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	<title>Hollywoodiano &#187; chris pine</title>
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		<title>Star Trek</title>
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		<pubDate>Mon, 18 May 2009 19:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Star Trek", finalmente, para uma nova geração...]]></description>
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<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/ShG9J8lVYFI/AAAAAAAAEts/tuL0b05-j4Y/s1600-h/Untitled-2.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/4.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/ShG9J8lVYFI/AAAAAAAAEts/tuL0b05-j4Y/s1600-h/Untitled-2.jpg?referer=');"></a></p>
<div style="text-align: justify;font-family:verdana;"><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span id="Conteudo1_lblElenco"><img class="aligncenter size-full wp-image-2383" title="STAR TREK" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2009/05/STAR-TREK.jpg" alt="STAR TREK" width="600" height="255" /></span></span></span></div>
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 14.25pt; margin: 0cm 0cm 0pt;"><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; font-size: 12pt; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"> </span><span style="font-family: &quot;Verdana&quot;,&quot;sans-serif&quot;; mso-fareast-font-family: 'Times New Roman'; mso-bidi-font-family: 'Times New Roman'; mso-fareast-language: PT-BR;"><br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">Sinceramente, eu não sou muito amigo de refilmagens, reinvenções e <em>prequels</em>. Mas cá entre nós, <em>Jornada nas Estrelas</em> estava indo de mau a pior no cinema. Desde <em>Primeiro Contato </em>(1996), o melhor (e único bom) filme da <em>Nova Geração</em> liderada pelo Capitão Picard (Patrick Stewart), que a saga não dava uma dentro. Coube a J.J. Abrams, autor de séries de TV criativas como <em>Alias</em>, <em>Lost </em>e <em>Fringe</em>, e diretor de <em>Missão Impossível III</em>, a tarefa de renovar uma das franquias de ficção científica mais nerds e relevantes de todos os tempos. Sua contribuição para o universo de <strong><em>Star Trek</em></strong> (<em>Star Trek</em>, 2009) foi inserir agilidade, dinamismo e ousadia, elementos que vêm dando certo na TV, em um <em>blockbuster</em> com a cara do novo milênio, mas com a alma dos melhores exemplares dos anos 80, que teve a safra de maior qualidade em matéria de entretenimento.</p>
<p style="text-align: justify;">É engraçado admitir isso, afinal <em>Star Trek </em>(como agora somos obrigados a dizer) nunca foi um <em>blockbuster</em>. As aventuras de todas as gerações que surgiram na TV e no cinema sempre foram voltadas para seus fãs, os <em>trekkers</em>. Agora, J.J. Abrams abriu esse universo criado por Gene Roddenberry para outros fãs: os cinéfilos que admiram e respeitam todo e qualquer tipo de bom cinema, independente de gênero, número e grau. Mesmo conhecendo absolutamente nada de <em>Star Trek</em>, o espectador pode (e deve) se divertir durante duas horas do mais puro e belo entretenimento carregado de emoção formada por um ótimo equilíbrio de ação, drama, efeitos visuais e sonoros extraordinários, atores e personagens carismáticos e uma deliciosa nostalgia vinda não exatamente da saudosa série de TV, mas dos bons tempos de George Lucas e Steven Spielberg, que dirigiram e produziram filmes que envolviam, conquistavam e apaixonavam o público em geral pela proposta única de oferecer a diversão mais fantástica de nossas vidas dentro de uma sala de cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda mantendo o otimismo e a celebração do espírito humano visto nas histórias originais de Gene Roddenberry, o diretor J.J. Abrams imagina a primeira aventura dos heróis clássicos da USS Enterprise. Antes interpretado pelo grande William Shatner, Kirk é um jovem rebelde, que já apresenta a elegante arrogância do velho capitão que os fãs conhecem. O novo rosto de Kirk pertence ao ator Chris Pine, que surpreende e entrega uma atuação que honra o carisma de Shatner. Ele não é genial, mas demonstra muita garra em seu primeiro grande papel no cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem conhece a série, sabe da amizade entre Kirk e Spock (respectivamente Shatner e Leonard Nimoy no original), mas até esse sentimento se concretizar no filme de J.J. Abrams, os dois se desentenderão de forma insuportável. Isso me leva aos valores básicos de amizade trabalhados pelo diretor, que andavam esquecidos pelo cinemão até que Peter Jackson filmou <em>O Senhor dos Anéis</em>. E desde então, não vi nada semelhante neste quesito. No caso dos novos Kirk e Spock é lindo ver como aquela pessoa que você odeia pode se tornar o amigo de sua vida. Enfim, são valores básicos que a garotada que vai hoje ao cinema não compreende.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os fãs de <em>Star Trek</em>, Abrams ainda deixou uma série de referências quase que impossíveis de serem notadas sem uma revisão. Sem falar que a trama é fantástica até não poder mais. Alguns céticos podem reclamar da complexidade da história com suas idas e vindas no tempo, realidades alternativas e a total imersão numa mitologia que só existe do lado de lá da tela, mas não importa o tamanho da universo de <em>Star Trek</em> ou a riqueza de detalhes e a ambição filosófica de Abrams (e dos roteiristas Alex Kurtzman e Roberto Orci). O filme funciona porque os atores e os personagens convencem. Porque eles são amigos e valorizam esse elo. Porque eles sabem ser divertidos, sem ser engraçadinhos. Aliás, o timing para o humor é cronometrado com muita precisão pelo diretor. Cada piada, cada olhar, cada cena, tudo está ali por uma razão: envolver a plateia.</p>
<p style="text-align: justify;">Gosto de todos os atores, principalmente do já falado Chris Pine, além de Karl Urban, como o Dr. McCoy, e Simon Pegg, como o Sr. Scotty, papéis que foram de DeForest Kelley e James Doohan, dois atores inesquecíveis. E não dá para esquecer de um irreconhecível e vibrante Eric Bana, como o vilão Nero, assim como Leonard Nimoy, como o velho Spock, numa participação especial, que deveria ter sido tratada como surpresa, afinal a cena em que este ícone da ficção científica conversa com o jovem Kirk é tão bem escrita que representa a síntese de <em>Star Trek</em>. A cena também seria capaz de provocar lágrimas nos fãs mesmo que não houvesse diálogo algum.</p>
<p style="text-align: justify;">O filme empolga pela diversão e, hoje em dia, isso já é motivo para comemoração. Mas nada além disso. Como <em>Batman Begins</em>, o novo <em>Star Trek</em> serviu para tirar o mofo e sacudir a poeira de um mito da cultura pop. Sem desrespeitar os fãs, mas ao mesmo tempo abrindo espaço para aventuras inéditas da Enterprise, o filme organiza a franquia e aponta o caminho para uma sequência ainda melhor e mais ousada, assim como aconteceu com O<em> Cavaleiro das Trevas</em>. Pelo menos, quem conhece os nomes J.J. Abrams e Gene Roddenberry, sabe que ainda há muita coisa para ser desvendada e explorada no espaço, a fronteira final.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Star Trek</em></strong> (<em>Star Trek</em>, 2009)<br />
<strong>Direção:</strong> J.J. Abrams<br />
<strong>Roteiro:</strong> Roberto Orci e Alex Kurtzman (Baseado na série criada por Gene Roddenberry)<br />
<strong>Elenco:</strong> Chris Pine, Zachary Quinto, Simon Pegg, Eric Bana, Karl Urban, Amanda Grayson e Zoe Saldana</p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
Obs: Esta crítica é dedicada à minha avó, a maior fã de “Star Trek” que já conheci, de quem sinto muita saudade.</em></p>
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