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	<title>Hollywoodiano: Cinema em alta definição &#187; Em Cartaz</title>
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		<title>Predadores</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 15:08:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Somente para os fãs do monstrengo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4159" title="Predators" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Predators1.jpg" alt="Predators" width="600" height="250" /></p>
<p style="text-align: justify;">Você é fã de <em>O Predador</em>? Falo do original de 1987. Aquele filme em que o governador da Califórnia sai no tapa com o alienígena caçador de crânios na floresta, que já passou dublado mil vezes na TV. Você adora essa ficção científica dos anos 80? Então <em><strong>Predadores</strong></em> (<em>Predators</em>, 2010) é o filme que você estava esperando, meu amigo. Esqueça <em>Predador 2</em> e as comédias involuntárias e sem graça conhecidas como <em>Aliens Vs. Predador</em>. Este é o filme que deveria ter continuado a aventura estrelada por Arnold Schwarzenegger.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, não é exatamente uma sequência que ignore <em>Predador 2</em>, com Danny Glover, que é legal, porém jamais chega aos pés do primeiro filme, até porque a criatura já não era uma surpresa na trama, além de outros quinhentos. Mas <em>Predadores</em>, dirigido por Nimród Antal (<em>Temos Vagas</em>) é feito de fã para fã. Ou melhor, de fãs para fãs, afinal o <em>trash</em> Robert Rodriguez, deve ter assistido a <em>O Predador</em> mais vezes do que eu mesmo fui capaz. Antal dirige e Rodriguez produz, mas durante as filmagens só se falou no nome do diretor de <em>A Balada do Pistoleiro</em> e <em>Pequenos Espiões</em> como grande admirador de <em>O Predador</em> e seu sonho de recolocar a série nos eixos após tanta pataquada permitida pelo estúdio que lucrou bastante dizendo o nome do guerreiro estelar em vão.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, <em>Predadores</em> homenageia o filme original dirigido por John McTiernan &#8211; que após <em>O Predador</em> fez <em>Duro de Matar</em>, <em>A Caçada ao Outubro Vermelho</em> e mais nada vale a pena ser mencionado em sua obra. A intenção de Robert Rodriguez foi homenagear um de seus filmes favoritos e, claro, o tom macho dos clássicos de ação da década de 80, levando em conta as técnicas da velha escola de Hollywood, quando todos ainda davam risada a respeito da ideia do computador ser capaz de tirar o sono dos atores em um futuro próximo. Exceto por uma ou outra cena com CGI, <em>Predadores</em> parece um típico filme de ação e ficção científica do <em>Domingo Maior</em>, com todos os bons e maus ingredientes, não necessariamente nessa ordem incluindo excesso de tiros, explosões, correria e frases curtas de efeito duradouro e perigoso na cabeça de um nerd que cresceu naquela época.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Predadores</em> até começa muito bem. Não vou contar o início da trama aqui, mas o suspense, a história - Como? Onde? Quando? Por que? -, tudo é construído de forma eficiente para capturar a atenção do espectador com uma narrativa conduzida com extrema paciência, sem pressa para pular para as cenas de ação. Ou seja, como era nos anos 80, quando o público em geral gostava de pensar um pouquinho mais.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4160" title="Predators_Adrien Brody_Alice Braga" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Predators_Adrien-Brody_Alice-Braga1.jpg" alt="Predators_Adrien Brody_Alice Braga" width="600" height="300" /><br />
Tudo vai bem até os 20, 30 minutos iniciais, ou até o primeiro Predador aparecer na tela. É irônico, mas deste momento em diante, o filme perde sua identidade e confunde a homenagem com falta de criatividade, quase virando uma cópia safada do original. Sem falar nas bolas foras do roteiro que começam a despencar de maneira ridícula: Onde vão parar os cachorros dos predadores? E o que faz Laurence Fishburne neste filme? Como podemos engolir o franzino Adrien Brody encarando o Predador com mais fôlego que Arnold Schwarzenegger versão 80&#8217;s?</p>
<p style="text-align: justify;">Ok, o fã vai se divertir ao bater os olhos e reconhecer referências diretas a cenas do filme de John McTiernan, como as armadilhas para capturar a criatura; os heróis (ou caças?) pulando da cachoeira; a menção que a personagem de Alicia Braga faz a Schwarzenegger, entre outras coisas. Há até um cuidado especial com a parte musical, com uma adaptação do compositor John Debney para a ótima trilha sonora original de Alan Silvestri, além dos créditos finais ao som de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=6lPl5CRW7jg"><em>Long Tall Sally</em></a>, de Little Richard, canção que toca na cena com todo o pelotão de Schwarza ainda dentro do helicóptero, mas pronto para saltar na selva, no início do filme de 87.</p>
<p style="text-align: justify;">Mediano, feio e barato, <em>Predadores</em> só deve ser degustado por fãs. A dica para o outro perfil de cinéfilo é ficar com o velho DVD (ou Blu-ray) do primeiro <em>O Predador</em>, que sempre será lembrado, enquanto o filme de Robert Rodriguez e Nimród Antal tem tudo para cair em desuso em pouquíssimo tempo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Predadores</em></strong> (<em>Predators</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Nimród Antal<br />
<strong>Roteiro:</strong> Alex Litvak, Michael Finch, Jim Thomas e John Thomas<br />
<strong>Elenco:</strong> Adrien Brody, Alice Braga, Topher Grace, Oleg Taktarov, Walton Goggins, Louis Ozawa Changchien, Laurence Fishburne e Danny Trejo</p>
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		<title>Encontro Explosivo</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jul 2010 22:15:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[cameron diaz]]></category>
		<category><![CDATA[james mangold]]></category>
		<category><![CDATA[tom cruise]]></category>

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		<description><![CDATA[James Mangold, Tom Cruise e Cameron Diaz garantem boa diversão à moda antiga]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img title="Knight and Day 1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Knight-and-Day-1.jpg" alt="Knight and Day 1" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Tom Cruise novamente no papel de um agente secreto? E mais uma vez em cenas de ação que fariam James Bond ou Jason Bourne morrer de inveja? Calma, isso não é <em>Missão Impossível 4</em>. Cruise se repete em <em><strong>Encontro Explosivo</strong></em> (<em>Knight &amp; Day</em>, 2010), mas o foco pretendido pelo diretor James Mangold não é tão ambicioso quanto o da famosa franquia baseada na saudosa série de TV. A intenção do cineasta está mais para uma despretensiosa comédia romântica de ação do que para uma vertiginosa e complicada trama de espionagem, mas cheia de cenas de luta, perseguição, tiros e explosões.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora <em>Encontro Explosivo</em> tenha tudo isso, o que interessa é a química (perfeita, diga-se de passagem) entre o casal de protagonistas Tom Cruise e Cameron Diaz, que repetem a parceria de <em>Vanilla Sky</em>. Só que o astro lembra o herói charmoso clássico de um Cary Grant ou um James Stewart – mesmo que distribuindo sopapos como um Jason Bourne dos dias de hoje –, enquanto a estrela parece uma Kathleen Turner escandalosa e engraçada, de <em>Tudo Por Uma Esmeralda</em> ou <em>A Joia do Nilo</em>. Acredite: essa mistureba de estilos dá certo. E o casal encanta.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, o perfil da donzela loira (e não muito inteligente) em perigo – famoso desde os tempos de Judy Holliday – foi reciclado de forma magistral por Cameron Diaz, que está ótima. Não me divirto tanto com essa personagem clichê desde a Kathleen Turner citada acima e, principalmente, a Kate Capshaw de <em>Indiana Jones e o Templo da Perdição</em>. Tom Cruise, embora seja mais uma vez um agente, não lembra em nada o Ethan Hunt de <em>Missão Impossível</em> – pelos motivos comentados no parágrafo anterior. E os méritos são todos do ator, injustamente alvo de críticas constantes por seu talento. Seu agente Roy Miller cativa por ser romântico e totalmente sereno nas reações que tem a respeito de sua rotina tomada por uma adrenalina absurda que só pode existir na tela do cinema e jamais no mundo real. E é exatamente essa a proposta de <em>Encontro Explosivo</em>: diversão.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4139" title="Knight and Day 2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Knight-and-Day-23.jpg" alt="Knight and Day 2" width="600" height="300" /><br />
Essa serenidade de Roy Miller passa involuntariamente para June Havens, a personagem de Cameron Diaz. É um perfil que cai bem em um filme cheio de ação mirabolante graças ao talento narrativo do diretor James Mangold, que sabe como poucos se aventurar por diversos gêneros sem perder o controle. Este é o cineasta mais eclético da Hollywood atual (<em>Garota Interrompida</em>, <em>Copland</em>, <em>Johnny &amp; June</em>, <em>Os Indomáveis</em>). Mangold visita universos distintos, mas sempre privilegia a humanidade de seus protagonistas, fazendo questão que a plateia se identifique com personagens de carne e osso, mesmo vivendo situações fora do comum. É o caso da música fantástica de Johnny Cash deslumbrando o personagem e a plateia, tendo em June Carter o pé de apoio na realidade. É o mesmo caso de Roy Miller e June Havens lidando naturalmente com os perigos de <em>Encontro Explosivo</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Por mais que Hollywood se interesse por sucessos fáceis, Tom Cruise, Cameron Diaz e James Mangold entregam um divertido exemplar de ação inverossímil à moda antiga. Mais do que isso, mostram que é um tipo de filme que ainda merece atenção quando feito pelas pessoas certas. Tem muito &#8220;cinema&#8221; neste filme. <em>Missão Impossível 4</em>? Pra quê? <em>Encontro Explosivo</em> prova que Hollywood não precisa se repetir. Precisa apenas respeitar suas origens e se reciclar.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Encontro Explosivo</strong></em> (<em>Knight and Day</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> James Mangold<br />
<strong>Roteiro:</strong> Patrick O’ Neill<br />
<strong>Elenco:</strong> Tom Cruise, Cameron Diaz, Peter Sarsgaard, Marc Blucas, Jordi Mollà, Viola Davis, Paul Dano e Maggie Grace</p>
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		<title>Shrek Para Sempre</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 17:46:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
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		<category><![CDATA[dreamworks animation]]></category>

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		<description><![CDATA[Ok, mas agora chega!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4081" title="Shrek4_2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Shrek4_2.jpg" alt="Shrek4_2" width="599" height="343" /><br />
Em <em>Shrek</em>, de 2001, os fãs de cultura pop conheceram um novo (e divertido) universo mitológico. Seus criadores reciclaram tudo o que deu certo até aqui nos contos de fadas e outras histórias fantásticas para apresentar um herói que não tinha nada de clássico. A proposta foi mostrar a quem não tem rostos e corpos perfeitos &#8211; ou muita grana no bolso &#8211; que é possível ser &#8220;feliz para sempre&#8221; sem abdicar dos sonhos. <em>Shrek</em> não é um príncipe encantado. É um ogro verde, gordo, feio e fedido, que conquistou o coração da princesa e do mundo inteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Como a intenção era explorar o avesso da perfeição, <em>Shrek</em> ainda tirou sarro de clássicos do cinema e da literatura, além de sucessos recentes das telas. Já a continuação <em>Shrek 2</em>, de 2004, foi um complemento muito bem feito. Fechou um ciclo com uma aventura que não precisava mais perder tempo apresentando personagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como estamos falando de Hollywood, ninguém quer perder a chance de lucrar mais e mais com um produto reconhecido pelo público. Veio <em>Shrek Terceiro</em>, de 2007, que escorregou e quebrou a cara por tentar colocar seus heróis numa aventura qualquer, sem graça, sem o humor afiado dos filmes anteriores, baseando-se apenas no carisma dos personagens. <em>Shrek 2</em> não precisava de <em>Shrek 3</em>. Mas <em>Shrek 3</em> não poderia (nem merecia) encerrar uma série tão marcante. <em>Shrek 3 </em>precisava de um <em>Shrek 4</em>. E então veio <strong><em>Shrek Para Sempre</em></strong> (<em>Shrek Forever After</em>, 2010), que segundo o próprio estúdio é o último da série.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda bem. Não porque seja um episódio extraordinário, que feche a saga do ogro verde com chave de ouro. Pelo contrário, comete erros de transformar a série em um dramalhão &#8211; inspirado em fórmulas consagradas constantemente revisitadas por Hollywood, como <em>A Felicidade Não Se Compra</em>, mas ainda assim é um dramalhão que não se encaixa no humor inteligente dos dois primeiros filmes. Pelo menos, <em>Shrek Para Sempre </em>corrige o jiló que foi o filme anterior. Com ressalvas no entusiasmo, porque sozinho até que se sai bem. Em comparação a <em>Shrek 1</em> e <em>2</em>, perde de goleada.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4082" title="Shrek4_1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Shrek4_1.jpg" alt="Shrek4_1" width="600" height="300" /><br />
Aqui, os roteiristas exploram o tema da realidade paralela. Em um filme original, pode funcionar. Mesmo que remeta diretamente a clássicos como o filmaço de Frank Capra. O problema é pegar uma série consagrada, com suas características particulares que conquistaram fãs há tempos e admitir a falta de criatividade apostando as fichas em um universo paralelo onde tudo pode acontecer. Assim fica fácil. Até eu.</p>
<p style="text-align: justify;">Certo estava Andrew Adamson que dirigiu os dois primeiros <em>Shrek </em>e pulou fora para comandar <em>As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa</em>. Pelo menos tentou algo novo. <em>Shrek Para Sempre</em> é como aquele &#8220;ex-jogador de futebol em atividade&#8221;. Não empolga os fãs nem tem nada de novo a oferecer. Está ali para satisfazer o próprio ego. Só ele não admite que passou do ponto e que deveria ter parado por cima. Entre outras coisas, poderíamos ter sido poupados de ver a Fiona como uma Fergie versão 50 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você nunca assistiu a <em>Shrek</em> e vai começar por este filme, OK. Vá em frente. Mas se você é daqueles que acompanha a série desde 2001 não tem como gostar de <em>Shrek Para Sempre</em>. O filme tem o mérito de não ser tão fraco quanto <em>Shrek Terceiro</em>. Mas aí é pensar pequeno demais. Só espero que a DreamWorks, como prometido, termine a série com este episódio. Nada de &#8220;novos começos&#8221;, como <em>Sexta-Feira 13</em>. Obrigado, Shrek. Vire a página, bye bye. É vida que segue.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Shrek Para Sempre</em></strong> (<em>Shrek Forever After</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Mike Mitchell<br />
<strong>Roteiro:</strong> Josh Klausner e Darren Lemke<br />
Com as vozes de Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Julie Andrews, John Cleese, Jon Hamm e Jane Lynch</p>
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		<title>O Escritor Fantasma</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 03:57:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
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		<category><![CDATA[roman polanski]]></category>

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		<description><![CDATA[Roman Polanski mostra como se faz um bom thriller à moda antiga]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4031" title="The Ghost Writer 2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/The-Ghost-Writer-2.jpg" alt="The Ghost Writer 2" width="600" height="300" /><br />
De vez em quando, um diretor clássico como Roman Polanski lembra o cinéfilo que ainda é possível ir ao cinema e sentir prazer ao ser enganado por uma trama persuasiva, daquelas de fazer esquecer a realidade, mesmo que a história traga elementos que digam muito sobre a atualidade. De vez em quando, temos a noção exata da importância da trama, como a prioridade máxima da atenção da plateia. Lembramos que ainda é possível acompanhar a construção de uma história com extrema paciência, com minutos e minutos não gastos, mas aproveitados para o desenvolvimento dos personagens e do clima que o filme exige em sua emoção crescente que acompanha os acontecimentos cena após cena. Um desses filmes é <strong><em>O Escritor Fantasma</em></strong> (<em>The Ghost Writer</em>, 2010), assinado por Roman Polanski em mais uma época complicada de sua vida fora das telas.</p>
<p style="text-align: justify;">Baseado no livro <em>The Ghost</em>, de Robert Harris, que assinou o roteiro ao lado do próprio Polanski, <em>O Escritor Fantasma</em> só poderia ter sido feito por um diretor corajoso, constantemente acusado, vigiado pelos olhos carregados de dúvidas daqueles que querem misturar o homem com o artista. Polanski não tem medo de apontar os verdadeiros culpados. Pega o cenário mundial atual e dá nome aos bois. Abre a caixa-preta da nossa época dominada por políticos e grandes corporações. E estamos falando de uma produção estrelada por nomes de apelo comercial, como Ewan McGregor e Pierce Brosnan.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto é que todo mundo vai ver<em> O Escritor Fantasma</em> e ninguém ficará indiferente no final. Vendo pelo lado da realidade, cabe ao espectador julgar se Polanski é apenas mais um membro da intriga da oposição, cheio de teorias da conspiração a respeito de quem tem o poder. Ou se o espectador concorda com o dedo acusador do cineasta. Vendo pelo lado da ficção, <em>O Escritor Fantasma</em> é um exercício de boa narrativa &#8211; lenta, extremamente calma e suave em sua primeira (e brilhante) hora, tomando todo o tempo do mundo para situar o espectador na situação do protagonista, enquanto ele embarca em um pesadelo. Até Polanski arremessar a plateia no mato sem cachorro em que o personagem de Ewan McGregor se meteu, numa correria sem fim, que deveria zelar pela sobrevivência do mesmo, mas que inconscientemente o prende numa busca neurótica pela verdade. Antes da cena final, a maioria dos espectadores não ficará indiferente ao filme. Depois dela, ninguém ficará.</p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>O Escritor Fantasma</em>, Ewan McGregor é o <em>Ghost Writer</em> do título original &#8211; você jamais saberá seu verdadeiro nome. Ele é contratado para escrever as memórias do ex-Primeiro Ministro Britânico Adam Lang (Pierce Brosnan, claramente inspirado em Tony Blair), acusado de violar os direitos humanos ao entregar suspeitos de terrorismo para a CIA torturar. O <em>Ghost Writer</em>, assim como Polanski em <em>O Inquilino</em>, começa o filme entrando em seu calvário, em um mundo que não é o seu, dando ao espectador a sensação de que é uma viagem sem volta para o protagonista. Confinado em uma casa de praia que mais se parece com uma prisão, o <em>Ghost Writer</em> será vigiado por todos os lados até ser dominado pela paranoia que toma conta do cenário mundial e embarcar numa incontrolável jornada investigativa que pode justificar sua própria existência, já que é um escritor fracassado, sem mulher, filhos, família e amigos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4033" title="The Ghost Writer 1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/The-Ghost-Writer-1.jpg" alt="The Ghost Writer 1" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Polanski é um diretor clássico. Constroi o suspense sem sustos marcados por efeitos sonoros ou trilha sonora que entra de repente para assustar o espectador mais do que a própria cena sugere ou exige. Ele vai aumentando a intensidade da tensão como só os bons contadores de histórias sabem fazer. É elegante em sua construção, o que faz muitos desavisados confundirem seu cinema com homenagens diretas a Alfred Hitchcock, o mestre do gênero. Mas isso é para quem não viu a tensão crescente, composta com paciência, em filmes como <em>O Inquilino</em>, <em>O Bebê de Rosemary</em> e <em>Chinatown</em>. Em <em>O Escritor Fantasma</em> é curioso notar como Polanski usa o clima (o tempo) para enlouquecer (ou seria &#8220;estimular&#8221;?) o <em>Ghost Writer</em> em sua &#8220;prisão domiciliar&#8221;. Da janela, ele percebe a presença ininterrupta do vento. Aliás, venta e faz frio o tempo todo neste filme.  De vez em quando chove. É o clima aumentando a tensão.</p>
<p style="text-align: justify;">É como se o filme fosse um sonho. Ou melhor, um pesadelo. Note como o <em>Ghost Writer</em> está sempre caindo no sono e acordando repentinamente. Nada é o que parece ser nesse verdadeiro jogo de aparências, que aliás domina o universo da política, da espionagem; um sentimento ambivalente que marca o mundo atual, onde muitas pessoas mantêm relacionamentos à distância, de frente para seus computadores. É um mundo lotado de avatares, pessoas vazias, sem identidade, personalidade, com discursos roubados de falas alheias ou linhas escritas por terceiros. É a própria função do <em>Ghost Writer</em>, que de uma hora para outra se enche de coragem, tentando encontrar um sentido para sua vida enquanto mergulha de cabeça numa investigação que não era para ser sua.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a paciência da narrativa tomou conta da primeira hora do filme, a metade final é marcada por muita correria, onde fica difícil separar os bons dos maus, assim como a realidade da imaginação. Mesmo quando achamos que finalmente descobrimos a verdade, o filme termina com mais perguntas que respostas. Não que a segunda metade seja confusa por erros de roteiro ou direção. Ela é assim porque Polanski quer o espectador preso aos olhos e às deduções ora precipitadas, ora certeiras do protagonista. Mais uma vez, eis a ideia do <em>Ghost Writer</em> sonhando acordado. É onde toda a confusão faz sentido. Ou não.</p>
<p style="text-align: justify;">Repare como Polanski não mostra qualquer cena ou personagem que não esteja no campo de visão do <em>Ghost Writer</em>. O filme segue somente o ponto de vista de seu protagonista. Até mesmo na genial cena do bilhetinho passando de mão em mão. Nela, a câmera faz questão de mostrar ao espectador que o <em>Ghost Writer</em> está lá atrás observando tudo. O filme é aquilo que o protagonista vê e ouve. Se ele sai de cena, não temos noção do cenário todo. É só reparar na fantástica sequência final, que só pode ter sido concebida por um diretor da velha escola, um gênio do cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do notável talento para trabalhar o filme de gênero, Polanski sente-se livre para não se entregar aos finais felizes do cinemão hollywoodiano. Ele vê o mundo com olhos nada inocentes. Talvez por sua história de vida, provavelmente levada para dentro de <em>O Escritor Fantasma</em>. É só lembrar da cena em que Pierce Brosnan resolve viajar e é alertado por seus assessores sobre a possibilidade do país de destino ter um acordo de extradição com os EUA. É a vida imitando a arte. Ou o contrário. Que o diga Polanski. Ou o próprio<em> Ghost Writer</em> de seu filme.</p>
<p><strong><em>O Escritor Fantasma</em></strong> (<em>The Ghost Writer</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Roman Polanski<br />
<strong>Roteiro: </strong>Robert Harris e Roman Polanski<br />
<strong>Elenco:</strong> Ewan McGregor, Pierce Brosnan, Olivia Williams, Tom Wilkinson e Kim Cattrall</p>
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		<title>À Prova de Morte</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Jul 2010 16:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após 3 anos de atraso, filme de Tarantino estrelado por Kurt Russell finalmente chega aos cinemas]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4019" title="Stuntman Mike" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Stuntman-Mike.jpg" alt="Stuntman Mike" width="600" height="300" /><br />
No auge de suas carreiras, os cineastas George Cukor, Woody Allen e Pedro Almodóvar pareciam compreender as mulheres de suas épocas. São três nomes que acompanharam o universo feminino pelo cinema desde o romantismo exacerbado até a conquista de seus direitos dentro de uma sociedade dominada por homens.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar de começar sua filmografia com intensas (e originais) histórias policiais de bolso, Quentin Tarantino é sim um cineasta preocupado em dar voz às mulheres. Por mais estranho que isso possa parecer, o diretor mais influente (e imitado) desde o início dos anos 1990 é um herdeiro do legado de Cukor, Allen e Almodóvar.</p>
<p style="text-align: justify;">Bom, existe o cinema como você conhece e existe o cinema segundo Quentin Tarantino. Que ninguém mais diga que Tarantino copia. Goste ou não, ele é original. Sua referência eterna é a cultura pop. O diretor é cinéfilo, fã de quadrinhos, armas, kung fu, bares, restaurantes, faroestes, carrões, e tudo quanto é cenário para um papo (ao mesmo tempo) descontraído e reflexivo sobre o que foi pop e cult – e como isso reflete nas tribos da atualidade. E não adianta teimar: ninguém consegue se igualar a Tarantino nesses quesitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Verborrágico, o cineasta expõe suas opiniões por cada um de seus personagens bizarros de tão reais. Ao menos, eles falam tudo aquilo que não temos coragem de dizer, mas que certamente passam pela cabeça de qualquer um. Se você ainda não se acostumou, <strong><em>À Prova de Morte</em></strong> (<em>Death Proof</em>, 2007), filme desmembrado do projeto <em>Grindhouse </em>(idealizado em parceria com o amigo Robert Rodriguez, que dirigiu a metade <em>Planeta Terror</em>), pode flertar com o suspense e o terror, mas faz parte de seu universo particular.</p>
<p style="text-align: justify;">E aos poucos, dentro desse mundo, Quentin Tarantino mostra que entende as mulheres. Foi assim com Pam Grier, em <em>Jackie Brown</em>, e Uma Thurman, em <em>Kill Bill</em>. E faz de novo em <em>À Prova de Morte</em>. Para chegar nesse ponto, Kurt Russell (impagável) é a cobaia. Ele pode ter cara de protagonista, mas são as belas moças do filme que dão as cartas.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre referências ao pop e até mesmo à sua filmografia (os fãs vão se divertir ao identificar detalhes e personagens de outros trabalhos do diretor), Tarantino acompanha duas turmas de belas garotas com algumas coisas em comum: elas só querem se divertir e são atacadas pelo misterioso maníaco das estradas conhecido como “Stuntman Mike” (Russell). À bordo de seu potente <em>muscle car</em> negro “à prova de morte”, ele detona as pobrezinhas a cerca de 200 Km/h. O diretor e roteirista não explica os motivos do assassino e nem diz muito sobre seu passado – tirando, claro, a informação que está no nome.</p>
<p style="text-align: justify;">Tarantino é mestre em criar personagens místicos de tão trash. Ele joga pouquíssimas informações só para situar o espectador na história. E é só. Isso intriga e é genial. Veja bem: quem foi Vincent Vega (John Travolta), em <em>Pulp Fiction</em>? Quem são os bandidos de <em>Cães de Aluguel</em>? E a Noiva (Uma Thurman), de <em>Kill Bill</em>? O “Dublê Mike” de Kurt Russell é o mais novo integrante dessa galeria tarantinesca.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando ao enredo, a primeira metade de <em>À Prova de Morte</em> pode irritar um pouco as mulheres, mas o público masculino agradece. É um exagero de closes no melhor da anatomia feminina, incluindo o fetiche do diretor por pés já notado em <em>Kill Bill</em> e <em>Jackie Brown</em>, além de muito blá-blá-blá ao estilo Tarantino.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4020" title="Death Proof" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Death-Proof.jpg" alt="Death Proof" width="600" height="300" /><br />
O cineasta já revelou nos extras do DVD de <em>Kill Bill</em>, que sempre quis enfrentar o desafio de filmar cenas de ação. Para ele, todo grande diretor deveria passar por isso. Se ele realizou o sonho no <em>Volume 1</em>, deixou todo o vocabulário conhecido pelos fãs para o <em>Volume 2</em>. Em <em>À Prova de Morte</em>, ele faz o contrário. Começa falastrão e na segunda metade, Tarantino engata (literalmente) a quinta marcha e entrega um invejável espetáculo de ação sobre rodas. Na contramão do festival de efeitos gerados por computador (técnica hollywoodiana ironizada num diálogo comandado por Kurt Russell), o diretor monta suas sequências em alta velocidade à moda antiga e faz você grudar na cadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">E é na metade final, que Tarantino pede desculpas às mulheres e mostra sua verdadeira intenção. Primeiro, ele ganha a atenção dos homens, para depois conquistar o público feminino. Sensacional. Elas passam de caça a caçadoras.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>À Prova de Morte</em> não deixa de ser uma fábula extremamente feminista. Para Tarantino, a mulher não deve se entregar à aparente força masculina. Ela não deixa de amar; deseja ser mãe e faz o que bem entende &#8211; exatamente como os homens sempre fizeram (e fazem). Aqui, a mulher não abdica da feminilidade para tomar o controle e é rainha do universo de Quentin Tarantino, sem ligar para a opinião dos outros. E coitado daquele que pisar no seu calo. Como a Noiva fez, em <em>Kill Bill</em>, as garotas de <em>À Prova de Morte</em> partem para cima do “frágil” Stuntman Mike. É o homem se curvando diante da mulher ao descobrir sua força anteriormente reprimida. Tudo ao som de uma dançante trilha escolhida a dedo pelo diretor. Como sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode parecer um Tarantino menor, porque é assumidamente um filme de puro entretenimento. E por não ser tão forte quanto <em>Cães de Aluguel</em> ou <em>Pulp Fiction</em>. Ou épico como <em>Kill Bill</em>. Mas ainda assim é mais um exemplar que confirma seu talento como contador de histórias e cineasta no total controle de seu ofício. Quando o filme termina, você pode sair rindo ou gargalhando do cinema. Mas, minutos depois, será inevitável não refletir sobre o que o autor Tarantino acabou de aprontar. Isso não acontece em qualquer “filme de entretenimento”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>À Prova de Morte</em></strong> (<em>Death Proof</em>, 2007)<br />
<strong>Direção:</strong> Quentin Tarantino<br />
<strong>Elenco:</strong> Kurt Russell, Rosario Dawson, Vanessa Ferlito, Rose McGowan, Sydney Tamiia Poitier, Mary Elizabeth Winstead e Zoe Bell</p>
<p><strong><em>Obs: O Hollywoodiano assistiu &#8220;À Prova de Morte&#8221; na Mostra Internacional de São Paulo. A crítica foi postada originalmente em 22 de outubro de 2007. Só pra  você ver como o filme demorou a estrear.</em></strong></p>
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		<title>Flor do Deserto</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jul 2010 13:52:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>

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		<description><![CDATA[Cinebiografia de ex-top model somali não empolga]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/umaestrela.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3910" title="Desert Flower" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Desert-Flower.jpg" alt="Desert Flower" width="600" height="300" /><br />
Dirigido por  Sherry Horman, <em><strong>Flor do Deserto</strong></em> (<em>Desert Flower</em>, 2009) é baseado na autobiografia de Waris Dirie (a bela atriz etíope Liya Kebede, de <em>O Bom Pastor</em> e <em>O Senhor das Armas</em>), nascida no deserto da Somália e vítima de mutilação genital feminina, seguindo as tradições da cultura local. Ao fugir de um casamento arranjado pelo próprio pai, ela atravessa as areias e o sol escaldante do deserto – e a capital Mogadíscio – até chegar a Londres, onde dá os primeiros passos para se tornar uma <em>top model </em>de sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria a típica história da “volta por cima”, uma das temáticas favoritas do cinema. Mas Waris Dirie, além de desfilar pelas passarelas mais importantes do circuito fashion, virou embaixadora da ONU com a missão de abrir os olhos do mundo na tentativa de impedir a tradição somali da qual foi vítima – e que ainda ocorre em outros países africanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo com a receita pronta, que poderia render um belo filme nas mãos de um Danny Boyle (<em>Quem Quer Ser um Milionário?</em>), <em>Flor do Deserto</em> não empolga. Pelo contrário, a urgência da denúncia contribui para a frieza da narrativa, tornando cenas essenciais para a conexão do público com as motivações da personagem longas, desnecessárias e, pior, nada emocionantes. É uma pena, porque funcionaria muito mais como um documentário assumido.</p>
<p><em><strong>Flor do Deserto</strong></em> (<em>Desert Flower</em>, 2009)<br />
<strong>Direção e roteiro:</strong> Sherry Horman<br />
<strong>Elenco:</strong> Liya Kebede, Sally Hawkins e Timothy Spall</p>
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		<title>Kick-Ass</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2010/06/kick-ass-4/</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 13:33:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[matthew vaughan]]></category>

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		<description><![CDATA[Tirem as crianças da sala: Esse não é o Homem-Aranha!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3759" title="Kick Ass 2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Kick-Ass-2.jpg" alt="Kick Ass 2" width="600" height="356" /><br />
Nos anos 80, mestre John Hughes fez filmes SOBRE adolescentes e não PARA adolescentes. O cineasta mostrou que entendia o jovem e como deveria ser o seu papel no mundo ao analisar seu comportamento em temas como amor, sexo, educação, trabalho, família e a busca pela felicidade (de preferência, antes da chegada da vida adulta). Tudo isso foi uma consequência das mudanças que o mundo enfrentou naquela década. O capitalismo dominou os países em desenvolvimento, inaugurando a cultura voltada para o consumo. A geração revolucionária das décadas passadas enfrentou uma dificuldade danada em educar os próprios filhos, alvos da revanche do sistema contra os arquitetos dos protestos dos 60 e 70. A vingança é um prato que se come frio e p<span style="FONT-FAMILY: verdana">ais com seus idealismos viram seus filhos crescerem alienados e confusos com a chegada dos videogames e os computadores. Houve muita informação para uma geração ainda na idade da pedra do raciocínio tecnológico.</span> Os pais, que entendiam tudo isso muito menos que seus filhos, só sabiam cobrar responsabilidade e comportamento com seus métodos já ultrapassados. No meio de toda essa loucura, o jovem só queria ver o tempo passar, ouvir sua música, namorar, curtir a vida adoidado e se desgrudar da realidade. Com seus filmes, como <em>Gatinhas &amp; Gatões</em> e <em>Clube dos Cinco</em>, John Hughes traduziu tudo isso para o jovem.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora explore o tema do herói, que se pune enquanto embarca numa jornada contra as &#8220;forças do mal&#8221;, o diretor Matthew Vaughan, de <em>Nem Tudo É o que Parece</em>, e produtor dos primeiros filmes de Guy Ritche, não é exatamente um autor com A maiúsculo como John Hughes. Aliás, quase não temos obras autorais no cinema de hoje. Mas com <em><strong>Kick-Ass</strong></em> (2010), ele prova que entende o jovem da sociedade atual. Goste ou não, o filme é um reflexo de todas essas mudanças. Abraça, inclusive a alienação e a urgência do consumo &#8211; mesmo para aqueles que ainda usam fraldas &#8211; em um mundo cada vez mais voltado para a realidade, onde fantasia, mitos, conceitos e histórias clássicas não têm vez com o público-alvo do cenário atual.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria a clássica saga do super-herói, com jeitão de Homem-Aranha, mas pelo menos nos filmes de Sam Raimi não vemos Peter Parker justificando sua vocação para nerd com uma sessão de masturbação em seu quarto. Sinal dos tempos. A ingenuidade morreu. No caso de Dave Lizewski (o ótimo Aaron Johnson), o herói não nasce do consequente caos permitido pela desorganização do sistema. Para ele, o herói pode ser qualquer um. Desde que vista uma fantasia ridícula e saia pelas ruas na cara e na coragem. A sacada de Matthew Vaughan é conduzir o personagem até o ponto em que ele descobre estar errado: Ele pode sim ser um herói, como nos quadrinhos. Mas, antes, precisa conhecer a si próprio.</p>
<p style="text-align: justify;">As maiores críticas ao filme citam a violência exagerada. Se você vibrou com <em>Kick-Ass</em> e acha que os críticos estão falando bobagem, porque é tudo de mentirinha, é bom repensar. Vamos combinar uma coisa: O filme <span style="text-decoration: underline;">É</span> violento. Demais até. Dizem por aí que é violência estilo <em>Tom &amp; Jerry</em>. Não é. Isso poderia ser colocado a respeito de <em>Esqueceram de Mim</em>, de Chris Columbus, e <em>O Ratinho Encrenqueiro</em>, de Gore Verbinski. Mas não sobre <em>Kick-Ass</em>. Violência de videogame? Ok. Mas a mídia é diferente. O cinema tem uma visibilidade muito maior. E é aqui que mora o perigo. A garotada não é mais inocente e vai querer ir ao cinema para ver <em>Kick-Ass</em>. Pais, atenção, pode parecer, mas isso não é recomendável para o seu filho com menos de 18 anos. Tirando a cena da última morte do filme, tudo é levado muito a sério. Enfim, fica a dica.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3760" title="Kick Ass _destaque" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Kick-Ass-_destaque.jpg" alt="Kick Ass _destaque" width="600" height="300" /><br />
Se você tem mais de 18, então dane-se. <em>Kick-Ass</em> é divertido pra cacete. E o sangue não é falso. A violência não é Tarantinesca, embora pareça. Muito menos faz parte do universo de John Woo. Baseado na HQ de Mark Millar, <em>Kick-Ass</em> é o auge da incorreção política. Ofende, mas faz rir. Especialmente o público masculino. Qualquer garoto de todas as idades vai se identificar com Dave, que combate o crime como o herói Kick-Ass, de roupa verde e amarela, que não tem nada a ver com os clássicos uniformes que exploram as cores da bandeira americana (Capitão América, Homem-Aranha, Superman). Em sua cruzada insana, ele descarrega toda a sua revolta por ser o aluno menos popular da escola, além de filho órfão de mãe, que recebe pouca atenção do pai e não arruma namorada. Ele &#8220;poderia estar roubando, matando ou se drogando&#8221;, mas resolve ser herói. É o inverso da história que acostumamos a ver na realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Em sua jornada, descobre que já pensaram nisso antes. Big Daddy (Nicolas Cage) e Hit Girl (Chloe Moretz), pai e filha, estão na ativa e devidamente fantasiados há muito mais tempo. Diferente de Kick-Ass, não são conhecidos pelo público e acreditam que essa luta contra o crime só é possível se permanecerem no anonimato. Involuntariamente, seus caminhos de cruzam.</p>
<p style="text-align: justify;">Dá pra rir e vibrar bastante com o filme. Principalmente com a menininha de 11 anos, que vira uma arma letal ao vestir o uniforme da Hit Girl. Os méritos são todos da atriz Chloe Moretz, que é fantástica. Ela é a melhor coisa do filme e tem tudo para ser a Abigail Breslin da vez. Mas Kick-Ass tem seus problemas. Há personagens demais, com falas demais, além de um exagerado tempo dedicado à evolução psicológica de cada pessoa em cena. Isso em apenas duas horas de duração. Mas parece que estamos diante de um filme de 180 minutos. E há sempre aquela mania de Hollywood em amenizar tudo no fim. Tem sangue, violência, masturbação e crianças assassinas, mas o final precisa ser sempre feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é bom se preparar. <em>Kick-Ass</em> é pós-moderno, chuta o pau da barraca armada por filmes como <em>Superbad</em>, que é bem mais intimista &#8211; acredite se quiser &#8211; e Hollywood deve explorar essa fórmula. Ou melhor, o nome disso é tendência. E a indústria precisa se reinventar de tempos em tempos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Kick-Ass</em></strong> (2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Matthew Vaughan<br />
<strong>Roteiro:</strong> Matthew Vaughn, Jane Goldman e Mark Millar<br />
<strong>Elenco:</strong> Aaron Johnson, Chloe Moretz, Nicolas Cage, Mark Strong, Christopher Mintz-Plasse, Clark Duke, Evan Peters, Lyndsy Fonseca e Jason Flemyng</p>
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		<title>Toy Story 3</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 17:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
		<category><![CDATA[Filmes Cinco Estrelas]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[toy story]]></category>

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		<description><![CDATA[O maravilhoso fim da trilogia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/cincoestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3741" title="Toy Story 3_2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Toy-Story-3_2.jpg" alt="Toy Story 3_2" width="600" height="322" /></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><em><strong>Toy Story 3</strong></em> (2010) chegou aos cinemas simplesmente 11 anos após o último longa. É muito tempo entre um filme e outro, o que acaba gerando uma quase inevitável antipatia dos fãs em relação à continuação tardia de um grande sucesso: todo mundo imagina sua própria história na cabeça. É a criação superando seu criador. A obra vira domínio público. Esse tipo de decepção aconteceu com <em>O Poderoso Chefão &#8211; Parte III</em>, <em>Star Wars &#8211; Episódio: A Ameaça Fantasma</em> e <em>Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal</em>. Mas isso é problema para Francis Ford Coppola, George Lucas e Steven Spielberg. Não para a Pixar. </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Quando o primeiro <em>Toy Story</em> estreou há 15 anos, toda a badalação em torno da originalidade do ponto de vista tecnológico despistou os olhos de público e crítica para aquilo que realmente importava para a Pixar, e que hoje sabemos depois de vários filmes, sucessos de bilheteria e prêmios: a criatividade na condução da narrativa. Antes novata no mercado, o estúdio atualmente é líder em seu segmento. Por isso mesmo, parecia tentador fazer de <em>Toy Story 3</em> uma sequência somente para agradar aos egos de seus hoje poderosos criadores, como George Lucas, de nariz empinado, sentado em seu trono, fez com os novos <em>Star Wars</em>. Mas não. Felizmente, <em>Toy Story 3</em> é para o público.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3742" title="Toy Story 3_1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Toy-Story-3_1.jpg" alt="Toy Story 3_1" width="600" height="300" /><br />
Chega a ser surpreendente como o terceiro longa ainda tem muito a dizer. Não apenas fecha a história, como também sobrevive sozinho, talvez como o melhor exemplar da série iniciada em 1995. Como cinema, <em>Toy Story</em> 3 é o mais equilibrado, ousado e maduro da série. Os gênios da Pixar exploram uma inusitada mudança de tom no clima do filme, friamente calculado em diferentes partes, causando uma montanha russa de emoções. Em certa hora, <em>Toy Story 3</em> é dominado por uma tensão absurda e incomum no gênero. Há momentos de puro terror psicológico, provocado principalmente pela imagem assustadora do boneco conhecido como &#8220;Bebezão&#8221;. Com ele, temos até uma homenagem a <em>O Exorcista</em>, o maior filme de terror de todos os tempos. É mole? De repente, <em>Toy Story 3</em> vira um nervoso filme de ação, com uma boa dose de humor, no melhor estilo do clássico <em>Fugindo do Inferno</em> e a série <em>Prison Break</em>. No fim, <em>Toy Story 3</em> esquece o terror e a ação para se assumir como um dramalhão. Enfim, quando a Pixar quer você grudado na poltrona do cinema, ela consegue. Minutos depois, caso queira divertir você com uma mistura de ação e comédia, a Pixar também consegue. E se agora, ela quer fazer você chorar, acredite, ela consegue. Tudo isso em apenas um filme. Tudo na medida certa, justificando cada linha do roteiro, incluindo as falas das personagens, sem atropelamentos no ritmo, como acontece em nove entre dez filmes do verão americano.</p>
<p style="text-align: justify;">A trilogia, na verdade, fala sobre o tempo agindo na vida de cada um de nós. Todo mundo cresce e a maioria esquece como é ser criança. Abandonar os brinquedos favoritos de nossa infância é algo natural, que acontece nas melhores famílias. <em>Toy Story 3</em> mostra exatamente esse momento inevitável, mas essencial para a passagem do tempo. O terceiro filme veio com a obrigação de, pelo menos, manter a qualidade das duas primeiras partes. Inicialmente, chega a causar uma ligeira estranheza ao espectador encarar o clima sombrio que toma conta de um dos atos do filme. Mas, no fim, vemos que a Pixar estava certa em apostar nessa mudança de tom. E (nós, espectadores) somos parte do plano.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3740" title="Toy Story 3_3" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Toy-Story-3_3.jpg" alt="Toy Story 3_3" width="599" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo faz parte de uma estratégia, para que nos pegássemos às lágrimas na linda sequência final, que remete ao western <em>Os Brutos Também Amam</em>, com o menino gritando pelo cowboy Shane, que cavalga em direção ao horizonte. Só que <em>Toy Story 3</em> inverte os pontos de vista do clássico de George Stevens. Você vai ver. É um rito de passagem, a recusa involuntária e inconsciente na porta de entrada para o mundo real e adulto. Acontece com todos nós. Nesse final, que justifica todos os três filmes, é praticamente impossível não chorar, afinal temos um <em>flash</em> de algum momento perdido da nossa infância. Não importa a idade do espectador, que cresceu com a série desde 1995.</p>
<p style="text-align: justify;">A aula de cinema da Pixar vai além das telas. A evolução de um império de sonhos, desde o primeiro <em>Toy Story</em>, não permitiu que dinheiro e status ofuscassem as ambições criativas de seus realizadores. Talvez porque a Pixar seja um grupo e não uma só pessoa. Cada filme é dirigido por uma &#8220;criança grande&#8221; diferente, sempre ouvindo as ideias dos colegas e preocupada, claro, com a manutenção da qualidade de suas obras anteriores. Mas tentar desvendar o segredo da Pixar é como tentar adivinhar o que virá no próximo filme. O jeito é embarcar na viagem. Entenda: Não assistimos aos filmes desses caras. Nós &#8220;vivemos&#8221; os filmes da Pixar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Toy Story 3</em></strong> (2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Lee Unkrich<br />
<strong>Roteiro:</strong> Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton e Lee Unkrich<br />
Com as vozes de Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Don Rickles, Wallace Shawn, Estelle Harris, John Ratzenberger, Ned Beatty, Michael Keaton, Kristen Schaal, Blake Clark, John Morris, Laurie Metcalf, Jodi Benson, Timothy Dalton, Jeff Garlin, Whoopi Goldberg, Bonnie Hunt e R. Lee Ermey</p>
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		<title>Esquadrão Classe A</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2010/06/esquadrao-classe-a-2/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 17:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
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		<category><![CDATA[sharlto copley]]></category>

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		<description><![CDATA[Tirando "Toy Story 3", este é o filme mais divertido do verão americano 2010]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3645" title="A-Team" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/A-Team1.jpg" alt="A-Team" width="578" height="335" /><br />
Baseado na famosa série de TV que divertiu os fãs durante cinco temporadas nos anos 80, <strong><em>Esquadrão Classe A</em></strong> (<em>The A-Team</em>, 2010) não apenas honra o show original com sua atmosfera saudosista na forma de conduzir a ação exagerada e o pífio desenvolvimento de personagens &#8211; apostando somente no carisma do quarteto para conquistar o público &#8211; como assume sua total falta de ambição em ajustar uma fórmula vencedora à plateia acostumada com a &#8220;realidade pé no chão&#8221; de Jason Bourne e o James Bond de Daniel Craig.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Esquadrão Classe A</em> é &#8211; em sua essência &#8211; um filme dos anos 80, mas rodado no novo milênio, com o auxílio dos melhores efeitos digitais que os realizadores da série de TV, infelizmente, não puderam aproveitar. Está mais para a ação de longas recentes, que homenageiam a velha escola oitentista, como  <em>Duro de Matar 4.0</em> e <em>Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal</em>, que para a <em>Trilogia Bourne</em>. Logo nos primeiros minutos, nós ficamos sabendo disso. É pegar ou largar. Ah, quero só ver o que os detratores da cena da geladeira do último <em>Indiana Jones</em> irão pensar da sequência do tanque caindo de pára-quedas.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, <em>Esquadrão Classe A</em> chama para si a responsabilidade de ser o típico filme de ação voltado para o público masculino, como não se faz mais em Hollywood. Nos anos 80, Schwarzenegger e Stallone seriam os protagonistas perfeitos dos estúdios, mas aqui temos a sorte de contar como Liam Neeson, Bradley Cooper e o fantástico Sharlto Copley (de <em>Distrito 9</em>); bons atores dando credibilidade a uma diversão despretensiosa tanto para o elenco quanto para o público.</p>
<p style="text-align: justify;">Os atores comandam o show: o Jedi Liam Neeson encarna um ótimo John &#8220;Hannibal&#8221; Smith, o líder do esquadrão &#8211; lembrando muito mais uma mistura de Han Solo com Clint Eastwood que o ator original George Peppard -, enquanto o galãzinho da vez Bradley Cooper (<em>Se Beber, Não Case</em>) está a vontade como o charmoso mestre em disfarces Cara-de-Pau &#8211; sendo ainda mais eficiente no papel que o ator da série (Dirk Benedict). Sharlto Copley, o excelente ator sulafricano, que merecia uma indicação ao Oscar por <a href="http://www.hollywoodiano.com/2009/10/distrito-9/"><em>Distrito 9</em></a>, rouba TODAS as cenas como o piloto doidão Murdock. Já a missão de Quinton Jackson, na pele do sargento B.A., era praticamente impossível, afinal não é todo dia que se encontra um substituto para Mr. T. Mas até que ele dá conta do recado.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3646" title="A-Team 3" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/A-Team-3.jpg" alt="A-Team 3" width="600" height="300" /><br />
Sem deixar de lado seu estilo visual, com câmera nervosa, tremida &#8211; mas somente em cenas de luta ou correria &#8211; o diretor Joe Carnahan (<em>Narc</em>, <em>A Última Cartada</em>) acerta ao deixar a seriedade de lado, que Hollywood tanto insiste em colocar nos filmes atuais do gênero. Não há nada errado nisso, claro, mas de vez em quando é bom ver algo &#8220;antigo&#8221;. Ainda mais quando estamos rodeados de <em>Homens de Ferros</em> e <em>Fúrias de Titãs</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Poderia ser melhor? Claro que sim. Faltou um roteiro mais elaborado e sobrou exagero nas explicações dos planos dos heróis, afinal Hollywood não confia na inteligência da plateia &#8211; embora isso aconteça na série, os segredos não são tão detalhados assim. Também poderíamos ter uma presença maior de dublês de carne e osso &#8211; e não pixels &#8211; nas cenas de ação. São pequenas falhas para um filme que vai fazer bonito com o público machão, que sente saudades de produtos feitos sob medida, como <em>Rambo</em> e <em>Comando Para Matar</em>. Mas tudo isso pode ser corrigido na provável sequência, que confirma o filme como uma espécie de <em>Esquadrão Classe A Begins</em> ou <em>Episódio I</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Para um longa assumidamente saudosista, reparar nesses erros é como pedir para uma mulher falar mal de um filme atual com o clima das (ótimas) comédias românticas <em>Harry &amp; Sally</em> e <em>Sintonia de Amor</em>, com uma protagonista com o jeitinho meigo e encantador da Meg Ryan daquela época.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Esquadrão Classe A</strong></em> (<em>The A-Team</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Joe Carnahan<br />
<strong>Roteiro: </strong>Joe Carnahan, Brian Bloom e Skip Woods<br />
<strong>Elenco:</strong> Liam Neeson, Bradley Cooper, Sharlto Copley, Quinton &#8216;Rampage&#8217; Jackson, Jessica Biel, Patrick Wilson, Gerald McRaney e Yul Vazquez</p>
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		<title>Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 22:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Em Cartaz]]></category>
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		<category><![CDATA[jake gyllenhaal]]></category>
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		<description><![CDATA[Disney e Jerry Bruckheimer vão em busca do novo "Piratas do Caribe". Mas sem Johnny Depp.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3607" title="Prince of Persia_1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Prince-of-Persia_11.jpg" alt="Prince of Persia_1" width="600" height="300" /><br />
Desde sempre, o cinema reflete a época em que vivemos. <strong><em>Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo </em></strong>(<em>Prince of Persia: The Sands of Time</em>, 2010) fala sobre uma potência mundial invadindo e conquistando um território de força inferior, alegando que o inimigo esconde armas de destruição em massa. E o filme tem a coragem de mostrar que os mocinhos estão errados.</p>
<p style="text-align: justify;">Não, isso não é um filme de guerra. Nem mesmo traz o olhar diferenciado de uma cineasta como Kathryn Bigelow para um gênero tão rodado. Ainda assim, só por isso, vale uma olhada para percebermos como os americanos não esqueceram Bush, ou já não confiam tanto em Obama. É um sentimento que vai tomando conta de Hollywood, que pode ser visto, inclusive, na oitava (e última) temporada de <em>24 Horas</em>. Mas isso é outra história.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que essa cutucada da indústria no governo americano é apenas a premissa de <em>Príncipe da Pérsia</em>. Estamos falando de uma típica aventura hollywoodiana &#8211; cheia de cortes rápidos, com muita ação, barulho e efeitos visuais de primeira &#8211; na lucrativa temporada do verão americano. Mais do que isso, trata-se de uma superprodução de Jerry Bruckheimer, que tenta desesperadamente (ao lado da Disney) achar outra franquia (sem a ajuda da Pixar) tão rentável quanto a galinha dos ovos de ouro das duas partes: <em>Piratas do Caribe</em>.Você já captou a mensagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra chegar lá, tanto a Disney quanto Bruckheimer chamaram o inglês Mike Newell, um diretor capaz de equilibrar drama, comédia, ação ou seja lá qual for o gênero em filmes tão distintos quanto água e óleo, como <em>Quatro Casamentos e um Funeral</em>, <em>Donnie Brasco</em> e <em>Harry Potter e o Cálice de Fogo</em>. Mas quem conhece cinema, sabe que o poderoso Bruckheimer, até hoje, só deu um pouquinho de liberdade artística a Ridley Scott, afinal é Ridley Scott, em <em>Falcão Negro em Perigo</em>. <em>Piratas do Caribe 1</em>, <em>2</em> e <em>3</em> foram dirigidos por Gore Verbinski, mas poderiam ser comandados por qualquer um. Tanto que o pastel de vento Rob Marshall (<em>Chicago</em>, <em>Nine</em>) será o responsável pela nova aventura de Jack Sparrow. A história se repete com o pobre Mike Newell, que faz exatamente o que Bruckheimer quer.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_3606" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-3606" title="Prince of Persia_3" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Prince-of-Persia_3.jpg" alt="Prince of Persia_3" width="600" height="348" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">&#8220;Jake, we are not in Brokeback Mountain anymore&#8221;</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">
Sorte dele que contou com o apoio de um monstro da montagem: Michael Kahn, o favorito de Steven Spielberg. Sorte dele que teve a ajuda do diretor de fotografia John Seale, vencedor do Oscar por <em>O Paciente Inglês</em>, fazendo mais um trabalho magistral ao pintar na tela de forma tão viva as cores e as luzes do sol e das areias do deserto. Então, Hollywood, fica a dica: Vai filmar no deserto? Chame John Seale.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é sorte de Mike Newell, que <em>Príncipe da Pérsia</em> apresente os melhores efeitos visuais do primeiro semestre de 2010. Sorte que Jake Gyllenhaal é bom ator e dá conta do recado como o herói &#8220;meio homem, meio aranha&#8221; Dastan, destemido, divertido e propositalmente caricato como um Douglas Fairbanks anabolizado. Sorte que Gemma Arterton, uma das garotas preferidas da indústria na atualidade, entregue uma princesa do jeito que Bruckheimer gosta: Valente, nada indefesa, mas totalmente feminina, sensual, assim como sua preferida Keira Knightley, que colaborou com o produtor em <em>Piratas do Caribe</em> e <em>Rei Arthur</em>. E sorte do diretor que Ben Kingsley fez um vilão fácil de se odiar, enquanto Alfred Molina ficou perfeito como o clichê chamado &#8220;alívio cômico&#8221;. Mas não adianta: É um filme de Jerry Bruckheimer. Sorte NOSSA que está mais para a diversão de <em>Piratas do Caribe</em> que para a seriedade risível de <em>Rei Arthur</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">E é neste ponto que eu queria chegar. Não é culpa de Jake Gyllenhaal. Mas <em>Príncipe da Pérsia</em> é exatamente o que <em>Piratas do Caribe</em> teria sido se Johnny Depp não tivesse reinventado o Jack Sparrow do roteiro original, tornando-o, digamos assim, muito mais excêntrico.</p>
<p style="text-align: justify;">Se conta alguma coisa, <em>Príncipe da Pérsia</em> é o melhor filme adaptado de um videogame. Na verdade, embora haja o respeito, é o primeiro que se desprende da mídia original para contar uma história empolgante com começo, meio e fim numa sala de cinema. Por outro lado, o filme tem graves problemas de roteiro, especialmente no quesito &#8220;narrativa&#8221;, que parece pular de um acontecimento a outro, sem muitas vezes levar em consideração o que vimos na tela minutos antes. É só quebrar a cabeça para desvendar como o tiozinho da cobra conseguiu a proeza de surgir do nada nas profundezas das areias do tempo para lutar contra Dastan no fim do filme. Não é <em>spoiler</em>. É só pra você ver que a situação é inexplicável.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora não queira dizer muita coisa, o filme é diversão rápida e garantida, sendo muito mais eficiente neste aspecto que outras superproduções da temporada, como <em>Homem de Ferro 2 </em> e  <em>Fúria de Titãs</em>. Tem viagem no tempo, mas não vai fazer ninguém colocar a cabeça para funcionar, como em <em>De Volta Para o Futuro</em>. Reflete a época atual, mas não vai cair na prova de ninguém. É apenas Hollywood correndo atrás de seu público.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo</em></strong> (<em>Prince of Persia: The Sands of Time</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Mike Newell<br />
<strong>Roteiro:</strong> Boaz Yakin, Doug Miro e Carlo Bernard<br />
<strong>Elenco:</strong> Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Alfred Molina, Steve Toussaint, Toby Kebbell, Richard Coyle, Ronald Pickup e Reece Ritchie</p>
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