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	<title>Hollywoodiano &#187; leonardo dicaprio</title>
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		<title>A Origem</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 14:45:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A mais complexa, intrigante e duradoura experiência cinematográfica do ano]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/cincoestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4336" title="Inception_3" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Inception_3.jpg" alt="Inception_3" width="600" height="250" /><br />
Em <em>Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas</em>, o diretor Christopher Nolan não fez o típico &#8220;filme de super-herói&#8221;. Faz uma alegoria política e social, analisando mocinhos e bandidos como semelhantes reagindo, cada um do seu jeito, à violência e ao caos dos seus tempos. Há também ali um legítimo representante do gênero policial, com o pequeno diferencial do detetive vestir uma fantasia de morcego. Em <strong><em>A Origem</em></strong> (<em>Inception</em>, 2010), a proximidade do real, como vimos em <em>O Cavaleiro das Trevas</em>, dá lugar ao irreal e abraça de vez o onírico. De cara, pensamos em ficção científica, mas este é um filme de Christopher Nolan. Novamente, explorando o bem como complemento e consequência do mal e vice-versa. Desta vez, porém, mocinhos e bandidos admitem de vez que são um só. Há também aqui um legítimo representante do gênero policial, mas o foco não está no detetive. A referência agora está nos filmes de assaltos, protagonizados por vigaristas intelectuais, arquitetando e explicando cada passo do plano até executar o roubo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não pense que estou de brincadeira, afinal você deve lembrar que muita gente anda dizendo que <em>A Origem</em> é um filme difícil, complicado. O fato é que Christopher Nolan criou uma trama simples, emprestada de muitos filmes que já vimos. Só que ela é narrada de uma forma que exige 100% de atenção de todos os tipos de espectadores, inclusive aqueles que ficam checando mensagens ou  vendo a hora no celular. Nolan propõe um labirinto para a mente, finge que não está guiando você por ele, mas, no fim, aponta a saída. Só que a caminhada é intensa e provoca uma descarga muito grande de concentração e emoção, que você fica com a sensação de que acabou de ver algo inédito.</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que todos os roteiros originais já foram feitos. O que temos hoje são variações das mesmas histórias contadas há muito, muito tempo. Sabendo disso, Nolan, que adora explorar novas formas de narrativa, apenas conduz e manipula os olhos e as emoções da plateia, pegando para si dois aliados, princípios básicos de todo filme, que jamais deveriam andar separados no cinema: arte e entretenimento. Claro, confiando nos instintos do espectador, que paga ingresso caro para ser surpreendido e arremessado em algum lugar bem longe da realidade. O palco desse sonho é a telona.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4339" title="Inception" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Inception.jpg" alt="Inception" width="600" height="300" /><br />
Desde os primórdios da sétima arte, com os truques visuais de <em>Um Cão Andaluz</em>,  que eu e você temos nossas próprias opiniões sobre cada filme. Cinema até pode ser uma experiência coletiva, mas ninguém vê o mesmo filme. Nolan apenas aposta na inteligência e na percepção espectador, que está acostumado a assimilar diariamente imagens, sensações, cheiros e sabores do cotidiano e levar toda essa vivência inconscientemente para dentro de seus sonhos, interpretando tudo da maneira que bem entende. Nolan sabe que sonhos e filmes estão mais conectados do que pensamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a maioria prefere guardar <em>A Origem</em> como um filme complicado, que essas pessoas então comentem, critiquem, vejam, revejam, troquem teorias e, consequentemente, com o tempo, passem a olhar os filmes com uma visão diferente, não aceitando qualquer porcaria que Hollywood gosta de enfiar goela abaixo das massas.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4338" title="Inception_2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Inception_2.jpg" alt="Inception_2" width="600" height="300" /><br />
A genialidade deste filme não está nas impressionantes cenas de ação que desafiam a gravidade e a nossa percepção do que é real ou fantástico. Não está também nas cenas grandiosas com cidades inteiras dobrando ou prédios se despedaçando na praia. A genialidade de <em>A Origem</em> reside no pouco que Nolan pode fazer. Está na imersão completa do público &#8211; sem utilização de óculos 3D &#8211; em sua trama saída de roteiro original, raridade nos dias de hoje. Está no cineasta contador de histórias, ambicioso, sobretudo confiante no material que tem em mãos. Está na habilidade de Nolan &#8211; por que não? &#8211; em trabalhar o visual de seu filme em função da narrativa e da emoção como consequência do olhar fixo do espectador grudado na tela.</p>
<p style="text-align: justify;">Nolan reduz cada cena à sua essência, deixando-as na tela tempo suficiente para serem contempladas e armazenadas para sempre no imaginário coletivo. <em>A Origem</em> não surgiu apenas para empolgar aqueles que vão ao cinema, mas para inspirá-los a assimilar e raciocinar sobre as questões e soluções propostas por um filme. Algo que fique conosco quando as luzes se acendem e o sonho termina.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4337" title="Inception_4" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Inception_4.jpg" alt="Inception_4" width="600" height="252" /><br />
Antes que alguns cometam o erro de acusar Nolan de explicar cada ato do plano de seus protagonistas antes da ação rolar na tela, lembre-se: <em>A Origem</em> é um <em>con/heist movie</em>. Como sabemos, todo pilantra, como Danny Ocean, em <em>Onze Homens e um Segredo</em>, prepara seu grupo de fiéis trapaceiros para o grande assalto. É sempre assim. Isso não é David Lynch. Muito menos Stanley Kubrick. É entretenimento, mas feito com inteligência. É bom separar as coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde a inspirada música de Hans Zimmer até os carismáticos personagens, interpretados por um elenco em estado de graça, com destaque para Leonardo DiCaprio e Marion Cotillard, passando pela trama surreal dos profissionais contratados para roubar ou inserir ideias nos sonhos de seus alvos, <em>A Origem</em> guia o espectador por uma viagem alucinante em todos os sentidos. Aliás, é um filme para os sentidos. <em>A Origem</em> existe porque sonhamos e temos sensibilidade para sairmos emocionados de uma experiência irreal e levá-la para sempre conosco no mundo real.</p>
<p style="text-align: justify;">Nolan sabe disso e explora isso ao máximo. Brinca, manipula e provoca. Parte do príncipio que a plateia não quer mais adivinhar o que virá na cena seguinte, porque todos estarão capturados pelo filme em poucos minutos. Nolan sabe que eu e você, em determinada parte de <em>A Origem</em> aceitaremos a condição de meros espectadores e concordaremos com a &#8220;realidade&#8221; sugerida pelo diretor. Não importa o que acontece ou deixa de acontecer em <em>A Origem</em>. Não importa se o filme tem buracos em seu roteiro ou não. Ali, não somos críticos. Aceitamos o filme como a nossa realidade, exatamente como o sonho, e saímos felizes no final, quando acordamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os cinéfilos, principalmente, <em>A Origem</em> é um deleite. O diretor enche seu filme de referências a <em>Matrix</em>, <em>Cidadão Kane</em> – há até um Rosebud para Cillian Murphy – e <em>007: A Serviço Secreto de Sua Majestade</em>. Não há como ficar indiferente, por exemplo, ao final emocionante que começa na metade do filme (!). Pense rápido em outro longa voltado para o grande público que ofereça tal desafio. Por esses e outros motivos que você ainda vai descobrir, <em>A Origem</em> é a mais complexa, intrigante e duradoura experiência cinematográfica do ano.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Obs: Se a Warner não gostou do título original (&#8221;Inception&#8221;), poderia ter chamado o filme de &#8220;Planes, Trains &amp; Automobiles&#8221;. Se a intenção era avacalhar, o nome em inglês de &#8220;Antes Só do que Mal Acompanhado&#8221;, comédia de John Hughes, combina mais com o filme de Christopher Nolan que &#8220;A Origem&#8221;, título que não diz nada vezes nada.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>A Origem </em></strong>(<em>Inception</em>, 2010)<br />
<strong>Direção e roteiro: </strong>Christopher Nolan<br />
<strong>Elenco: </strong>Leonardo DiCaprio, Ellen Page, Joseph Gordon-Levitt, Marion Cotillard, Ken Watanabe, Tom Hardy, Cillian Murphy, Tom Berenger, Dileep Rao, Michael Caine, Lukas Haas e Pete Postlethwaite</p>
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		<title>Ilha do Medo</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Mar 2010 03:35:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Martin Scorsese analisa a mente humana em mais uma obra-prima para sua coleção]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/cincoestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3188" title="Shutter Island 3" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/03/Shutter-Island-3.jpg" alt="Shutter Island 3" width="600" height="265" /></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Ilha do Medo</strong></em> (<em>Shutter Island</em>, 2010) é um dos mais completos estudos cinematográficos já feitos sobre a mente humana. Se é sobre ser normal ou louco, pouco importa. Aliás, volta e meia a questão vem à tona: O que é ser normal? É uma pergunta difícil, afinal cada um tem suas diferenças para se estabelecer um padrão. E como é possível cobrar comportamento exemplar do cidadão quando o Estado lava as mãos?</p>
<p style="text-align: justify;">A verdadeira ilha do medo está em nossas mentes. Quando o indivíduo não aceita ou compreende o mundo real e violento como ele é, onde cada um pensa em si próprio, a saída mais fácil é a imaginação. Ao se entregar aos sonhos que escondem os pesadelos, não há mais para onde fugir de uma prisão que coloca raciocínios, decisões e atitudes numa linha invisível que separa a sanidade da loucura. De acordo com os olhos do &#8220;louco&#8221;, só existe a realidade, que, por sua vez, não pode ser vista pelas pessoas consideradas normais pela sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">O falso e o verdadeiro. A realidade e a ficção são temas de diversos filmes, incluindo muitos dos atuais. E o cinema de Martin Scorsese costuma analisar essa dualidade do ser humano, que inevitavelmente perde sua identidade. Foi assim com o Travis Bickle (Robert De Niro), de <em>Taxi Driver</em>, com o Jake LaMotta (De Niro), de <em>Touro Indomável</em>, o Howard Hughes (Leonardo DiCaprio), de <em>O Aviador</em>, o Frank Pierce (Nicolas Cage), de <em>Vivendo no Limite</em>, o Paul Hackett (Griffin Dunne), de <em>Depois de Horas</em>, o Jesus (Willem Dafoe), de <em>A Última Tentação de Cristo</em>, e com os protagonistas (DiCaprio e Matt Damon) de <em>Os Infiltrados</em>. Porém, Marty sempre observou de perto seus anti-heróis, com uma habilidade narrativa incrível para fazer a plateia simpatizar com esses sujeitos &#8211; só para, depois, em um golpe de mestre, trair a confiança de seu espectador.</p>
<p style="text-align: justify;">O mesmo acontece em <em>Ilha do Medo</em>, com o Teddy Daniels de Leonardo DiCaprio. Com um detalhe que faz toda a diferença: Desta vez, Marty tenta olhar dentro da mente de seu protagonista. E nunca ele foi tão fundo nessa jornada ao inferno que é o cérebro humano.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3189" title="Ilha do medo 2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/03/Ilha-do-medo-2.jpg" alt="Ilha do medo 2" width="600" height="351" /><br />
A trama, sinceramente, é o que menos importa em <em>Ilha do Medo</em>. O desfecho, menos ainda. É a viagem que vale cada centavo do ingresso. Alguns tentarão diminuir a intenção de Martin Scorsese dizendo que adivinharam o final lá pela metade (ou até mesmo no trailer). Lembre-se da maldita tendência do final surpresa reinaugurada em <em>O Sexto Sentido</em>. Se ninguém descobrisse que Bruce Willis estava morto o tempo todo, o filme de M. Night Shyamalan ainda seria magnífico, porque tem uma história intrigante, densa, que reflete e joga na cara os medos de todos nós. É a viagem que importa. Depois disso, Hollywood pensou que era só filmar qualquer roteiro imbecil, com sustos a cada 10 minutos com a ajuda da trilha ou dos efeitos sonoros. Bastava apenas terminar o filme com um final surpresa para o público lembrar só disso. É o caso de <em>O Amigo Oculto</em> e outras bombas.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não cometa o erro de confundir essa onda com <em>Ilha do Medo</em>, que seria sim ainda maior se ninguém tivesse explorado reviravoltas no final. Não que <em>Ilha do Medo</em> tenha uma reviravolta nos últimos minutos, que muda o filme inteiro. Martin Scorsese apenas faz o despertador tocar, acordando aquele que estava entregue ao mundo dos sonhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Ilha do Medo</em> tem a ousadia de adotar uma estrutura inversa. Se fosse um filme qualquer, teríamos ao menos um fiapo de realidade, apresentado desde o início, como paradigma para definir os momentos em que ela termina e dá lugar ao delírio. Mas não. Quando <em>Ilha do Medo</em> acaba, não temos referência suficiente para julgar com certeza a sua conclusão, que pode ou não ser verdadeira. É desconcertante.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas nem é isso que torna o filme tão fascinante. Martin Scorsese é uma enciclopédia cinematográfica ambulante. E coloca todo seu conhecimento  a favor do filme. <em>Ilha do Medo</em> é ilusão. Cinema é ilusão. Marty torna a estrutura do sonho real, com sensações capazes de serem sentidas pela plateia, numa completa imersão na narrativa que o cineasta toma como questão. É um filme para os sentidos, já que a ambiguidade é evocada. Acompanhar Teddy Daniels em sua investigação <em>noir</em>, em Shutter Island, faz nossa memória resgatar momentos que confundem cinema e vida. O que é real? E o que queremos tornar real? Baseada em lembranças, nossa visão &#8211; e a do próprio protagonista &#8211; ganha uma representação pessoal e moral, que torna impossível julgar qualquer coisa que vemos na tela. Seja na trama em si ou nas ambições visuais cheias de referências cinematográficas do diretor. E é mais fácil Martin Scorsese estar certo do que eu ou você.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3190" title="Ilha do medo" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/03/Ilha-do-medo.jpg" alt="Ilha do medo" width="600" height="300" /><br />
Saber o que é verdadeiro ou falso em <em>Ilha do Medo</em> é chover no molhado. Parece óbvio com as prováveis explicações do roteiro no final, mas não é. Acreditar na manipulação e no poder da imagem do cinema é como andar pelas ruas e perder detalhes da vida porque você olhou para o outro lado na hora H ou piscou e perdeu o que aconteceu ali bem diante de seus olhos. E você simplesmente aceita os fatos e segue em frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de <em>Ilha do Medo</em>, não acordamos de um sonho ruim, regado a luzes, cores, enquadramentos clássicos, escuridão, fumaça, chuva, ventania, surrealismo, muros altos, corredores intermináveis, campos de concentração, trilhas assustadoras, como a <a href="http://www.youtube.com/watch?v=ebeiX7HIsw8" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=ebeiX7HIsw8&amp;referer=');"><em>Passacaglia</em></a> que abre o filme. E imagens lindas de tão horrendas. Ou o contrário. Martin Scorsese mostra o terror da forma mais bela possível ou revela a beleza da maneira mais assustadora que existe. É como sonhar acordado em um exercício de horror psicológico, que permanece em nossa mente mesmo com as luzes acesas no fim da sessão. É como se ainda estivéssemos naquela ilha, presos com Teddy Daniels.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Ilha do Medo</em></strong> (<em>Shutter Island</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Martin Scorsese<br />
<strong>Roteiro:</strong> Laeta Kalogridis (Baseado no livro de Dennis Lehane)<br />
<strong>Elenco:</strong> Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, e Ted Levine</p>
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