<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Hollywoodiano &#187; irmãos coen</title>
	<atom:link href="http://www.hollywoodiano.com/tag/irmaos-coen/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.hollywoodiano.com</link>
	<description>Hollywoodiano</description>
	<lastBuildDate>Wed, 23 May 2012 15:58:29 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Bravura Indômita</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2011/02/bravura-indomita/</link>
		<comments>http://www.hollywoodiano.com/2011/02/bravura-indomita/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 17 Feb 2011 20:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[irmãos coen]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.hollywoodiano.com/?p=7226</guid>
		<description><![CDATA[Aqui se faz, aqui se paga]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignleft size-full wp-image-7255" title="True Grit_2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2011/02/True-Grit_2.jpg" alt="True Grit_2" width="250" height="354" />Sempre achei que o humor irônico dos irmãos Joel e Ethan Coen seria compreendido e exaltado pela maioria quando os cineastas deixassem seu mundo particular, que é um parque de diversões exclusivo de seus fãs, para falarem, enfim, a língua do grande público, numa história de valores universais, com começo, meio e fim. Em outras palavras, os Irmãos Coen uniram o útil ao agradável. Finalmente fizeram um filme para as pessoas e não para eles. Finalmente fizeram um filme com&#8230; trama. Vamos colocar assim: Se você odeia os Irmãos Coen, mas ama filmes, não há como sair insatisfeito de <strong><em>Bravura Indômita</em></strong> (<em>True Grit</em>, 2010). E pra você que reverencia o cinema dos Coens, saiba que a adaptação do livro de Charles Portis que analisa o Velho-Oeste clássico em seus últimos dias, caiu como uma luva para os cineastas.</p>
<p style="text-align: justify;">Em primeiro lugar, <em>Bravura Indômita</em> não é um <em>remake</em> do (apenas bom) <em>western</em> de 1969. É uma releitura fiel do livro que originou o longa com John Wayne. Alguns acham que os Coens deixaram sua famosa ironia de lado. Mas não é verdade. O humor cínico dos cineastas brota da tragédia, da violência e dos costumes dos cidadãos de cantos diferentes dos EUA. O que acontece em <em>Bravura Indômita</em> é o casamento perfeito desse estilo com o texto de Portis, devidamente respeitado pelos Coens. Não é a situação que é absurda. É da grosseria das poucas, mas corretas palavras que constroem os ótimos diálogos do filme que nasce a ironia vinda do sentimento de amor e amizade derrubando a máscara do falso pudor inicialmente colocada nos rostos dos personagens principais – Mattie Ross (Hailee Steinfeld, um achado), Rooster Cogburn (Jeff Bridges) e LaBoeuf (Matt Damon). Com a lealdade e a justiça substituindo qualquer indiferença ou preconceito, o trio se encaixa como símbolo da mitologia americana honrada pelos Coens: o <em>western</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a verdadeira protagonista, que se assume como narradora no prólogo e no epílogo, é a menina Mattie Ross, que teve o pai covardemente assassinado por um vagabundo, Tom Chaney (Josh Brolin), que se junta ao bando do temido Lucky Ned (Barry Pepper). Para guiá-la nesta jornada de vingança e pegar o desgraçado, Mattie oferece uma recompensa ao veterano federal Reuben “Rooster” Cogburn. Só que os dois precisam lidar com a companhia forçada do <em>Texas Ranger</em> LaBoeuf, que tem a missão de punir o bandido por um crime cometido em sua jurisdição. Mas esqueça os adultos. A bravura indômita do título pertence a Mattie Ross – e o filme segue completamente seu ponto de vista . É ela que deve ir até o fim em sua saga de vingança. E o preço é alto, como entendemos na conclusão do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">No lugar de um clímax empolgante, os Coens privilegiam a reflexão. Tudo isso porque o escritor Charles Portis não queria endeusar o faroeste nem seus mocinhos. Uma reflexão que é a síntese de <em>Bravura Indômita</em>: Mattie Ross tem 14 anos, mas é a única adulta do filme. Ela se vê rodeada de homens imaturos, verdadeiras crianças aprisionadas em corpos de adultos. Por ter essa visão do sexo oposto fica fácil entender o que acontece com ela no fim. Completando esse pensamento, há uma paixão platônica, verdadeira, impossível e recíproca entre Mattie e Cogburn. Ele vê na menina a coragem e a determinação que teve no passado. Ela tem tudo para se tornar um Rooster Cogburn de saias.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-7256" title="True Grit_1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2011/02/True-Grit_1.jpg" alt="True Grit_1" width="600" height="300" /><br />
O livro de Charles Portis foi lançado em 1968. O filme que deu o único Oscar de <em>Melhor Ator</em> a John Wayne saiu um ano depois. Enquanto o diretor Henry Hathaway enalteceu exageradamente o auge do heroísmo em seu momento de glória, como se a história fosse sobre a era de ouro do faroeste, Joel e Ethan Coen não seguem os códigos do gênero, preferem o conteúdo de Portis, um artista à frente de sua época. Ao contrário do filme original, eles olham discretamente e reavaliam com certo saudosismo os mitos de um tempo que chega ao seu inevitável fim. E os mitos não conseguem compreender esse futuro intruso. Preste atenção na cena do tiro ao alvo, que desmitifica o caubói e ilustra um termo recorrente dos Coens, que é <em>No Country For Old Men</em>. Apesar de corajoso, Cogburn é um velho bêbado, ranzinza, nada gentil e xinga pra valer. Nada a ver com os bons modos do caubói clássico. Desde meados dos anos 50, o gênero já vinha sendo desconstruído. E Charles Portis foi um dos “culpados” no rompimento do Western como filme de gênero. O grande Henry Hathaway não respeitou isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Já os Coens são fiéis até na forma. Repare como os cineastas preferem planos fechados, afinal a jornada é intimista, com cortes rápidos que ora acentuam o humor, ora aumentam a tensão. Eles também não se deslumbram com as paisagens naturais – algo que seduzia o mestre John Ford –, exceto numa sequência rápida, cuja montagem indica passagem de tempo, onde épossível ver o trio cavalgando em imensas planícies com belas montanhas ao fundo – momento em que reina a genialidade do diretor de fotografia Roger Deakins, habitual colaborador dos Coens. Ainda assim, os irmãos arrumam tempo para homenagear o gênero sutilmente, como na cena em que Cogburn atira dentro de uma mina antes de entrar – a visão é toda de John Wayne à frente da porta de sua amada cunhada em <em>Rastros de Ódio</em> (1959).</p>
<p style="text-align: justify;">Jeff Bridges está impagável. Peço perdão de joelhos a John Wayne, mas como Rooster Cogburn, ele perde para o The Dude. E não são meros detalhes, como Bridges usando o tapa-olho na vista direita, enquanto Wayne o utiliza no olho esquerdo. Sério: Wayne foi o maior caubói do cinema. Bridges não se iguala como mito, mas neste papel especificamente, ele não só honra como vence o duelo. É como se Jeff Bridges tivesse nascido para o papel. Ganhou um Oscar de <em>Melhor Ator</em> um ano antes por <em>Coração Louco</em>, quando merecia muito mais por <em>Bravura Indômita</em>. <em>– Otavio Almeida</em></p>
<p><strong><em>Bravura Indômita</em></strong> (<em>True Grit</em>, 2010)<br />
<strong>Direção e roteiro:</strong> Joel Coen &amp; Ethan Coen<br />
<strong>Elenco:</strong> Hailee Steinfeld, Jeff Bridges, Matt Damon, Josh Brolin e Barry Pepper</p>
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.hollywoodiano.com/2011/02/bravura-indomita/&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=&amp;colorscheme=light&amp;locale=port_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:50px"></iframe></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.hollywoodiano.com/2011/02/bravura-indomita/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>25</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Um Homem Sério</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2010/09/em-dvd-um-homem-serio/</link>
		<comments>http://www.hollywoodiano.com/2010/09/em-dvd-um-homem-serio/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 22:48:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[irmãos coen]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.hollywoodiano.com/?p=4724</guid>
		<description><![CDATA[Se você conhece o cinema dos Irmãos Coen, não tenha medo. Entre e sinta-se a vontade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4725" title="A Serious Man" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/09/A-Serious-Man.jpg" alt="A Serious Man" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Os irmãos Joel e Ethan Coen abrem <strong><em>Um Homem Sério</em></strong> (<em>A Serious Man</em>, 2009) com um pequeno conto judaico que aparentemente não tem conexão alguma com o filme que você vai ver sobre o professor de física Larry Gopnik (Michael Stulhbarg). O protagonista vê sua vida desmoronar sem nenhuma explicação racional, porém acha que “tudo é matemática”. Ele não reage, mas tenta compreender a situação. A resposta, claro, nunca vem, afinal assim é a vida, não? Todos nós gostamos de reclamar das coisas ruins que acontecessem em nosso dia a dia, como se fosse perseguição divina. É verdade, no entanto, que Larry Gopnik talvez seja muito mais azarado do que eu ou você.</p>
<p style="text-align: justify;">Em certo momento do filme, ele consulta um rabino que lhe conta uma história absurda e a interrompe antes da conclusão. Ansioso, Gopnik pergunta: “E o que aconteceu?”, exigindo que o rabino continue e entregue o final da história. O narrador responde: “Quem se importa?” Bom, isso é <em>Um Homem Sério</em>. Mas os Coen avisaram (ou insinuaram) na abertura do filme: Gopnik foi amaldiçoado. Assim como toda a sua linhagem. E seu filho, às vésperas de seu Bar Mithzva, provavelmente será o próximo. É só reparar nas primeiras cenas, que apontam causas e consequências ao entrelaçar as situações de pai e filho.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas você, como eu, também pode ver o filme assim: Gopnik e sua família procuram pêlo em ovo. Se preocupam com qualquer probleminha e discutem por causa de tudo e todos. No fim do filme, quando a “tempestade” chega, aí sim eles descobrirão o que é um problema de verdade. É assim na vida real.</p>
<p style="text-align: justify;">É o jeito dos Coen darem uma lição de moral àqueles que se estressam com qualquer coisa, quando deveriam sentar e relaxar, como a bela e sedutora vizinha de Larry Gopnik, a Sra. Samsky (Amy Landecker), ou Sy Ableman (Fred Melamed, extraordinário), o homem que rouba sua esposa e tem a cara de pau de explicar o inexplicável com a política do “Calma, não é bem assim…”</p>
<p style="text-align: justify;">Só acho que os Coen deveriam ter trocado <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=JfV33HwWkVQ&amp;feature=related" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=JfV33HwWkVQ_amp_feature=related&amp;referer=');">Somebody to Love</a></em> pela alucinógena <em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=WANNqr-vcx0&amp;feature=related" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=WANNqr-vcx0_amp_feature=related&amp;referer=');">White Rabbit</a></em>, como a música do Jefferson Airplane, que age no filme como um personagem chave para decifrar os enigmas propostos ao protagonista.</p>
<p style="text-align: justify;">Além da inteligência evidente dos Coen, vista em cada <em>frame</em> do filme, <em>Um Homem Sério</em> funciona por causa da atuação inusitada de Michael Stuhlbarg, sensacional como Larry Gopnik. Curiosamente, ele não encara seu pesadelo real como um típico <em>loser</em>, mas como um homem tentando descobrir respostas para os problemas que acontecem em sua vida, mantendo as esperanças até o fim. Se Stuhlbarg parece caricato demais, isso é um desejo dos Coen, apostando numa opção que combina com mais um filme extremamente irônico da dupla.</p>
<p style="text-align: justify;">Ironia é o que há no cinema dos Irmãos Coen. O humor refinado brota quando o drama pede passagem. Enxergamos ironia quando deveria existir somente tristeza. E podemos ver isso no visual de seus filmes. Mais do que demonstrar domínio estético, os cineastas se preocupam em construir uma visão de mundo baseada em suas próprias experiências – Minnesota, onde se passa o filme, marcou a infância dos Coen, assim como a figura do rabino que aconselha o filho de Gopnik no final.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, <em>Um Homem Sério</em> não é para os cinéfilos que desconhecem a filmografia de Joel e Ethan Coen. Se você conhece o cinema deles, então não tenha medo. Entre e sinta-se a vontade. Aposto, inclusive, que este jamais teria sido o primeiro filme da dupla. É só uma impressão, claro, porque <em>Um Homem Sério</em> só poderia ter saído depois de uma grande bagagem, que inclui obras-primas como <em>Barton Fink</em> e <em>Fargo</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Um Homem Sério</strong></em> (<em>A Serious Man</em>, 2009)<br />
<strong>Direção e roteiro:</strong> Joel Coen &amp; Ethan Coen<br />
<strong>Elenco:</strong> Michael Stuhlbarg, Richard Kind, Aaron Wolff, Fred Melamed, Sari Lennick, Jessica McManus, Peter Breitmayer, Amy Landecker, David Kang e Adam Arkin</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Obs: Demorei a escrever sobre o filme, que está disponível em DVD desde maio. Peço desculpas, mas… antes tarde do que nunca.</em></p>
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.hollywoodiano.com/2010/09/em-dvd-um-homem-serio/&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=&amp;colorscheme=light&amp;locale=port_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:50px"></iframe></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.hollywoodiano.com/2010/09/em-dvd-um-homem-serio/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>10</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Queime Depois de Ler</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2008/10/queime-depois-de-ler/</link>
		<comments>http://www.hollywoodiano.com/2008/10/queime-depois-de-ler/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 14:54:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[brad pitt]]></category>
		<category><![CDATA[george clooney]]></category>
		<category><![CDATA[irmãos coen]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.hollywoodi.dominiotemporario.com/?p=596</guid>
		<description><![CDATA[

32ª Mostra Internacional de Cinema
Demorou um pouco, mas eu não levo mais o cinema dos Irmãos Coen a sério. Deixe-me explicar melhor: Eles dominam a linguagem cinematográfica e são abastados intelectualmente, mas não chamo a filmografia dos Coen de &#8220;cinema sério&#8221;. Também não sou da turma que considera Onde os Fracos Não Têm Vez, Fargo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://4.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SQcoMu-IThI/AAAAAAAAEHQ/YrCAt_4GRZU/s1600-h/Burn+After+Reading.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/4.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SQcoMu-IThI/AAAAAAAAEHQ/YrCAt_4GRZU/s1600-h/Burn+After+Reading.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5262218888837877266" style="text-align: center; margin: 0px auto 10px; width: 400px; display: block; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SQcoMu-IThI/AAAAAAAAEHQ/YrCAt_4GRZU/s400/Burn+After+Reading.jpg" border="0" alt="" /></a></div>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>32ª Mostra Internacional de Cinema</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Demorou um pouco, mas eu não levo mais o cinema dos Irmãos Coen a sério. Deixe-me explicar melhor: Eles dominam a linguagem cinematográfica e são abastados intelectualmente, mas não chamo a filmografia dos Coen de &#8220;cinema sério&#8221;. Também não sou da turma que considera <em>Onde os Fracos Não Têm Vez</em>, <em>Fargo</em> e <em>Gosto de Sangue</em> como trabalhos maduros dos irmãos cineastas mais loucos da História. Para mim, os sensacionais Joel e Ethan Coen desafiam o público que se acha esperto acima da média com um humor negro inteligente, irônico, imprevisível. E pelo jeito desencanado de Joel e Ethan no último Oscar, e por <strong><em>Queime Depois de Ler</em></strong> (<em>Burn After Reading</em>, 2008), o filme seguinte da dupla ao prêmio da Academia, eles querem mesmo é rir da nossa cara.</p>
<p style="text-align: justify;">Tem gente que não vê isso, mas os Coen também querem avacalhar o cinemão. As homenagens aos gêneros favoritos de Joel e Ethan jamais são deixadas de lado. Mas o importante na filmografia dos irmãos é mostrar que Hollywood e os próprios cinéfilos se levam a sério demais &#8211; como os filmes de espionagem, por exemplo, que são o alvo dos Coen em <em>Queime Depois de Ler</em>. Não sei se isso é bem uma sátira. Eles simplesmente não encaram o gênero sem dar risada.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, qual é o problema com filmes que não se levam a sério? Não vejo um sequer. Ainda mais quando o cinema em questão é feito com extrema inteligência e muita classe. E no caso de <em>Queime Depois de Ler</em>, a força do texto e a entrega do elenco fazem da comédia dos Coen um programão engraçadíssimo, obrigatório e de fácil aceitação. Só que muitos dirão: &#8220;Nossa, isso que é humor inteligente!&#8221; Bom, de fato é. Mas os Coen estão é tirando uma com a nossa cara. Você pode até encontrar paralelos com a paranóia norte-americana pós-11 de setembro e o conseqüente pessimismo generalizado, que viraram temas do atual cinema hollywoodiano. Só que o importante aqui é a diversão. Somos enganados o tempo todo pelos irmãos e adoramos isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário do humor implícito na trama de <em>Onde os Fracos Não Têm Vez</em>, filme que consagrou Joel e Ethan em Hollywood, <em>Queime Depois de Ler</em> é muito escrachado, explícito, descarado. A risada rola solta do início ao fim com os mesmos absurdos que já vimos antes nos melhores filmes dos Coen. Por isso, alguns dirão que é um filme menor da dupla, afinal é uma comédia assumida e <em>blá blá blá</em>. Também não é pesado como <em>Onde os Fracos Não Têm Vez</em>, <em>Fargo, Gosto de Sangue </em>e <em>blá blá blá</em>. Mas eu já digo que é o mesmo tipo de filme de novo e de novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Comparando os dois últimos longas dos Coen, como <em>Onde os Fracos Não Têm Vez</em>, a trama de <em>Queime Depois de Ler</em> vai do nada a lugar nenhum. Tudo gira em torno de um grande mal-entendido protagonizado por pessoas estúpidas, que se empolgam com uma oportunidade que parece ter caído do céu para dar significado a suas vidinhas patéticas. E a ação envolve mais e mais personagens até descambar para uma conclusão sangrenta, onde ninguém aprende nada além do que já se sabia no início do filme. Ou seja, no fim, não quer dizer coisa alguma. Vai do nada a lugar nenhum. A principal diferença entre os dois filmes é: <em>Queime Depois de Ler</em> é assumidamente ridículo, o que deixa essa viagem muito mais divertida.</p>
<p style="text-align: justify;">Se é para avacalhar com o mundo certinho e os valores de uma sociedade triste e hipócrita, eu prefiro os Coen palhaços de <em>Queime Depois de Ler</em>. É a melhor comédia da dupla desde <em>O Grande Lebowski</em> e, talvez, a mais engraçada do ano. Mais do que <em>Trovão Tropical</em>, de Ben Stiller. Mas os Coen advertem: Só os inteligentes conseguirão rir. Outros, desculpem-me, acharão tudo muito estúpido no pior sentido da palavra.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, uma atenção especial ao elenco de <em>Queime Depois de Ler</em>, um dos mais afinados do ano. Todos estão bem a vontade e hilariantes &#8211; George Clooney, Tilda Swinton e John Malkovich. Mas destaco J.K. Simmons, Richard Jenkins, equilibrado no papel do sujeito mais &#8220;normal&#8221; do filme e, principalmente, Frances McDormand e Brad Pitt, que estão insanos. Pitt, aliás, talvez esteja no maior momento de sua carreira. Todas as suas cenas são de rachar o bico de tanto rir. E fique ligado na cena inesquecível de <em>Queime Depois de Ler</em>, que envolve Brad Pitt, George Clooney e um armário. Chorei de rir. É bobagem da grossa, mas também é a síntese do cinema dos Coen.</p>
<p>O recado é o seguinte: O cinema não tem a obrigação de ser sempre, mas também pode ser divertido. Para quem compreende esta mensagem (aliás, inserida no título do filme), <em>Queime Depois de Ler</em> é um dos melhores e mais empolgantes filmes de 2008.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Queime Depois de Ler</em></strong> (<em>Burn After Reading</em>, 2008)<br />
<strong>Direção:</strong> Joel Coen e Ethan Coen<br />
<strong>Roteiro:</strong> Joel Coen e Ethan Coen<br />
<strong>Elenco:</strong> George Clooney, Frances McDormand, John Malkovich, Brad Pitt, Tilda Swinton, J.K. Simmons, Richard Jenkins, David Rasche e Olek Krupa</p>
<div id="fb-like" style=""><iframe src="http://www.facebook.com/plugins/like.php?href=http://www.hollywoodiano.com/2008/10/queime-depois-de-ler/&amp;layout=button_count&amp;show_faces=false&amp;width=640&amp;action=like&amp;font=&amp;colorscheme=light&amp;locale=port_BR" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true" style="border:none; overflow:hidden; width:640px; height:50px"></iframe></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://www.hollywoodiano.com/2008/10/queime-depois-de-ler/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>23</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

