira tão envolvente.
Parabéns mesmo!
“Amplexos” Hehe
O melhor filme brasileiro!