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	<title>Hollywoodiano &#187; Gwyneth Paltrow</title>
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		<title>Homem de Ferro 2</title>
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		<pubDate>Mon, 10 May 2010 15:45:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA["Homem de Ferro 2" é pastiche do primeiro filme]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/umaestrela.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3358" title="Iron Man 2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/05/Iron-Man-2.jpg" alt="Iron Man 2" width="600" height="300" /><br />
Na crítica de <em>Homem de Ferro</em>, em 2008, escrevi: &#8221;E<span style="FONT-FAMILY: verdana">ntretenimento de primeira e um deleite para os fãs do universo Marvel. O ator e diretor Jon Favreau (<em>Zathura</em>) fez um belo trabalho tanto para aqueles que não conhecem o herói quanto para os fãs mais exigentes. Para isso, ele contou com um roteiro competente, efeitos visuais e sonoros perfeitos, uma trilha <em>rock n’ roll</em> impecável e um elenco que levou um &#8216;filme de super-herói&#8217; a sério, principalmente Robert Downey Jr.&#8221;<br />
</span><span style="FONT-FAMILY: verdana"><br />
Tirando a parte técnica, <em><strong>Homem de Ferro 2</strong></em> (<em>Iron Man 2</em>, 2010) perde de 10 a 0 em matéria de roteiro, direção e atuação para o filme original do mesmo Jon Favreau. Até a trilha parece mal empregada. A diferença, agora, é que a Marvel colocou suas manguinhas de fora. Diferente do primeiro filme, ninguém leva a produção a sério. Exceto a Marvel, que pensa que é séria. <em>Homem de Ferro 2</em> transforma as aventuras de Tony Stark (Robert Downey Jr., a única coisa que presta neste filme) em pastiche do universo Marvel.<br />
</span><br />
Fato: Quando a Marvel ganhou mais espaço em Hollywood, com cacife para mandar e desmandar em qualquer um, os filmes com sua assinatura começaram a desandar numa salada ambiciosa de confundir a cabeça dos jovens que pretendem entender como funciona a linguagem cinematográfica. Afinal, cinema não é quadrinho. Nem vice-versa. A Marvel discorda. Acha que não há limite para fazer da tela de cinema uma nova forma de se ler uma HQ de luxo.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde <em>Homem-Aranha 3</em>, de 2007, que a Marvel acha que sabe mais de cinema que os diretores. Sam Raimi, por exemplo, deu sua contribuição para <em>Homem-Aranha 1</em> e <em>2</em>, ambos sensacionais. Preparou o terreno, assim como Jon Favreau no primeiro <em>Homem de Ferro</em>. Depois a Marvel faz o que quer.</p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>Homem-Aranha 3</em>, a Marvel disse exatamente o que queria, incluindo o vilão Venom, que Raimi não gostaria de ver no filme. O resultado foi um desastre de qualidade. Agora, a Marvel decidiu recomeçar a série do zero. Demitiu Sam Raimi e o astro Tobey Maguire. Eles que se danem, certo? Afinal, o aracnídeo é sucesso garantido. Sem falar que, nos quadrinhos, cada herói é interpretado por autores e desenhistas diferentes de tempos em tempos. No cinema, a Marvel acha que é a mesma coisa. Que vai funcionar. Novamente: O que dá certo nos quadrinhos obrigatoriamente dá certo no cinema? É possível cruzar as fronteiras dos territórios de heróis como Thor, Capitão América, Hulk em um mesmo filme só para preparar o futuro longa sobre <em>Os Vingadores</em>? A Marvel pensa que sim.</p>
<p style="text-align: justify;">Não me entenda mal: Eu adoro esses monstros sagrados dos quadrinhos. Mas por que será que eu gargalhei na hora em que apareceu o escudo do Capitão América &#8220;do nada&#8221; no meio de <em>Homem de Ferro 2</em>? Será que cresci? Será que fiquei bobo demais? Será que não sou tão fã assim? Será que prefiro cinema a quadrinhos? A Marvel não quer saber de cinema? Quer mesmo é agradar os fãs dos quadrinhos aproveitando o dinheiro fácil de Hollywood?</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3355" title="2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/05/2.jpg" alt="2" width="600" height="398" /><br />
Não importa. Estou aqui para falar de cinema. Não de quadrinhos. Apenas dois anos depois, a Marvel entrega uma sequência infinitamente inferior ao filme de 2008, confundindo linguagem cinematográfica com quadrinhos. <em>Homem de Ferro 2</em> só não é um desastre em forma de filme, como <em>G.I.Joe &#8211; A Origem de Cobra</em> e<em> Transformers: A Vingança dos Derrotados</em>, os dois piores <em>blockbusters</em> da última temporada, por uma razão: Robert Downey Jr. Quando ele entra em cena, o filme decola. E olha que a Marvel faz de tudo para atrapalhá-lo, pois temos vários personagens desinteressantes em cena para serem desenvolvidos &#8211; e nenhum deles sai do rascunho.</p>
<p style="text-align: justify;">Tony Stark é desprezível, como o conhecemos no primeiro filme. Mas ao ter visto a morte bem de perto, Stark ganhou um coração mecânico, artificial que lhe deu (ironicamente) um coração. De uma hora pra outra, ele amadureceu e tentou consertar os erros que deu ao mundo: destruindo armas de destruição em massa que ajudou a criar. Ok, <em>Homem de Ferro</em> critica a indústria bélica. Bacana. Mas tudo o que foi construído no primeiro filme é jogado descarga abaixo em <em>Homem de Ferro 2</em>, já que o &#8220;coração&#8221; que mantém Stark vivo está envenenando seu sangue. Ele está morrendo e volta a ser aquele cara desprezível do início do primeiro filme. Mas tudo bem, faz parte da história. Só que seria bem dramático acompanhar seu calvário até uma possível volta por cima se não fossem os diversos coadjuvantes que pintam na tela para desviar o foco que deveria ficar no protagonista.</p>
<p style="text-align: justify;">Sam Rockwell é Justin Hammer, rival de Stark, que se une a Ivan Vanko (Mickey Rourke). Hammer quer superar a tecnologia do Homem de Ferro e lucrar com isso. Vanko quer matar Tony Stark. Custe o que custar. Para entender suas motivações e planos, o filme precisa de tempo. Tempo que falta para conhecermos direito a nova assistente de Stark, Natasha Romanov (Scarlet Johansson). Tempo que sobra para Gwyneth Paltrow justificar sua existência reduzindo sua Pepper Potts ao alívio cômico do filme. Tempo para Don Cheadle mostrar que Terrence Howard não faz falta no papel de James Rhodes (sem entrar na polêmica discussão a respeito da troca dos atores). Tanto tempo gasto para tirar Tony Stark de cena por&#8230; muito tempo. E o que dizer do &#8220;Homem de Ferro&#8221;, que praticamente desaparece do filme até os 15 minutos finais barulhentos, que servem apenas para manter o espectador acordado?</p>
<p style="text-align: justify;">Don Cheadle? Ok. Robert Downey Jr.? Ótimo como sempre. Faz a plateia se importar com Stark, mesmo sendo narcisista e arrogante à caminho de uma morte depressiva regada à álcool e xixi nas calças (Ops, armadura). Gwyneth Paltrow, como já disse, está ali para fazer o público rir. E isso é o mesmo que colocar o cara de <em>My Wife and Kids</em> pra fazer drama. Sua Pepper Potts está patética. E a decisão de &#8220;apimentar&#8221; o romance entre sua personagem e Tony Stark é de dar dó. E sono. Até porque não combina com o &#8220;andar da carruagem&#8221; deste filme. E o que dizer de Scarlett Johansson? Bonita? Gostosona? Claro. Pela milésima vez, ela faz (com méritos) esse tipo de papel. Mas se limitar a figurante &#8211; e não coadjuvante &#8211; de luxo? Scarlett, por favor, vá trabalhar com Woody Allen de novo! E Sam Rockwell? Bom ator, mas que não leva o filme a sério. Pensa que está na novela das sete quando foi escalado para a novela das oito, como Camila Morgado, em <em>Viver a Vida</em>. E por que Sam Rockwell tem sempre que dançar em seus filmes? Aqui, ele chega ao cúmulo de fazer passinhos ridículos ao estilo Chapeleiro Maluco de <em>Alice no País das Maravilhas</em>. E, bom, Mickey Rourke é uma lenda. Mas o cara passa o filme fazendo &#8220;Grrrr&#8230;&#8221;. Depois disso, o que dizer além de &#8220;agora você entendeu porque Sean Penn ganhou o Oscar e não Mickey Rourke&#8221;?</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3354" title="3" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/05/3.jpg" alt="3" width="600" height="397" /><br />
E os diálogos? &#8220;Eu quero meu pássaro!&#8221;, &#8220;Esse não é o meu pássaro!&#8221;, &#8220;Saia desse donut!&#8221; Quem escreveu essas falas, Senhor? Se estivessem em um filme de James Cameron ou Steven Spielberg, os críticos estariam massacrando. Como estão em <em>Homem de Ferro 2</em>, aí tudo bem, porque é bobagem mesmo. E cadê a ação? E a quebra de ritmo do filme quando Tony Stark sai de cena? Ou quando Nick Fury (Samuel L. Jackson) aparece para explicar ao protagonista sobre <em>Os Vingadores</em>? Acho que <em>O Paciente Inglês</em> é mais equilibrado, menos tedioso e muito mais dinâmico.</p>
<p style="text-align: justify;">Ok, o filme é entretenimento? É para comer pipoca e tomar refrigerante? Então, vamos ver novamente o primeiro <em>Homem de Ferro</em> antes de defender esse segundo filme. Virou palhaçada. A Marvel apostou na &#8220;qualidade&#8221; de seu universo. Só. E eu sei o que significam <em>Guerra das Armaduras</em> e <em>O Demônio na Garrafa</em>, clássicos absolutos dos quadrinhos do <em>Homem de Ferro</em>, que serviram de inspiração para Jon Favreau e o roteirista Justin Theroux. Mas, como cinema, colocar referências não é garantia de filme bom. Ficou um lixo. Não há nem mesmo uma cena final tão legal quanto a do primeiro filme. E, nerds, não falo da cena após os créditos. Falo do momento &#8220;Eu sou o Homem de Ferro!&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Do ponto de vista infantil, se a análise de <em>Homem de Ferro 2</em> deve ser feita somente com o olhar de fã, admito que sempre gostei mais da DC Comics. E melhor do que isso: Ainda bem que a Warner vai deixar Christopher Nolan fazer a continuação de <em>O Cavaleiro das Trevas</em> do jeito que ele quer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Homem de Ferro 2</em></strong> (<em>Iron Man 2</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Jon Favreau<br />
<strong>Roteiro:</strong> Justin Theroux<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Don Cheadle, Scarlett Johansson, Sam Rockwell, Mickey Rourke, Samuel L. Jackson, Clark Gregg, John Slattery e Garry Shandling</p>
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		<title>Amantes</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 17:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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O amor evolui em fases, mas nenhuma delas é fácil. Quando somos pequenos (no masculino, porque sou menino), escolhemos a garota mais bonita da escola para namorar. Seguramos sua mão ou simplesmente aparecemos ao lado dela e isso já significa namoro. Mais tarde, começamos a chorar pelos amores impossíveis quando ainda temos espinhas e nenhum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6oLBmF0fI/AAAAAAAAFQ0/kUeF8UNaj-g/s1600-h/Two+Lovers+1.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/2.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6oLBmF0fI/AAAAAAAAFQ0/kUeF8UNaj-g/s1600-h/Two+Lovers+1.jpg?referer=');"></a><span style="font-family:verdana;"><img class="size-full wp-image-844 aligncenter" title="Two Lovers 1" src="http://www.hollywoodi.dominiotemporario.com/wp-content/uploads/2009/09/Two-Lovers-1.jpg" alt="Two Lovers 1" width="474" height="248" /></span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;">O amor evolui em fases, mas nenhuma delas é fácil. Quando somos pequenos (no masculino, porque sou menino), escolhemos a garota mais bonita da escola para namorar. Seguramos sua mão ou simplesmente aparecemos ao lado dela e isso já significa namoro. Mais tarde, começamos a chorar pelos amores impossíveis quando ainda temos espinhas e nenhum centavo no bolso. Pouco tempo depois, temos a certeza de que encontramos a nossa alma gêmea. Mas quando passamos dos 30, no entanto, entramos na fase do &#8220;E agora?&#8221; Se já é difícil descobrir o que fazer para manter um bom relacionamento com quem você ama, imagine, então, quando sua cara metade resolve deixá-lo na mão e partir para outra. São exatamente esses demônios que não saem do pobre Leonard (Joaquin Phoenix), o desiludido protagonista de <em><strong>Amantes</strong></em> (<em>Two Lovers</em>, 2009).</span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;">Leonard é aquele tipo de ser humano que ama como se não houvesse amanhã. Ele acredita no romantismo, que surge em filmes e livros como um estado de espírito ou característica de uma personalidade cheia de atitudes nas horas certas para com a pessoa amada. Mas o maior problema de Leonard está no Criador: para o diretor James Gray, o significado que demos ao romantismo ao longo dos tempos é uma mentira. Ele não passa de uma doença com sintomas que geram a confusão, a depressão e a alienação. James Gray não acredita no sucesso do amor. Ainda mais na época de uma geração que não sabe o que quer e nem onde (e como) procurar; uma geração bombardeada por informações vindas de qualquer pessoa online sobre diversos temas e situações.</p>
<p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6npWVv6mI/AAAAAAAAFQs/o-aRJNQfK2g/s1600-h/Two+Lovers+2.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6npWVv6mI/AAAAAAAAFQs/o-aRJNQfK2g/s1600-h/Two+Lovers+2.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376919333940226658" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 205px; text-align: center;" src="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6npWVv6mI/AAAAAAAAFQs/o-aRJNQfK2g/s400/Two+Lovers+2.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="font-family:verdana;"><br />
Leonard é interpretado por Joaquin Phoenix, um dos meus atores favoritos. Como todo mundo sabe, ele decidiu largar o cinema depois deste filme. Sua atuação é brilhante. Talvez a melhor de toda a sua (curta) carreira. Quando <em>Amantes </em>termina, por mais que o filme seja ótimo, o que fica é a imagem de Joaquin Phoenix. O jeitão de Leonard vagando de forma errante por sua &#8220;noite branca&#8221; atrás de sua Nástienka</span><span style="font-family:verdana;"> cairia muito bem em um ator como Marlon Brando nos anos de <em>Sindicato de Ladrões</em> e <em>Uma Rua Chamada Pecado</em>. E isso é um elogio para Joaquin Phoenix, que poderia reconsiderar sua decisão para o bem da sétima arte. Dizem as más línguas que o sujeito pirou de vez. Se é assim, melhor ele não voltar. Ainda mais para quem viu <em>Amantes</em>, a pergunta bate na cabeça: Será que Joaquin Phoenix estava realmente atuando neste filme? Cara, a dor é na alma.</p>
<p></span>O que Leonard deve fazer? Ficar entre a segurança e a compreensão da &#8220;sem sal&#8221; Sandra (Vinessa Shaw), filha de amigos da família, ou jogar todas as fichas no acaso e chutar o pau da barraca com a imprevisível e loiraça vizinha Michelle (Gwyneth &#8220;Just my imagination&#8221; Paltrow)? Todo mundo já passou por uma situação dessas. Não necessariamente no amor. Mas James Gray sabe como capturar o público. Ainda mais com seu apreço por valores básicos como honra, amizade, amor e a importância da família.</div>
<p style="text-align: justify;">Descendente de russos, o subestimado James Gray filma na época errada. Hollywood e o público seriam mais justos com ele se seu nome tivesse surgido nos anos 70 ao lado de monstros como Martin Scorsese. Gosta de falar de crime e família numa Nova York cinzenta durante o dia e dominada por luzes e fumaça à noite. Foi assim em <em>Caminho Sem Volta</em> e <em>Os Donos da Noite</em> &#8211; ambos com Joaquin Phoenix. Em <em>Amantes</em>, Gray substitui a criminalidade pelo amor. Mas a intensidade é a mesma. E a família continua sendo o único alicerce que nos mantêm de pé. Na visão de Gray, os pais podem imaginar o futuro ideal para seus filhos, mas, no fim, aceitarão o que eles escolherem. É só prestar atenção na cena do diálogo na escada entre Leonard e sua mãe, interpretada por Isabella Rossellini, que está fabulosa.</p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6nft8UNAI/AAAAAAAAFQk/awxxY4090GU/s1600-h/Two+Lovers+3.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/3.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6nft8UNAI/AAAAAAAAFQk/awxxY4090GU/s1600-h/Two+Lovers+3.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376919168477312002" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 240px; text-align: center;" src="http://3.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6nft8UNAI/AAAAAAAAFQk/awxxY4090GU/s400/Two+Lovers+3.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
Entre essas porradas que a vida dá em todos nós, o caminho mais fácil é desistir de tudo. Só que assim não se aprende nada com o sofrimento. No caso de Leonard, ele pode apanhar, mas sempre corre para os braços de seus pais &#8211; ou de qualquer pessoa que lhe dê apoio incondicional. Ele não desiste completamente, claro, de ser feliz, mas se apega à sensações de conforto. Enfim, quase todo mundo leva a vida inteira assim.</div>
<p style="text-align: justify;">Segurando essa ideia, talvez o filme termine como começa. Cabe a quem olha de fora a situação, julgar se Leonard está certo ou errado. Só que o diretor James Gray faz questão de colocar o espectador ao lado de seu protagonista. Aí, como ele, fica difícil de chegar a uma conclusão. Mas é esse mergulho no melodrama de Leonard que faz o público acreditar no filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;"><em>Amantes</em> é o filme definitivo da década para uma geração que vive procurando nas telas do cinema por situações que possam representar suas desilusões e responder algumas perguntas lançadas pelo coração. Muitos, por exemplo, abraçam <em>Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças</em>, de Michel Gondry, e <em>Encontros e Desencontros</em>, de Sofia Coppola. Só que James Gray recorre ao cinema clássico para contar não uma história de amor, mas um filme sobre o amor nos dias de hoje. Longe do moderno, sóbrio e fazendo bom uso de tomadas lentas e o som do vento para indicar as portas abertas para o protagonista, Gray mostra que o amor faz sangrar o coração, enquanto o romantismo corrói a alma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"><strong><em>Amantes</em></strong> (<em>Two Lovers</em>, 2009)<br />
<strong>Direção:</strong> James Gray<br />
<strong>Roteiro:</strong> James Gray e Ric Menello<br />
<strong>Elenco:</strong> Joaquin Phoenix, Gwyneth Paltrow, Vinessa Shaw, Isabella Rossellini, Moni Moshonov, Elias Koteas e Bob Ari</span></p>
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		<title>Homem de Ferro</title>
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		<pubDate>Fri, 02 May 2008 14:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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Homem de Ferro (Iron Man, 2008) é entretenimento de primeira e um deleite para os fãs do universo Marvel. O ator e diretor Jon Favreau (Zathura) fez um belo trabalho tanto para aqueles que não conhecem o herói quanto para os fãs mais exigentes. Para isso, ele contou com um roteiro competente, efeitos visuais e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195793294626970050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" src="http://bp2.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/SBsqeRSY2cI/AAAAAAAACYI/sr_Bl0fYKnc/s400/Blog+1.jpg" border="0" alt="" /></p>
<div><span style="font-family:verdana;"><em><strong>Homem de Ferro</strong></em> (<em>Iron Man</em>, 2008) é entretenimento de primeira e um deleite para os fãs do universo Marvel. O ator e diretor Jon Favreau (<em>Zathura</em>) fez um belo trabalho tanto para aqueles que não conhecem o herói quanto para os fãs mais exigentes. Para isso, ele contou com um roteiro competente, efeitos visuais e sonoros perfeitos, uma trilha <em>rock n&#8217; roll</em> impecável e um elenco que levou um &#8220;filme de super-herói&#8221; a sério, principalmente Robert Downey Jr.</span> </p>
<div><span style="font-family:Verdana;"> </span></div>
<div><span style="font-family:Verdana;">O magnata Tony Stark desenvolvido pelo ator é um gênio arrogante, mulherengo e que só pensa em seu próprio bem estar. Mas o incrível é ver como Downey Jr. consegue torná-lo simpático. E estamos falando de um homem que lucra bilhões com a indústria armamentista e nem liga para as conseqüências desse poder nas mãos de cada um dos compradores. O que Stark deseja é fazer mais dinheiro para aproveitar a vida com belos carros e lindas mulheres descartáveis.</span><span style="font-family:Verdana;"><br />
</span></div>
</div>
<div><span style="font-family:Verdana;">Ironicamente, ele experimenta seu próprio veneno. Em uma de suas negociações com o exército, Stark é capturado por tropas inimigas no Oriente Médio. Ferido por estilhaços de uma bomba criada por sua empresa, Stark acredita que ficou vivo por alguma razão especial. Nasce um novo homem com uma nova consciência, graças a um coração que não é humano. Surge o Homem de Ferro.</span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family:Verdana;">É aqui que começa a questão que mais chamou a minha atenção neste filme: qual é o significado da palavra &#8220;coração&#8221;? Stark precisou perder seu coração para aprender a ter compaixão e sonhar com um mundo melhor. Então, quem possui um órgão chamado de coração não tem, necessariamente, &#8220;coração&#8221;?</span></div>
<p><span style="font-family:Verdana;"></p>
<p style="text-align: justify;">Até chegar neste ponto, o diretor Jon Favreau conta sua história com extrema paciência. E você sabe como isso é uma raridade em filmes do gênero. Mas quando a ação explode, em momentos certos, ela é espetacular. Destaque para a maravilhosa seqüência que começa com o Homem de Ferro mandando uns soldados pelos ares, passando por um duelo com um tanque de guerra e terminando com uma batalha aérea insana contra dois caças.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar da precisão de Favreau, ele jamais tornaria seu filme convincente sem a dedicação de Robert Downey Jr. Um exemplo é ver como o ator conduz essa mudança de espírito de Tony Stark sem esbarrar nos clichês. Em cada cena, Downey Jr. mostra que o protagonista não vira um personagem feliz de um filme de Frank Capra. Ele se torna uma boa pessoa, mas continua metido, egocêntrico e só entra em ação com a armadura vermelha e dourada quando a ameaça envolve os malefícios gerados por sua empresa. Ou seja, ele não sai por aí enfrentando qualquer ladrãozinho nas ruas ou procurando por mocinhas indefesas. Ele não quer é que sua empresa, nas mãos de seus ex-colegas de trabalho, destrua o mundo. No fim, Stark quer seu nome longe de qualquer polêmica. Pode até ser que a inevitável continuação mostre que ele é solidário, mas pelo menos neste filme, o herói só resolve seus próprios problemas.</p>
<p></span></p>
<div><span style="font-family:Verdana;"><a href="http://bp1.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/SBvelBSY2dI/AAAAAAAACYQ/dszVRrRff28/s1600-h/Homem+de+Ferro_Blog.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/bp1.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/SBvelBSY2dI/AAAAAAAACYQ/dszVRrRff28/s1600-h/Homem+de+Ferro_Blog.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195991322684086738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" src="http://bp1.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/SBvelBSY2dI/AAAAAAAACYQ/dszVRrRff28/s320/Homem+de+Ferro_Blog.jpg" border="0" alt="" /></a>Talvez seja uma falha da produção. Ou talvez não. Pode ser uma abordagem original e fascinante, mas que incomoda um olhar mais atento. </span><span style="font-family:Verdana;">Mas são observações que tornam o filme mais real. Aliás, é impressionante como <em>Homem de Ferro</em>, a criação de Stan Lee e Jack Kirby, parece uma ficção científica datada nos quadrinhos clássicos, mas surge tão atual e verossímil neste filme. Em um mundo que funciona em constante evolução tecnológica, <em>Homem de Ferro</em> é tudo, menos ficção científica. É um filme &#8220;pé no chão&#8221;, por mais estranho que isso possa parecer.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de uma história que só poderia ter sido contada no século XXI. É claro que alguém poderia contá-la no cinema dos anos 1970 ou 1980. Mas o filme daquela época terminaria fatalmente datado aos olhos da geração atual. No entanto, o <em>Homem de Ferro</em>, de Jon Favreau, jamais envelhecerá.</p>
<p><span style="font-family:verdana;">Mesmo com tantas discussões sérias sobre o mundo inseridas na trama (a crítica à produção massiva de armas é uma delas), vamos falar a verdade, <em>Homem de Ferro</em> foi feito para ser um espetáculo delirante capaz de levar o grande público aos cinemas. E, nesse quesito, ele é <em>Nota 10</em>.</span></p>
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<div><span style="font-family:verdana;">O filme é divertido, empolgante e vale o ingresso para quem procura uma bela diversão. Com uma pitada cuidadosa de humor, <em>Homem de Ferro</em> ainda consegue arrancar boas risadas do público. Tente não rir no primeiro teste de vôo na garagem de Tony Stark, por exemplo. </span><span style="font-family:Verdana;">Favreau ainda inseriu umas e outras referências ao universo Marvel em algumas cenas. Mas piadas e sacadas reconhecidas pelos fãs não deixam os iniciantes perdidos. São méritos de um roteiro esperto e de uma equipe em completa sincronia em nome do bom entretenimento. Você pode até não achar <em>Homem de Ferro</em> perfeito, mas o filme deixa as crianças (dos oito aos 80 anos de idade) satisfeitas na saída do cinema. Isso é dinheiro bem gasto.</span></div>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"><strong><em>Homem de Ferro</em></strong> (<em>Iron Man</em>, 2008)<br />
</span><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"><strong>Direção:</strong> Jon Favreau<br />
<strong>Roteiro:</strong> Mark Fergus, Hawk Ostby, Art Marcum e Matt Holloway<br />
<strong>Elenco:</strong> Robert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Terrence Howard, Jeff Bridges, Jon Favreau, Leslie Bibb, Shaun Toub, Faran Tahir, Sayed Badreya, Bill Smitrovich, Clark Gregg, Tim Guinee e Will Lyman</span></div>
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