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	<title>Hollywoodiano &#187; john cusack</title>
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		<title>2012</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 15:56:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Juro que este é o melhor filme de Roland Emmerich]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1777" title="Apertem os cintos, o piloto sumiu" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2009/11/Apertem-os-cintos-o-piloto-sumiu2.jpg" alt="Apertem os cintos, o piloto sumiu" width="600" height="300" /><br />
Não se assuste com as três estrelas dadas a <strong><em>2012</em></strong> (<em>2012</em>, 2009), mais um <em>disaster movie</em> do diretor que, talvez por estar cansado de destruir cidades inteiras (Nova York que o diga) por várias vezes em diversos filmes, resolveu acabar de vez com o mundo como o conhecemos. Quem acompanha o blog sabe o quanto pego no pé de Roland Emmerich, o responsável por bombas como <em>Godzilla</em> e <em>10.000 AC</em>, e diversões escapistas que ofendem o cérebro, como <em>Independence Day</em> e <em>O Dia Depois de Amanhã</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem já viu todas essas presepadas no cinema, sabe muito bem que Emmerich é ligadão em efeitos visuais que enchem a tela para varrer pessoas, monumentos erguidos pela humanidade e cenários naturais do  mapa. Também sabe que Emmerich é o cineasta alemão mais apaixonado pelos EUA que existe, principalmente por suas leis e força bélica &#8211; enquanto Michael Bay, outro arquiteto picareta da destruição, é fetichista neste quesito, Emmerich é movido à paixão mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>2012</em>, você vê (mais uma vez) tudo o que Emmerich acha que aprendeu do (bom) cinemão americano. Só que desta vez, há um &#8220;porém&#8221;: O roteiro é bem construído em termos de narrativa. Isso não impede, claro, que os roteiristas Emmerich e Harald Kloser encham o filme de frases e diálogos horrorosos (&#8221;Sabe quantas vezes alguém admitiu um erro na Casa Branca? Zero!&#8221;, &#8220;A África está no topo do mundo&#8221; etc), mas a história é muito bem desenvolvida. E admita: Você paga para ver um filme desses procurando &#8220;apenas&#8221; uma boa diversão, certo? Com 15 , 20 minutos de projeção, somos apresentados (de forma rápida e eficiente) aos problemas que podem acabar com o mundo como o conhecemos. Ao mesmo tempo, conhecemos os personagens principais e entramos em suas rotinas. E pronto. Quando o espetáculo da destruição começa, nós já estamos fisgados. Não sabemos se torcemos por John Cusack e sua família  ou se seguramos o queixo em queda livre no chão do cinema. Ponto para Roland Emmerich, que sempre tentou fazer um filme divertido. É como se ele estivesse treinando em <em>Independence Day</em>, <em>Godzilla</em> e todas as outras presepadas de sua autoria para chegar até aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1776" title="Paisagem Titanic" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2009/11/Paisagem-Titanic2.jpg" alt="Paisagem Titanic" width="600" height="300" /><br />
<em><strong><br />
</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Quando vem a cena em que tudo em volta começa a desmoronar (não tem jeito, você saberá qual é a sequência que estou falando), Emmerich oferece um dos momentos mais assustadores do cinema, desde que os efeitos digitais alcançaram a perfeição. E só não ganhará o Oscar da categoria se <em>Avatar</em>, de James Cameron, for mesmo essa maravilha toda.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que conta a favor do filme o fato de muita gente acreditar que o mundo sofrerá um arrastão desses em 2012. Mas tirar os méritos de Emmerich como contador de histórias seria implicância demais de minha parte. Com um roteiro que prepara o espectador para toda a diversão e tensão que o filme proporciona, Emmerich sabia que não bastava apostar nos efeitos especiais. Ele ainda acertou na escalação do elenco, que leva tudo muito a sério &#8211; John Cusack, Woody Harrelson, Amanda Peet, Chiwetel Ejiofor, Danny Glover, Thandie Newton, Oliver Platt, todos ótimos -, e torna muito mais fácil  a tarefa de conduzir e convencer o público, que carrega o &#8220;medo&#8221; de viver pra ver a concretização da profecia maia.</p>
<p style="text-align: justify;">E quando lá pelas tantas o filme sossega nas cenas de destruição, somos obrigados a acompanhar os sobreviventes fazendo de tudo para manter viva a esperança de que, um dia, a raça humana se reerguerá. Se nessa altura do filme, você não estiver dando a mínima para John Cusack, que não cansa de ouvir &#8220;Papai, papai, onde está você?&#8221; ou &#8220;Papai, papai, eu te amo!&#8221; ou os famosos &#8220;Nãaaaaaaaaaaaooooooo!&#8221;, cara, desvie seus olhos da tela e perceba as reações das outras pessoas na sala. Pois é. O filme é um sucesso.  Lógico que, em matéria de qualidade, tivemos filmes superiores como <em>Star Trek</em> e <em>Up</em>, mas <em>2012</em> é, sem dúvida, a pipoca mais bem paga do ano. É pra isso que serve.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>2012</strong></em> (<em>2012</em>, 2009)<br />
<strong>Direção:</strong> Roland Emmerich<br />
<strong>Roteiro:</strong> <span id="Conteudo1_lblRoteiro">Roland Emmerich e Harald Kloser<br />
<strong>Elenco:</strong> </span><span id="Conteudo1_lblElenco">John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Oliver Platt, Amanda Peet, Thandie Newton, Woody Harrelson, Zlatko Buric, Danny Glover e Thomas McCarthy</span></p>
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