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	<title>Hollywoodiano &#187; denzel washington</title>
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		<title>O Livro de Eli</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Jul 2010 06:25:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[denzel washington]]></category>
		<category><![CDATA[irmãos hughes]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma pequena grande ficção científica, que merece ser (re)descoberta]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4029" title="Eli" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Eli.jpg" alt="Eli" width="600" height="300" /><br />
Incrível como nos dias de hoje um filme como <strong><em>O Livro de Eli</em></strong> (<em>The Book of Eli</em>, 2010) já merece elogios por ter saído de um (bom e criativo) roteiro original. Não é <em>remake</em>, continuação, <em>prequel</em> nem mesmo o já comum &#8220;começar de novo&#8221;. Sim, tem elementos de diversos filmes, mas <em>O Livro de Eli</em> nasceu de roteiro original, algo quase extinto no cinemão, como muitas coisas no cenário futurista deste filme dos irmãos Albert e Allen Hughes (<em>Do Inferno</em>). Algo valioso que seria disputado até a morte pelos personagens de <em>O Livro de Eli</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">É o típico filme que será massacrado por espectadores que almoçam <em>High School Musical</em> e jantam <em>Crepúsculo</em>, afinal começa e é desenvolvido sem muitas informações sobre seus personagens e o cenário em que vivem. Se passa no futuro, mas o que importa é o presente. O que importa é a jornada de Eli (Denzel Washington). Não para onde ele vai. Muito menos sobre de onde ele veio. E como. Entendeu o quero dizer? <em>O Livro de Eli</em> vai gerar muitas perguntas. Acredite: a missão e a história de Eli serão discutidas por muito tempo. É um filme que não termina com o &#8220;The End&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Em um futuro devastado pela guerra do homem contra o homem, conhecemos Eli, numa narrativa construída com silêncio, poucos diálogos e muitas imagens concentradas em estradas vazias, pontes destruídas, ar seco e poluído &#8211; tudo com uma fotografia meio azulada, meio cinzenta, dando a impressão de que temos uma única e nova cor dando o tom do cenário que restou. Uma cor que só pode ser vista por quem sobreviveu ao juízo final. Durante 30 anos, Eli caminha rumo ao horizonte para entregar seu livro a quem estiver lá. Uma hora aqui e outra ali, o herói tem sua jornada interrompida por escórias como canibais e ladrões. Dono de uma habilidade absurda que o torna praticamente imbatível nas lutas, Eli perde apenas alguns segundos cortando membros dos inimigos que ousam cruzar seu caminho. E ele logo segue viagem. Perto de seu destino, Eli terá mais uma prova de fogo: escapar das garras de Carnegie (Gary Oldman), espécie de xerife de um vilarejo que lembra um cenário imundo de um faroeste de Sergio Leone. Carnegie, o xerife, quer o livro de Eli, o forasteiro. E nada mais posso contar.</p>
<p style="text-align: justify;">Deveria ser proibido entregar os segredos de um filme como este ao público. Não que ele dependa de uma reviravolta final, algo que virou cacoete em Hollywood desde <em>O Sexto Sentido</em>. E ela existe. De forma sutil, que jamais modifica o filme que você acabou de ver. Mas ela existe. <em>O Livro de Eli </em>termina e seu final faz com que qualquer um tenha vontade de revê-lo. É quase que uma obrigação. Admito que me senti cego com esse final. É como se tudo estivesse ali, bem na minha frente, e eu fosse incapaz de enxergar não uma, mas talvez duas versões diferentes. Não há trapaças, nem pistas falsas. Nada disso. Há somente o excepcional roteiro de Gary Whitta e a direção primorosa dos irmãos Hughes, que nos levam direto ao final, que gera uma nova e intrigante discussão, jogando o filme em outra dimensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Você viu vários filmes com cenários pós-apocalípticos, como <em>Mad Max</em> por exemplo. Mas talvez não haja outro, além de <em>Blade Runner</em>, que possa sobreviver ao tempo de maneira tão merecida. No fim, existe o meu <em>O Livro de Eli</em> e há o seu <em>O Livro de Eli</em>. Não estou dizendo que é mais um daqueles filmes que explicam coisa alguma graças aos delírios de um diretor chapado. <em>O Livro de Eli</em> se concentra no aqui e agora. Parece que é um filme com começo, meio e fim, mas ele jamais termina na mente do espectador. Juntar as peças se torna algo prazeroso.</p>
<p style="text-align: justify;">É uma pena que o público atual, em sua maioria, goste de ter o filme mastigadinho à sua frente. Mas <em>O Livro de Eli</em> é cinema de entretenimento feito por quem entende a história da sétima arte. Os irmãos Hughes sabem que a experiência de ver um filme não acaba quando as luzes acendem. O filme precisa ir para casa com o espectador e crescer em sua mente. Seja um produto de Hollywood ou não. <em>O Livro de Eli</em> diverte, mas vai te fazer pensar. Não só a respeito dos mistérios em torno do passado do protagonista, suas ações e seus motivos. <em>O Livro de Eli</em> faz pensar sobre a situação do mundo de hoje, incluindo nosso papel dentro da sociedade, assim como lidamos com as nossas crenças e a reação que temos diante da fé e das opiniões dos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, faz pensar em nossos conhecimentos sobre cinema, já que temos um festival de referências que vão desde o faroeste aos grandes clássicos da ficção científica. Pensamos também na técnica, no modo de fazer cinema, afinal uma das curiosidades está nas belas cenas de luta, feitas praticamente numa tacada só, sem aqueles malditos cortes de dois em dois segundos, deixando a ação &#8211; e talvez o filme inteiro &#8211; com cara de videoclipe. Bem dirigido, escrito, fotografado, e interpretado com a competência habitual de Denzel Washington e Gary Oldman &#8211; elogios também devem ser direcionados às belas Mila Kunis e Jennifer Beals -, O<em> Livro de Eli</em> é um filme que merece ser (re)descoberto.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O Livro de Eli </strong></em>(<em>The Book of Eli</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Allen Hughes e Albert Hughes<br />
<strong>Roteiro:</strong> Gary Whitta<br />
<strong>Elenco: </strong>Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis, Ray Stevenson, Jennifer Beals, Evan Jones, Joe Pingue, Frances de la Tour e Michael Gambon</p>
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		<title>O Sequestro do Metrô 1 2 3</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 20:32:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[denzel washington]]></category>
		<category><![CDATA[john travolta]]></category>
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Tony Scott, o irmão menos talentoso de Ridley, acha que precisa inventar moda com a montagem de cenas ora congeladas, ora aceleradas para fazer gracinha e tentar imprimir uma marca que simplesmente não é única por ser tão banalizada por outros diretores desprezíveis. Scott (o Tony, e não o Ridley) acha que cinema é videoclipe. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/umaestrela.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p><a href="http://4.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sq1ZJcgLRKI/AAAAAAAAFUc/C1ULXA8Kpkg/s1600-h/taking-of-pelham-123-0.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" onclick="urchinTracker('/outgoing/4.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sq1ZJcgLRKI/AAAAAAAAFUc/C1ULXA8Kpkg/s1600-h/taking-of-pelham-123-0.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381055148582454434" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 400px; cursor: pointer; height: 246px; text-align: center;" src="http://4.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sq1ZJcgLRKI/AAAAAAAAFUc/C1ULXA8Kpkg/s400/taking-of-pelham-123-0.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="font-family:verdana;"><br />
</span></p>
<div style="text-align: justify;font-family:verdana;"><span style="font-family:verdana;">Tony Scott, o irmão menos talentoso de Ridley, acha que precisa inventar moda com a montagem de cenas ora congeladas, ora aceleradas para fazer gracinha e tentar imprimir uma marca que simplesmente não é única por ser tão banalizada por outros diretores desprezíveis. Scott (o Tony, e não o Ridley) acha que cinema é videoclipe. Mesmo quando ele pega uma refilmagem de uma produção dos anos 70, com o ritmo particular de uma época do cinema, que se concentra muito mais nos diálogos entre Walter Matthau e Robert Shaw, do que na ação desenfreada. Nas mãos do diretor Tony Scott, porém, a nova versão de </span><span style="font-weight: bold;">O Sequestro do Metrô 1 2 3</span><span style="font-family:verdana;"> (</span><span style="font-style: italic;font-family:verdana;">The Taking of Pelham 1 2 3</span><span style="font-family:verdana;">, 2009) ganha traços modernos com ares de uma Nova York pós-11 de setembro dominada por paranoia, intolerância e excesso de tecnologia.</p>
<p></span><span style="font-family:verdana;">Até aí, tudo bem, afinal temos o prazer de ver Denzel Washington contra John Travolta na tela. Mas não se engane: quem comanda o show, para o nosso pesadelo, é Tony Scott. Ele não se contenta com seu ilustre elenco, que ainda tem John Turturro e James Gandolfini, e faz questão de mostrar que o filme pertence aos seus tiques conhecidos desde </span><span style="font-style: italic;font-family:verdana;">Top Gun</span><span style="font-family:verdana;"> e<span style="font-style: italic;"> Dias de Trovão</span>. Scott poderia, pelo menos, nos poupar de tanta previsibilidade. E nem isso ele faz.</span></div>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sq1ZEObJiWI/AAAAAAAAFUU/nqhlCST0f7U/s1600-h/thetakingofpelham123+%286%29.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" onclick="urchinTracker('/outgoing/1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sq1ZEObJiWI/AAAAAAAAFUU/nqhlCST0f7U/s1600-h/thetakingofpelham123+_286_29.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381055058903927138" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 400px; cursor: pointer; height: 268px; text-align: center;" src="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sq1ZEObJiWI/AAAAAAAAFUU/nqhlCST0f7U/s400/thetakingofpelham123+%286%29.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;">Desde a longa (e irritante) abertura, sabemos que Tony Scott dá as cartas. Mas não precisava demorar tanto nos créditos iniciais só para mostrar Ryder (John Travolta) sequestrando o metrô, que sai à 1:23 da estação Pelham, no Brooklyn, rumo a Manhattan. Ele quer 10 milhões de dólares em apenas uma hora. Caso contrário, um refém será morto a cada minuto. Com a atenção do prefeito (James Gandolfini), da mídia e de todas as autoridades de Nova York, Ryder, no entanto, só aceita falar com Walter Garber (Denzel Washington), um homem comum que comandava as linhas de trem no exato momento do sequestro.</span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;">Dos diálogos entre Washington e Travolta, carregados de sinceridade, testemunhamos um belo desenvolvimento de personagens. Aos poucos, ambos descobrem semelhanças entre seus objetivos que movem o Homem contra as instituições de uma cidade insana e intolerante após os eventos trágicos do 11 de setembro de 2001. Ryder é um ex-executivo de Wall Street, vítima do capitalismo, afirmando que os verdadeiros vilões estão no poder no país. Para ele, Garber sofreu os mesmo golpes do Estado e, agora, tenta se livrar de acusações graves que ameaçam sua vida pessoal e profissional. Lá no fundo, Garber concorda com Ryder, mas existe uma pequena diferença entre os dois. Ryder perdeu tudo e só tem olhos para si próprio. O &#8220;mocinho&#8221; da história ainda vê razão para viver e reconhece que há algo de bom neste mundo que enobrece seu dia a dia: a família e o trabalho. Ao contrário do &#8220;bandido&#8221;, Garber ainda tem uma luz no fim do túnel. Denzel Washington, para variar, está muito bem. John Travolta, por outro lado, surpreende. Mostra que sabe atuar quando quer.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;">Mas todo o drama construído pelos atores vai por água abaixo com as interferências de Tony Scott. O diretor insiste em se intrometer com seus exageros visuais, que vão desde batidas de carros desnecessárias a pausas na ação para mostrar na tela quanto tempo falta para esgotar o prazo da entrega do dinheiro.</span></p>
<p><a href="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sq1Y62BuvYI/AAAAAAAAFUM/vqogfr6X2JU/s1600-h/thetakingofpelham123+%2818%29.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" onclick="urchinTracker('/outgoing/1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sq1Y62BuvYI/AAAAAAAAFUM/vqogfr6X2JU/s1600-h/thetakingofpelham123+_2818_29.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5381054897736039810" style="display: block; margin: 0px auto 10px; width: 400px; cursor: pointer; height: 268px; text-align: center;" src="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sq1Y62BuvYI/AAAAAAAAFUM/vqogfr6X2JU/s400/thetakingofpelham123+%2818%29.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;">Assim não dá pra levar a sério. Para completar a lambança, Scott ignora a construção dos personagens de Denzel Washington e John Travolta para apostar em um final previsível que contradiz alguns valores apresentados por Garber e Ryder durante o filme. Até tentei deixar de lado uma pergunta enviada pelo meu cérebro na metade do longa, mas com esse final, não teve jeito de esquecer.</p>
<p></span>A pergunta: Na hora em que atiradores de elite miram as cabeças de John Travolta e Luiz Guzmán dentro do trem, por que eles não mandaram bala? Cara, isso não encerraria o drama? Sem os dois bandidos na jogada, o restante dos vilões não receberia instruções por alguns segundos, que seriam preciosos para a aproximação dos policiais, que em menos de um minuto entrariam no vagão e BANG! Acabariam com a festa, soltando os reféns. Simples.</div>
<p>Ah, mas Tony Scott diria: Antes de atirar, um dos policiais poderia ser surpreendido por um ratinho, que entraria em sua calça e morderia sabe-se lá o quê. Isso poderia desviar a bala, então nada de arriscar. E segue o filme.</p>
<p><span style="font-style: italic;"><span style="font-weight: bold;font-family:verdana;"></p>
<div><span style="font-size:85%;"><span style="font-family:verdana;"><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">O Sequestro do Metrô 1 2 3</span> (<span style="font-style: italic;">The Taking of Pelham 1 2 3</span>, 2009)<br />
<span style="font-weight: bold;">Direção:</span> Tony Scott<br />
<span style="font-weight: bold;">Roteiro:</span> Brian Helgland<br />
<span style="font-weight: bold;">Elenco:</span> </span><span id="Conteudo1_lblElenco" style="font-family:verdana;">Denzel Washington, John Travolta, John Turturro, Luis Guzmán, Michael Rispoli, James Gandolfini e Ramon Rodriguez</span></span></div>
<p></span></span></p>
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