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	<title>Hollywoodiano &#187; inception</title>
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		<title>A Origem</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 14:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A mais complexa, intrigante e duradoura experiência cinematográfica do ano]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/cincoestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4336" title="Inception_3" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Inception_3.jpg" alt="Inception_3" width="600" height="250" /><br />
Em <em>Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas</em>, o diretor Christopher Nolan não fez o típico &#8220;filme de super-herói&#8221;. Faz uma alegoria política e social, analisando mocinhos e bandidos como semelhantes reagindo, cada um do seu jeito, à violência e ao caos dos seus tempos. Há também ali um legítimo representante do gênero policial, com o pequeno diferencial do detetive vestir uma fantasia de morcego. Em <strong><em>A Origem</em></strong> (<em>Inception</em>, 2010), a proximidade do real, como vimos em <em>O Cavaleiro das Trevas</em>, dá lugar ao irreal e abraça de vez o onírico. De cara, pensamos em ficção científica, mas este é um filme de Christopher Nolan. Novamente, explorando o bem como complemento e consequência do mal e vice-versa. Desta vez, porém, mocinhos e bandidos admitem de vez que são um só. Há também aqui um legítimo representante do gênero policial, mas o foco não está no detetive. A referência agora está nos filmes de assaltos, protagonizados por vigaristas intelectuais, arquitetando e explicando cada passo do plano até executar o roubo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não pense que estou de brincadeira, afinal você deve lembrar que muita gente anda dizendo que <em>A Origem</em> é um filme difícil, complicado. O fato é que Christopher Nolan criou uma trama simples, emprestada de muitos filmes que já vimos. Só que ela é narrada de uma forma que exige 100% de atenção de todos os tipos de espectadores, inclusive aqueles que ficam checando mensagens ou  vendo a hora no celular. Nolan propõe um labirinto para a mente, finge que não está guiando você por ele, mas, no fim, aponta a saída. Só que a caminhada é intensa e provoca uma descarga muito grande de concentração e emoção, que você fica com a sensação de que acabou de ver algo inédito.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que todos os roteiros originais já foram feitos. O que temos hoje são variações das mesmas histórias contadas há muito, muito tempo. Sabendo disso, Nolan, que adora explorar novas formas de narrativa, apenas conduz e manipula os olhos e as emoções da plateia, pegando para si dois aliados, princípios básicos de todo filme, que jamais deveriam andar separados no cinema: arte e entretenimento. Claro, confiando nos instintos do espectador, que paga ingresso caro para ser surpreendido e arremessado em algum lugar bem longe da realidade. O palco desse sonho é a telona.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4339" title="Inception" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Inception.jpg" alt="Inception" width="600" height="300" /><br />
Desde os primórdios da sétima arte, com os truques visuais de <em>Um Cão Andaluz</em>,  que eu e você temos nossas próprias opiniões sobre cada filme. Cinema até pode ser uma experiência coletiva, mas ninguém vê o mesmo filme. Nolan apenas aposta na inteligência e na percepção espectador, que está acostumado a assimilar diariamente imagens, sensações, cheiros e sabores do cotidiano e levar toda essa vivência inconscientemente para dentro de seus sonhos, interpretando tudo da maneira que bem entende. Nolan sabe que sonhos e filmes estão mais conectados do que pensamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a maioria prefere guardar <em>A Origem</em> como um filme complicado, que essas pessoas então comentem, critiquem, vejam, revejam, troquem teorias e, consequentemente, com o tempo, passem a olhar os filmes com uma visão diferente, não aceitando qualquer porcaria que Hollywood gosta de enfiar goela abaixo das massas.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4338" title="Inception_2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Inception_2.jpg" alt="Inception_2" width="600" height="300" /><br />
A genialidade deste filme não está nas impressionantes cenas de ação que desafiam a gravidade e a nossa percepção do que é real ou fantástico. Não está também nas cenas grandiosas com cidades inteiras dobrando ou prédios se despedaçando na praia. A genialidade de <em>A Origem</em> reside no pouco que Nolan pode fazer. Está na imersão completa do público &#8211; sem utilização de óculos 3D &#8211; em sua trama saída de roteiro original, raridade nos dias de hoje. Está no cineasta contador de histórias, ambicioso, sobretudo confiante no material que tem em mãos. Está na habilidade de Nolan &#8211; por que não? &#8211; em trabalhar o visual de seu filme em função da narrativa e da emoção como consequência do olhar fixo do espectador grudado na tela.</p>
<p style="text-align: justify;">Nolan reduz cada cena à sua essência, deixando-as na tela tempo suficiente para serem contempladas e armazenadas para sempre no imaginário coletivo. <em>A Origem</em> não surgiu apenas para empolgar aqueles que vão ao cinema, mas para inspirá-los a assimilar e raciocinar sobre as questões e soluções propostas por um filme. Algo que fique conosco quando as luzes se acendem e o sonho termina.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4337" title="Inception_4" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Inception_4.jpg" alt="Inception_4" width="600" height="252" /><br />
Antes que alguns cometam o erro de acusar Nolan de explicar cada ato do plano de seus protagonistas antes da ação rolar na tela, lembre-se: <em>A Origem</em> é um <em>con/heist movie</em>. Como sabemos, todo pilantra, como Danny Ocean, em <em>Onze Homens e um Segredo</em>, prepara seu grupo de fiéis trapaceiros para o grande assalto. É sempre assim. Isso não é David Lynch. Muito menos Stanley Kubrick. É entretenimento, mas feito com inteligência. É bom separar as coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde a inspirada música de Hans Zimmer até os carismáticos personagens, interpretados por um elenco em estado de graça, com destaque para Leonardo DiCaprio e Marion Cotillard, passando pela trama surreal dos profissionais contratados para roubar ou inserir ideias nos sonhos de seus alvos, <em>A Origem</em> guia o espectador por uma viagem alucinante em todos os sentidos. Aliás, é um filme para os sentidos. <em>A Origem</em> existe porque sonhamos e temos sensibilidade para sairmos emocionados de uma experiência irreal e levá-la para sempre conosco no mundo real.</p>
<p style="text-align: justify;">Nolan sabe disso e explora isso ao máximo. Brinca, manipula e provoca. Parte do príncipio que a plateia não quer mais adivinhar o que virá na cena seguinte, porque todos estarão capturados pelo filme em poucos minutos. Nolan sabe que eu e você, em determinada parte de <em>A Origem</em> aceitaremos a condição de meros espectadores e concordaremos com a &#8220;realidade&#8221; sugerida pelo diretor. Não importa o que acontece ou deixa de acontecer em <em>A Origem</em>. Não importa se o filme tem buracos em seu roteiro ou não. Ali, não somos críticos. Aceitamos o filme como a nossa realidade, exatamente como o sonho, e saímos felizes no final, quando acordamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os cinéfilos, principalmente, <em>A Origem</em> é um deleite. O diretor enche seu filme de referências a <em>Matrix</em>, <em>Cidadão Kane</em> – há até um Rosebud para Cillian Murphy – e <em>007: A Serviço Secreto de Sua Majestade</em>. Não há como ficar indiferente, por exemplo, ao final emocionante que começa na metade do filme (!). Pense rápido em outro longa voltado para o grande público que ofereça tal desafio. Por esses e outros motivos que você ainda vai descobrir, <em>A Origem</em> é a mais complexa, intrigante e duradoura experiência cinematográfica do ano.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Obs: Se a Warner não gostou do título original (&#8221;Inception&#8221;), poderia ter chamado o filme de &#8220;Planes, Trains &amp; Automobiles&#8221;. Se a intenção era avacalhar, o nome em inglês de &#8220;Antes Só do que Mal Acompanhado&#8221;, comédia de John Hughes, combina mais com o filme de Christopher Nolan que &#8220;A Origem&#8221;, título que não diz nada vezes nada.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>A Origem </em></strong>(<em>Inception</em>, 2010)<br />
<strong>Direção e roteiro: </strong>Christopher Nolan<br />
<strong>Elenco: </strong>Leonardo DiCaprio, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ken Watanabe, Tom Hardy, Cillian Murphy, Tom Berenger, Dileep Rao, Michael Caine, Lukas Haas e Pete Postlethwaite</p>
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		<title>10 filmes que quebraram a nossa cabeça</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2010/08/10-filmes-que-quebraram-a-nossa-cabeca/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 20:43:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[inception]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de "A Origem", relembre alguns títulos que viraram nossas mentes do avesso]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ou &#8220;10 filmes que fundiram a minha e a sua cuca&#8221;. Ou &#8220;10 filmes que não entendemos da primeira vez e continuamos não entendendo&#8221;. Ou &#8220;10 filmes que vi e não gostei porque não fizeram o menor sentido, mas que agora eu defendo com unhas e dentes&#8221;. Bom, você entendeu.</p>
<p style="text-align: justify;">Para preparar você para a estreia de <em>A Origem</em>, o novo filme de Christopher Nolan, vamos relembrar alguns desses filmes que nos enganaram, impactaram e confundiram por razões distintas, mas particulares. Filmes que nos fazem pensar até hoje. Filmes que nos dizem coisas novas em cada revisão.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é um Top 10, então acompanhe em ordem alfabética.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4329" title="Oito e Meio" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Oito-e-Meio.jpg" alt="Oito e Meio" width="600" height="380" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>8 1/2</strong><br />
De Federico Fellini</p>
<p style="text-align: justify;"><em>A principal obra-prima de Fellini segue um cineasta em crise dentro de sua própria mente, enquanto tenta tirar mais um filme do papel. Realidade se confunde com sonho. E vice-versa.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4328" title="2001" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/2001.jpg" alt="2001" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO</strong><br />
De Stanley Kubrick</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O que é o monolito negro que atravessa tempo e espaço, acompanhando toda a história do Homem. Seria um alienígena? Um meio de comunicação enviado por E.T.s? Seria Deus? Ou Kubrick está simplesmente tirando com a nossa cara? O que realmente acontece com o astronauta Dave Bowman (Keir Dullea) nos limites do Universo no fim do filme?</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4327" title="Memento" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Memento.jpg" alt="Memento" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>AMNÉSIA</strong><br />
De Christopher Nolan</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Uma trama de assassinato contada de trás pra frente. Preciso dizer mais alguma coisa? Ah, o detetive sofre de amnésia.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4326" title="The Fountain" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/The-Fountain.jpg" alt="The Fountain" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>FONTE DA VIDA</strong><br />
De Darren Aronofsky</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Hugh Jackman tenta salvar sua mulher viajando para o passado e o futuro numa história que dura cerca de 1000 anos. No fim, ele vai ao espaço e vomita plantas (!) até ser engolido pela terra. Foi assim que entendi o filme.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4330" title="The Matrix Reloaded" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/The-Matrix-Reloaded.jpg" alt="The Matrix Reloaded" width="600" height="300" /><br />
<strong>MATRIX RELOADED</strong><br />
De Andy e Larry Wachowski</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O segundo filme da trilogia é o samba do crioulo doido. Tente decorar a conversa entre Neo e o Oráculo até o herói ser surpreendido pelo Agente Smith com um papinho sobre &#8220;Propósito&#8221;. Pior: veja três, quatro, cinco vezes a cena do diálogo imenso de Neo com o Arquiteto. Agora, repita rapidamente toda a conversa em menos tempo que o mocinho e o vilão.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4325" title="Mulholland Drive" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Mulholland-Drive.jpg" alt="Mulholland Drive" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>MULHOLLAND DRIVE (Ou &#8220;Cidade dos Sonhos&#8221;)</em></strong><br />
De David Lynch</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O que diabos acontece neste filme? O diretor tem Twitter. Pergunte a ele: @DAVID_LYNCH</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4324" title="Being John Malkovich" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Being-John-Malkovich.jpg" alt="Being John Malkovich" width="600" height="300" /><br />
<strong>QUERO SER JOHN MALKOVICH</strong><br />
De Spike Jonze</p>
<p style="text-align: justify;"><em>John Cusack, Catherine Keener e uma Cameron Diaz descabelada entram numa portinha localizada na parede de um escritório de um prédio projetado para anões (!!). O que tem do outro lado? A mente do ator John Malkovich (!!!).</em></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4323" title="Synecdoche New York" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Synecdoche-New-York.jpg" alt="Synecdoche New York" width="600" height="295" /><br />
<strong>SINÉDOQUE, NOVA IORQUE</strong><br />
De Charlie Kaufmann</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Philip Seymour Hoffman enfrenta um terrível bloqueio criativo, mas precisa terminar sua nova peça, que segundo ele será sua obra-prima. Enquanto não chega lá, ele confunde realidade e ficção. Não, isso não é &#8220;8 1/2&#8243;. Aliás, Charlie Kaufmann jura que nunca viu o filme de Fellini. Tá.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4322" title="Solaris" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Solaris.jpg" alt="Solaris" width="600" height="300" /><br />
<strong>SOLARIS</strong><br />
De Andrei Tarkovsky</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Falo do original que é um resposta russa ao clássico americano &#8220;2001: Uma Odisseia no Espaço&#8221;, de Stanley Kubrick. Esqueça a refilmagem de Steven Soderbergh. Se quiser ver os dois, vá em frente, pois as dúvidas serão elevadas ao quadrado. Mas o filme russo é bem melhor.<br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4321" title="Vanilla Sky" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Vanilla-Sky.jpg" alt="Vanilla Sky" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>VANILLA SKY<br />
</strong>De Cameron Crowe</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Aqui, o contrário. Prefiro a versão americana de Cameron Crowe ao original do chileno Alejandro Aménabar (&#8221;Abre Los Ojos&#8221;). Alguns fãs estranharam a mudança de sintonia do diretor de &#8220;Jerry Maguire&#8221; e &#8220;Quase Famosos&#8221;. Mas li certa vez que um doido definiu &#8220;Vanilla Sky&#8221; como um filme genuíno de Cameron Crowe, afinal lembra a capa de um disco de rock. Ok, então.</em></p>
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		<title>As origens de Christopher Nolan</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Aug 2010 02:16:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<category><![CDATA[inception]]></category>

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		<description><![CDATA[Um perfil do diretor de "A Origem"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4314" title="Chris Nolan" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Chris-Nolan2.jpg" alt="Chris Nolan" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Aos 40 anos, o inglês <strong>Christopher Nolan</strong> é um dos poucos diretores da atualidade que consegue unir respeito e admiração tanto do público quanto da crítica. É um dos novos queridinhos da indústria por equilibrar com perfeição arte e entretenimento em filmes capazes de faturar alto nas bilheterias mesmo sendo ousados para a inteligência cada vez mais rara da esmagadora maioria que lota as salas de cinema pelo mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Após sair do <em>set</em> de <em>Batman – O Cavaleiro das Trevas</em>, que rendeu mais de US$ 1 bilhão pelo mundo – feito só alcançado por <em>Avatar</em>, <em>Titanic</em>, <em>Piratas do Caribe: O Baú da Morte</em>, <em>O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei</em> e <em>Alice no País das Maravilhas</em> –, Nolan pediu um tempo para a Warner entre o segundo e o terceiro longa da nova franquia do Homem-Morcego para tornar realidade um antigo sonho: <strong><em>A Origem</em></strong>, filme cujo roteiro – do próprio diretor – vem sendo desenvolvido por cerca de uma década.</p>
<p style="text-align: justify;">A Warner, no entanto, não viu problema algum, afinal depois de <em>Batman Begins</em>, de 2005, Nolan quis fazer <em>O Grande Truque</em>, que é um espanto de bom. Logo depois, entregou <em>O Cavaleiro das Trevas</em>, que é tão extraordinário que consegue melhorar o primeiro filme. Então, pra quê se preocupar? Deixem o homem fazer o filme que ele quiser entre um <em>Batman</em> e outro. Não se mexe em time que está ganhando.</p>
<p style="text-align: justify;">Após as primeiras sessões de <em>A Origem</em>, alguns críticos americanos não tiveram vergonha de gritar “Não entendi nada!”, mas o público americano mostrou, nas últimas três semanas, que ainda há esperança na Terra. Esse período que segue à estreia de <em>A Origem</em> nos cinemas dos EUA, sempre no topo das bilheterias ianques desde então, joga uma inesperada, porém gigantesca responsabilidade no público brasileiro, que começa a ver o novo filme de Christopher Nolan no dia 6 de agosto. A pergunta é: Será que estamos preparados para abraçar um filme de massa que nos faça pensar o tempo inteiro, do primeiro ao último minuto? <em>A Origem</em> deixará os cinemas daqui rapidamente?</p>
<p style="text-align: justify;">É bom o espectador lembrar que Chris Nolan não fez apenas <em>Batman Begins</em> e <em>O Cavaleiro das Trevas </em>em sua vida. Além do já citado <em>O Grande Truque</em>, que é muito mais do que uma história de rivalidade entre dois mágicos, Nolan gosta muito de narrar seus filmes de forma não-linear. O recurso é utilizado neste longa estrelado por Christian Bale (seu ator favorito ao lado de Michael Caine) e Hugh Jackman, mas havia sido testado anteriormente em <em>Following</em>, que quase ninguém viu, e <em>Amnésia</em>, que nasceu <em>cult </em>como &#8220;o filme de trás pra frente&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Nolan é um investigador da mente humana. Por isso mesmo, adora encontrar novas maneiras de se contar uma história. Cria ordem através do caos. Destroi para construir algo que parece novo. Usa seus filmes como parte de um estudo da dualidade do Homem, sempre entre a realidade e a ficção, o bem e o mal, o correto e o incorreto. Às vezes, características opostas se encontram no mesmo indivíduo (o Leonard, de <em>Amnésia</em>), outras vezes em dois homens iguais, mas de lados diferentes da lei (Batman e o Coringa). Dentro deste universo, costuma desenvolver protagonistas masculinos extremamente obsessivos com passados nebulosos. Quase todos perderam entes queridos, geralmente a mulher amada. Todos buscam a redenção. Existem no melhor lugar para se contar histórias e fabricar sonhos &#8211; o cinema -, mas refletem pessoas que conhecemos muito bem do lado de cá da tela.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas antes que digam algo como &#8220;ninguém mais tem ideias como Christopher Nolan em Hollywood&#8221;, acredito que deve haver um monte de mentes criativas pela indústria prontas para tirarem suas histórias mirabolantes do papel. Nolan é, de fato, um visionário. Mas não é a trama complexa de filmes como <em>A Origem</em> que costuma encantar os executivos dos estúdios. Nolan pôde fazer o que bem quis neste filme porque rendeu mais de US$ 1 bilhão (merecidos, diga-se antes de mais nada) nas bilheterias por <em>Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas </em>há dois anos. Se continuasse &#8220;apenas criativo&#8221; apresentando longas de orçamentos modestos, como <em>Amnésia</em>, Nolan não teria nem mesmo dirigido a tão idolatrada sequência de <em>Batman Begins</em>. E <em>A Origem</em> existiria somente nos sonhos deste incrível cineasta.</p>
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		<title>Leonardo DiCaprio cresceu</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 18:05:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<category><![CDATA[inception]]></category>

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		<description><![CDATA[A evolução do talento do astro de "A Origem"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4288" title="Leo 1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Leo-1.jpg" alt="Leo 1" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Leonardo DiCaprio</strong> sempre foi bom ator&#8230; Espera! Pára tudo! Vou logo avisando: Sou do grupo que considera suas performances extraordinárias em <em>O Aviador</em> e, recentemente, <em>Ilha do Medo</em>. Ainda aqui? Ok, vamos continuar.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde os 16 anos trabalhando na TV, DiCaprio começou a chamar a atenção do público na TV com um pequeno papel na série <em>Growing Pains</em>. Embora tenha participado de filmes toscos como <em>Criaturas 3</em> (1991) foi com o drama <em>Despertar de um Homem</em> (1993), sofrendo como o filho de um Robert De Niro ainda em sua gloriosa fase violenta e, principalmente, como o irmão de Johnny Depp em <em>Gilbert Grape &#8211; Aprendiz de Sonhador</em> (1993), que Leonardo DiCaprio conheceu Hollywood. Aliás, por <em>Gilbert Grape</em>, ele conquistou uma inesperada, mas merecida indicação ao Oscar de <em>Melhor Ator Coadjuvante</em> aos 19 anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 1995, o diretor Sam Raimi desafiou as leis dos westerns ao colocar Sharon Stone – no auge de sua fama e beleza – como protagonista. Em <em>Rápida e Mortal</em>, Gene Hackman é o vilão e um desconhecido Russell Crowe é o interesse romântico da mocinha. La Stone, porém, fez questão que a produção convidasse um talento promissor para outro papel importante: Leonardo DiCaprio.</p>
<p style="text-align: justify;">No mesmo ano, Leo surpreendeu crítica e público numa atuação visceral do jovem Jim Carroll em sua jornada rumo ao fundo do poço no (bom) drama <em>Diário de um Adolescente</em>. Também em 95, ousou ao interpretar o poeta francês Arthur Rimbaud em <em>Eclipse de uma Paixão</em>, sobre o polêmico romance que manteve com seu mentor Paul Verlaine (David Thewlis).</p>
<p style="text-align: justify;">No ano seguinte, Leonardo DiCaprio passou da condição de promessa a astro absoluto de cinema. Graças à visão pirada (e inspirada) do cineasta Baz Luhrmann (<em>Moulin Rouge</em>) para <em>Romeu + Julieta</em>. Dividindo as atenções com Claire Danes, que incrivelmente não vingou em Hollywood, DiCaprio arrancou suspiros das meninas numa época em que Brad Pitt era o favorito do público feminino, enquanto Robert Pattinson não tinha idade para entrar em verdadeiros filmes de vampiros.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, logo depois, em 1997, DiCaprio foi escolhido por um tal James Cameron para protagonizar  o filme mais caro de Hollywood até então, perseguido pelos críticos durante as filmagens e sob a vista grossa da indústria preocupada com um possível fracasso monumental. Irônico. Um ano antes, Hollywood premiou filmes independentes no Oscar. O recado parecia ser “gastem menos e façam mais”. <em>Titanic </em>mudou tudo de novo. Bateu recordes de bilheteria e levou 11 Oscars, empatando com <em>Ben-Hur</em>. Kate Winslet virou uma grande atriz da noite para o dia para todo mundo com um mínimo de bom senso, enquanto Leonardo DiCaprio foi transformado em ídolo máximo das meninas. Agora, bom ator? Nem todos concordavam.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando pensaram que Leo aproveitaria a fama, ele atuou no estranho <em>A Praia</em> (2000) e nem todas as garotas “amaram” o filme de Danny Boyle. Logo depois, ele sumiu. Por pouco tempo, para voltar sob a direção de dois monstros sagrados, Martin Scorsese e Steven Spielberg. Em <em>Gangues de Nova York</em> (2002), muitos disseram que Leo foi ofuscado pela demoníaca atuação de Daniel Day-Lewis. Ok, não deixa de ser verdade. Mas foi um aprendizado e tanto para o menino. Já em <em>Prenda-Me Se For Capaz</em> (2002), Leo deu um show de carisma. Dois anos depois, voltou a trabalhar com Martin Scorsese em <em>O Aviador</em>, que defendo até hoje como o melhor filme de 2004.Talvez seja a maior atuação da carreira de Leonardo DiCaprio, que só não levou o Oscar de <em>Melhor Ator</em> porque Jamie Foxx (quem?) estava possuído por Ray Charles.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2006, liderou o elenco fabuloso de <em>Os Infiltrados</em>, que rendeu o primeiro Oscar de <em>Melhor Diretor</em> para o grande Martin Scorsese. No mesmo ano, Leo foi indicado ao prêmio da Academia por <em>Diamante de Sangue</em>, de Edward Zwick. Até <em>Ilha do Medo</em>, quarta parceria com Martin Scorsese, Leo seguiu trabalhando só com a nata da diretoria de Hollywood: Ridley Scott (<em>Rede de Mentiras</em>), Sam Mendes (<em>Foi Apenas um Sonho</em>) e, agora, Christopher Nolan (<em>A Origem</em>). Em breve, estará na cinebiografia de J. Edgar Hoover, como o próprio, sob a direção de Clint Eastwood.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, será que os detratores de <em>Titanic</em> e aqueles que julgavam Leonardo DiCaprio apenas pela aparência admitem que ele é um dos melhores atores de sua geração? Não é para qualquer um aguentar o tranco de duas produções fortíssimas para a cabeça lançadas no mesmo ano, como <em>Ilha do Medo</em> e <em>A Origem</em>. Mas Leo sobreviveu. E evoluiu. Digamos que Martin Scorsese fez um bem danado a ele. Apesar de tudo, parece que Leo tem os pés no chão. Aos 35 anos, tenho certeza de que ele ainda nos dará muitas alegrias.</p>
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		<title>A música de Hans Zimmer</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 03:02:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[inception]]></category>

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		<description><![CDATA[Um perfil do compositor da trilha sonora de "A Origem"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4283" title="Hans Zimmer" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Hans-Zimmer.jpg" alt="Hans Zimmer" width="600" height="300" /><br />
O alemão Hans Zimmer é um dos melhores compositores do cinema em atividade. Mas você não precisa de mim para saber disso. Basta ter um bom ouvido. Ou melhor, dois. E prestar mais atenção nas trilhas sonoras de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=naovSOqgkJE&amp;feature=related" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=naovSOqgkJE_amp_feature=related&amp;referer=');"><em>Gladiador</em></a>, <em>Além da Linha Vermelha</em>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=DrtRaRwk4X4&amp;feature=related" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=DrtRaRwk4X4_amp_feature=related&amp;referer=');"><em>Conduzindo Miss Daisy</em></a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=kHsQUGjC1NA" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=kHsQUGjC1NA&amp;referer=');"><em>Rain Man</em></a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=OWkpBQ92p_g" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=OWkpBQ92p_g&amp;referer=');"><em>Thelma &amp; Louise</em></a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iZst_2xJHAI&amp;feature=related" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=iZst_2xJHAI_amp_feature=related&amp;referer=');"><em>Batman Begins</em></a>/<a href="http://www.youtube.com/watch?v=-QjuEWsdgEc&amp;feature=related" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=-QjuEWsdgEc_amp_feature=related&amp;referer=');"><em>Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas</em></a> (aqui em parceria com James Newton Howard), <a href="http://www.youtube.com/watch?v=P-VwEXfVSXs&amp;feature=related" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=P-VwEXfVSXs_amp_feature=related&amp;referer=');"><em>O Código Da Vinci</em></a>/<a href="http://www.youtube.com/watch?v=-4mednB4kjw&amp;feature=related" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=-4mednB4kjw_amp_feature=related&amp;referer=');"><em>Anjos e Demônios</em></a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=BWAhVbayGv4&amp;feature=related" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=BWAhVbayGv4_amp_feature=related&amp;referer=');"><em>Falcão Negro em Perigo</em></a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=3zIzy3laQck" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=3zIzy3laQck&amp;referer=');"><em>Sherlock Holmes</em></a>, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=nhMUvhIAPtY" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=nhMUvhIAPtY&amp;referer=');"><em>O Rei Leão</em></a>, que lhe rendeu o Oscar, entre outras geniais composições. Fez trilha até para o game <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2uj9y59ZgxM&amp;feature=related" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=2uj9y59ZgxM_amp_feature=related&amp;referer=');"><em>Modern Warfare 2</em></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Diferente da esmagadora maioria que chega hoje aos cinemas, a música de Hans Zimmer sobrevive sem o filme. Tem vida própria. Talvez seja o compositor mais ousado e criativo da atualidade, que mistura ritmos, instrumentos, como se não desse a mínima para a época em que vive ou mesmo para o reconhecimento fácil de sua assinatura por parte dos ouvidos do público. É um camaleão instrumental, que se transforma de acordo com o filme. Melhor que isso: muda de acordo com a cena. Não tem medo de demonstrar inspiração em sons característicos de outras músicas famosas e subvertê-los, como possivelmente fez com <em>Non, Je Ne Regrette Rien</em>, de Edith Piaf, em sua mais recente obra-prima, a trilha de <em>A Origem</em>. Não sei se essa foi a intenção de Zimmer, mas ouça uma comparação <a href="http://www.youtube.com/watch?v=UVkQ0C4qDvM&amp;feature=player_embedded" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=UVkQ0C4qDvM_amp_feature=player_embedded&amp;referer=');"><strong>aqui</strong></a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas faixas da trilha de <em>A Origem</em>, Zimmer nunca foi tão ousado. Para alcançar um resultado que só poderia existir em sonhos, o compositor uniu com maestria orquestra, batidas eletrônicas e uma certa dose de efeitos sonoros bem cinematográficos acompanhados pela guitarra de Johnny Marr, ex-Smiths. Para o <em>Hollywoodiano</em>, essa é a melhor trilha do ano. Pelo menos até agora. Não concorda? Então experimente uma <em>live performance</em> de <em>Mombasa</em>, a faixa mais espetacular de <em>A Origem</em>:</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="610" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/j0r0aDfW2UM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="610" height="350" src="http://www.youtube.com/v/j0r0aDfW2UM&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Mas Hans Zimmer não trabalhou sempre com cinema. Assim como Danny Elfman, ex-Oingo Boingo e hoje compositor favorito de Tim Burton, Zimmer fez sucesso primeiro na MTV. Aliás, marcou a história da emissora, pois foi tecladista do The Buggles, que inaugurou a era dos videoclipes com <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Iwuy4hHO3YQ" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=Iwuy4hHO3YQ&amp;referer=');"><strong>Video Killed the Radio Star</strong></a>. </em>Foi trabalhar com cinema anos depois, ajudando o compositor Stanley Meyers em filmes como <em>Minha Adorável Lavanderia</em>, dirigido por Stephen Frears em 1985.</p>
<p style="text-align: justify;">Zimmer já assinava sua próprias composições para o cinema, mas a sorte sorriu para ele quando foi convidado pelo diretor Barry Levinson para fazer a trilha de <em>Rain Man</em>, que lhe rendeu sua primeira indicação ao Oscar em 1989. No ano seguinte, compôs para outro grande vencedor do prêmio da Academia: <em>Conduzindo Miss Daisy</em>. Mas Zimmer só voltou a ser indicado cinco anos mais tarde, por <em>O Rei Leão</em>, que lhe deu sua única estatueta dourada. Ainda disputou o Oscar por <em>Um Anjo em Minha Vida</em>, <em>Melhor é Impossível</em>, <em>O Príncipe do Egito</em>, <em>Além da Linha Vermelha</em>, <em>Gladiador</em> e <em>Sherlock Holmes</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Aos 52 anos, Hans Zimmer não para de compôr. Somente em 2010, além de <em>A Origem</em>, entregou a trilha da minissérie <em>The Pacific</em>. Para os próximos anos, prepara seus trabalhos para <a href="http://www.hollywoodiano.com/2010/07/james-l-brooks-jack-nicholson-parte-iii/"><em>How Do You Know</em></a>, novo filme de James L. Brooks, e <em>Rango</em>, animação de Gore Verbinski, entre outros. O show de Hans Zimmer tem que continuar nos surpreendendo.</p>
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