<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Hollywoodiano &#187; carey mulligan</title>
	<atom:link href="http://www.hollywoodiano.com/tag/carey-mulligan/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.hollywoodiano.com</link>
	<description>Hollywoodiano</description>
	<lastBuildDate>Tue, 07 Feb 2012 16:11:10 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2010/10/wall-street-o-dinheiro-nunca-dorme/</link>
		<comments>http://www.hollywoodiano.com/2010/10/wall-street-o-dinheiro-nunca-dorme/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Oct 2010 20:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[carey mulligan]]></category>
		<category><![CDATA[frank langella]]></category>
		<category><![CDATA[michael douglas]]></category>
		<category><![CDATA[oliver stone]]></category>
		<category><![CDATA[shia labeouf]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.hollywoodiano.com/?p=5012</guid>
		<description><![CDATA[A nova novela das oito]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-5013" title="wall street 2_Shia LaBeouf_Josh Brolin_Michael Douglas" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/10/wall-street-2_Shia-LaBeouf_Josh-Brolin_Michael-Douglas.jpg" alt="wall street 2_Shia LaBeouf_Josh Brolin_Michael Douglas" width="600" height="343" /><br />
É fato que o cinema está cada vez mais bobo, infantil, voltado para os “fracos de mente”, expressão dita por Obi-Wan Kenobi (Sir Alec Guiness) em <em>Guerra nas Estrelas</em>, o clássico de George Lucas mal interpretado pela indústria. Os estúdios se espelharam neste filme e nas contribuições de Steven Spielberg dos anos 70 pra cá, transformando Hollywood no parque de diversão predileto da garotada que tem preguiça de ler e escrever. O que dizer então a respeito de pensar e interpretar? Um exemplo desse processo de infantilização, que eu chamo de emburrecimento, é a sequencia de um dos filmes mais adultos da década de 80. <strong><em>Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme</em></strong> (<em>Wall Street: Money Never Sleeps</em>, 2010), dirigido 23 anos depois pelo mesmo Oliver Stone, não atualiza o filme que deu o Oscar de <em>Melhor Ator</em> a Michael Douglas para a época dos smartphones, das redes sociais e das questões ambientais.</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, o novo <em>Wall Street</em> está preocupado em traduzir os bastidores da crise econômica mundial para o público jovem que não sabe até hoje o que é Dow Jones. Para isso, Oliver Stone negou o primeiro filme. Deixou de lado os números; o dinheiro que nunca dorme; os protagonistas desse circo; o perigo de se encantar pela desgraça alheia (desde que você volte para casa ainda mais rico); e o jogo, onde uns ganham e outros perdem, no campo de batalha chamado Wall Street, tendo como símbolo máximo o personagem Gordon Gekko (Michael Douglas), que acaba de sair da prisão graças, em parte, pelos crimes cometidos no longa de 1987. Com suas ações despencando na indústria, o que Oliver Stone fez? Tornou <em>Wall Street</em> mais comercial, digerível, menos “chato” para o público-alvo que interessa: os jovens. Pior que isso, abraçou o tipo de drama que se faz em novela das oito.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-5014" title="wall street 2_Michael Douglas &amp; Shia LaBeouf" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/10/wall-street-2_Michael-Douglas-Shia-LaBeouf.jpg" alt="wall street 2_Michael Douglas &amp; Shia LaBeouf" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Wall Street 2</em> concentra a visão da crise econômica no âmbito do drama familiar. A trama pode se passar no centro financeiro, mas o que realmente importa é o aprendiz querendo vingar a morte do mentor; o pai tentando se reconciliar com a filha que estudou direitinho o personagem de Michael Douglas no primeiro filme; bandidão voltando a ser bonzinho porque vai ser vovô; mocinha ficando surpreendentemente grávida; e final com os malvados tendo o que merecem e os “heróis” festejando numa cena que deixaria Manoel Carlos orgulhoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que fica difícil falar mal de um filme quando temos um Oliver Stone extremamente elegante na condução da câmera, no total controle da (criativa) montagem final, apoiado por uma belíssima fotografia de Rodrigo Prieto. Repare na cena em que Shia LaBeouf dá de cara com o cemitério das torres gêmeas ou a sequência do baile de caridade, com a participação de figurões da alta roda denunciando a ode ao supérfluo e antecipando o abismo financeiro. Confesso que sou fascinando pela arte nascendo do caprichado ato de filmar, do enquadramento, do posicionamento do ator em cena para ilustrar uma situação ou visão de mundo. Stone alcança uma beleza impressionante, que disfarça os clichês grosseiros da trama. Mas, talvez, após o 11 de setembro, ele não queira que os americanos lidem com a ganância como exemplo de qualidade. Vai saber.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda bem que temos Carey Mulligan, Frank Langella e Michael Douglas para salvar o dia. Gordon Gekko continua sendo um objeto de estudo, dono de frases magníficas, algumas delas ficarão na sua cabeça: “The mother of all evil is speculation”, “Idealism kills every deal” e, a minha favorita, “Stop telling lies about me and I&#8217;ll stop telling the truth about you”. Pena que Gekko não tenha um final decente. Apesar dos pesares, Stone deveria ter terminado o filme na primeira cena rodada em Londres, que é um choque. Você vai ver. Mas, não, ainda temos uns 15 minutos para aquecer a cadeira do cinema. Será que faltou ganância? Sei que mais do que cinema, <em>Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme</em> é a nova novela das oito.</p>
<p><em><strong>Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme</strong></em> (<em>Wall Street: Money Never Sleeps</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Oliver Stone<br />
<strong>Roteiro:</strong> Allan Loeb e Stephen Schiff<br />
<strong>Elenco:</strong> Michael Douglas, Shia LaBeouf, Josh Brolin, Carey Mulligan, Susan Sarandon, Frank Langella e Eli Wallach</p>
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.hollywoodiano.com/2010/10/wall-street-o-dinheiro-nunca-dorme/&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=&amp;colorscheme=light&amp;locale=port_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:50px"></iframe></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.hollywoodiano.com/2010/10/wall-street-o-dinheiro-nunca-dorme/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>17</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Educação</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2010/02/educacao/</link>
		<comments>http://www.hollywoodiano.com/2010/02/educacao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 02:49:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[alfred molina]]></category>
		<category><![CDATA[carey mulligan]]></category>
		<category><![CDATA[lone scherfig]]></category>
		<category><![CDATA[nick hornby]]></category>
		<category><![CDATA[peter sarsgaard]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.hollywoodiano.com/?p=2869</guid>
		<description><![CDATA[Tente não ficar encantado por Carey Mulligan se for capaz]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2871" title="Carey Mulligan_Best Actress 1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/02/Carey-Mulligan_Best-Actress-1.jpg" alt="Carey Mulligan_Best Actress 1" width="600" height="364" /><br />
Jenny (Carey Mulligan) tem 16 anos e vive na conservadora Inglaterra dos anos 60. É bonita, inteligente, educada, boa filha e ótima aluna que encanta amigos, professores e os próprios pais. Mas como toda menina, ela tem seus sonhos. O principal é conhecer Paris. É delicada, meiga e tem bom gosto pela música francesa da época. Toca <em>cello</em>, tem ideias avançadas para o seu tempo, além de uma alegria contagiante expressada em um sorriso cheio de vida. Sim, ela é maravilhosa. É a filha que gostaríamos de ter. Mas, claro, como toda menina de 16 anos, Jenny ainda tem uma percepção ingênua do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Se hoje o sistema ideal de educação ainda é discutido, imagine nos anos 60. Jenny é a filha que todo mundo pediu a Deus. Ela também é a aluna perfeita, que orgulha seus professores. Mas, cá entre nós, não queremos dizer aos filhos, sobrinhos ou irmãos mais novos que é impossível adquirir conhecimento e experiência na vida, além de uma noção mais abrangente do mundo sem sair da sala de aula ou das páginas de um belo livro. No fim, o que fica? Qual é o melhor caminho para o aprendizado de uma jovem brilhante, cheia de potencial? Existe um meio termo? Essa é a discussão em torno de <strong><em>Educação </em></strong>(<em>An Education</em>, 2009), filme da diretora dinamarquesa Lone Scherfig, de <em>Italiano Para Principiantes</em>, baseado nas memórias da jornalista Lynn Barber.</p>
<p style="text-align: justify;">Pronta para entrar em Oxford, Jenny conhece David (Peter Sarsgaard), um homem com o dobro de sua idade, mas que pode lhe mostrar o mundo de uma forma que só existia em seus sonhos. Com David, ela dá um tempo em sua vida de classe média e recebe a educação exigida no circuito de alto padrão, em restaurantes finos, concertos e&#8230; Paris. Ele diz, promete e cumpre coisas que jamais passariam pela cabeça dos meninos da escola.</p>
<p style="text-align: justify;">Se David parece o príncipe encantado para muitas mulheres dos dias de hoje, imagine então o que ele significa para uma garota de 16 anos vivendo em um período da história em que o sexo feminino dificilmente teria outro destino além das funções de esposa e dona de casa. Sejamos francos: Jenny pode estudar nas melhores escolas e universidades, mas não fugiria da vassoura, do avental e da pilha de louças para lavar na pia.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que seria melhor para ela? O colégio como instituição ou a escola da vida? Seu pai (Alfred Molina, ótimo) é extremamente rigoroso e exigente no que diz respeito a sua educação. Ele a ama e jamais é violento ou grosso com Jenny, mas precisa assumir a função de pai, o homem da casa, que sabe que sua filha precisar estudar muito para vencer numa sociedade que não é justa com as mulheres. Mas quando ele é apresentado ao namorado (cheio da grana) da filha, surge uma luz no fim do túnel em sua mente: Agora, Jenny não precisa mais da escola, nem dos livros. David é um homem com totais condições de garantir um bom futuro a sua filha. Por outro lado, sua professora (Olivia Williams), que tem uma postura independente, rara entre as mulheres da época, condena o consequente desprezo de Jenny em relação aos estudos. Acha SIM que sua aluna pode se tornar uma mulher brilhante, sem depender de qualquer homem, nem ninguém.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2872" title="Carey Mulligan_Best Actress 2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/02/Carey-Mulligan_Best-Actress-2.jpg" alt="Carey Mulligan_Best Actress 2" width="600" height="300" /><br />
<em>Educação</em> parece pertencer àquela época em que os filmes eram bons. Um de seus charmes é ser um drama assumidamente à moda antiga. E isso inclui seu espírito, que esbanja leveza, encanto e inocência, apesar da protagonista defender conceitos consideravelmente avançados para os anos 60. Em parte, pelo roteiro pop de Nick Hornby (autor de <em>Alta Fidelidade</em>, <em>Febre de Bola</em>, <em>Um Grande Garoto</em>), cheio de observações e sutilezas atuais, dando voz e personalidade a uma jovem à frente de sua época.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que tudo, <em>Educação</em> deve seu sucesso à atuação magistral de uma estrela que acaba de nascer: Carey Mulligan. Para quem gosta de cinema é impossível não se entusiasmar com sua presença na tela. Ela é encantadora sim, mas é dona de um talento explosivo para a sua idade que falta em muitas atrizes mais velhas. Ela dá a Jenny a inocência e a pureza que o filme pede para valorizar o drama de uma menina que ameaça amadurecer antes do tempo, sem ter muita consciência do que está fazendo, afinal ela tem apenas 16 anos. Lá no fundo, Jenny pode estar usando David, mas como é que ela pode saber disso com tal idade?</p>
<p style="text-align: justify;">Carey Mulligan merece o Oscar de <em>Melhor Atriz</em>, mas não precisa dele para provar que Hollywood tem uma estrela em que estúdios, cineastas, produtores e o próprio público podem confiar. Cada reação de Jenny é sentida pela plateia, como se estivéssemos olhando em seus olhos e não houvesse nenhuma tela ali na frente separando a personagem de ficção da sala de cinema do mundo real.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela é a nova bonequinha de luxo. Aliás, preste atenção nas cenas em Paris, e tente não se lembrar de Audrey Hepburn, que também foi uma atriz talentosa, que emprestava a dramas e comédias uma sensação mágica de elegância, bom humor e energia. Todo e qualquer elogio feito a Carey Mulligan será pouco.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Educação</strong></em> (<em>An Education</em>, 2009)<br />
<strong>Direção:</strong> Lone Scherfig<br />
<strong>Roteiro:</strong> Nick Hornby (Baseado nas memórias da jornalista Lynn Barber)<br />
<strong>Elenco:</strong> <span id="Conteudo1_lblElenco">Carey Mulligan, </span><span id="Conteudo1_lblElenco">Olivia Williams, Dominic Cooper, Peter Sarsgaard, Alfred Molina, Rosamund Pike, Sally Hawkins e Emma Thompson</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Indicado ao Oscar de Melhor Filme, Melhor Atriz (Carey Mulligan) e Melhor Roteiro Adaptado</em></strong></p>
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.hollywoodiano.com/2010/02/educacao/&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=&amp;colorscheme=light&amp;locale=port_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:50px"></iframe></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.hollywoodiano.com/2010/02/educacao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>20</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

