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	<title>Hollywoodiano &#187; dreamworks animation</title>
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		<title>Kung Fu Panda 2</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 15:19:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<category><![CDATA[dreamworks animation]]></category>

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		<description><![CDATA[Como desviar de uma bala de canhão]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8076" title="Little Panda" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2011/06/Little-Panda.jpg" alt="Little Panda" width="600" height="255" /><br />
Eu disse que <em><strong><a href="http://www.hollywoodiano.com/2008/07/kung-fu-panda/">Kung Fu Panda</a></strong></em> não merecia uma franquia, mas estava enganado. Na verdade, o primeiro filme começou errado – como mais uma história de malandro, exatamente como a DreamWorks adora contar ano após ano, com exceção do maravilhoso <em><strong><a href="http://www.hollywoodiano.com/2010/04/como-treinar-o-seu-dragao-2/">Como Treinar o Seu Dragão</a></strong></em>. Mas, cortando o papo furado, todo o treinamento do herói dublado por Jack Black e a apresentação de todos os personagens principais, <strong><em>Kung Fu Panda 2</em></strong> (2011) acerta em tocar a bola pra frente. Não é uma repetição do primeiro filme. O universo de <em>Kung Fu Panda</em> foi expandido.</p>
<p style="text-align: justify;">Um das razões vem de uma questão interessante. Estamos diante de uma animação, certo? O pai de Po era um ganso, não? Tratando-se da DreamWorks Animation, nós aceitamos e entramos na brincadeira. Faz parte da diversão. Mas, macacos me mordam, eis que <em>Kung Fu Panda 2</em> começa do óbvio que não deixa de ser surpreendente. É, hmm, eu sabia que um ganso não poderia ser o pai de um panda nem aqui nem na China. Claro que eu sabia. Você não? Hmm&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Pensando em desenvolver uma mitologia para a série, a <em>parte 2</em> busca as verdadeiras origens do herói, que cruza o caminho de um vilão que, queira ou não, moldou o ser humano que ele é hoje. Humano, não. Panda. Força do destino ou obra do acaso? Bom, <em>Kung Fu Panda 2</em> não vai tão fundo assim nessa questão. Mas torna a franquia mais grandiosa, épica, inclusive nas emoções.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-8077" title="Kung Fu Panda" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2011/06/Kung-Fu-Panda.jpg" alt="Kung Fu Panda" width="600" height="300" /><br />
Mas Po continua o mesmo. Ainda é gordo – mesmo com tantas atividades físicas – come muito, mas é praticamente imbatível no kung fu. Seus amigos também não mudaram suas características. É fiel ao espírito do primeiro, mas apresenta um senso de humor na medida certa – sem muitos exageros de Jack Black. Afinal, não há tempo para muita brincadeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso porque <em>Kung Fu Panda 2</em> tem cara de clímax de blockbuster o tempo inteiro. Na primeira cena de ação, a pancadaria, os voos, os saltos, os giros, os movimentos, tudo é muito rápido, intenso. Nada de cortes de videoclipes. A ação tirada da correria e das lutas é a melhor montagem que o filme poderia ter. Quando esta primeira sequência de pancadaria termina, obviamente ainda há muito filme pela frente. Há um tempinho para a plateia respirar, poucos minutos, eu diria. Porque logo Po e seus amigos localizam o vilão e a ação volta mais vertiginosa ainda. Dá-lhe porrada. Mas o filme não acaba. Há um belo momento <em>Bambi </em>(o clássico Disney, não o time) lá pela metade. Dura uns cinco minutos mais ou menos. E então vem mais POW! SOC! TUM! CRASH! Só que, numa hora, o filme finalmente termina. Não sem deixar um gancho curioso e emocionante para uma terceira parte.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas é isso. Você queria mais? Bom, como o primeiro <em>Kung Fu Panda</em> foi um veículo para Jack Black, que casou direitinho com a necessidade da DreamWorks em contar histórias de animais malandros, o <em>2</em> se assumiu como pura dinamite, acentuou o carinho pelos personagens e aumentou a importância da amizade entre eles. Destaque também para o visual da animação, que em alguns momentos pode deixar o espectador de queixo caído. Mas elogiar este quesito em filmes do gênero vem sendo redundante. De qualquer maneira, chamo a atenção para as sequências de flashbacks, pintadas em animação tradicional, clássica. Afinal, estamos falando de passado. Isso foi genial.</p>
<p style="text-align: justify;">Então pra quê perder tempo com o que já era ruim no longa anterior? Pra quê repetir? Pra quê regredir? O novo <em>Kung Fu Panda</em> tem 95% de ação sim, mas tem curta duração e incrivelmente não cansa. Aliada à motivação de Po – quando ele descobre sua origem – a pancadaria intensifica a emoção. Aqui, pelo menos, funciona. Deve ser por isso que a garotada gosta de <em>Clone Wars</em>. Não que eu esteja dizendo para as crianças saírem por aí batendo nos outros quando uma coisa estiver errada, mas no cinema é divertido ver os nossos heróis fazendo isso.</p>
<p><strong><em>Kung Fu Panda 2</em></strong> (2011)<br />
<strong>Direção:</strong> Jennifer Yuh<br />
<strong>Roteiro:</strong> Jonathan Aibel e Glenn Berger<br />
Com as vozes de Jack Black, Dustin Hoffman, Angelina Jolie, Lucy Liu, David Cross, Jackie Chan, Seth Rogen, Gary Oldman, James Hong, Michelle Yeoh, Danny McBride e Jean-Claude Van Damme</p>
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		<title>Shrek Para Sempre</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2010/07/shrek-para-sempre-2/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Jul 2010 17:46:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[dreamworks animation]]></category>

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		<description><![CDATA[Ok, mas agora chega!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4081" title="Shrek4_2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Shrek4_2.jpg" alt="Shrek4_2" width="599" height="343" /><br />
Em <em>Shrek</em>, de 2001, os fãs de cultura pop conheceram um novo (e divertido) universo mitológico. Seus criadores reciclaram tudo o que deu certo até aqui nos contos de fadas e outras histórias fantásticas para apresentar um herói que não tinha nada de clássico. A proposta foi mostrar a quem não tem rostos e corpos perfeitos &#8211; ou muita grana no bolso &#8211; que é possível ser &#8220;feliz para sempre&#8221; sem abdicar dos sonhos. <em>Shrek</em> não é um príncipe encantado. É um ogro verde, gordo, feio e fedido, que conquistou o coração da princesa e do mundo inteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Como a intenção era explorar o avesso da perfeição, <em>Shrek</em> ainda tirou sarro de clássicos do cinema e da literatura, além de sucessos recentes das telas. Já a continuação <em>Shrek 2</em>, de 2004, foi um complemento muito bem feito. Fechou um ciclo com uma aventura que não precisava mais perder tempo apresentando personagens.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como estamos falando de Hollywood, ninguém quer perder a chance de lucrar mais e mais com um produto reconhecido pelo público. Veio <em>Shrek Terceiro</em>, de 2007, que escorregou e quebrou a cara por tentar colocar seus heróis numa aventura qualquer, sem graça, sem o humor afiado dos filmes anteriores, baseando-se apenas no carisma dos personagens. <em>Shrek 2</em> não precisava de <em>Shrek 3</em>. Mas <em>Shrek 3</em> não poderia (nem merecia) encerrar uma série tão marcante. <em>Shrek 3 </em>precisava de um <em>Shrek 4</em>. E então veio <strong><em>Shrek Para Sempre</em></strong> (<em>Shrek Forever After</em>, 2010), que segundo o próprio estúdio é o último da série.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda bem. Não porque seja um episódio extraordinário, que feche a saga do ogro verde com chave de ouro. Pelo contrário, comete erros de transformar a série em um dramalhão &#8211; inspirado em fórmulas consagradas constantemente revisitadas por Hollywood, como <em>A Felicidade Não Se Compra</em>, mas ainda assim é um dramalhão que não se encaixa no humor inteligente dos dois primeiros filmes. Pelo menos, <em>Shrek Para Sempre </em>corrige o jiló que foi o filme anterior. Com ressalvas no entusiasmo, porque sozinho até que se sai bem. Em comparação a <em>Shrek 1</em> e <em>2</em>, perde de goleada.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4082" title="Shrek4_1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/07/Shrek4_1.jpg" alt="Shrek4_1" width="600" height="300" /><br />
Aqui, os roteiristas exploram o tema da realidade paralela. Em um filme original, pode funcionar. Mesmo que remeta diretamente a clássicos como o filmaço de Frank Capra. O problema é pegar uma série consagrada, com suas características particulares que conquistaram fãs há tempos e admitir a falta de criatividade apostando as fichas em um universo paralelo onde tudo pode acontecer. Assim fica fácil. Até eu.</p>
<p style="text-align: justify;">Certo estava Andrew Adamson que dirigiu os dois primeiros <em>Shrek </em>e pulou fora para comandar <em>As Crônicas de Nárnia: O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa</em>. Pelo menos tentou algo novo. <em>Shrek Para Sempre</em> é como aquele &#8220;ex-jogador de futebol em atividade&#8221;. Não empolga os fãs nem tem nada de novo a oferecer. Está ali para satisfazer o próprio ego. Só ele não admite que passou do ponto e que deveria ter parado por cima. Entre outras coisas, poderíamos ter sido poupados de ver a Fiona como uma Fergie versão 50 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se você nunca assistiu a <em>Shrek</em> e vai começar por este filme, OK. Vá em frente. Mas se você é daqueles que acompanha a série desde 2001 não tem como gostar de <em>Shrek Para Sempre</em>. O filme tem o mérito de não ser tão fraco quanto <em>Shrek Terceiro</em>. Mas aí é pensar pequeno demais. Só espero que a DreamWorks, como prometido, termine a série com este episódio. Nada de &#8220;novos começos&#8221;, como <em>Sexta-Feira 13</em>. Obrigado, Shrek. Vire a página, bye bye. É vida que segue.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Shrek Para Sempre</em></strong> (<em>Shrek Forever After</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Mike Mitchell<br />
<strong>Roteiro:</strong> Josh Klausner e Darren Lemke<br />
Com as vozes de Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Julie Andrews, John Cleese, Jon Hamm e Jane Lynch</p>
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		<title>Como Treinar o Seu Dragão</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2010/04/como-treinar-o-seu-dragao-2/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Apr 2010 22:16:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<category><![CDATA[dreamworks animation]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente! Eis uma grande animação sem a assinatura da Pixar...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3277" title="How to Train your Dragon" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/04/How-to-Train-your-Dragon.jpg" alt="How to Train your Dragon" width="600" height="300" /><br />
<em><strong>Como Treinar o Seu Dragão</strong></em> (<em>How to Train Your Dragon</em>, 2010) é a melhor animação já feita pela Dreamworks. De fato, é a primeira que se preocupa em contar uma história sem se apoiar em referências descaradas (ou escrachadas) a grandes sucessos do cinema.  É a primeira que não se concentra em protagonistas malandros, como foi o caso de <em>Shrek</em>, <em>Kung Fu Panda</em> e <em>Madagascar</em>. Ok, você levanta a mão e diz que <em>Monstros Vs. Alienígenas</em> é uma exceção, afinal é focado numa garota. Mas eu diria que todos os amigos da guria gigantesca são malandros.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Como Treinar o Seu Dragão</em> é o primeiro trabalho do estúdio capaz de emocionar o público que vai ao cinema atrás de experiências arrebatadoras, como se fosse algo inédito. É o primeiro que pode arriscar uma briga de igual pra igual com qualquer produção da Pixar lançada na mesma temporada. A Dreamworks finalmente se desprende do passado, segue em frente e aprende a viver sem o <em>Shrek way of life</em>. Não me entenda mal: O ogro verde merece aplausos, contribuiu (e muito) para o nosso crescimento como cinéfilos, mas chegou a hora de virar a página. A vida é assim. Como aprenderá o mocinho de <em>Como Treinar o Seu Dragão.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Baseado no livro de Cressida Cowell, <em>Como Treinar o Seu Dragão</em> é a história de Hiccup (ou Soluço), um pequeno aspirante a Viking, que sonha em caçar e matar essas criaturas aladas cuspidoras de fogo, assim como seu pai e os homens mais fortes e valentes de sua vila. Quando derruba um dos monstros por acaso &#8211; logo o mais temido deles -, o pequeno herói descobre que os homens ainda estão engatinhando em matéria de dragões e inicia uma bela amizade com a criatura.</p>
<p style="text-align: justify;">É a velha história do jovem e inesperado herói que deixa sua vida pacata e sem sentido para trás, ganhando papel importantíssimo na guerra que definirá o destino dos dois lados do conflito. Você já viu isso várias vezes. Mas quando essa história é bem contada, não adianta, o filme fica para a eternidade. É a saga do herói que costuma dar certo (e muito) no cinema. Foi assim em <em>Star Wars</em>, com Luke Skywalker, <em>Matrix</em>, com Neo, <em>O Senhor dos Anéis</em>, com Frodo, <em>Avatar</em>, com Jake Sully, além de <em>Harry Potter</em> e tantos outros. Nem sempre o filme fica bom, claro, como <em>Percy Jackson e o Ladrão de Raios</em>, mas esse é o tipo de história que envolve o público, que se reconhece no protagonista, abandonando sua vidinha comum, sem surpresas, que é virada do avesso, colocando-o em um mundo de aventuras espetaculares, onde descobre seu &#8220;verdadeiro eu&#8221;. É a síntese do cinema escapista. Como se fôssemos destinados a realizar grandes feitos.</p>
<p style="text-align: justify;">Reparou que nesses filmes sempre temos uma cena clássica e mágica de voo? Talvez seja o ponto em que o herói realmente percebe seu papel neste novo mundo. Ou talvez funcione como o momento em que &#8220;a ficha cai&#8221;. Lembre-se da imagem no rosto de Luke Skywalker, quando ele deixa a vida de fazendeiro para trás e embarca na Millenium Falcon para sair de Tatooine. Lembre-se do voo de Harry Potter no hipogrifo, em <em>O Prisioneiro de Azkaban</em>, ou do voo de Jake Sully e Neytiri, em uma das melhores cenas de <em>Avatar</em>. O mesmo acontece no voo da bicicleta do menino Elliott, em <em>E.T. &#8211; O Extraterrestre</em>. Aliás, o protagonista do clássico de Steven Spielberg também se encaixa nesse perfil de herói. Por que não? É o caso de Hiccup nos diversos voos com o dragão Fúria da Noite &#8211; especialmente na cena maravilhosa, quando ele leva a garota Astrid em sua companhia. A sequencia é de encher os olhos, desafiando até mesmo a criatividade de James Cameron no voo de Jake Sully. É uma das sequências mais belas do ano, pela riqueza de detalhes das situações pintadas por uma miscelânea de cores e cenários -  uma cortesia do mestre Roger Deakins, o diretor de fotografia favorito dos Irmãos Coen, que atuou como consultor do visual de <em>Como Treinar o Seu Dragão</em> - totalmente conectados com a linda trilha sonora de John Powell. Por sua vez, tudo ligado à afirmação de Hiccup, que prova seu valor ao seu verdadeiro amor, com uma ajudinha básica de seu amigo dragão. Diria que é um momento sublime da animação dirigida por Dean DeBlois e Chris Sanders, os responsáveis por <em>Lilo &amp; Stich</em>, da Disney.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Como Treinar o Seu Dragão</em> é daquelas produções que crescem em cada cena no coração do espectador. Emociona em todos os sentidos da palavra. É cinema feito para criança sim, senhor, mas feito por quem entende a história da sétima arte e, mais do que isso, sabe exatamente o que o público procura numa sala escura depois de pagar por um ingresso caro. Um dos melhores elogios que posso fazer ao filme é apontar para seu principal defeito. Se é que existe uma coisa dessas.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que depois de meia hora vendo <em>Como Treinar Seu Dragão</em>, nem percebemos que estamos diante de uma animação. Lembrar disso, no entanto, dá uma leve sensação incômoda de que a produção poderia ter sido feita com atores de carne e osso, afinal diga-me apenas um filme bom sobre dragões no mercado. Não? Nenhum? Pensando assim, será que <em>Avatar</em>, de James Cameron, seria um filme menor se fosse 100% animação? <em>Como Treinar Seu Dragão</em> seria ainda melhor se fosse um filme de verdade? Para as duas perguntas: NÃO! O que importa ainda é uma ótima história, sendo muito bem contada, que principalmente jogue o público para dentro do filme. Com ou sem óculos 3D ou telas IMAX. E será assim até o fim dos tempos.</p>
<p><em><strong>Como Treinar o Seu Dragão</strong></em> (<em>How to Train Your Dragon</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Dean DeBlois e Chris Sanders<br />
<strong>Roteiro:</strong> William Davies, Dean DeBlois e Chris Sanders (Baseado no livro de Cressida Cowell)<br />
Com as vozes de Jay Baruchel, Gerard Butler, America Ferrera, Jonah Hill, Christopher Mintz-Plasse, Kristen Wiig e Craig Ferguson</p>
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		<title>Monstros Vs. Alienígenas</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 15:28:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[dreamworks animation]]></category>

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		<description><![CDATA[

Embora minha criança interior estivesse me enchendo o saco, assisti a Monstros Vs. Alienígenas (Monsters Vs. Aliens, 2009) somente duas semanas após a estreia desta que é a primeira animação da Dreamworks em 3D. A genialidade técnica da produção já estava comprovada no trailer, mas confesso que demorei pra ir ao cinema porque eu tinha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div><a href="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SeNaYaiydEI/AAAAAAAAEpY/W0eRNF3NJgI/s1600-h/Monsters+Vs+Aliens.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SeNaYaiydEI/AAAAAAAAEpY/W0eRNF3NJgI/s1600-h/Monsters+Vs+Aliens.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324198559970653250" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 170px; text-align: center;" src="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SeNaYaiydEI/AAAAAAAAEpY/W0eRNF3NJgI/s400/Monsters+Vs+Aliens.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family: verdana;">Embora minha criança interior estivesse me enchendo o saco, assisti a </span><em style="font-family: verdana;"><strong>Monstros Vs. Alienígenas</strong></em><span style="font-family: verdana;"> (</span><em style="font-family: verdana;">Monsters Vs. Aliens</em><span style="font-family: verdana;">, 2009) somente duas semanas após a estreia desta que é a primeira animação da Dreamworks em 3D. A genialidade técnica da produção já estava comprovada no trailer, mas confesso que demorei pra ir ao cinema porque eu tinha lá as minhas dúvidas quanto à qualidade do conteúdo, afinal a Dreamworks, diferente da Pixar, só faz animação sobre malandros e retardados fazendo piadas prontas de grandes sucessos do cinema. E eu já estava cansado de ver sempre a mesma coisa.</p>
<p></span></div>
<div style="font-family: verdana; text-align: justify;"><em>Monstros Vs. Alienígenas</em> não foge muito disso. Mas não é que ri além da conta? Atarefado com compromissos adultos, esqueci meu lado infantil nas últimas semanas e nem me liguei que a ideia de juntar dois ícones nerds como monstros e alienígenas na telona não tem como dar errado. Ainda mais quando a garotada atual só quer saber de <em>Ben 10</em> e <em>Clone Wars</em>. Ou quando marmanjos, como eu, cresceram com <em>Star Wars</em>, <em>Star Trek</em> e outras bobagens descartadas por quem admira intelectuais ao estilo <em>Manhattan Connection</em>.Sabendo disso, a Dreamworks criou uma heroína bacana como protagonista para chamar a atenção do público (mirim) feminino, até porque os meninos já estavam garantidos na festa. E deu certo. Inspirada em <em>O Ataque da Mulher de 15 Metros</em>, Susan (voz de Reese Witherspoon) é atingida por um meteorito no dia de seu casamento com um chato de galochas. A garotinha apaixonada e iludida pelo noivo, que só pensa na carreira, reverte a situação ao passar a ver sua vida (e o mundo) de uma perspectiva totalmente diferente e superior a de qualquer homem.<br />
Do ponto de vista da moça, entendemos que <span style="font-style: italic;">Monstros Vs. Alienígenas</span>, apesar de ser bobo e legal, assume seu papel como fábula feminista. Mas quebrar a cuca com este filme é desperdício de neurônios. Então, relaxe e imagine como Paula e Hortência juntas não chegariam aos pés de Susan, que é capturada por militares e levada para a famosa <span style="font-style: italic;">Área 51</span>, onde conhece outros “monstros” lendários, mas simpáticos e… inofensivos: o Dr. Barata (voz de Hugh “Dr. House” Laurie), cuja figura homenageia a criatura de <span style="font-style: italic;">A Mosca da Cabeça Branca</span>, B.O.B. (Seth Rogen), a gelatina azul sem cérebro, que representa o primo pobre da <span style="font-style: italic;">Bolha Assassina</span>, e o homem-peixe Elo Perdido (Will Arnett), que lembra o eterno <span style="font-style: italic;">Monstro da Lagoa Negra</span>. Ah, sim. Eu estava esquecendo do mudo Insetossauro, uma gigantesca larva do tamanho do Godzilla.</p>
<p>Quando impiedosos alienígenas chegam ao nosso planeta para recuperar a fonte de energia que deixou Susan com as pernas maiores que as da Ana Hickmann, o governo americano, impotente diante do poder da tecnologia dos ETs, não exita em mandar o esquadrão de monstros para o ataque.</p>
<p>A mistura de ação e comédia funciona que é uma beleza, mas se você não é criança e muito menos tem a cabeça dos pimpolhos, <span style="font-style: italic;">Monstros Vs. Alienígenas </span>pode valer o ingresso pelas risadas de seu filho, sobrinho, irmãozinho, whatever, e, claro, pela bela oportunidade de encarar uma das mais impressionantes experiências 3D da nossa galáxia.</p>
<p>O roteiro pode estar longe de ser um primor, mas acerta na diversão, na homenagem aos filmes B, e na criação de um universo fantástico baseado em criaturas clássicas do terror e da ficção científica utilizadas aqui de forma criativa. Talvez seja um bom começo para uma nova franquia do cinema americano. E, mais do que isso, pode significar a consolidação do 3D como a nova mania da sétima arte para arrancar o povo de casa. Mas se você não é capaz de entrar no clima desta aventura cheia de atrativos técnicos, nerds e infantis, não há outra razão para arriscar uma sessão de <span style="font-style: italic;">Monstros Vs. Alienígenas</span>.<br />
<span style="font-size: 85%;"><br />
<span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Monstros Vs. Alienígenas</span> (<span style="font-style: italic;">Monsters Vs. Aliens</span>, 2009)<span id="Conteudo1_lblDirecao"><br />
<span style="font-weight: bold;">Direção e Roteiro:</span> Rob Letterman e Conrad Vernon</span><br />
Com as vozes de <span id="Conteudo1_lblElenco">Reese Witherspoon, Seth Rogen, Hugh Laurie, Will Arnett, Kiefer Sutherland, Rainn Wilson, Stephen Colbert, Paul Rudd, Julie White, Jeffrey Tambor, Amy Poehler, Ed Helms e John Krasinski</span></span></div>
</div>
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		<title>Kung Fu Panda</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 17:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[dreamworks animation]]></category>

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		<description><![CDATA[

 
Há alguns anos, eu conversei com um amigo sobre as animações da Dreamworks e ele disparou uma teoria que considero brilhante: o estúdio só faz desenho sobre malandros. Foi assim em Shrek, Madagascar, O Espanta Tubarões e, agora, em Kung Fu Panda (Kung Fu Panda, 2008).

Talvez Bee Movie fique de fora, mas aquele foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div><a href="http://bp1.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/SG0N7_WXxCI/AAAAAAAACoE/rvrOCocsMeI/s1600-h/Kung+Fu+Panda.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/bp1.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/SG0N7_WXxCI/AAAAAAAACoE/rvrOCocsMeI/s1600-h/Kung+Fu+Panda.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218842867460981794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" src="http://bp1.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/SG0N7_WXxCI/AAAAAAAACoE/rvrOCocsMeI/s400/Kung+Fu+Panda.jpg" border="0" alt="" /></a></div>
<p><span style="font-family:verdana;"><em> </em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;">Há alguns anos, eu conversei com um amigo sobre as animações da Dreamworks e ele disparou uma teoria que considero brilhante: o estúdio só faz desenho sobre malandros. Foi assim em <em>Shrek</em>, <em>Madagascar</em>, <em>O Espanta Tubarões</em> e, agora, em <em><strong>Kung Fu Panda</strong></em> (<em>Kung Fu Panda</em>, 2008).<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;">Talvez <em>Bee Movie</em> fique de fora, mas aquele foi um projeto de Jerry Seinfeld. Geralmente, o foco de uma animação da Dreamworks está sempre no protagonista desleixado e preguiçoso. Até o final, ele prova ter coragem e coração. É sempre assim. A trama de cada produção também existe em função de grandes sucessos do cinema com citações ora inteligentes, ora gratuitas. Porém, <em>Shrek</em> foi o único que realmente apresentou um universo capaz de render uma franquia. Goste ou não, <em>Shrek</em> é um ícone da cultura pop. As outras animações da Dreamworks são divertidas, mas terminam facilmente esquecidas pelo público apenas algumas horas após o fim da sessão. Com <em>Kung Fu Panda</em> é a mesma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">A bola da vez está nos filmes de artes marciais. A trama mantém a atenção da garotada (e dos adultos) por cerca de uma hora e meia com personagens divertidos, lutas caprichadas e demoradas. Para quem pensa que um filme começa na divulgação de seu trailer, um aviso: <em>Kung Fu Panda</em> não é imbecil como <em>Madagascar </em>(digo &#8220;imbecil&#8221; no bom sentido do humor). A comédia está lá, mas a ação predomina. É pancadaria total. <em>Kung Fu Panda</em> é mais para meninos do que meninas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, não entendo o motivo que leva o estúdio a desenhar seus personagens como bichinhos. Por que colocar um panda fofinho como protagonista? É claro que a resposta reside no ponto de vista comercial, mas imagine só como seriam os heróis de <em>Os Incríveis</em>, da Pixar, nas mãos da Dreamworks&#8230; Pois é. O Sr. Incrível me sairia como um hipópotamo falante, por exemplo. Quero dizer que não há razão para colocar bichinhos neste filme. Cada guerreiro descrito no roteiro de <em>Kung Fu Panda</em> poderia ganhar traços de seres humanos. Talvez eu esteja pedindo demais, afinal é um produto para crianças. Mas comparando com as animações da Pixar, há razões de sobra para vermos um rato numa cozinha de Paris ou um robô numa missão nas estrelas em, respectivamente, <em>Ratatouille</em> e <em>WALL-E</em>.<span style="font-family:verdana;"> </span></p>
<div style="text-align: justify;">Bom, mas ninguém sairá do cinema dizendo que <em>Kung Fu Panda</em> é ruim. Pelo contrário &#8211; é muito bem feito, divertido, rápido e faz qualquer um sair cantarolando <em>Kung Fu Fighting</em>. Mas é como <em>fast food</em> ou outro produto direcionado para quem está com pressa e não quer pensar muito. Esse é o nosso mundo atual e não adianta reclamar, pois enquanto houver consumidor, assim será.</div>
<p style="text-align: justify;"><em>Kung Fu Panda</em> é só um exemplo de como Hollywood vê o público moderno, que sai do conforto de suas casas rumo aos cinemas: consumidores que não querem muito esforço. Nem mesmo na hora de colocar o cérebro para trabalhar. Para os engravatados dos estúdios, somos todos Kung Fu Pandas preguiçosos e desleixados, mas cheios de potencial. É <em>blockbuster</em> o ano inteiro, mas na época das premiações, eles querem que a gente pense um pouquinho. Me engana que eu gosto.</p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-size:85%;"><em><strong>Kung Fu Panda</strong></em> (<em>Kung Fu Panda</em>, 2008)<br />
<strong>Direção:</strong> Mark Osborne e John Stevenson<br />
<strong>Roteiro:</strong> Jonathan Aibel e Glenn Berger<br />
Com as vozes de Jack Black, Dustin Hoffman, Angelina Jolie, Ian McShane, Jackie Chan, Seth Rogen e Lucy Liu</span></div>
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		<title>Shrek Terceiro</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2007 20:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[dreamworks animation]]></category>

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O segredo do Shrek original de 2001 foi não seguir clichês ou fórmulas, seja no universo da fantasia ou em qualquer outro gênero. A idéia era subverter o politicamente correto (e sem ofender). Não que o filme não tenha &#8220;mensagens bonitinhas&#8221;, mas elas sempre foram implícitas como a escolha de Fiona (voz de Cameron Diaz) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://bp0.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/RnmbBcLoekI/AAAAAAAAAec/wQxECLGTOMI/s1600-h/shrek_terceiro_15.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/bp0.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/RnmbBcLoekI/AAAAAAAAAec/wQxECLGTOMI/s1600-h/shrek_terceiro_15.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078260503884102210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" src="http://bp0.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/RnmbBcLoekI/AAAAAAAAAec/wQxECLGTOMI/s400/shrek_terceiro_15.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;">O segredo do <em>Shrek</em> original de 2001 foi não seguir clichês ou fórmulas, seja no universo da fantasia ou em qualquer outro gênero. A idéia era subverter o politicamente correto (e sem ofender). Não que o filme não tenha &#8220;mensagens bonitinhas&#8221;, mas elas sempre foram implícitas como a escolha de Fiona (voz de Cameron Diaz) em deixar os padrões de beleza da sociedade de lado e aceitar sua maldição para se casar com Shrek (voz de Mike Myers). Em <em>Shrek 2 </em>(2004), o diretor Andrew Adamson e os roteiristas se preocuparam mais com a história e confiaram na platéia, que já estava acostumada com esse mundo. O filme é superior e deixa até a &#8220;tiração de sarro&#8221; em segundo plano. O que importa em <em>Shrek 2</em> é a aventura, a emoção e todos aqueles ingredientes que valem um ingresso caro de cinema.</p>
<p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family:Verdana;"> </span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family:Verdana;">Pois bem. Se o <em>2</em> só acrescentou, <strong><em>Shrek Terceiro</em></strong> (<em>Shrek the Third</em>, 2007) não justifica sua vinda ao mundo. A confiança na platéia continua, mas desta vez, eles não trouxeram nada de novo. Nesse sentido, <em>Shrek Terceiro</em> parece a seleção brasileira na Copa passada: todos pensaram que eram craques e tinham a certeza absoluta de que decidiriam o jogo a qualquer instante. Deu no que deu.</p>
<p>Se o casal principal, Shrek e Fiona, amadureceu e ficou sem graça, a esperança caiu nos ombros dos coadjuvantes, certo? Errado! O Burro (voz de Eddie Murphy) e o sensacional Gato de Botas (voz de Antonio Banderas) continuam com as mesmas piadas. Aliás, há um irritante excesso de repetição. É mais do mesmo! As mulheres vão à luta, o Gato faz cara de dó, o Burro canta, ainda ressaltam que Shrek é fedido, etc. Até o vilão é o mesmo. Exceto por uma universidade com alunos como os jovens Lancelot, Guinevere e Arthur, o filme é cheio de lugares comuns. Se fosse com atores de verdade (e não <em>pixels</em>), <em>Shrek Terceiro</em> teria cara de uma produção que não quis gastar muito com locações e a solução foi reaproveitar cenários. O personagem que poderia acrescentar algo &#8211; o futuro Rei Arthur (voz de Justin Timberlake), ou Artie &#8211; é um mala sem alça. É o Jar Jar Binks de <em>Shrek</em>. Ele até faz um discurso piegas no fim do filme. &#8220;Mensagem bonitinha&#8221; explícita em <em>Shrek</em>? Não, não pode ser! Isso não é <em>Shrek</em>! Essa série nunca foi convencional. Será que as idéias acabaram?</p>
<p>Ok, não que seja ruim. Tem uma tirada aqui e ali como a visita à Universidade, a morte do Rei Sapo e o seu funeral, a risada vem e vai, e a animação está ainda mais espetacular&#8230; Mas é muito pouco. E o erro está em dois pontos: não oferecer nada aos fãs e não trazer nenhum &#8220;tempero&#8221; neste roteiro &#8211; não há empolgação na ação, no drama e, pior, na comédia. Não há nenhum elo emocional com a platéia que faça o fã vibrar na poltrona e torcer pelos personagens. Enfim, as crianças vão adorar, mas levando em conta <em>Shrek 1</em> e <em>2</em>, são problemas seríssimos.</p>
<p>O pior é que já confirmaram <em>Shrek 4</em>. Mas se um <em>Shrek 3</em> não era necessário (e não foi), o quarto filme ganha um fardo injusto: o de salvar a série. Ele precisa acontecer! Mas&#8230; Tudo bem. É sempre bom e divertido reencontrar velhos amigos. Mesmo quando eles não têm novidades para contar.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-size:85%;"><strong><em><br />
Shrek Terceiro</em></strong> (<em>Shrek the Third</em>, 2007)<br />
<strong>Direção:</strong> Chris Miller e Raman Hui<br />
Com as vozes de Mike Myers, Eddie Murphy, Cameron Diaz, Antonio Banderas, Rupert Everett, Justin Timberlake, Julie Andrews, John Cleese e Eric Idle</span></p>
<p></span></div>
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