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	<title>Hollywoodiano &#187; angelina jolie</title>
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		<title>Salt</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 19:00:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
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		<description><![CDATA[Filme é legal, mas Angelina é melhor]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4234" title="Angelina_SALT_2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Angelina_SALT_2.jpg" alt="Angelina_SALT_2" width="600" height="300" /><br />
Quando Dolph Lundgren e Steven Seagal correm, batem, atiram e não abrem a boca, o povo gosta de reclamar. Adora. Mas quando o centro das atenções está em Angelina Jolie, não  tem problema. Em<em> <strong>Salt</strong></em> (<em>Salt</em>, 2010), ela praticamente entra muda e sai calada. Fala pouco, corre muito e atira demais. Calma, não estou criticando. Admita: Quando<em> Salt </em>termina, você é capaz de acusar Angelina Jolie de &#8220;canastrona&#8221;? Seja o espectador homem ou mulher, é possível tirar as olhos da estrela quando ela está em cena? Que presença de tela! E o que ela faz durante o filme é capaz de deixar impressionado até mesmo Matt Damon, que foi brilhante na <em>Trilogia Bourne</em>. Até pelo fato de Angelina ser mulher.</p>
<p style="text-align: justify;">Tom Cruise foi a primeira opção para viver Salt, mas o astro optou por fazer <em>Encontro Explosivo</em>. O roteirista Kurt Wimmer e o diretor Phillip Noyce tiveram então a sacada de mudar o sexo do protagonista, que virou Evelyn Salt, e conseguiram Angelina Jolie por US$ 20 milhões, dinheiro que foi bem gasto, já que se trata de um filme de ação aspirante a blockbuster e a estrela dos lábios mais belos de Hollywood faz tudo o que Tom Cruise seria capaz de entregar. Se ela pouco fala, é bem verdade que atrai o nosso olhar com um magnetismo raro. Angelina é uma verdadeira estrela de cinema. Ponto. Procure em volta e perceba como está cada vez mais difícil reconhecer esse perfil nos dias de hoje. Talvez &#8211; e ainda &#8211; apenas Julia Roberts.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas será que o filme é realmente bom? Hmm, <em>Salt</em> é legal, divertido. E muito. Tudo fruto da esperteza do bom diretor australiano Phillip Noyce, que fez aqueles filmes do Jack Ryan mais famoso do cinema (Harrison Ford, <em>Jogos Patrióticos</em> e <em>Perigo Real e Imediato</em>), embora o melhor filme seja <em>A Caçada ao Outubro Vermelho</em>, de John McTiernan, com Alec Baldwin como o agente. Noyce é ágil na condução do <em>thriller</em>, entregando muita correria e pouco tempo para o espectador com cérebro respirar, pensar, whatever. Acho que a trama se passa praticamente em 24 horas, então é tudo muito rápido.  Se é o melhor que Noyce pode fazer hoje em dia, não o culpe. Isso é Hollywood, que não dá mais espaço para os blá-blá-blás de filmes como&#8230; <em>Jogos Patrióticos</em> e <em>Perigo Real e Imediato. </em>Pelo menos, Noyce seguiu seu estilo, conseguindo filmar um exemplar de ação à moda antiga, sem truques digitas aparentes, com a câmera próxima demais à Angelina Jolie nas cenas perigosas.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4235" title="Angelina_SALT" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Angelina_SALT2.jpg" alt="Angelina_SALT" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Logo nos primeiros minutos, a oficial da CIA Evelyn Salt (Angelina Jolie) é acusada de ser espiã russa por um desertor soviético da Guerra Fria. Pronto. Ela incorpora a <em>Corra, Lola, Corra </em>e dá uma canseira danada em seus perseguidores. Você pode até dizer que Evelyn Salt é um Jason Bourne de saias, mas acho que Angelina, mesmo muda deste momento em diante, empresta um certo brilho à personagem. E não digo que foi fácil, mesmo com corpão e bocão, porque  o roteiro não deixa tempo para Angelina desenvolver Salt emocionalmente e aproximar ainda mais a plateia de sua personagem. Mas não pense que isso é uma falha do filme, afinal desde a cena em que a moça é acusada de ser espiã russa, não podemos ter pistas concretas de suas verdadeiras intenções.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou vai dizer que não torce por Angelina lá pelo meio da eletrizante correria inicial pelas ruas de Nova York, quando ela grita encostada em um carro &#8220;EU SOU INOCENTE&#8221;? É o melhor momento do filme que culmina na cena sensacional em que Salt az um buraco no chão de uma igreja. Depois dessa parte, digamos que o roteiro passa a correr contra o tempo e a se preocupar com as explicações do que realmente está acontecendo. E o filme sofre um pouco com isso. A maior das falhas acontece no final, na cena do helicóptero, pois sabemos que um personagem que sobreviveu pode falar exatamente o que viu e resolver tudo. Mas isso não é levado em conta.</p>
<p style="text-align: justify;">Porém nada compromete as verdadeiras intenções de seus realizadores. Ou do estúdio. Vai saber. O problema é esperar de<em> Salt</em> algo realmente poderoso, eterno para a história do cinema. Mesmo sendo inteligente, <em>Salt</em> é um veículo para os fãs de Angelina Jolie, que nunca esteve tão bonita e certa de sua importância, sendo capaz de carregar qualquer filme nas costas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para a indústria, pelo menos, Evelyn Salt entra para o <em>hall</em> das novas heroínas que podem ser exploradas pelo cinema em <em>prequels</em>, sequências, <em>remakes</em>, <em>reboots</em>, qualquer coisa. E, diferente de outras franquias, com toda a atenção do público geral. Desde que Angelina Jolie volte no papel principal.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Salt</em></strong> (<em>Salt</em>, 2010)<br />
<strong>Direção: </strong>Phillip Noyce<br />
<strong>Roteiro: </strong>Kurt Wimmer<br />
<strong>Elenco: </strong>Angelina Jolie, Liev Schreiber, Chiwetel Ejiofor, Olek Krupa, Daniel Olbrychski, Hunt Block e August Diehl</p>
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		<title>A Troca</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 17:14:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[angelina jolie]]></category>
		<category><![CDATA[clint eastwood]]></category>

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		<description><![CDATA[
 Angelina é a Eva de Clint Eastwood, que atordoa o paraíso dos homens


Clint Eastwood já dirigia filmes antes de Bird, de 1988, que lhe rendeu o Globo de Ouro. Mas foi em 1992, com Os Imperdoáveis, que ele comprovou sua maturidade e foi recompensado com o Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor. Depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SWzMLkCnlLI/AAAAAAAAEWU/Bfj-tt5RLD8/s1600-h/A+TROCA.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/4.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SWzMLkCnlLI/AAAAAAAAEWU/Bfj-tt5RLD8/s1600-h/A+TROCA.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5290828161278776498" style="border: 0pt none; margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 239px; text-align: center;" title="Angelina é a Eva de Clint Eastwood, que atordoa o paraíso dos homens" src="http://4.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SWzMLkCnlLI/AAAAAAAAEWU/Bfj-tt5RLD8/s400/A+TROCA.jpg" border="0" alt="" width="400" height="239" /></a><span style="font-family:verdana;"><em> </em></span><em>Angelina é a Eva de Clint Eastwood, que atordoa o paraíso dos homens</em></div>
<p><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;">Clint Eastwood já dirigia filmes antes de <em>Bird</em>, de 1988, que lhe rendeu o Globo de Ouro. Mas foi em 1992, com <em>Os Imperdoáveis</em>, que ele comprovou sua maturidade e foi recompensado com o Oscar de <em>Melhor Filme</em> e <em>Melhor Diretor</em>. Depois disso, tirando um ou outro filmão (<em>Um Mundo Perfeito</em>, <em>As Pontes de Madison</em>), o grande Clint ainda se preocupava em explorar seu potencial como ator e entregou diversas produções comerciais. Algumas bacanas. Outras nem tanto.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, em 2003, com <em>Sobre Meninos e Lobos</em>, Clint assumiu de vez seu talento como cineasta. E abraçou de vez o pessimismo na América já visto em <em>Os Imperdoáveis</em>. No ano seguinte, faturou mais uma vez os Oscar de filme e direção, por <em>Menina de Ouro</em>. Em 2006, filmou duas excepcionais análises sobre a Segunda Guerra Mundial: <em>A Conquista da Honra</em> e <em>Cartas de Iwo Jima</em>. Agora, ele lança <strong><em>A Troca</em></strong> (<em>Changeling</em>, 2008), que mantém a qualidade e a marca de Clint Eastwood em cada cena, mas que também, em relação ao período pós-<em>Sobre Meninos e Lobos</em>, representa seu filme mais fraco. Se é que podemos dizer assim, afinal é um trabalho de primeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mim, pela filmografia apresentada de 2000 até aqui, Clint Eastwood é o diretor da década. E incluo <em>A Troca</em> nesta seleção. Não acho que ele errou desta vez. Só&#8230; não foi tão econômico como costuma ser. Explico: Em seus melhores filmes, Clint é mestre ao supervisionar a edição. Não temos cenas em excesso, nem algo que poderia entrar para explicar melhor o filme. Nem mais, nem menos. Somente o necessário. Ou seja, ele é econômico. Já em <em>A Troca</em>, Clint se empolga e entrega um filme de 2h20, que parece ter 3h de duração.</p>
<p style="text-align: justify;">Preciosismo? Talvez não. Isso é normal na carreira de qualquer grande cineasta e outros artistas. Um amigo meu, que odeia o Clint, já me disse: &#8220;Você aconselharia Leonardo Da Vinci a dar uma pincelada a mais ou a menos numa obra como a Mona Lisa?&#8221; Quem sou eu, enfim, para ousar dizer uma coisa dessas a Clint Eastwood? De qualquer forma, fiquei com essa sensação em <em>A Troca</em>. Por isso que digo que não há verdades absolutas na arte. Apenas opiniões. É gosto pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, <em>A Troca</em> é um trabalho acima da média, competente até a última cena. A reconstituição de época, que passa da década de 20 para os anos 30 da depressão americana, é um primor em detalhes registrados em cenários, figurinos, maquiagem e a fotografia de Tom Stern &#8211; aliás, a habitual escuridão das lentes deste diretor de fotografia nos filmes de Clint é equilibrada aqui com uma curiosa, rara e muito bem-vinda superexposição de luzes. Trata-se de um sinal de esperança na filmografia do diretor? Ou simples capricho visual? Eu acho que se trata de esperança, mas volto nisso mais tarde.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso a favor de um Clint Eastwood que retorna a um tema doloroso, mas que marca sua filmografia: Pais desesperados em um mundo violento convivendo com a dor (ou a possibilidade) da perda de um filho. Isso é bem claro em <em>Sobre Meninos e Lobos</em> e <em>Menina de Ouro</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>Os Imperdoáveis</em> e <em>Sobre Meninos e Lobos</em>, por exemplo, os respectivos personagens de Clint Eastwood e Sean Penn deixam uma vida de crimes para trás graças aos filhos, à família. Abandoná-los é como retornar a um caminho de trevas, solidão e violência. O tema &#8220;pais &amp; filhos&#8221; também está em <em>A Conquista da Honra</em> e <em>Cartas de Iwo Jima</em> &#8211; neste último, o personagem de Ken Watanabe, prefere partir ao lado dos &#8220;filhos&#8221; a viver nas sombras. E em todos esses filmes, Clint segue com seu pessimismo não somente na América, mas na Humanidade que se espelha nos EUA, já que citei o &#8220;japonês&#8221; <em>Cartas de Iwo Jima</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, em <em>A Troca</em>, Clint parte do mesmo princípio, só que explorando um lado até então inexistente em seus filmes: a esperança. E simbolizada aqui pela pura, doce e inocente figura da mãe, interpretada por Angelina Jolie, que passa pelos mesmos medos e inseguranças de Sean Penn, em <em>Sobre Meninos e Lobos</em>. Mas enquanto Penn utiliza a força bruta masculina, Angelina jamais abdica de sua feminilidade para combater a injustiça e encontrar sua merecida paz de espírito.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela está ótima sob a direção de Clint, mas dizer que o filme vale somente pela atriz é um equívoco. <em>A Troca</em> é 100% Clint Eastwood, mas apresenta uma Angelina Jolie surpreendente em sua atuação. A trama não depende exclusivamente de sua Christine Collins, que luta contra a corrupção e o descaso da polícia de Los Angeles para encontrar seu filho desaparecido. <em>A Troca</em> depende (e muito) de diversos personagens com falas e cenas importantes &#8211; não em histórias paralelas, mas em camadas que formam um todo, incluindo Christine Collins. Claro que Angelina é o centro das atenções, mas ela não está para o filme como Tom Hanks está para <em>Náufrago</em> ou Philip Seymour Hoffman está para <em>Capote</em>. Também não é certo dizer que o diretor fez um <em>noir</em>. Ele pode flertar com o gênero favorito de James Ellroy, mas, antes de qualquer associação, precisamos reconhecer aqui um cinema de autor. É puro Clint Eastwood.</p>
<p style="text-align: justify;">Um autor que também trabalha a imagem forte que a mulher pode ter num mundo dominado por homens desde os primórdios. Clint costuma fazer &#8220;filmes de macho&#8221;, mas quando as mulheres tomam o controle da situação, o universo masculino é reinventado. É só rever e analisar as conseqüências causadas por Meryl Streep, em <em>As Pontes de Madison</em>, Hilary Swank, em <em>Menina de Ouro</em>, e, agora, Angelina Jolie, em <em>A Troca</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme dá seqüência ao estudo do cineasta sobre uma América intolerante, racista e acima de tudo e de todos. Conviver em paz e de forma civilizada num país assim, só pode ser uma utopia. Mas, desta vez, na transição da Era Bush para a Era Obama, Clint tem esperança.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>A Troca</em></strong> (<em>Changeling</em>, 2008)<br />
<strong>Direção:</strong> Clint Eastwood<br />
<strong>Roteiro:</strong> J. Michael Straczynski<br />
<strong>Elenco:</strong> Angelina Jolie, Jeffrey Donovan, John Malkovich, Michael Kelly, Jason Butler Harner, Gattlin Griffith, Eddie Alderson, Devon Conti e Colm Feore</p>
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		<title>O Procurado</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 15:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[angelina jolie]]></category>
		<category><![CDATA[james mcavoy]]></category>
		<category><![CDATA[Timur Bekmambetov]]></category>

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O diretor Timur Bekmambetov, de Guardiões da Noite e Guardiões do Dia, é louco. Não há discussão neste diagnóstico. E graças ao sucesso internacional de suas saladas russas cinematográficas, este doido varrido saiu do país do Borat com a permissão de um grande estúdio hollywoodiano para fazer O Procurado (Wanted, 2008) a sua imagem e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SK8m1EpRGUI/AAAAAAAACzs/ANf_AlfGTmc/s1600-h/Angelina.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/3.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SK8m1EpRGUI/AAAAAAAACzs/ANf_AlfGTmc/s1600-h/Angelina.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237447584876927298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" src="http://3.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SK8m1EpRGUI/AAAAAAAACzs/ANf_AlfGTmc/s400/Angelina.jpg" border="0" alt="" /></a>O diretor Timur Bekmambetov, de <em>Guardiões da Noite</em> e <em>Guardiões do Dia</em>, é louco. Não há discussão neste diagnóstico. E graças ao sucesso internacional de suas saladas russas cinematográficas, este doido varrido saiu do país do Borat com a permissão de um grande estúdio hollywoodiano para fazer <strong><em>O Procurado</em></strong> (<em>Wanted</em>, 2008) a sua imagem e semelhança.</p>
<p>Não posso dizer que o resultado seja original, mas tem gente que vai se exaltar e dar um passo maior que a perna alegando que o cara entregou uma novidade &#8211; já que as grandes idéias sofrem uma duradoura mandinga. O que posso dizer é que, apesar da existência de mil filmes iguais a <em>O Procurado</em>, Bekmambetov tem o mérito de aliar a técnica vertiginosa do cinema rodado, editado e idealizado por gênios da computação da era pós-<em>Matrix</em> a um roteiro que não é uma maravilha, mas consegue manter a atenção do espectador até a última cena.</p>
<p>E a sacada do texto de Derek Hass, Michael Brandt e Chris Morgan (baseado na HQ de Mark Millar e J. G. Jones) está na influência de temas mitológicos e religiosos inseridos nos mínimos detalhes da trama, o que é um prato cheio para os nerds sedentos pela reciclagem dos anos dourados da cultura dos grandes contos e filmes de aventura, fantasia e ficção científica. Você sabe que isso é batata. Pegue um personagem miserável, fragilizado e menosprezado pelas regras impostas pela sociedade. Da noite para o dia, um acontecimento inesperado, extraordinário muda sua vida para sempre, colocando-o como peça fundamental na eterna batalha do bem contra o mal. Estou falando do &#8220;Escolhido&#8221;, a figurinha mais importante de obras cultuadas como <em>Star Wars</em>, <em>O Senhor dos Anéis</em>, <em>Harry Potter</em>, <em>Matrix</em>, <em>Kung Fu Panda</em> e tantos outros. Nos dias de hoje, isso dá a sensação de que o ingresso foi bem pago. E já está bom demais.</p>
<p>Citei <em>Matrix</em> no segundo parágrafo porque os irmãos Wachowski mudaram de vez a montagem de filmes e trailers com a utilização de movimentos de &#8220;câmera&#8221; exagerados e vertiginosos. Pode procurar: quase todos os trailers têm o famoso &#8220;bullet time&#8221; de <em>Matrix</em>. Mas <em>O Procurado</em> lembra muito mais aquele <em>Mandando Bala</em>, com Clive Owen, que parece uma adaptação de <em>graphic novel</em>. Mas não é. Já <em>O Procurado</em> justifica a estética visual dos quadrinhos traduzida em imagens na tela. E acho que o filme de Timur Bekmambetov se leva muito mais a sério que <em>Mandando Bala</em>, o que facilita o respeito dos fãs deste tipo de história. Já quem pensa que o único compromisso de um filme como <em>O Procurado</em> está na diversão, é bom passar longe, pois Bekmambetov acredita nesta história e quer que você faça o mesmo.</p>
<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237447272841370130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" src="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SK8mi6OMWhI/AAAAAAAACzk/dcx4_epBU04/s400/James+McAvoy.jpg" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">
As presenças de James McAvoy e Angelina Jolie contribuem bastante para as pretensões do diretor. Ambos estão a vontade e fazem o melhor que podem pelo filme. Não quero estragar as várias surpresas da trama, mas os dois estão ótimos. Por isso, peço perdão de joelhos a Angelina Jolie, merecedora de vingança contra um cara como eu, que sempre menosprezou suas escolhas cinematográficas. Vale lembrar de Morgan Freeman, o Cid Moreira de Hollywood, que surpreende e não faz nenhuma narração em <em>off</em>. Ele está ali para se divertir e fazer o público embarcar nesta lorota bacana.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, <em>O Procurado</em> não engana ninguém. Na primeira cena, você já sabe o tom do filme com o sujeito correndo como The Flash e saltando de um prédio a outro. De início, será impossível não resgatar na memória a imagem de algo já visto antes no cinema. Mas resista bravamente: a viagem, desta vez, vale a pena. Depois de 15 ou 20 minutos, não há como escapar da diversão. Ainda mais se você se amarra em ação, Angelina Jolie e sagas de gente simpática como Luke Skywalker, Frodo Baggins, Harry Potter, Neo, etc, etc.<strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>O Procurado</em></strong> (<em>Wanted</em>, 2008)<br />
<strong>Direção:</strong> Timur Bekmambetov<br />
<strong>Roteiro:</strong> Derek Hass, Michael Brandt e Chris Morgan (Baseado na HQ de Mark Millar e J.G. Jones)<br />
<strong>Elenco: </strong>James McAvoy, Angelina Jolie, Morgan Freeman, Common, Terence Stamp e Thomas Kretschmann</div>
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