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	<title>Hollywoodiano &#187; James Gray</title>
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		<title>Amantes</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 17:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<category><![CDATA[James Gray]]></category>
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O amor evolui em fases, mas nenhuma delas é fácil. Quando somos pequenos (no masculino, porque sou menino), escolhemos a garota mais bonita da escola para namorar. Seguramos sua mão ou simplesmente aparecemos ao lado dela e isso já significa namoro. Mais tarde, começamos a chorar pelos amores impossíveis quando ainda temos espinhas e nenhum [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: center;"><a href="http://2.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6oLBmF0fI/AAAAAAAAFQ0/kUeF8UNaj-g/s1600-h/Two+Lovers+1.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/2.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6oLBmF0fI/AAAAAAAAFQ0/kUeF8UNaj-g/s1600-h/Two+Lovers+1.jpg?referer=');"></a><span style="font-family:verdana;"><img class="size-full wp-image-844 aligncenter" title="Two Lovers 1" src="http://www.hollywoodi.dominiotemporario.com/wp-content/uploads/2009/09/Two-Lovers-1.jpg" alt="Two Lovers 1" width="474" height="248" /></span></div>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;">O amor evolui em fases, mas nenhuma delas é fácil. Quando somos pequenos (no masculino, porque sou menino), escolhemos a garota mais bonita da escola para namorar. Seguramos sua mão ou simplesmente aparecemos ao lado dela e isso já significa namoro. Mais tarde, começamos a chorar pelos amores impossíveis quando ainda temos espinhas e nenhum centavo no bolso. Pouco tempo depois, temos a certeza de que encontramos a nossa alma gêmea. Mas quando passamos dos 30, no entanto, entramos na fase do &#8220;E agora?&#8221; Se já é difícil descobrir o que fazer para manter um bom relacionamento com quem você ama, imagine, então, quando sua cara metade resolve deixá-lo na mão e partir para outra. São exatamente esses demônios que não saem do pobre Leonard (Joaquin Phoenix), o desiludido protagonista de <em><strong>Amantes</strong></em> (<em>Two Lovers</em>, 2009).</span></p>
<div style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;">Leonard é aquele tipo de ser humano que ama como se não houvesse amanhã. Ele acredita no romantismo, que surge em filmes e livros como um estado de espírito ou característica de uma personalidade cheia de atitudes nas horas certas para com a pessoa amada. Mas o maior problema de Leonard está no Criador: para o diretor James Gray, o significado que demos ao romantismo ao longo dos tempos é uma mentira. Ele não passa de uma doença com sintomas que geram a confusão, a depressão e a alienação. James Gray não acredita no sucesso do amor. Ainda mais na época de uma geração que não sabe o que quer e nem onde (e como) procurar; uma geração bombardeada por informações vindas de qualquer pessoa online sobre diversos temas e situações.</p>
<p></span></div>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6npWVv6mI/AAAAAAAAFQs/o-aRJNQfK2g/s1600-h/Two+Lovers+2.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6npWVv6mI/AAAAAAAAFQs/o-aRJNQfK2g/s1600-h/Two+Lovers+2.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376919333940226658" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 205px; text-align: center;" src="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6npWVv6mI/AAAAAAAAFQs/o-aRJNQfK2g/s400/Two+Lovers+2.jpg" border="0" alt="" /></a><span style="font-family:verdana;"><br />
Leonard é interpretado por Joaquin Phoenix, um dos meus atores favoritos. Como todo mundo sabe, ele decidiu largar o cinema depois deste filme. Sua atuação é brilhante. Talvez a melhor de toda a sua (curta) carreira. Quando <em>Amantes </em>termina, por mais que o filme seja ótimo, o que fica é a imagem de Joaquin Phoenix. O jeitão de Leonard vagando de forma errante por sua &#8220;noite branca&#8221; atrás de sua Nástienka</span><span style="font-family:verdana;"> cairia muito bem em um ator como Marlon Brando nos anos de <em>Sindicato de Ladrões</em> e <em>Uma Rua Chamada Pecado</em>. E isso é um elogio para Joaquin Phoenix, que poderia reconsiderar sua decisão para o bem da sétima arte. Dizem as más línguas que o sujeito pirou de vez. Se é assim, melhor ele não voltar. Ainda mais para quem viu <em>Amantes</em>, a pergunta bate na cabeça: Será que Joaquin Phoenix estava realmente atuando neste filme? Cara, a dor é na alma.</p>
<p></span>O que Leonard deve fazer? Ficar entre a segurança e a compreensão da &#8220;sem sal&#8221; Sandra (Vinessa Shaw), filha de amigos da família, ou jogar todas as fichas no acaso e chutar o pau da barraca com a imprevisível e loiraça vizinha Michelle (Gwyneth &#8220;Just my imagination&#8221; Paltrow)? Todo mundo já passou por uma situação dessas. Não necessariamente no amor. Mas James Gray sabe como capturar o público. Ainda mais com seu apreço por valores básicos como honra, amizade, amor e a importância da família.</div>
<p style="text-align: justify;">Descendente de russos, o subestimado James Gray filma na época errada. Hollywood e o público seriam mais justos com ele se seu nome tivesse surgido nos anos 70 ao lado de monstros como Martin Scorsese. Gosta de falar de crime e família numa Nova York cinzenta durante o dia e dominada por luzes e fumaça à noite. Foi assim em <em>Caminho Sem Volta</em> e <em>Os Donos da Noite</em> &#8211; ambos com Joaquin Phoenix. Em <em>Amantes</em>, Gray substitui a criminalidade pelo amor. Mas a intensidade é a mesma. E a família continua sendo o único alicerce que nos mantêm de pé. Na visão de Gray, os pais podem imaginar o futuro ideal para seus filhos, mas, no fim, aceitarão o que eles escolherem. É só prestar atenção na cena do diálogo na escada entre Leonard e sua mãe, interpretada por Isabella Rossellini, que está fabulosa.</p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6nft8UNAI/AAAAAAAAFQk/awxxY4090GU/s1600-h/Two+Lovers+3.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/3.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6nft8UNAI/AAAAAAAAFQk/awxxY4090GU/s1600-h/Two+Lovers+3.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5376919168477312002" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 240px; text-align: center;" src="http://3.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sp6nft8UNAI/AAAAAAAAFQk/awxxY4090GU/s400/Two+Lovers+3.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
Entre essas porradas que a vida dá em todos nós, o caminho mais fácil é desistir de tudo. Só que assim não se aprende nada com o sofrimento. No caso de Leonard, ele pode apanhar, mas sempre corre para os braços de seus pais &#8211; ou de qualquer pessoa que lhe dê apoio incondicional. Ele não desiste completamente, claro, de ser feliz, mas se apega à sensações de conforto. Enfim, quase todo mundo leva a vida inteira assim.</div>
<p style="text-align: justify;">Segurando essa ideia, talvez o filme termine como começa. Cabe a quem olha de fora a situação, julgar se Leonard está certo ou errado. Só que o diretor James Gray faz questão de colocar o espectador ao lado de seu protagonista. Aí, como ele, fica difícil de chegar a uma conclusão. Mas é esse mergulho no melodrama de Leonard que faz o público acreditar no filme.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="font-family:verdana;"><em>Amantes</em> é o filme definitivo da década para uma geração que vive procurando nas telas do cinema por situações que possam representar suas desilusões e responder algumas perguntas lançadas pelo coração. Muitos, por exemplo, abraçam <em>Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças</em>, de Michel Gondry, e <em>Encontros e Desencontros</em>, de Sofia Coppola. Só que James Gray recorre ao cinema clássico para contar não uma história de amor, mas um filme sobre o amor nos dias de hoje. Longe do moderno, sóbrio e fazendo bom uso de tomadas lentas e o som do vento para indicar as portas abertas para o protagonista, Gray mostra que o amor faz sangrar o coração, enquanto o romantismo corrói a alma.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"><strong><em>Amantes</em></strong> (<em>Two Lovers</em>, 2009)<br />
<strong>Direção:</strong> James Gray<br />
<strong>Roteiro:</strong> James Gray e Ric Menello<br />
<strong>Elenco:</strong> Joaquin Phoenix, Gwyneth Paltrow, Vinessa Shaw, Isabella Rossellini, Moni Moshonov, Elias Koteas e Bob Ari</span></p>
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		<title>Os Donos da Noite</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Nov 2007 21:34:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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Em O Poderoso Chefão, Michael Corleone (Al Pacino) é um jovem militar, que mantém distância dos negócios de sua família mafiosa. Quando ele testemunha um atentado contra o próprio pai, Michael compreende que o bem e o mal, o certo e o errado são apenas questões de princípios. O lado que importa é aquele te [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p><a href="http://bp1.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/R0X3Q6-nB0I/AAAAAAAABPs/jtLAsjN0m58/s1600-h/We+Own+the+Night+2.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/bp1.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/R0X3Q6-nB0I/AAAAAAAABPs/jtLAsjN0m58/s1600-h/We+Own+the+Night+2.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5135782820167747394" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" src="http://bp1.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/R0X3Q6-nB0I/AAAAAAAABPs/jtLAsjN0m58/s400/We+Own+the+Night+2.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<div style="text-align: justify;">
<p>Em <em>O Poderoso Chefão</em>, Michael Corleone (Al Pacino) é um jovem militar, que mantém distância dos negócios de sua família mafiosa. Quando ele testemunha um atentado contra o próprio pai, Michael compreende que o bem e o mal, o certo e o errado são apenas questões de princípios. O lado que importa é aquele te deixa forte para proteger quem você mais ama. Deste momento em diante, o clássico de Francis Ford Coppola mostra uma das metamorfoses mais impressionantes de um personagem no cinema. Em <strong><em>Os Donos da Noite</em></strong> (<em>We Own the Night</em>, 2007), o talentoso diretor James Gray faz o extraordinário Joaquin Phoenix trilhar o mesmo caminho. Só que para o outro lado da lei.</p>
<p style="text-align: justify;">O charme do roteiro do próprio James Gray é compreender como Bobby Green (Joaquin Phoenix) chega ao seu inevitável e surpreendente destino. Que ninguém diga, por favor, que eu afirmei que <em>Os Donos da Noite</em> é <em>O Poderoso Chefão</em>. Mas, certamente, a estrutura narrativa da obra-prima de Coppola influenciou Gray. Acho um erro chamar <em>Os Donos da Noite</em> de &#8220;filhote menor&#8221; de <em>Os Infiltrados</em> como a crítica americana andou insistindo. Alguns jornalistas &#8220;especializados em cinema&#8221; têm memória curta e a verdade é que esse tipo de filme sempre existiu. É o típico roteiro que rodou por Hollywood nos gloriosos anos 70. Aliás, acredito que grande parte de público e crítica nos EUA, hoje em dia, não possui sensiblidade e maturidade suficientes para entender o que James Gray quer dizer com valores básicos como honra, amizade, amor e a importância da família.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns dizem que <em>Os Donos da Noite</em> está repleto de clichês, mas Gray tem apenas paciência para construir os ideais de seus personagens. É uma calma rara no cinema americano atual. Gray não faz gracinhas com a câmera e não tenta brilhar mais do que o roteiro e os próprios atores. Certa hora, quando ele resolve abusar da técnica, cria uma perseguição claustrofóbica de carros, do ponto de vista do motorista, com muita chuva do lado de fora e com o som assustador do pára-brisa. Nunca vi nada igual. <em>Os Donos da Noite</em> é extremamente lento, mas o recurso narrativo é necessário para o impacto final, que é emocionante. Para explicar melhor, cito o que Clint Eastwood disse em uma das entrevistas para divulgar <em>Menina de Ouro</em>: &#8220;Basta ter um bom roteiro, um bom montador e um elenco dedicado. Você tem que ser um diretor muito ruim para estragar tudo&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>Os Donos da Noite</em>, Bobby (Joaquin Phoenix) é gerente de uma casa noturna em Nova York, mas o local também funciona como fachada para a máfia russa. Para ele, o sucesso na noite e namorar a bela Amada Juarez (Eva Mendes) é o bastante. O dono do clube é Marat Bujayev (Moni Moshonov), que representa uma figura paterna para Bobby, que não segue os ideais de sua verdadeira família de policiais: o irmão Joe (Mark Wahlberg) e o pai Burt Grusinsky (Robert Duvall). O problema é que os tiras querem prender o traficante Vadim Nezhinsk (Alex Veadov), freqüentador do local e sobrinho de Bujayev. Bobby jamais se envolve nos negócios de Vadim e só quer saber de gerenciar o clube para ficar o mais longe possível do pai e do irmão, que estão deixando de acreditar em qualquer potencial guardado dentro do rapaz.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Bobby começa a se envolver no jogo de gato e rato armado pelos tiras por causa de uma ironia do destino, a grandeza do filme de James Gray surge na tela. E realçada pela magnífica entrega de Joaquin Phoenix. Na verdade, todos estão bem. Até Eva Mendes. Mas o ator de <em>Gladiador</em> e <em>Johnny &amp; June</em> poderia muito bem ter nascido na época de Al Pacino, Dustin Hoffman, Robert De Niro, Jack Nicholson&#8230; esses caras. Ele não faria feio. Certamente, Phoenix seria protagonista de grandes filmes em um tempo em que Hollywood não se preocupava com rostinhos bonitos. Joaquin Phoenix é um monstro. E o diretor e roteirista James Gray poderia conquistar o devido reconhecimento se tivesse disputado os melhores roteiros do cinema com nomes como Sidney Lumet em pleno auge.</p>
<p style="text-align: justify;">Autor de <em>Fuga Para Odessa</em> e <em>Caminho Sem Volta</em> (também com Joaquin Phoenix e Mark Wahlberg), James Gray tem apenas três filmes no currículo e seu talento natural já é incompreendido nos EUA. Por mim, não tem problema. Enquanto houver diretores preocupados em contar uma boa história, eu estarei feliz. E tenho certeza de que esse é um sentimento compartilhado por muitos cinéfilos.</p>
<p style="text-align: justify;">O título original <em>We Own the Night</em> era o slogan da polícia de Nova York nos anos 80, onde se passa a trama do filme. James Gray situa o espectador com os olhos da lei. Esse é um filme sobre tiras, que tentavam prender bandidos num período em que perceberam que estavam começando a perder o controle de uma situação que conhecemos muito bem nos dias de hoje. Brilhante.</p>
<p><strong><em>Os Donos da Noite</em></strong> (<em>We Own the Night</em>, 2007)<br />
<strong>Direção:</strong> James Gray<br />
<strong>Roteiro:</strong> James Gray<br />
<strong>Elenco:</strong> Joaquin Phoenix, Mark Wahlberg, Eva Mendes e Robert Duvall</div>
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