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	<title>Hollywoodiano &#187; jerry bruckheimer</title>
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		<title>O Aprendiz de Feiticeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Aug 2010 01:12:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<description><![CDATA[Harry Potter, durma sossegado. Você ainda é o melhor bruxo do cinema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/umaestrela.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4573" title="Aprendiz_1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Aprendiz_1.jpg" alt="Aprendiz_1" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Quando a Disney fez um filme realmente especial? Esqueça estúdios e produtoras que pertencem ao império do Mickey. Esqueça também as animações, incluindo as da Pixar, porque estou falando de filmes com atores de carne e osso com a marca Walt Disney. Ok, acrescente personagens animados ao lado de Julie Andrews e Dick Van Dyke e temos <em>Mary Poppins</em>. Algum outro exemplo? Se você pensou em <em>Tron</em>, acho que é uma fantasia bacana cultuada por meia dúzia de nerds, como eu, mas não chega a ser um grande filme. <em>Piratas do Caribe</em>? Bom, trata-se de um enorme sucesso de bilheteria, mas Johnny Depp é muito melhor que os três (em breve quatro) filmes juntos. Olha, nem vou considerar <em>Príncipe da Pérsia</em> e <em>Força G</em>. Mas já que entramos no território Jerry Bruckheimer, afinal vamos falar de <strong><em>O Aprendiz de Feiticeiro</em></strong> (<em>The Sorcerer’s Apprenctice</em>, 2010), a parceria do superprodutor de Hollywood com a Disney vem sendo mais importante no aspecto financeiro, pois gerou muito, mas muito dinheiro mesmo para a indústria.</p>
<p style="text-align: justify;">Não sei, mas será que Bruckheimer e a Disney perceberam que o público em geral não gostou tanto assim de <em>Príncipe da Pérsia</em> e este <em>O Aprendiz de Feiticeiro</em>, o que teria levado a parceria a explorar ainda mais a marca <em>Piratas do Caribe</em>, cujo quarto filme estreia em 2011? O fato é que não quero falar muito sobre <em>O Aprendiz de Feiticeiro</em>. É o tipo de filme que poderia ter dado muito certo há uns 25 anos atrás, quando a indústria ainda não levava tão a sério o objetivo do filme se pagar já no primeiro final de semana de exibição. Esse mesmo roteiro de Larry Konner e Mark Rosenthal teria rendido um belo filme voltado para o público jovem numa época em que nomes como Steven Spielberg produziam longas deliciosos como <em>De Volta Para o Futuro</em>, <em>Os Goonies </em>e <em>O Milagre Veio do Espaço</em>, quando o cinema de entretenimento, no geral, estava muito mais preocupado com histórias sobre valores básicos conduzidas por personagens reais e bem menos com a perfeição dos efeitos visuais. Mas essa época, infelizmente, já passou.</p>
<p style="text-align: justify;">Então, por que preciso dizer aqui que <em>O Aprendiz de Feiticeiro</em> é um dos piores filmes do ano? Eu prefiro malhar a Disney, a fábrica de sonhos que pode (e deve) fazer coisa melhor, assim como Jerry Bruckheimer, que alterna mais baixos do que altos em sua carreira. Se quer gastar seu dinheiro com tanta porcaria na telona direcionada para a criançada, Bruckheimer deveria doar sua fortuna para ajudar a garotada que vive nas ruas e passa fome pelo mundo. Seria muito mais inteligente de sua parte. Prefiro detonar o projeto de diretor chamado Jon Turteltaub, um operário padrão de Hollywood que coleciona filmes artificiais, feitos calculadamente para agradar aquele seu famoso amigo, leitor, que não entende nada de cinema, mas que passou na locadora ontem para alugar um filminho leve, sem compromisso, para ser visto numa tarde preguiçosa, debaixo das cobertas comendo bolinho de chuva. São filmes como <em>Fenômeno</em>, com John Travolta, <em>Duas Vidas</em>, com Bruce Willis, e <em>A Lenda do Tesouro Perdido</em>, produzido por quem? Jerry Bruckheimer, claro. E quem é o astro? Nicolas Cage, seu coleguinha neste <em>O Aprendiz de Feiticeiro</em>. Sim, o que nos leva ao maior pagador de micos deste século cinematográfico: Nicolas Cage, senhoras e senhores.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4574" title="Aprendiz_2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Aprendiz_2.jpg" alt="Aprendiz_2" width="600" height="300" /><br />
Está certo que depois do Oscar de<em> Melhor Ator*</em>, em 1996, Cage declarou em diversas entrevistas que adoraria fazer filmes de ação e aventura. Fez até alguns exemplares legais do gênero como <em>A Rocha</em>, <em>Con Air</em> e <em>A Outra Face</em>. Mas, em pouco tempo, pirou de vez em ovos podres como <em>60 Segundos</em> e <em>O Motoqueiro Fantasm</em>a. E não foi só em filme de ação. Cage esgotou a minha e a sua paciência em bombas como <em>O Sacrifício</em>, <em>O Capitão Corelli</em>, <em>Códigos de Guerra</em>, <em>As Torres Gêmeas</em>, <em>Oito Milímetros</em>, <em>O Vidente</em> (Deus, o que é <em>O Vidente</em>?) e <em>Perigo em Bangkok</em>. De vez em quando, ele é convencido a fazer algo realmente bom como <em>Adaptação</em> e V<em>ício Frenético</em>. Mas isso é raro. A pergunta é: O que se passa na cabeça de Nicolas Cage?</p>
<p style="text-align: justify;"><em>O Aprendiz de Feiticeiro</em> é a velha história que costuma dar certo sobre um jovem que é um zé ninguém em seu mundo real, mas que descobre um universo fantástico em que ele desempenhará, após muito treinamento, um papel fundamental na luta do bem contra o mal. Foi assim em<em> Star Wars</em>,<em> Matrix</em>, <em>Avatar</em>,<em> Harry Potter</em> e tantos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Cheio de caras e bocas, Jay Baruchel, garoto prodígio que surgiu se não me engano em <em>Menina de Ouro</em>, faz Dave, o aprendiz de feiticeiro do título que é treinado por Baltazar (Nicolas Cage), um discípulo de Merlin, a enfrentar Horvath (Alfred Molina), que por sua vez tenta libertar a poderosa bruxa Morgana. Enfim, você já viu esse filme antes. E melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Jon Turteltaub e Jerry Bruckheimer ainda tentam fazer algumas homenagens a <em>Star Wars </em>e <em>Fantasia</em>, mas filme que desperdiça Monica Bellucci não merece o meu respeito. Pensei que Hollywood havia aprendido a lição com <em>Matrix Reloaded</em> e <em>Matrix Revolutions</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Aprendiz de Feiticeiro</em></strong> (<em>The Sorcerer&#8217;s Apprenctice</em>, 2010)<br />
<strong>Direção: </strong>Jon Turteltaub<br />
<strong>Roteiro: </strong>Larry Konner e Mark Rosenthal<br />
<strong>Elenco: </strong>Nicolas Cage, Jay Baruchel, Alfred Molina, Teresa Palmer, Toby Kebbell, Omar Benson Miller, Monica Bellucci e Alice Krige</p>
<p style="text-align: justify;"><em>* Nicolas Cage ganhou o Oscar de Melhor Ator por &#8220;Despedida em Las Vegas&#8221;.</em></p>
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		<title>Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2010/06/principe-da-persia-as-areias-do-tempo-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 22:11:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[jake gyllenhaal]]></category>
		<category><![CDATA[jerry bruckheimer]]></category>
		<category><![CDATA[mike newell]]></category>

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		<description><![CDATA[Disney e Jerry Bruckheimer vão em busca do novo "Piratas do Caribe". Mas sem Johnny Depp.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3607" title="Prince of Persia_1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Prince-of-Persia_11.jpg" alt="Prince of Persia_1" width="600" height="300" /><br />
Desde sempre, o cinema reflete a época em que vivemos. <strong><em>Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo </em></strong>(<em>Prince of Persia: The Sands of Time</em>, 2010) fala sobre uma potência mundial invadindo e conquistando um território de força inferior, alegando que o inimigo esconde armas de destruição em massa. E o filme tem a coragem de mostrar que os mocinhos estão errados.</p>
<p style="text-align: justify;">Não, isso não é um filme de guerra. Nem mesmo traz o olhar diferenciado de uma cineasta como Kathryn Bigelow para um gênero tão rodado. Ainda assim, só por isso, vale uma olhada para percebermos como os americanos não esqueceram Bush, ou já não confiam tanto em Obama. É um sentimento que vai tomando conta de Hollywood, que pode ser visto, inclusive, na oitava (e última) temporada de <em>24 Horas</em>. Mas isso é outra história.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que essa cutucada da indústria no governo americano é apenas a premissa de <em>Príncipe da Pérsia</em>. Estamos falando de uma típica aventura hollywoodiana &#8211; cheia de cortes rápidos, com muita ação, barulho e efeitos visuais de primeira &#8211; na lucrativa temporada do verão americano. Mais do que isso, trata-se de uma superprodução de Jerry Bruckheimer, que tenta desesperadamente (ao lado da Disney) achar outra franquia (sem a ajuda da Pixar) tão rentável quanto a galinha dos ovos de ouro das duas partes: <em>Piratas do Caribe</em>.Você já captou a mensagem.</p>
<p style="text-align: justify;">Pra chegar lá, tanto a Disney quanto Bruckheimer chamaram o inglês Mike Newell, um diretor capaz de equilibrar drama, comédia, ação ou seja lá qual for o gênero em filmes tão distintos quanto água e óleo, como <em>Quatro Casamentos e um Funeral</em>, <em>Donnie Brasco</em> e <em>Harry Potter e o Cálice de Fogo</em>. Mas quem conhece cinema, sabe que o poderoso Bruckheimer, até hoje, só deu um pouquinho de liberdade artística a Ridley Scott, afinal é Ridley Scott, em <em>Falcão Negro em Perigo</em>. <em>Piratas do Caribe 1</em>, <em>2</em> e <em>3</em> foram dirigidos por Gore Verbinski, mas poderiam ser comandados por qualquer um. Tanto que o pastel de vento Rob Marshall (<em>Chicago</em>, <em>Nine</em>) será o responsável pela nova aventura de Jack Sparrow. A história se repete com o pobre Mike Newell, que faz exatamente o que Bruckheimer quer.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_3606" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px;">
<dt class="wp-caption-dt"><img class="size-full wp-image-3606" title="Prince of Persia_3" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Prince-of-Persia_3.jpg" alt="Prince of Persia_3" width="600" height="348" /></dt>
<dd class="wp-caption-dd">&#8220;Jake, we are not in Brokeback Mountain anymore&#8221;</dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">
Sorte dele que contou com o apoio de um monstro da montagem: Michael Kahn, o favorito de Steven Spielberg. Sorte dele que teve a ajuda do diretor de fotografia John Seale, vencedor do Oscar por <em>O Paciente Inglês</em>, fazendo mais um trabalho magistral ao pintar na tela de forma tão viva as cores e as luzes do sol e das areias do deserto. Então, Hollywood, fica a dica: Vai filmar no deserto? Chame John Seale.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é sorte de Mike Newell, que <em>Príncipe da Pérsia</em> apresente os melhores efeitos visuais do primeiro semestre de 2010. Sorte que Jake Gyllenhaal é bom ator e dá conta do recado como o herói &#8220;meio homem, meio aranha&#8221; Dastan, destemido, divertido e propositalmente caricato como um Douglas Fairbanks anabolizado. Sorte que Gemma Arterton, uma das garotas preferidas da indústria na atualidade, entregue uma princesa do jeito que Bruckheimer gosta: Valente, nada indefesa, mas totalmente feminina, sensual, assim como sua preferida Keira Knightley, que colaborou com o produtor em <em>Piratas do Caribe</em> e <em>Rei Arthur</em>. E sorte do diretor que Ben Kingsley fez um vilão fácil de se odiar, enquanto Alfred Molina ficou perfeito como o clichê chamado &#8220;alívio cômico&#8221;. Mas não adianta: É um filme de Jerry Bruckheimer. Sorte NOSSA que está mais para a diversão de <em>Piratas do Caribe</em> que para a seriedade risível de <em>Rei Arthur</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">E é neste ponto que eu queria chegar. Não é culpa de Jake Gyllenhaal. Mas <em>Príncipe da Pérsia</em> é exatamente o que <em>Piratas do Caribe</em> teria sido se Johnny Depp não tivesse reinventado o Jack Sparrow do roteiro original, tornando-o, digamos assim, muito mais excêntrico.</p>
<p style="text-align: justify;">Se conta alguma coisa, <em>Príncipe da Pérsia</em> é o melhor filme adaptado de um videogame. Na verdade, embora haja o respeito, é o primeiro que se desprende da mídia original para contar uma história empolgante com começo, meio e fim numa sala de cinema. Por outro lado, o filme tem graves problemas de roteiro, especialmente no quesito &#8220;narrativa&#8221;, que parece pular de um acontecimento a outro, sem muitas vezes levar em consideração o que vimos na tela minutos antes. É só quebrar a cabeça para desvendar como o tiozinho da cobra conseguiu a proeza de surgir do nada nas profundezas das areias do tempo para lutar contra Dastan no fim do filme. Não é <em>spoiler</em>. É só pra você ver que a situação é inexplicável.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora não queira dizer muita coisa, o filme é diversão rápida e garantida, sendo muito mais eficiente neste aspecto que outras superproduções da temporada, como <em>Homem de Ferro 2 </em> e  <em>Fúria de Titãs</em>. Tem viagem no tempo, mas não vai fazer ninguém colocar a cabeça para funcionar, como em <em>De Volta Para o Futuro</em>. Reflete a época atual, mas não vai cair na prova de ninguém. É apenas Hollywood correndo atrás de seu público.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Príncipe da Pérsia: As Areias do Tempo</em></strong> (<em>Prince of Persia: The Sands of Time</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Mike Newell<br />
<strong>Roteiro:</strong> Boaz Yakin, Doug Miro e Carlo Bernard<br />
<strong>Elenco:</strong> Jake Gyllenhaal, Gemma Arterton, Ben Kingsley, Alfred Molina, Steve Toussaint, Toby Kebbell, Richard Coyle, Ronald Pickup e Reece Ritchie</p>
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