Há 10 anos…

Há 10 anos, eu vi O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel pela primeira vez. Sei exatamente onde estava. E com quem eu estava. Lembro da expectativa e dos debates pós-sessão. Sem Twitter ou Facebook. Apenas pessoas. Olhos nos olhos.
Lembro da raiva de muitos que não conheciam a história ao descobrirem que o filme não tinha fim. Pior: que tudo continuaria só no ano seguinte. Parecia novidade, mas o povo tem memória curta. Cerca de outros dez anos antes, Robert Zemeckis filmou De Volta Para o Futuro II e III numa tacada só. Terminou o segundo filme sem um final. Sei que muitos que viram O Senhor dos Anéis no cinema não tiveram a chance de assistir a De Volta Para o Futuro na tela grande. Mas havia muito marmanjo naquela sessão de A Sociedade do Anel que reclamou mesmo assim.
Confesso que eu havia lido os livros de J.R.R. Tolkien. Muitos acham sua leitura chata, cansativa. Eu entendo. Afinal, Tolkien fazia literatura e não o que lemos hoje. Era outra época. Outro tipo de leitura. Não acreditava, porém, que o não muito conhecido Peter Jackson, que se dizia fã do autor, conseguiria levar a saga em toda a sua glória ao cinema. Só que, em seus livros, Tolkien é tão minuciosamente detalhista que o diretor soube exatamente como erguer a história e seus personagens, principalmente seus significados. Sem falar que Jackson provou ser um ótimo contador de histórias. E contou A Sociedade do Anel no cinema com a ajuda de tradicionais ilustradores de Tolkien, que desenharam os monumentos da Terra-Média, enquanto sua natureza foi representada pelas belas locações vivas da Nova Zelândia. Com um pouco de CGI, é verdade. A jogada de mestre foi unir o melhor da tecnologia com a velha escola de efeitos especiais.
O elenco foi um achado. Especialmente Ian McKellen, como Gandalf, e Viggo Mortensen, como Aragorn. Sean Astin, como Sam, ainda daria seu show em As Duas Torres e O Retorno do Rei. Mas voltando ao primeiro filme, Jackson deve ter visto muitos faroestes para filmar a sequência maravilhosa da cavalgada da elfa Arwen (Liv Tyler) e estudado diversos longas de aventura e as técnicas de Ray Harryhausen para orquestrar a grandiosa parte das Minas de Moria, que rende um dos momentos mais dramáticos – em todos os sentidos – que eu vi na década passada numa sala de cinema. A música de Howard Shore era linda também. E empolgante, por vezes assustadora quando necessária.
Mais que um filme, A Sociedade do Anel foi um evento. Deixou cinéfilos com o queixo no chão. Fez muita gente que não levava a sério filme de aventura e fantasia repensar suas convicções. Conquistou velhos e novos devotos de Tolkien. Propôs uma aventura de estrutura simples, porém épica, permeada de emoções genuínas, valorizando a amizade, o companheirismo. Exatamente quando o mundo se tornava cada vez mais cínico, condição ajudada pela perda da ilusão de muitos num ano em que as torres gêmeas foram destruídas. Trouxe de volta a capacidade de sonhar em cada um de nós. E, sem As Duas Torres e O Retorno do Rei, ainda não tínhamos visto nada. Absolutamente nada.



Perfeito


É de fato um filme a ser recordado por muitos e muitos anos, não só na história do cinema, mas na história da cultura-pop do século XX
Eu fui ao cinema com meu pai e minha irmã. Não que eu fosse muito garoto. Eu havia terminado a faculdade havia pouco tempo, um marmanjão, mas, sempre que havia esses filmes-evento, meu pai gostava de me acompanhar (bons tempos, por sinal,pois hoje ele raramente vai ao cinema).
Lembro dele ter gostado do filme, mas nem tanto. Disse que esperava mais. Confesso que eu também fiquei um pouco frustrado, mesmo sabendo de antemão que não haveria uma conclusão neste primeiro episódio. A questão é que achei o primeiro episódio um pouco “frio”. Faltava aguma coisa. Na realidade, minha irmã é que havia ficado mais impressionada como o filme.
Essa “coisa” que faltou, entretanto, se fez presente nos dois episódios seguintes, os quais foram totalmente empolgantes. Tanto que fizeram meu pai se tornar fã da saga dos anéis (o terceiro episódio o fez querer ir no primeiro dia de exibição). Aliás, não só ele, mas eu também. E minha irmã ficou mais impressionada ainda. Depois de vermos “O Retorno do Rei”, saímos todos da sala meio sem saber o que fazer…
JENISS
Falou e disse. Não dá pra olhar para a década passada e não lembrar de “O Senhor dos Anéis”. Abs!
FÁBIO
O primeiro é especial até porque você tem essas lembranças. “A Sociedade do Anel” levou você, seu pai e sua irmã a voltarem ao cinema nos dois anos seguintes. E a deixarem a sala de “O Retorno do Rei” com a sensação de que uma página de suas vidas havia sido virada. Algo bom, que ficará para sempre na memória. Mas, ao mesmo tempo, ficou um vazio, pois o passeio (o evento) não seria tradicionalmente repetido no ano seguinte. Abs!
Até o “Senhor dos Anéis” eu não levava a sério filmes de fantasia.Gosto muito da trilogia em especial o “Retorno do Rei”.
“Confesso que eu havia lido os livros de J.R.R. Tolkien. Muitos acham sua leitura chata, cansativa. Eu entendo. Afinal, Tolkien fazia literatura e não o que lemos hoje. Era outra época. Outro tipo de leitura” – que afirmação perigosa: nem mesmo entre os acadêmicos e estudiosos das literaturas em língua inglesa é consenso que Tolkien seja um grande escritor, embora não se negue o quanto ele influenciou a literatura a partir de suas produções.
Eu ainda não assisti aos filmes, acredita? Comecei uma vez, mas estava tão cansado que acabei dormindo nos promeiros vinte minutos do primeiro filme, mas pretendo, ainda esse ano – nas férias, ou seja, em janeiro ou em fevereiro -, fazer uma “Maratona Senhor dos Anéis”.
PAULO RICARDO
Eu já levava a sério. Pois sou da época de “Os Caçadores da Arca Perdida”, “E.T.”, “De Volta Para o Futuro”, “Star Wars”… Mas entendo que o “gênero” estava se perdendo com muitas bobagens. Abs!
LUÍS
Afirmação perigosa mesmo. Mas, ainda assim, trata-se da minha opinião. É o que eu acho. Se pegarmos escritores britânicos anteriores a Tolkien, obviamente, a comparação fica cada vez mais complicada. Mas, como você disse, ele influenciou a literatura. Além do mais, praticamente padronizou a fantasia como gênero involuntário. Abs!
É, há 10 anos… Eu tinha 13 apenas, e sequer sonhava, ao ver Lord of the Rings no cinema, que estava diante do primeiro episódio daquela que seria a segunda melhor trilogia de todos os tempos.
Porquê O Poderoso Chefão ainda é a primeira. E desta já se vão quase 40 anos de lançamento.
WEINER
Há controvérsias, Weiner. Hehe… “O Senhor dos Anéis” é a única trilogia que tem seus três filmes elogiadíssimos pela crítica. “O Retorno de Jedi”, “De Volta Para o Futuro – Parte III” e “O Poderoso Chefão – Parte III” tiveram seus desentendimentos com a crítica. No entanto, “O Poderoso Chefão I” é o meu filme favorito. E isso ninguém me tira da cabeça. Abs!
Ô bons tempos!
E eu acho que As Duas Torres é um filme bem abaixo da Sociedade do Anel e Retorno do Rei.
Não gosto muito de ficar comparando filmes tão distintos, quanto Poderoso Chefão e De Volta Para o Futuro, mas digo que as 3 trilogias alternam o posto de melhores pra mim, dependendo do meu estado de espírito hehe.
Me lembro até hoje da minha sessão de “A Sociedade do Anel”. Ela estava lotadaça e o filme correspondeu às expectativas de todo mundo. Uma obra muito bem construída pelo Peter Jackson, denotando todo o carisma que seria marca desses personagens e dessa história. Bela lembrança e belo post, Otavio!
Beijos!
Nunca vou me esquecer da fila enorme no cinema para ver A sociedade do anel!!!!!!! Pessoas de várias gerações estavam lá aguardando a encarnação nas telas da obra de Tolkien. Os mais velhos conheciam a obra literária e queriam conferir a fidelidade da produção. Os mais jovens estavam mais ansiosos por efeitos especiais. O fato é que a trilogia Senhor dos anéis marcou a história do cinema! Quanto ao livro, a leitura é muito sedutora p mim. Li 5 vezes:2 vezes o 1º volume,2 vezes o 2º e apenas O Retorno do Rei li uma vez. Por enquanto. Rsrsrs!
Abçs
Que inveja, rapaz. Meu sonho era ter visto nos cinemas, mas eu era muito pequeno e nem me interessei – ainda que tenha visto uma animação feita na época, muito feinha, por sinal. Já vi inúmeras vezes em casa, em DVD e Blu-Ray, os bônus, tudo. Sou extremamente fascinado e o Retorno do Rei é o meu favorito da década passada. Acho a trilogia inteira pura magia – literalmente!
VICTOR
E a trilogia original de “Star Wars”? O que acha? Abs!
KAMILA
Obrigado! O filme foi apenas o começo. Mas deu o tom do que veríamos nos dois anos seguintes. Começa como uma aventura, que vai ganhando ares épicos. O gênero épico fica evidente nos dois filmes seguintes. Foi épico também para todos nós. Ver os filmes e esperar ansiosamente por eles. Bjs!
RAQUEL
Marcou a história do cinema sem dúvida. Acho, inclusive, que a parte técnica influenciou Hollywood. A indústria começou a levar blockbusters mais a sério. Efeitos digitais e história começaram a andar juntos. Isso foi visto em “Homem-Aranha 2, por exemplo, que veio logo depois. O tom dos três filmes, principalmente os dois últimos tornou possível também releituras de personagens famosos, como o próprio Batman, na visão de Christopher Nolan. Acho que “O Senhor dos Anéis” foi um divisor de águas na indústria quando nos referimos a blockbusters. E não sabia que você era tão fã assim, hehe… Bjs!
JÚLIO
Cara, essa animação é tosca. Com a história incompleta. É de 1978, dirigida por Ralph Bakshi, uma lenda da animação. Abs!
Sim , sou tão fã que já trabalhei a trilogia com meus alunos em um projeto que fizemos na nossa escola eu e um grupo de professores. Vários temas transversais, como diversidade, valores, etc.foram incluídos no projeto, além de casar o filme com os conteúdos disciplinares obrigatórios. Estudamos até a possibilidade de tese para mestrado em Educação com o conteúdo da obra. Ainda não saiu, quem sabe esse ano? Agora estou aguardando ansiosamente por O Hobbit.
Abçs
Simplesmente amo O Senhor dos Anéis. A Sociedade do Anel foi o único que não vi no cinema. Os outros eu assisti pelo menos duas vezes, isso sem falar na maratona anual nos anos seguintes. Já faz dois anos que não vejo meus DVDs, mas agora que O Hobbit vai estrear, posso voltar aos “tempos mais fáceis” de minha vida e ver os filmes novamente, desta vez da maneira correta com as versões estendidas.
RAQUEL
Nossa! Que maravilha! Agora eu sou o seu maior fã por você trablhar essa história e seus significados com seus alunos. Sério mesmo. Fantástico! Parabéns! Bjs!
EDUARDO
Também verei os filmes novamente neste ano. Tenha certeza disso. No fim do ano, vai ser a maior alegria, meu caro! Abs!
Conheço pouco de cinema para afirmar que a trilogia do Jackson seja o maior épico de todos os tempos, mas sem dúvida alguma, “O Senhor dos Anéis” é uma obra-prima do cinema.
CLÓVIS
Já viu os 3 da saga “O Poderoso Chefão”? Abs!
Quero muito ver “O Poderoso Chefão”, mas não encontro os filmes em lugar nenhum. Já procurei em locadoras, lojas e até na TV paga. Nada.
Tenho muito a aprender e muitos filmes para assistir, mas por enquanto, “O Senhor dos Anéis” é o melhor épico que já vi. Tanto do ponto de vista cinematográfico, quanto do ponto de vista literário.