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	<title>Hollywoodiano &#187; Otavio Almeida</title>
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		<title>Próxima parada: Oscar</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 12:06:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>

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		<description><![CDATA[Após as premiações dos sindicatos dos atores e diretores, os olhos dos cinéfilos se voltam para o prêmio máximo do cinema]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/SAG.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9319" title="SAG" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/SAG.jpg" alt="SAG" width="300" height="295" /></a><br />
Maioria entre os membros da Academia, os atores premiaram seus colegas de profissão favoritos da temporada passada no <strong><em>Screen Actors Guild Award</em></strong>s. Portanto, quem ganhou a estatueta entre os atores de cinema corre na frente nas apostas para o Oscar. Fica a dúvida para o Oscar de <em>Melhor Filme</em>. Ou nem tanto.</p>
<p>Apesar da vitória de <em>Histórias Cruzadas</em> (estreia sexta-feira nos cinemas brasileiros) em <em>Melhor Elenco</em>, <em>O Artista</em> segue favorito ao Oscar principal, pois o cineasta Michel Hazanavicius levou na semana passada o <strong><em>Directors Guild Awards</em></strong>, o prêmio do sindicato dos diretores. E <em>O Artista</em>, que estreia dia 10 de fevereiro no Brasil, acumula os prêmio do <em>Producers Guild of America</em> (sindicato dos produtores) e o Globo de Ouro de <em>Melhor Filme (Comédia/Musical</em>).</p>
<p>Veja a lista de vencedores do SAG Awards em cinema:</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Ator</strong><br />
Jean Dujardin (O Artista)</p>
<p><strong>Melhor Atriz</strong><br />
Viola Davis (Histórias Cruzadas)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Ator Coadjuvante</strong><br />
Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)</p>
<p><strong>Melhor Atriz Coadjuvante</strong><br />
Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)</p>
<p><strong>Melhor Elenco</strong><br />
Histórias Cruzadas</p>
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		<title>Os Descendentes</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Jan 2012 00:02:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[alexander payne]]></category>

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		<description><![CDATA[Futuros ancestrais]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/cincoestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p><a href="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/descendentes2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9303" title="descendentes" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/descendentes2.jpg" alt="descendentes" width="600" height="247" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">De longe, o Havaí é um paraíso. De perto, suas belezas são transformadas em realidade na mesma proporção em que descobrimos seus defeitos. Não em sua privilegiada natureza, mas nas falhas que existem dentro de seus habitantes, seres humanos como cada um de nós. Em <strong><em>Os</em> <em>Descendentes</em></strong> (<em>The Descendants</em>, 2011) não temos uma segunda opinião sobre o cenário apresentado. Os “acusados” não têm chance de defesa. Afinal, somos guiados exclusivamente pelos olhos de Matt King (George Clooney). E seu mundo aparentemente perfeito está se deteriorando.</p>
<p style="text-align: justify;">Diferente da visão passageira de um turista (ou do idiota que não conhece, mas julga mesmo assim), Matt King explica logo no início que os havaianos têm problemas como qualquer pessoa que viva em outra região. Para aproximar o brasileiro deste contexto, você já deve ter ouvido pérolas como “carioca não sai da praia” ou “baiano é preguiçoso”. O workaholic Matt King admite não subir numa prancha há 15 anos. Ele está prestes a concluir uma venda de um paradisíaco terreno havaiano, herança de seus ancestrais, que mudará a rotina de toda a comunidade local. Para o bem ou para o mal. Com a cabeça enfiada no trabalho, ele não tem tempo para a esposa, Elizabeth (Patricia Hastie), e as filhas, Scottie (Amara Miller), de 10 anos, e Alex (a explosiva Shailene Woodley), de 17.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do importante negócio que está para fechar, ele precisa se reaproximar das duas meninas quando sua mulher entra em coma após um grave acidente. Agora, precisa passar pela dolorosa experiência de avisar amigos e parentes sobre a condição da esposa, acertar contas com o passado e definir o seu futuro, o de sua família, e, indiretamente, de toda a região. Quanta pressão, não?</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/descendentes_12.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9304" title="descendentes_1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/descendentes_12.jpg" alt="descendentes_1" width="600" height="292" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">De certa forma, a trama seria perfeita para uma novela com seus irritantes clichês. Felizmente temos o diretor Alexander Payne (<em>As Confissões de Schmidt</em>, <em>Sideways</em>) para nos contar essa história. Ele gosta de colocar seus protagonistas descabelados enfrentando momentos difíceis de transição, enquanto precisam tomar decisões para toda a vida.</p>
<p style="text-align: justify;">E a transição de Matt King passa pela compreensão de que roupa suja se lava em casa; família é família, os outros são os outros. Só você pode criticar seu parente. Já o vizinho não tem esse direito. Mas para chegar a tal maturidade, o protagonista será testado numa jornada intimista de redescoberta. A vida é assim. Logo quando King decidiu se dedicar mais como marido e pai, o destino veio e lhe pregou uma peça. Segundo o diretor, a solução é entender suas raízes e lidar com a inevitabilidade da morte para continuar vivendo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nessa jornada, Payne explora de perto e cuidadosamente as expressões e os sentimentos reprimidos de seus personagens – preste atenção na cena excepcional em que a menina chora no fundo da piscina só para que seu pai não saiba o que ela está sentindo. As intenções do diretor são traduzidas por um George Clooney vulnerável, sensível como nunca vimos antes – mais ainda que em <em>Amor Sem Escalas</em>. Muitos dizem que ele sempre interpreta a si próprio. Entendo como é difícil separar o grande astro do ator, mas Clooney está de coração aberto neste filme. E Payne engrandece o protagonista com um elenco de apoio que reage a cada ação de seu herói. Diria que esse entrosamento torna possível ao espectador ouvir os pensamentos dos personagens, mesmo quando dizem o contrário do que estão sentindo.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/descendentes_2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9306" title="descendentes_2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/descendentes_2.jpg" alt="descendentes_2" width="600" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Payne é um cineasta apegado a sutilezas, que se concentra 100% nos personagens. O que acontece em seus interiores é muito mais importante que todos os conflitos visíveis na tela. E talvez seja o filme menos irônico de sua carreira. <em>Os Descendentes </em>tem um humor pontual e mais contido. Acho que a “dramédia” está principalmente nos ícones deixados por Payne, como as camisas estampadas e os chinelões usados por Clooney para correr desesperadamente após sua filha mais velha lhe revelar um segredo numa cena devastadora. O humor discreto também está na trilha sonora tipicamente havaiana que surge sem aviso prévio. Payne não quer reproduzir a realidade. O que ele faz é explorar o que há de inesperado na vida. São toques sutis que constroem seu filme mais equilibrado. E por isso mesmo, seu melhor trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Em suma, mais que a valorização da família, Payne faz um filme sobre o perdão. Ou o ato de perdoar. Manipula o espectador para que ele acredite que ódios devem ser apaziguados para que possamos, enfim, seguir em frente na companhia daqueles que amamos e nos amam na mesma intensidade. Até porque somos uma mistura de nossos pais e passaremos essa dádiva (ou seria “maldição”?) para os nossos filhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Algum poeta cantou mais ou menos isso: “Você me diz que seus pais não te entendem. Mas você não entende seus pais. Você culpa seus pais por tudo. Isso é absurdo. São crianças como você. O que você vai ser quando você crescer?”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Os Descendentes </em></strong>(<em>The Descendants</em>, 2011)<br />
<strong>Direção:</strong> Alexander Payne<br />
<strong>Roteiro:</strong> Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash<br />
<strong>Elenco:</strong> George Clooney, Judy Greer, Shailene Woodley, Matthew Lillard, Beau Bridges e Robert Forster</p>
<p style="text-align: justify;">
<a href="http://www.hollywoodiano.com/2011/05/the-descendants/" target="_blank"><strong>TRAILER</strong></a></p>
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		<title>Espelho, Espelho Meu</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 20:59:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<title>The Hunter</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 20:57:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<title>As Aventuras de Tintim</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 14:01:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Diversão desenfreada]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" alt="" border="0" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/tintim_1.jpg"><img title="tintim_1" width="600" class="aligncenter size-full wp-image-9281" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/tintim_1.jpg" alt="tintim_1" height="300" /></a></p>
<p>Em <strong><em>As Aventuras de Tintim</em></strong> (<em>The Adventures of Tinti</em>n, 2011), Steven Spielberg volta a ser criança. Sem medo de ser feliz. Diferente dos anos 80 e 90, a melhor fase de sua carreira, quando se importava com a crítica ao alternar filmes para o seu público e filmes feitos de Spielberg para Spielberg. Naquela época, era constantemente acusado de ter a síndrome de Peter Pan. Para alguns, ele não conseguia ser adulto nem mesmo em dramas. Como se isso fosse um problema, afinal já havia presenteado os cinéfilos com maravilhas como <em>E.T.</em>, <em>Tubarão</em>, <em>Contatos Imediatos do Terceiro Grau</em> e os três primeiros <em>Indiana Jones</em>. Não precisava ter feito <em>A Lista de Schindler</em> ou <em>O Resgate do Soldado Ry</em>an, que também são extraordinários, para comprovar seu talento. Pois o melhor de Spielberg está em vocação para divertir a plateia. De todas as idades.</p>
<p style="text-align: justify;">Adaptando o universo de Hergé para o seu cinema, Spielberg preserva e honra o espírito aventureiro dos quadrinhos clássicos para transformá-lo em um jovem Indiana Jones. Ora, por que não? Em vez de se agarrar às páginas – como acontece com nove entre dez adaptações para a tela grande –, Spielberg e Peter Jackson (seu produtor de luxo) traduzem livremente para a linguagem cinematográfica não um, mais dois exemplares de <em>As Aventuras de Tintim</em>: <em>O Caranguejo das Tenazes de Ouro</em> e <em>O Segredo do Licorne</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo em nome da diferença de linguagens. A história, o tratamento dado aos personagens, suas motivações, o drama, a comédia, a tensão, tudo é desenvolvido agilmente, sem deixar arestas, fluindo perfeitamente na tela. A ação não atrapalha a trama e vice-versa. Elas se complementam num filme de tirar o fôlego, que é rápido e vai direto ao ponto. Uma delícia de se ver com um sorriso de orelha a orelha.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/tintim_2.jpg"><img title="tintim_2" width="600" class="aligncenter size-full wp-image-9282" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/tintim_2.jpg" alt="tintim_2" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos que, para Hollywood, é muito mais fácil e seguro copiar o livro ou a HQ de sucesso,  mudando somente uma coisa aqui e outra ali. Assim os fãs não reclamam muito e o retorno nas bilheterias é garantido, afinal o jogo já estava ganho na assinatura do contrato. Mas quando Spielberg e Jackson estão no comando, com a ajuda de um time invejável de roteiristas como Steven Moffat, Edgar Wright e Joe Cornish, tudo o que podemos esperar é cinema. E não xerox da mídia original. Se um diretor não tão poderoso quanto os envolvidos estivesse à frente de <em>As Aventuras de Tintim</em>, provavelmente o estúdio optaria pela adaptação de um único livro. O que Spielberg e Jackson fazem não é desrespeito à obra. Mas, novamente, uma adaptação em nome da diferença de linguagens.</p>
<p>Ainda sobre o roteiro, repare como acompanhamos de perto o mistério e suas resoluções. Do ponto de vista de Tintim. Ele descobre, nós descobrimos. É o básico.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns podem reclamar do desenvolvimento dos personagens, mas basta saber que Tintim (Jamie Bell) é um repórter que prefere viver sem destino. Um herói que faz acontecer ao romper as barreiras impostas pela sua condição profissional. Ele deixa a redação e persegue a história e suas fontes. Assim como Indiana Jones, o professor de arqueologia que sai da teoria da sala de aula para viver a história na prática. Neste filme, não importa se Tintim é hetero, gay, solteiro, casado. Ou se foi abandonado pela mulher ou pelos pais. Se apanhava quando criança ou mesmo quantos anos ele tem. Importa muito mais conhecer seu aliado Haddock (Andy Serkis) e o vilão Sakharine (Daniel Craig), que realmente recebem um tratamento mais visível do roteiro. Já a personalidade de Tintim está nas entrelinhas, na correria, na ação, na impetuosidade de seus atos. A mesma coisa serve para o seu fiel cãozinho, Milu.</p>
<p style="text-align: justify;">Ah, sim. <em>As Aventuras de Tintim</em> é uma animação. Ou não. Isso gera uma longa discussão. Mas provavelmente você esquecerá disso de cinco a dez minutos de filme. Animação ou não, você vai concordar que há um certo humor de desenho animado de 30 ou 40 anos atrás em alguns bons momentos de <em>Tintim</em>. E Spielberg está muito a vontade nesse território.</p>
<p style="text-align: justify;">Animação ou não, <em>Tintim</em> foi feito com a impressionante técnica de captura de performance, algo que foi incessantemente testado por Robert Zemeckis nos últimos anos em produções como <em>O Expresso Polar</em> e <em>Beowulf</em>. Mas ao contrário do colega de profissão, Spielberg e Jackson provam que uma boa história sempre vem em primeiro lugar. Assim fica fácil embarcar na diversão. E ela corre solta em <em>Tintim</em>. Preste atenção na sequência sem cortes em que o herói, Haddock e Milu fogem em disparada pelo porto tentando pegar os pergaminhos antes do vilão. É ou não é o jovem Indiana Jones? Ainda assim, prefiro me prender a outro ponto. Essa fantástica sequência é um momento que faz o cinéfilo pensar em questões como “o que é direção?” ou “existe direção em longas de animação?”. Outras perguntas: “o que é montagem?” ou “o que é o trabalho de montagem numa animação?”. Pois repare na edição do veterano Michael Kahn, que parace um jovem talento, moderno, unindo cenas de um barquinho no mar virando uma poça d’água na calçada. Toque de gênio, não? Enfim, uma animação (ou não) que te faz pensar sobre o que é o cinema. E para onde ele vai.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>As Aventuras de Tintim</em></strong> (<em>The Adventures of Tintin</em>, 2011)</p>
<p><strong>Direção: </strong>Steven Spielberg<br />
<strong>Roteiro: </strong>Steven Moffat, Edgar Wright e Joe Cornish<br />
<strong>Elenco:</strong> Jamie Bell, Andy Serkis, Daniel Craig, Nick Frost, Simon Pegg, Daniel Mays, Gad Elmaleh, Toby Jones, Joe Starr, Enn Reitel, Mackenzie Crook, Tony Curran, Sonje Fortag e Cary Elwes</p>
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		<title>A Invenção de Hugo Cabret lidera as indicações ao Oscar</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 16:21:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>

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		<description><![CDATA[Com 11. "O Artista" vem logo atrás, com 10.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/hugo.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9272" title="hugo" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/hugo.jpg" alt="hugo" width="300" height="242" /></a><br />
Saíram as indicações ao <strong>Oscar</strong>, a maior premiação do cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">O que todos precisam saber: Foram 11 indicações para <strong><em>A Invenção de Hugo Cabret</em></strong>, o primeiro filme infantil (e em 3D), do grande Martin Scorsese, que estreia dia 3 de fevereiro no Brasil. Em tom de fábula, Scorsese homenageia a história do cinema em seu filme. Mas não diretamente como <strong><em>O Artista</em></strong>, que teve 10 indicações.</p>
<p style="text-align: justify;">O favoritismo permanece com este filme francês, mudo, rodado em preto e branco. É Hollywood falando de Hollywood. De sua Era de Ouro. A transição do cinema mudo para o falado. Isso já foi visto em <em>Cantando na Chuva</em>, eu sei, mas é a indústria homenageando suas raízes – ironicamente – numa época em que os filmes entram na Era Digital. Mas esqueçam tudo isso. Não somos inocentes e sabemos que <em>O Artista</em> é realmente favorito por ser distribuído pelo produtor Harvey Weinstein, o maior “marketeiro” da indústria na atualidade. Ele emplacou absurdos como <em>Shakespeare Apaixonado</em> e <em>Chicago</em> no Oscar de <em>Melhor Filme</em>. Sem falar no último vencedor: <em>O Discurso do Rei</em>. <em>O Artista</em> estreia dia 10 de fevereiro no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Deixo uma análise geral dos indicados para um próximo post. Quando eu estiver de cabeça fria.</p>
<p style="text-align: justify;">Veja a lista completa de indicados abaixo:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Filme<br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O Artista</p>
<p style="text-align: justify;">Os Descendentes</p>
<p style="text-align: justify;">A Árvore da Vida</p>
<p style="text-align: justify;">Tão Forte e Tão Perto</p>
<p style="text-align: justify;">Meia-Noite em Paris</p>
<p style="text-align: justify;">A Invenção de Hugo Cabret</p>
<p style="text-align: justify;">Histórias Cruzadas</p>
<p style="text-align: justify;">O Homem que Mudou o Jogo</p>
<p style="text-align: justify;">Cavalo de Guerra</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Diretor</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Michel Hazanavicius (O Artista)</p>
<p style="text-align: justify;">Alexander Payne (Os Descendentes)</p>
<p style="text-align: justify;">Martin Scorsese (A Invenção de Hugo Cabret)</p>
<p style="text-align: justify;">Woody Allen (Meia-Noite em Paris)</p>
<p style="text-align: justify;">Terrence Malick (A Árvore da Vida)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Ator</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Demián Bichir (A Better Life)</p>
<p style="text-align: justify;">George Clooney (Os Descendentes)</p>
<p style="text-align: justify;">Jean Dujardin (O Artista)</p>
<p style="text-align: justify;">Gary Oldman (O Espião que Sabia Demais)</p>
<p style="text-align: justify;">Brad Pitt (O Homem que Mudou o Jogo)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Atriz</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Glenn Close (Albert Nobbs)</p>
<p style="text-align: justify;">Viola Davis (Histórias Cruzadas)</p>
<p style="text-align: justify;">Rooney Mara (Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres)</p>
<p style="text-align: justify;">Meryl Streep (A Dama de Ferro)</p>
<p style="text-align: justify;">Michelle Williams (Sete Dias com Marilyn)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Ator Coadjuvante</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Kenneth Branagh (Sete Dias com Marilyn)</p>
<p style="text-align: justify;">Jonah Hill (O Homem que Mudou o Jogo)</p>
<p style="text-align: justify;">Nick Nolte (Guerreiro)</p>
<p style="text-align: justify;">Christopher Plummer (Toda Forma de Amor)</p>
<p style="text-align: justify;">Max Von Sydow (Tão Forte e Tão Perto)</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Atriz Coadjuvante</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Bérénice Bejo (O Artista)</p>
<p style="text-align: justify;">Jessica Chastain (Histórias Cruzadas)</p>
<p style="text-align: justify;">Melissa McCarthy (Missão Madrinha de Casamento)</p>
<p style="text-align: justify;">Janet McTeer (Albert Nobbs)</p>
<p style="text-align: justify;">Octavia Spencer (Histórias Cruzadas)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Roteiro Original</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Meia-Noite em Paris (Woody Allen)</p>
<p>Missão Madrinha de Casamento (Annie Mumolo e Kristen Wiig)</p>
<p>O Artista (Michel Hazavanicius)</p>
<p>Margin Call (J.C. Chandor)</p>
<p>A Separação (Asghar Farhadi )</p>
<p><strong>Melhor Roteiro Adaptado</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os Descendentes (Alexander Payne, Nat Faxon e Jim Rash)</p>
<p>A Invenção de Hugo Cabret (John Logan)</p>
<p>O Homem que Mudou o Jogo (Steven Zaillian e Aaron Sorkin)</p>
<p>Tudo pelo Poder (George Clooney, Grant Heslov, Beau Willimon)</p>
<p>O Espião que Sabia Demais (Bridget O&#8217;Connor e Peter Straughan)</p>
<p><strong>Melhor Filme Estrangeiro</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Bullhead &#8211; Michael R. Roskam (Bélgica)</p>
<p>Monsieur Lazhar &#8211; Philippe Falardeau (Canadá)</p>
<p>A Separação &#8211; Asghar Farhadi (Irã)</p>
<p>Footnote &#8211; Joseph Cedar (Israel)</p>
<p>In Darkness &#8211; Agnieszka Holland (Polônia)</p>
<p><strong>Melhor Animação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Um Gato em Paris</p>
<p>Chico e Rita</p>
<p>Kung Fu Panda 2</p>
<p>Gato de Botas</p>
<p>Rango</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Direção de Arte</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O Artista</p>
<p style="text-align: justify;">Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2</p>
<p style="text-align: justify;">A Invenção de Hugo Cabret</p>
<p style="text-align: justify;">Meia-Noite em Paris</p>
<p style="text-align: justify;">Cavalo de Guerra</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Fotografia</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O Artista</p>
<p style="text-align: justify;">Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres</p>
<p style="text-align: justify;">A Invenção de Hugo Cabret</p>
<p style="text-align: justify;">A Árvore da Vida</p>
<p style="text-align: justify;">Cavalo de Guerra</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Figurino</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Anonymous</p>
<p style="text-align: justify;">O Artista</p>
<p style="text-align: justify;">A Invenção de Hugo Cabret</p>
<p style="text-align: justify;">Jane Eyre</p>
<p style="text-align: justify;">W.E.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Documentário</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Hell and Back Again</p>
<p style="text-align: justify;">If a Tree Falls: A Story of the Earth Liberation Front</p>
<p style="text-align: justify;">Paradise Lost 3: Purgatory</p>
<p style="text-align: justify;">Pina</p>
<p style="text-align: justify;">Undefeated</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Documentário (Curta)</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement</p>
<p style="text-align: justify;">God is the Bigger Elvis</p>
<p style="text-align: justify;">Incident in New Baghdad</p>
<p style="text-align: justify;">Saving Face</p>
<p style="text-align: justify;">The Tsunami and the Cherry Blossom</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Montagem</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">O Artista</p>
<p style="text-align: justify;">Os Descendentes</p>
<p style="text-align: justify;">Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres</p>
<p style="text-align: justify;">A Invenção de Hugo Cabret</p>
<p style="text-align: justify;">O Homem que Mudou o Jogo</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Maquiagem</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Albert Nobbs</p>
<p style="text-align: justify;">Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2</p>
<p style="text-align: justify;">A Dama de Ferro</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Trilha Sonora</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">As Aventuras de Tintim</p>
<p style="text-align: justify;">O Artista</p>
<p style="text-align: justify;">A Invenção de Hugo Cabret</p>
<p style="text-align: justify;">O Espião que Sabia Demais</p>
<p style="text-align: justify;">Cavalo de Guerra</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Canção</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Man or Muppet (Os Muppets)</p>
<p style="text-align: justify;">Real in Rio (Rio) – Carlinhos Brown indicado aqui!!!!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Curta de Animação</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Dimanche/Sunday</p>
<p style="text-align: justify;">The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore</p>
<p style="text-align: justify;">La Luna</p>
<p style="text-align: justify;">A Morning Stroll</p>
<p style="text-align: justify;">Wild Life</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Curta-Metragem</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Pentecost</p>
<p style="text-align: justify;">Raju</p>
<p style="text-align: justify;">The Shore</p>
<p style="text-align: justify;">Time Freak</p>
<p style="text-align: justify;">Tuba Atlantic</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Edição de Som</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Drive</p>
<p style="text-align: justify;">Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres</p>
<p style="text-align: justify;">A Invenção de Hugo Cabret</p>
<p style="text-align: justify;">Transformers – O Lado Escuro da Lua</p>
<p style="text-align: justify;">Cavalo de Guerra</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhor Mixagem de Som</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres</p>
<p style="text-align: justify;">A Invenção de Hugo Cabret</p>
<p style="text-align: justify;">O Homem que Mudou o Jogo</p>
<p style="text-align: justify;">Transformers – O Lado Escuro da Lua</p>
<p style="text-align: justify;">Cavalo de Guerra</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Melhores Efeitos Visuais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2</p>
<p style="text-align: justify;">A Invenção de Hugo Cabret</p>
<p style="text-align: justify;">Gigantes de Aço</p>
<p style="text-align: justify;">Planeta dos Macacos – A Origem</p>
<p style="text-align: justify;">Transformers – O Lado Escuro da Lua</p>
<p style="text-align: justify;">
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.hollywoodiano.com/2012/01/hugo-lidera-indicacoes-ao-oscar/&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=&amp;colorscheme=light&amp;locale=port_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:50px"></iframe></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2012/01/sherlock-holmes-o-jogo-de-sombras/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 17:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Destaque]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[guy ritchie]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais e maior]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/holmes.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9265" title="holmes" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/holmes.jpg" alt="holmes" width="550" height="325" /></a><br />
Guy Ritchie será sempre citado como o diretor de <em>Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes</em>. Como todo cineasta que faz um filme de baixo orçamento que chama a atenção de público e crítica, Ritchie ganhou uma chance de ouro da indústria para aliar seu estilo frenético ao blockbuster, apresentando um personagem clássico a uma nova geração. Fiel aos livros Sir Arthur Conan Doyle, o Sherlock Holmes de Guy Ritchie e Robert Downey Jr. traduziu temas e características britânicas demais para um público voltado para mais ação e menos cérebro. Até que funcionou, pois o cinema pode ser entretenimento de vez em quando. E o filme sobre um Holmes à frente de seu tempo foi divertido. Entretanto, como na maioria dos blockbusters, a plateia não pôde (ou não teve a permissão de) raciocinar muito. Mesmo que estejamos acompanhando as aventuras do detetive mais famoso do mundo. A proposta foi embarcar na ação e deixar os personagens explicarem todos os elementos complicados no final, como num episódio de <em>Scooby-Doo</em>. A inevitável continuação, <strong><em>Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</em></strong> (<em>Sherlock Holmes: A Game of Shadows</em>, 2011), não é diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">A diferença é que Ritchie teve mais dinheiro e liberdade. Da primeira vez, ou você se fechava para o “novo” ou abraçava a “atualização” do clássico. Você aceitou os tiques do diretor, e que o mistério fosse colocado em segundo plano em relação às cenas de ação e à clara intenção do filme ser um veículo para aproveitar a popularidade de Robert Downey Jr., que, de fato, fez bonito. Mas quando você chega a uma continuação, caso seja um pouquinho exigente, vai pedir por algo mais. Ou não?</p>
<p style="text-align: justify;">Imagino que ninguém queira uma repetição do primeiro. Ou ver a mesma fórmula em sua versão “mais e maior”. O problema desta sequência é não dar um passo à frente, não levar a franquia adiante. É confiar demais na fórmula de sucesso do primeiro. Se o filme de 2009 (de certa forma) ousou, o de 2011 repete erros e acertos, exagerando na dose do barulho, da ação e da pancadaria. E se o mistério que Holmes tenta desvendar no primeiro filme não é tão criativo assim, o segundo, bem, vai pelo mesmo caminho. Como cada um é cada um, pode ser que você tenha achado a trama engenhosa etc e tal, mas há de concordar comigo que respostas para perguntas como “quem foi?” e “como foi?” não são mais importantes que o espetáculo visual de ação. E estamos falando de Sherlock Holmes. Sem trocadilhos, mas isso é um crime.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/holmes-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9266" title="holmes 1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/holmes-1.jpg" alt="holmes 1" width="600" height="300" /></a><br />
Esperava-se mais do mistério, afinal o grande rival de Holmes na saga de Conan Doyle, enfim, mostra a sua cara. E o Professor Moriarty (Jared Harris, assustador) merecia uma teia mais elaborada que exigisse da plateia uma reação no final como “Ah, então era isso. Brilhante!”, mas não é o caso. Guy Ritchie está mais interessado em repetir mil vezes o que já mostrou no primeiro filme, como a habilidade de Holmes em prever cada movimento de seu oponente antes de uma luta. Faz tanto isso que fica banal. Também é mais importante para o diretor a sequência da perseguição na floresta, que é realmente muito bem feita, mas também é capaz de fazer você esquecer que pagou pra ver um filme sobre Sherlock Holmes. Pior: os cortes, a câmera lenta, Deus, cheguei a lembrar de Michael Bay. Cruzes. Posso imaginar que Ritchie primeiro pensou em como seria essa cena de ação. Só depois pensou na história.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O Jogo de Sombras</em> tem um bom final, diga-se de passagem. E alguns momentos interessantes, além de ideias que brincam com a realidade, como a guerra feita para lucrar. A direção de arte é visivelmente mais elaborada que a do primeiro filme. É de encher os olhos. Mas todas as sutilezas, a construção do suspense, tudo é diluído pela vontade de Guy Ritchie em aparecer mais que seu filme. Não acredito que vou dizer isso, mas certos diretores não merecem tanta liberdade em Hollywood.</p>
<p style="text-align: justify;">Provavelmente teremos um terceiro filme. Espera-se mais do mistério ou de belas sequências que transmitam a genialidade Holmes, como aquela que coloca o detetive e Moriarty frente a frente num jogo de xadrez. Ou como aquela cena do jantar no primeiro filme, em que Holmes conhece a noiva de Watson (Jude Law). Elementos que apontem para mais vestígios de Holmes como investigador e não como antepassado de Jason Bourne. Espera-se que a plateia possa acompanhar a resolução dos casos, suas pistas, sem que Robert Downey Jr. tenha de explicar tudo mastigadinho nos minutos finais. Não somos tão inteligentes como Holmes, mas temos a capacidade de pensar. Ou não?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras</em></strong> (<em>Sherlock Holmes: A Game of Shadows</em>, 2011)<br />
<strong>Direção:</strong> Guy Ritchie<br />
<strong>Roteiro:</strong> Michele Mulroney e Kieran Mulroney<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Jude Law, Jared Harris, Kelly Reilly, Stephen Fry, Noomi Rapace e Rachel McAdams</p>
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		</item>
		<item>
		<title>O Artista é o preferido dos produtores de Hollywood</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2012/01/o-artista-e-o-preferido-dos-produtores-de-hollywood/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 13:37:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[Premiações]]></category>

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		<description><![CDATA[E já está com uma das mãos no Oscar de Melhor Filme]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/the-artist3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9262" title="the artist" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/the-artist3.jpg" alt="the artist" width="300" height="300" /></a><br />
Como esperado, <strong><em>O Artista</em></strong> levou o prêmio do <em>Sindicato dos Produtores</em> (<em>Producers Guild Awards</em>). Agora, parece que não tem mais jeito. O filme francês mudo (e em preto e branco) está com a mão no Oscar de <em>Melhor Filme</em>. O prêmio demonstra o favorito dos produtores de Hollywood.</p>
<p style="text-align: justify;">Só que a maior classe da Academia é a dos atores, que revelam seus preferidos no próximo domingo no <em>Screen Actors Guild Awards</em>. Se <em>O Artista</em> levar o principal prêmio do <em>Sindicato dos Atores</em> (o de <em>Melhor Elenco</em>), a brincadeira chega ao fim.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda no <em>Producers Guild Awards</em>, <strong><em>As Aventuras de Tintim</em></strong>, de Steven Spielberg (e Peter Jackson), ganhou como <em>Melhor Animação</em>. Somando este prêmio ao Globo de Ouro que levou semana passada, <em>Tintim</em> já é o favorito ao Oscar da categoria.</p>
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		<title>Jeff, Who Lives at Home</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 20:11:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trailers]]></category>

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		<description><![CDATA[
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="315" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/kctOpTQtyUg?version=3&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/v/kctOpTQtyUg?version=3&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>O Espião que Sabia Demais</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 18:02:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>

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		<description><![CDATA[Elegante e chaaaaaaato]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/tinker-tailor-1.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9248" title="tinker tailor 1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/tinker-tailor-1.jpg" alt="tinker tailor 1" width="600" height="314" /></a><br />
Gary Oldman é um grande ator. Aos 53 anos, talvez seja o mais subestimado de sua geração. Foi Drácula, Lee Harvey Oswald, Jim Gordon, Dr. Smith, Sirius Black e até Sid Vicious. Pode ser que seu estilo exagerado nas interpretações de vilões em filmes como <em>Força Aérea Um</em>, <em>O Quinto Elemento</em> e <em>O Profissional</em> tenha contribuído para que não o levassem a sério nas temporadas de prêmios. Mas até quem o considera exagerado vai concordar que ele está soberbo em <strong><em>O Espião que Sabia Demais</em></strong> (<em>Tinker Tailor Soldier Spy</em>, 2011), adaptação do diretor Tomas Alfredson (do ótimo <em>Deixa Ela Entrar</em>) para o livro de John Le Carré.</p>
<p style="text-align: justify;">Minimalista, econômico, cutuca o óculos gigantesco aqui e ali. Joga as emoções para dentro. Frio, calculista. Nunca sorri, apesar do sobrenome. Respeitado e ameaçador sem precisar elevar o tom de voz. Isso é Gary Oldman como o agente britânico George Smiley. O cenário é a Guerra Fria com a Inglaterra no papel coadjuvante dos astros principais EUA e União Soviética. Smiley está velho. Fisicamente e emocionalmente. Sente-se deslocado no tempo e no espaço. Traído em casa e no trabalho. Não há como ele ser um exemplo de sujeito extrovertido.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma operação secreta em Budapeste dá errado e o problema cai em sua conta. Obrigado a se aposentar, seu mundo é entregue ao silêncio. Sua esposa, que o traiu, jamais aparece por completo no filme, dando a sensação de que o conforto da família é eternamente distante. O que restava a ele era o trabalho. Mas uma reviravolta na investigação sobre a possibilidade de haver um agente à serviço dos soviéticos na inteligência britânica o traz de volta. Convoca como parceiro o jovem Peter Guillam (Benedict Cumberbatch, o excelente <em>Sherlock Holmes</em> da TV).</p>
<p style="text-align: justify;">Até aqui, você pensa: é o tradicional filme do veterano que volta à ativa, que só pode confiar no jovem aprendiz, que por sua vez se espelha no mestre. Certo? Errado. Filme de espionagem? Ah, tem ação, correria, tiros, pancadaria, explosões, bugiganga à frente de seu tempo&#8230; Certo? Errado. Você já viu esse tipo de filme várias vezes. Mas certamente não está acostumado a ver uma adaptação fiel ao ritmo proposto pelas histórias de John Le Carré. Em <em>O Espião que Sabia Demais</em> o que menos importa é a identidade do traidor. O que vale é a rotina e as relações entre os agentes construídas pela dúvida e a falta de confiança que um tem no outro. Quem está no meio da Guerra Fria não tem muita coisa importante pra fazer. A vida é uma chatice. Nesse contexto, ter a chance de investigar seus próprios colegas passa a ser uma missão e tanto. Mas como é possível desvendar o mistério quando a única forma de se esconder é dentro de si mesmo? Smiley sabe que seus colegas são assim. Fechados, como ele.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/tinker-tailor-2.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-9249" title="tinker tailor 2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2012/01/tinker-tailor-2.jpg" alt="tinker tailor 2" width="600" height="300" /></a><br />
Aqui, a espionagem é um trabalho burocrático e desinteressante como você provavelmente conhece bem. Smiley também não tem a ajuda dos brinquedinhos usados por James Bond, Maxwell Smart e Ethan Hunt. Para compensar, ele usa a palavra e a intuição como armas. Em sua estrutura fragmentada, com idas e vindas no tempo, o roteiro de <em>O Espião que Sabia Demais</em> é confuso sim. Propositalmente. É fácil se perder nele. Se você for um detetive enrustido, talvez tenha sorte para acompanhar a investigação de George Smiley. Se esse não for o seu caso, pode se apegar à discussão do que é comunicação, afinal juntar os pedaços para entender e ser compreendido pela outra parte; fazer acontecer o diálogo sem ruídos nos dias de hoje é uma tarefa difícil. Neste ponto, a narrativa de <em>O Espião que Sabia Demais</em> encontra elos com a atualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">É um filme econômico e elegante do início ao fim. Até nos assassinatos, que não são tratados assim desde <em>O Poderoso Chefão</em>. <em>Munique</em>, de Steven Spielberg, talvez siga o mesmo tom. Mas essa elegância tirada de onde não devia existir elegância está na direção de Tomas Alfredson. Um contraponto interessante para a sua distância emocional do filme, que combina com Le Carré. Assim como a montagem lenta, a fotografia cinzenta e a trilha sonora que remete ao saudosismo de uma época e um modo de vida que não voltarão mais.</p>
<p style="text-align: justify;">Tecnicamente impecável, contando com um elenco de primeira (destaque também para Mark Strong e Tom Hardy), <em>O Espião que Sabia Demais</em> é assim e ponto final. E como um filme extremamente bem executado é capaz de ter seus “poréns”? É que cinema, além de ser uma experiência coletiva, exige uma análise pessoal. Pode ser que você admire o tom do filme, mas, particularmente, não consegui me interessar por personagem algum. Nem por George Smiley. Não dei a mínima pra quem chegaria vivo ou morto até o final. Consequentemente, minha atenção não ficou na tela por muito tempo. Patinei bonito nas conclusões.</p>
<p style="text-align: justify;">É um erro do filme? Será que sou burro? Creio que não. Como disse, nós já vimos diversas produções sobre agentes secretos embaladas pela adrenalina hollywoodiana. Aqui, o ritmo é europeu. Não o cinema europeu comercial de hoje, que tenta copiar o americano. Mas confesso que foi como ver um faroeste sem tiros, socos e cavalgadas. Ou seja, ainda fico com <em>007</em>. E <em>Missão Impossível</em>. É sempre bom enxergar gêneros com novos olhares, mas, da próxima vez, o burro aqui prefere (re)ver Bergman ou Godard a encarar mais um filme de espionagem chato pra caramba.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Espião que Sabia Demais</em></strong> (<em>Tinker Tailor Soldier Spy</em>, 2011)<br />
<strong>Direção:</strong> Tomas Alfredson<br />
<strong>Roteiro:</strong> Bridget O&#8217;Connor e Peter Straughan<br />
<strong>Elenco:</strong> Gary Oldman, Mark Strong, Colin Firth, Tom Hardy, John Hurt, Stephen Graham, Roger Lloyd-Pack, David Dencik, Kathy Burke, Toby Jones, Benedict Cumberbatch e Ciarán Hinds</p>
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