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	<title>Hollywoodiano &#187; liam neeson</title>
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		<title>Esquadrão Classe A</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jun 2010 17:03:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tirando "Toy Story 3", este é o filme mais divertido do verão americano 2010]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3645" title="A-Team" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/A-Team1.jpg" alt="A-Team" width="578" height="335" /><br />
Baseado na famosa série de TV que divertiu os fãs durante cinco temporadas nos anos 80, <strong><em>Esquadrão Classe A</em></strong> (<em>The A-Team</em>, 2010) não apenas honra o show original com sua atmosfera saudosista na forma de conduzir a ação exagerada e o pífio desenvolvimento de personagens &#8211; apostando somente no carisma do quarteto para conquistar o público &#8211; como assume sua total falta de ambição em ajustar uma fórmula vencedora à plateia acostumada com a &#8220;realidade pé no chão&#8221; de Jason Bourne e o James Bond de Daniel Craig.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Esquadrão Classe A</em> é &#8211; em sua essência &#8211; um filme dos anos 80, mas rodado no novo milênio, com o auxílio dos melhores efeitos digitais que os realizadores da série de TV, infelizmente, não puderam aproveitar. Está mais para a ação de longas recentes, que homenageiam a velha escola oitentista, como  <em>Duro de Matar 4.0</em> e <em>Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal</em>, que para a <em>Trilogia Bourne</em>. Logo nos primeiros minutos, nós ficamos sabendo disso. É pegar ou largar. Ah, quero só ver o que os detratores da cena da geladeira do último <em>Indiana Jones</em> irão pensar da sequência do tanque caindo de pára-quedas.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, <em>Esquadrão Classe A</em> chama para si a responsabilidade de ser o típico filme de ação voltado para o público masculino, como não se faz mais em Hollywood. Nos anos 80, Schwarzenegger e Stallone seriam os protagonistas perfeitos dos estúdios, mas aqui temos a sorte de contar como Liam Neeson, Bradley Cooper e o fantástico Sharlto Copley (de <em>Distrito 9</em>); bons atores dando credibilidade a uma diversão despretensiosa tanto para o elenco quanto para o público.</p>
<p style="text-align: justify;">Os atores comandam o show: o Jedi Liam Neeson encarna um ótimo John &#8220;Hannibal&#8221; Smith, o líder do esquadrão &#8211; lembrando muito mais uma mistura de Han Solo com Clint Eastwood que o ator original George Peppard -, enquanto o galãzinho da vez Bradley Cooper (<em>Se Beber, Não Case</em>) está a vontade como o charmoso mestre em disfarces Cara-de-Pau &#8211; sendo ainda mais eficiente no papel que o ator da série (Dirk Benedict). Sharlto Copley, o excelente ator sulafricano, que merecia uma indicação ao Oscar por <a href="http://www.hollywoodiano.com/2009/10/distrito-9/"><em>Distrito 9</em></a>, rouba TODAS as cenas como o piloto doidão Murdock. Já a missão de Quinton Jackson, na pele do sargento B.A., era praticamente impossível, afinal não é todo dia que se encontra um substituto para Mr. T. Mas até que ele dá conta do recado.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3646" title="A-Team 3" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/A-Team-3.jpg" alt="A-Team 3" width="600" height="300" /><br />
Sem deixar de lado seu estilo visual, com câmera nervosa, tremida &#8211; mas somente em cenas de luta ou correria &#8211; o diretor Joe Carnahan (<em>Narc</em>, <em>A Última Cartada</em>) acerta ao deixar a seriedade de lado, que Hollywood tanto insiste em colocar nos filmes atuais do gênero. Não há nada errado nisso, claro, mas de vez em quando é bom ver algo &#8220;antigo&#8221;. Ainda mais quando estamos rodeados de <em>Homens de Ferros</em> e <em>Fúrias de Titãs</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Poderia ser melhor? Claro que sim. Faltou um roteiro mais elaborado e sobrou exagero nas explicações dos planos dos heróis, afinal Hollywood não confia na inteligência da plateia &#8211; embora isso aconteça na série, os segredos não são tão detalhados assim. Também poderíamos ter uma presença maior de dublês de carne e osso &#8211; e não pixels &#8211; nas cenas de ação. São pequenas falhas para um filme que vai fazer bonito com o público machão, que sente saudades de produtos feitos sob medida, como <em>Rambo</em> e <em>Comando Para Matar</em>. Mas tudo isso pode ser corrigido na provável sequência, que confirma o filme como uma espécie de <em>Esquadrão Classe A Begins</em> ou <em>Episódio I</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Para um longa assumidamente saudosista, reparar nesses erros é como pedir para uma mulher falar mal de um filme atual com o clima das (ótimas) comédias românticas <em>Harry &amp; Sally</em> e <em>Sintonia de Amor</em>, com uma protagonista com o jeitinho meigo e encantador da Meg Ryan daquela época.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Esquadrão Classe A</strong></em> (<em>The A-Team</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Joe Carnahan<br />
<strong>Roteiro: </strong>Joe Carnahan, Brian Bloom e Skip Woods<br />
<strong>Elenco:</strong> Liam Neeson, Bradley Cooper, Sharlto Copley, Quinton &#8216;Rampage&#8217; Jackson, Jessica Biel, Patrick Wilson, Gerald McRaney e Yul Vazquez</p>
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		<title>Fúria de Titãs</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2010/05/furia-de-titas-4/</link>
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		<pubDate>Wed, 26 May 2010 20:58:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
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		<description><![CDATA[Remake ignora atuações e roteiro, apostando apenas no visual]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/umaestrela.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3478" title="Clash 1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/05/Clash-1.jpg" alt="Clash 1" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Quando <em>Fúria de Titãs</em> chegou aos cinemas em 1981, Ray Harryhausen era o rei dos efeitos visuais em <em>stop-motion</em>, mas suas técnicas impressionantes já pareciam ultrapassadas com a chegada de dois novos mestres: George Lucas e Steven Spielberg. Ainda assim, como o trabalho de Harryhausen era digno de respeito e admiração, o <em>Fúria</em> original foi visto com atenção pelos fãs, que souberam manter seu nome na história do cinema. Hoje, por razões óbvias, um <em>remake</em> do filme de 81 jamais utilizaria o <em>stop-motion</em>. Seria CGI na veia. Para o diretor Louis Leterrier (<em>Carga Explosiva</em>, <em>O Incrível Hulk</em>), o fato de ter controle absoluto da tecnologia atual seria o bastante para fazer uma nova (e boa) versão, afinal <em>Fúria de Titãs</em> só precisava de atualização em sua parte visual. Certo? Errado!</p>
<p style="text-align: justify;">O filme de 81 tinha problemas de roteiro, em diálogos e estrutura narrativa, e as atuações eram exageradas &#8211; no lado chique do elenco com Laurence Olivier e Maggie Smith &#8211; e canastras &#8211; no lado pobre, que incluia Harry Hamlin, como o herói Perseu. Mas, falando sério, o que valia a pena era ver as criaturas de Ray Harryhausen surgindo na tela. Seus monstros são os grandes astros do filme. Roteiro Atuações? Bom, era uma outra época. Hoje, os filmes de ação, aventura, ficção; fantasia em geral, levam tudo mais a sério, graças aos trabalhos maduros, porém monumentais, de diretores como Peter Jackson, em <em>O Senhor dos Anéis</em>, e Christopher Nolan, em <em>O Cavaleiro das Trevas</em>, que não tiveram medo de cair no ridículo em suas tentativas ousadas para elevar o nível de suas produções em matéria de texto, atuações, direção etc. Aos poucos, o gênero se desliga do cult para alcançar de vez o potencial para clássico. Por isso mesmo, o novo <em><strong>Fúria de Titãs</strong></em> (<em>Clash of the Titans</em>, 2010) jamais poderia seguir a estrutura do filme original. Louis Leterrier, diretor que só entende de pancadaria, só se empolga nas cenas de ação muito bem orquestradas, diga-se de passagem. Em especial, o confronto de Perseu (Sam Worthington) e seus amigos contra a Medusa. Quando a porrada não rola solta, Leterrier, no entanto, esquece de (ou prova não saber como) desenvolver os personagens ou aproveitar a presença de jedis como Liam Neeson (mais uma vez o Deus do pedaço) e Ralph Fiennes (mais uma vez o Coisa Ruim), que simplesmente repetem os exageros dos grandes atores do filme original.</p>
<p style="text-align: justify;">Louis Leterrier mantém o que há de &#8220;antigo&#8221; &#8211; no pior significado da palavra &#8211; e faz um filme velho, ultrapassado, apenas atualizado em questão de efeitos digitais. Há até uma cena solta, lá pela metade, que mostra a corujinha do filme de 81 somente para ser ridicularizada. A piada não faz o menor sentido para quem não viu o <em>Fúria</em> original. É Louis Leterrier escancarando sua proposta: &#8220;Vinde a mim o CGI!&#8221; As mudanças no roteiro do &#8220;novo&#8221; longa em relação ao &#8220;velho&#8221; servem apenas para encontrar o melhor caminho para se construir as cenas de ação. Isso sem citar as terríveis coincidências e explicações para quem não enxerga abaixo do próprio nariz, com Perseu passando em frente à estátua de Zeus justamente na hora em que ela é derrubada só para seu pai adotivo dizer aquilo que já estamos vendo: &#8220;Oh, estão destruindo a estátua!&#8221;. Dã! Outra coisa: Perseu literalmente atravessa um escorpião com sua espada numa cena. Só para minutos depois um colega sabichão entregar ao mocinho um escudo feito da carcaça da criatura, tida como a mais resistente das redondezas. Brincadeira, não? Quem precisa de um amigo assim? É, roteiro aqui é o de menos. Leterrier deve ter pensado: &#8220;Como farei para situar a plateia na mitologia em apenas duas horas de filme e, ainda mais, com um prazo apertado para entregar a produção ao estúdio até a estreia? Ah, dane-se! Vamos logo para a próxima cena de ação!&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Então esqueça o original. O <em>Fúria de Titãs</em> 2010 assume que é ridículo e não está nem aí para a abordagem mais adulta dos filmes do gênero na atualidade. A produção está mais para uma mistura de <em>Conan</em> (<em>O Destruidor</em>, não <em>O Bárbaro</em>) com <em>Power Rangers</em>, protagonizada por um Sam Worthington inspirado em Steven Seagal, Chuck Norris e Dolph Lundgren, heróis de uma típica sessão de <em>Domingo Maior</em>, quando não temos uma semana de luxo com Sylvester Stallone ou Arnold Schwarzenegger.</p>
<p style="text-align: justify;">Hollywood precisa entender que o CGI e o 3-D não fazem milagres. E mais do que isso: o público não é tão burro quanto parece. Nem o maior monstro do cinema, o Kraken, que aparece no fim desse <em>Fúria de Titãs</em> é capaz de ofuscar (ou pelo menos peitar) o trabalho de Ray Harryhausen, que será lembrado por toda a eternidade, enquanto Louis Leterrier (QUEM?) vai precisar de um pacto com os Deuses para não cair no ostracismo.</p>
<p style="text-align: justify;">Aliás, repararam como Sam Worthington (<em>Avatar</em>, <em>O Exterminador do Futuro &#8211; A Salvação</em>) está em todos os filmes? O mesmo pode ser dito de Gemma Arterton (ela também está em <em>007 &#8211; Quantum of Solace</em> e <em>Príncipe da Pérsia &#8211; As Areias do Tempo</em>), que teve uma personagem inventada para este filme, já que sua Io, a guardiã de Perseu, não existia no <em>Fúria </em>original. E ela entrega a atuação que Louis Leterrier pediu a Deus. Grace Jones, de <em>Conan &#8211; O Destruidor</em>, ficaria orgulhosa. Será que esses jovens atores têm o mesmo agente de Orlando Bloom e Amanda Seyfried (a loirinha de <em>Mamma Mia</em>, <em>Garota Infernal</em> e <em>O Preço da Traição</em>)? Olha, renovar é preciso, mas Hollywood anda exagerando. Tem muita gente nova sofrendo uma overdose de aparição na telona. Isso pode ser prejudicial, afinal é só contar nos dedos os bons filmes que essa garotada anda fazendo e fazer a seguinte pergunta: Onde está Orlando Bloom agora?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Fúria de Titãs</em></strong> (<em>Clash of the Titans</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Louis Leterrier<br />
<strong>Roteiro:</strong> Travis Beacham, Phil Hay e Matt Manfredi<br />
<strong>Elenco:</strong> Sam Worthington, Liam Neeson, Ralph Fiennes, Jason Flemyng, Gemma Arterton, Alexa Davalos, Tine Stapelfeldt, Mads Mikkelsen, Luke Evans, Izabella Miko</p>
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