agosto 4th, 2011

Apostas iniciais para o Oscar 2012

Já que passamos do primeiro semestre, acho que chegou a hora de olhar com um pouco mais de atenção para os filmes que têm tudo para figurar entre os finalistas do Oscar 2012. Desta vez, a Academia indicará de cinco a dez produções ao Oscar de Melhor Filme. Podemos ter cinco, seis ou… dez, o que torna as apostas muito mais difíceis. Mas acho que cinco filmes já andam na frente dos demais. Vamos a eles.

Harry Potter
“Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2″, de David Yates

O favorito da crítica americana até o momento é Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2. Tem a maior média entre as avaliações dos principais veículos dos EUA. Nos últimos anos, o filme com as melhores críticas sempre surge com força total no Oscar. Foi assim com A Rede Social, que, é verdade, acabou perdendo a estatueta principal. Mas em 2007, 2008 e 2009, a crítica ditou o vencedor do prêmio da Academia com Onde os Fracos Não Têm Vez, Quem Quer Ser um Milionário? e Guerra ao Terror.

Dizem que Relíquias da Morte: Parte 2 merece ao menos uma indicação por ser o final da série mais rentável de todas. Faz sentido. Será que Hollywood daria um tiro no pé bancando essa brincadeira, lucrando com ela nas bilheterias, mas ignorando-a na hora da premiação? Seria hipocrisia, não? Só não concordo com o argumento de fãs e experts em Oscar que campanha semelhante beneficiou O Retorno do Rei, o último da trilogia O Senhor dos Anéis. Não concordo porque a história é diferente, afinal TODOS os três filmes de Peter Jackson foram indicados, algo que ainda não aconteceu com Harry Potter, que, aliás, não levou um Oscar sequer. Nem de som ou efeitos visuais. Mas aposto que será lembrado desta vez. Ganhar como fez O Retorno do Rei? Desculpe-me, mas eu não acho. Mesmo que a festa do Oscar esteja despencando em termos de audiência.

Midnight in Paris
“Meia Noite em Paris”, de Woody Allen

A aposta deve ser feita em cima de Meia Noite em Paris, a romântica, saudosista, nostálgica declaração de amor de Woody Allen à capital francesa e à arte em geral. Este é o filme que todos gostaram. Seria a grande chance de Hollywood pedir desculpas a um gênio, olhando para a sua arte e não para o que ele faz ou deixa de fazer em sua vida pessoal. Aliás, o filme de Allen pode até desbancar Harry Potter na hora dos prêmios das associações de críticos. Acredito nisso.

Tree of Life
“A Árvore da Vida”, de Terrence Malick

Outro filme que tem o aval da crítica americana é A Árvore da Vida, de Terrence Malick. Historicamente, a Academia não premia obras complexas, voltadas para um público restrito, porém inteligente. Mas o filme de Malick estará na festa. Acredito que com poucas chances de sair como vencedor na categoria principal. Tem mais chance em Melhor Diretor, afinal Malick jamais segurou um Oscar, embora ele não esteja nem aí pra isso.

War Horse
“Cavalo de Guerra”, de Steven Spielberg

Quem vem com força este ano é Steven Spielberg com seu épico à moda antiga Cavalo de Guerra. Mas ninguém viu o filme ainda. Seu apelo, no entanto, é inegável e irresistível. Spielberg adaptou uma peça premiada e voltou ao cenário do drama de guerra, que já lhe rendeu Oscars com A Lista de Schindler e O Resgate do Soldado Ryan. O tratamento grandioso dado à produção enche os olhos dos acadêmicos, que voltaram a premiar a influência da velha Hollywood com O Discurso do Rei após alguns anos posando de “moderninha”. A trama de Cavalo de Guerra, ainda por cima, traz elementos de filmes como E.T. e Império do Sol, facilmente identificados por qualquer fã de Spielberg.

The Ides of March
“The Ides of March”, de George Clooney

Outro filme que deve atropelar a concorrência é The Ides of March, novo trabalho de George Clooney como diretor. Você sabe que a Academia adora atores/diretores. Clooney já foi indicado anteriormente em filme e direção por Boa Noite e Boa Sorte e volta a falar de política nesta adaptação da peça Farragut North, de Beau Willimon. Se há uma celebridade atualmente que pode falar sobre o governo e a situação dos EUA e, ao mesmo tempo, ser ouvida e respeitada pelos americanos, esta é George Clonney. A trama de The Ides of March se passa às vésperas da decisão do partido democrata sobre qual será seu candidato à presidência dos EUA. Stephen Myers (Ryan Gosling) é o diretor de comunicação que precisa garantir a indicação de seu candidato, o governador Mike Morris (o próprio Clooney).

É bom ficar de olho também em filmes como Moneyball, de Bennett Miller, The Descendants, de Alexander Payne, Young Adult, de Jason Reitman, J. Edgar, de Clint Eastwood, We Bought a Zoo, de Cameron Crowe, Extremely Loud and Incredibly Close, de Stephen Daldry, e A Dangerous Method, de David Cronenberg.

E você? Já tem suas apostas?

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