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	<title>Hollywoodiano &#187; james mcavoy</title>
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		<title>O Procurado</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Aug 2008 15:37:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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O diretor Timur Bekmambetov, de Guardiões da Noite e Guardiões do Dia, é louco. Não há discussão neste diagnóstico. E graças ao sucesso internacional de suas saladas russas cinematográficas, este doido varrido saiu do país do Borat com a permissão de um grande estúdio hollywoodiano para fazer O Procurado (Wanted, 2008) a sua imagem e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://3.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SK8m1EpRGUI/AAAAAAAACzs/ANf_AlfGTmc/s1600-h/Angelina.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/3.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SK8m1EpRGUI/AAAAAAAACzs/ANf_AlfGTmc/s1600-h/Angelina.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237447584876927298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" src="http://3.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SK8m1EpRGUI/AAAAAAAACzs/ANf_AlfGTmc/s400/Angelina.jpg" border="0" alt="" /></a>O diretor Timur Bekmambetov, de <em>Guardiões da Noite</em> e <em>Guardiões do Dia</em>, é louco. Não há discussão neste diagnóstico. E graças ao sucesso internacional de suas saladas russas cinematográficas, este doido varrido saiu do país do Borat com a permissão de um grande estúdio hollywoodiano para fazer <strong><em>O Procurado</em></strong> (<em>Wanted</em>, 2008) a sua imagem e semelhança.</p>
<p>Não posso dizer que o resultado seja original, mas tem gente que vai se exaltar e dar um passo maior que a perna alegando que o cara entregou uma novidade &#8211; já que as grandes idéias sofrem uma duradoura mandinga. O que posso dizer é que, apesar da existência de mil filmes iguais a <em>O Procurado</em>, Bekmambetov tem o mérito de aliar a técnica vertiginosa do cinema rodado, editado e idealizado por gênios da computação da era pós-<em>Matrix</em> a um roteiro que não é uma maravilha, mas consegue manter a atenção do espectador até a última cena.</p>
<p>E a sacada do texto de Derek Hass, Michael Brandt e Chris Morgan (baseado na HQ de Mark Millar e J. G. Jones) está na influência de temas mitológicos e religiosos inseridos nos mínimos detalhes da trama, o que é um prato cheio para os nerds sedentos pela reciclagem dos anos dourados da cultura dos grandes contos e filmes de aventura, fantasia e ficção científica. Você sabe que isso é batata. Pegue um personagem miserável, fragilizado e menosprezado pelas regras impostas pela sociedade. Da noite para o dia, um acontecimento inesperado, extraordinário muda sua vida para sempre, colocando-o como peça fundamental na eterna batalha do bem contra o mal. Estou falando do &#8220;Escolhido&#8221;, a figurinha mais importante de obras cultuadas como <em>Star Wars</em>, <em>O Senhor dos Anéis</em>, <em>Harry Potter</em>, <em>Matrix</em>, <em>Kung Fu Panda</em> e tantos outros. Nos dias de hoje, isso dá a sensação de que o ingresso foi bem pago. E já está bom demais.</p>
<p>Citei <em>Matrix</em> no segundo parágrafo porque os irmãos Wachowski mudaram de vez a montagem de filmes e trailers com a utilização de movimentos de &#8220;câmera&#8221; exagerados e vertiginosos. Pode procurar: quase todos os trailers têm o famoso &#8220;bullet time&#8221; de <em>Matrix</em>. Mas <em>O Procurado</em> lembra muito mais aquele <em>Mandando Bala</em>, com Clive Owen, que parece uma adaptação de <em>graphic novel</em>. Mas não é. Já <em>O Procurado</em> justifica a estética visual dos quadrinhos traduzida em imagens na tela. E acho que o filme de Timur Bekmambetov se leva muito mais a sério que <em>Mandando Bala</em>, o que facilita o respeito dos fãs deste tipo de história. Já quem pensa que o único compromisso de um filme como <em>O Procurado</em> está na diversão, é bom passar longe, pois Bekmambetov acredita nesta história e quer que você faça o mesmo.</p>
<p><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237447272841370130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" src="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/SK8mi6OMWhI/AAAAAAAACzk/dcx4_epBU04/s400/James+McAvoy.jpg" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">
As presenças de James McAvoy e Angelina Jolie contribuem bastante para as pretensões do diretor. Ambos estão a vontade e fazem o melhor que podem pelo filme. Não quero estragar as várias surpresas da trama, mas os dois estão ótimos. Por isso, peço perdão de joelhos a Angelina Jolie, merecedora de vingança contra um cara como eu, que sempre menosprezou suas escolhas cinematográficas. Vale lembrar de Morgan Freeman, o Cid Moreira de Hollywood, que surpreende e não faz nenhuma narração em <em>off</em>. Ele está ali para se divertir e fazer o público embarcar nesta lorota bacana.</p>
<p style="text-align: justify;">Portanto, <em>O Procurado</em> não engana ninguém. Na primeira cena, você já sabe o tom do filme com o sujeito correndo como The Flash e saltando de um prédio a outro. De início, será impossível não resgatar na memória a imagem de algo já visto antes no cinema. Mas resista bravamente: a viagem, desta vez, vale a pena. Depois de 15 ou 20 minutos, não há como escapar da diversão. Ainda mais se você se amarra em ação, Angelina Jolie e sagas de gente simpática como Luke Skywalker, Frodo Baggins, Harry Potter, Neo, etc, etc.<strong><em> </em></strong></p>
<p><strong><em>O Procurado</em></strong> (<em>Wanted</em>, 2008)<br />
<strong>Direção:</strong> Timur Bekmambetov<br />
<strong>Roteiro:</strong> Derek Hass, Michael Brandt e Chris Morgan (Baseado na HQ de Mark Millar e J.G. Jones)<br />
<strong>Elenco: </strong>James McAvoy, Angelina Jolie, Morgan Freeman, Common, Terence Stamp e Thomas Kretschmann</div>
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		<title>Desejo e Reparação</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 13:56:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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 31ª Mostra Internacional de Cinema
A primeira hora de Desejo e Reparação (Atonement, 2007) foi o melhor filme de 2007. A câmera do talentoso diretor Joe Wright, de Orgulho e Preconceito, consegue envolver o espectador na história sem deixá-lo respirar diante de tanta beleza. E o ponto positivo é que tudo acontece naturalmente. Em 10 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div><a href="http://bp2.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/Rx92D_QWUPI/AAAAAAAABF4/OembPvKlK4I/s1600-h/Atonement+pic.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/bp2.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/Rx92D_QWUPI/AAAAAAAABF4/OembPvKlK4I/s1600-h/Atonement+pic.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124944711862604018" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" src="http://bp2.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/Rx92D_QWUPI/AAAAAAAABF4/OembPvKlK4I/s400/Atonement+pic.jpg" border="0" alt="" /></a><em><strong><span style="font-family:verdana;font-size:85%;"> </span></strong></em><strong><em>31ª Mostra Internacional de Cinema</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">A primeira hora de <strong><em>Desejo e Reparação</em></strong> (<em>Atonement</em>, 2007) foi o melhor filme de 2007. A câmera do talentoso diretor Joe Wright, de <em>Orgulho e Preconceito</em>, consegue envolver o espectador na história sem deixá-lo respirar diante de tanta beleza. E o ponto positivo é que tudo acontece naturalmente. Em 10 minutos de projeção, já somos parte do enredo e torcemos pela felicidade do casal interpretado por Keira Knightley e James McAvoy.</p>
<p style="text-align: justify;">Adaptado do romance britânico de Ian McEwan, <em>Desejo e Reparação</em> começa numa época prestes a viver os horrores da Segunda Guerra Mundial. Somos apresentados a família Tallis em sua mansão. Na abertura, a câmera atinge um nível absurdo de excelência cinematográfica ao seguir a pequena Briony (a impressionante Saoirse Ronan) pela imensa casa ao som da bela e nervosa trilha sonora de Dario Marianelli. Conforme a menina de 13 anos caminha, nós conhecemos cada um dos parentes e amigos dos Tallis. É curioso entender a mente de Briony, que é uma escritora principiante de imaginação fértil. Ao lembrar disso, não esqueça o fato de que ela é, antes de qualquer julgamento, uma criança. Sua falta de experiência, além do fato de querer atenção, faz com que ela cometa uma injustiça adiante. Como não li o livro, essa é a minha visão. E isso será importante para compreender o extraordinário roteiro de Christopher Hampton, vencedor do Oscar por <em>Ligações Perigosas</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Até a metade do filme, o roteiro expõe, por muitas vezes, o clímax de uma situação. Mas não sabemos como os personagens chegaram até ali. Na sequência, Wright e Hampton explicam ao espectador sobre o &#8220;Como&#8221; e o &#8220;Quando&#8221;. E esse quebra-cabeça é montado com cuidado até chegar ao momento mais forte desse primeiro ato. Para mim, Briony é a personagem mais importante. Ela só parece ser coadjuvante, mas sua força é de protagonista. Aos poucos, ela observa o romance da irmã Cecilia (Keira Knightley) com o caseiro Robbie (James McAvoy). Aliás, o casal protagoniza a cena de sexo mais bonita que eu já vi na história do cinema. É ardente, sem aviso prévio, mas jamais deixa de lado a sua intenção romântica. Nesta cena, quando os dois dizem um ao outro &#8220;I Love You&#8221;, o diretor Joe Wright alcança o sublime. É de queimar o coração. O problema é que Briony também ama Robbie, mas ela é apenas uma criança. Por amor, ela recorre à própria imaginação para se vingar do casal. A menina acusa o pobre Robbie de um crime que não cometeu e a polícia o leva algemado dali e de sua amada Cecilia. Ninguém sabe no que acreditar, nem mesmo Briony, que foi totalmente tomada por sua imaginação.</p>
<p style="text-align: justify;">É exatamente onde começa o segunto ato do filme. Há muito tempo que eu não via uma produção tão romântica e, por isso, fiquei um pouco chateado com a metade final. Tudo estava tão bonito e natural na tela. Depois dessa virada, a simplicidade na riqueza de detalhes ganha aspectos de beleza intencional, forçada e artificial (ou plástica). Uma pena.</p>
<p style="text-align: justify;">O tempo passa, Briony cresce e é interpretada por Romola Garai. Entendo que acompanhar a redenção (ou amadurecimento) de Briony é essencial para a trama e, talvez, no livro, essa parte seja melhor desenvolvida. Mas quem se encantou com o romance da primeira hora, precisa se contentar com paisagens e muita enrolação. Dá saudade do casal, que agora está separado pela guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do domínio em cena de Briony, o filme cresce mesmo é em cada reencontro dos ex-protagonistas Robbie e Cecilia. McAvoy e Keira estão soberbos. Alguns segundos proporcionam pura magia cinematográfica. Dois exemplos: Robbie tenta se acostumar com a guerra. Certa hora, ele usa uma das mãos para mexer o chá, mas solta a colher automaticamente quando Cecilia toca sua outra mão. É o horror da guerra vencido pelo amor. Em outra cena belíssima, Cecilia se despede de Robbie e entra no bonde. Desesperado, ele corre atrás dela e essa dor causada pelo &#8220;adeus&#8221; relembra uma parte famosa de <em>Doutor Jivago</em>, de David Lean, o maior diretor de épicos do cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que tudo é muito bem filmado por Joe Wright. Mas tirando essas duas cenas, o restante parece artificial &#8211; até mesmo a tão comentada passagem pela praia de Dunquerque, na França, onde Robbie testemunha a retirada das tropas britânicas. É um plano-sequência que impressiona à primeira vista e explica a perda da inocência (ou da alma) de Robbie. Na guerra, nenhum homem pode ser aquele que era antes. Não há romance e o pingo de humanidade que resta no herói reside no coração de Cecilia. Por isso, ele sabe que precisa retornar para os seus braços e não só recuperar o tempo perdido, mas a sua alma. Enfim, a cena é bonita, mas evidente e artificial, jamais atingindo o grau de perfeição da primeira hora.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas Joe Wright se redime com a entrada monumental de Vanessa Redgrave na trama. O diretor celebra a arte como cenário ideal para as mais belas histórias de amor. É a tal reparação do título. Ela vive a idosa Briony, uma mulher que acredita na força da arte para &#8220;reparar&#8221; o que na vida ficou apenas no &#8220;desejo&#8221;. A sequência narrada por Vanessa é linda e lembra o clima da primeira hora do filme (e dos grandes romances do cinema). Difícil não se emocionar com esse final antológico. Pelo menos, para quem ama ou já amou algum dia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Desejo e Reparação</em></strong> (<em>Atonement</em>, 2007)<br />
<strong>Direção:</strong> Joe Wright<br />
<strong>Roteiro:</strong> Christopher Hampton (Adaptado do livro de Ian McEwan)<br />
<strong>Elenco:</strong> Keira Knightley, James McAvoy, Saoirse Ronan, Romola Garai e Vanessa Redgrave</p>
</div>
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