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	<title>Hollywoodiano &#187; meryl streep</title>
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		<title>Simplesmente Complicado</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Mar 2010 03:47:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O pior filme de Nancy Meyers. Mas tem Meryl Streep. Então...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div id="attachment_3053" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><img class="size-full wp-image-3053" title="It's Complicated" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/03/Its-Complicated.jpg" alt="It's Complicated" width="600" height="300" /><p class="wp-caption-text">Alec Baldwin: &quot;Tina Fey, acho que você ficou a cara da Meryl Streep após seis taças&quot;</p></div>
<p style="text-align: justify;">Peço perdão pela expressão, mas Meryl Streep é foda! Até porque não há outro adjetivo na terra das boas maneiras para resumir as qualidades dessa Deusa da atuação. Ou vai dizer que, depois de <a href="http://www.hollywoodiano.com/2009/12/julie-julia/"><em>Julie &amp; Julia</em></a> e este <strong><em>Simplesmente Complicado</em></strong> (<em>It&#8217;s Complicated</em>, 2009), ela não convenceu a todos nós de que é uma ótima cozinheira?</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, só me explique uma coisa: Sei que é difícil oferecer bons papéis a atores de meia idade (ou mais velhos). Andei pensando que Robert De Niro, Dustin Hoffman e Al Pacino não fazem grandes filmes porque não querem. Mas Meryl Streep está sempre em produções badaladas por críticos e acadêmicos. Ela quer continuar sendo Meryl Streep. Faz pelo menos um filme por ano. Então por que diabos ela não é convidada por Martin Scorsese? Ou pelos Irmãos Coen? Ou Jason Reitman? Hello, Kathryn Bigelow! MERYL&#8230; STREEP! NOW!</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Veja o caso desse <em>Simplesmente Complicado</em>. Meryl Streep vira amante do ex-marido Alec Baldwin, mas fica tentada a experimentar vida nova, com a entrada em cena do arquiteto interpretado por Steve Martin. É filminho de amor geriátrico, mostrando que as mulheres de meia idade podem voltar a se sentir jovens (leia: fazer sexo). Até que daria algo digno de nota com um diretor como Woody Allen em boa forma. Por que não? Bom, o próprio Clint Eastwood abordou o tema em <em>As Pontes de Madison</em>, com&#8230; Meryl Streep. Porém, com um olhar maduro, focado no drama. Mas não! Isso é um filme da senhora Nancy Meyers, com seu olhar de garotinha atrás de namorados na escola. Ou na faculdade. Você já sabe o resto.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem ou mal, estamos falando de uma autora, figura rara na Hollywood atual. Nancy merece ser vista e ouvida, afinal tenta resgatar o clima da era de ouro do cinema em seus filmes, sempre agradáveis, capazes de deixar a plateia, principalmente os mais velhos (leia: experientes), saindo do cinema com um sorriso bocão cheio de dentes estilo Tom Cruise (para os homens) e Julia Roberts (para as mulheres). Entendeu o espírito?</p>
<p style="text-align: justify;">Só que em vez de evoluir, amadurecer com suas personagens, Nancy Meyers anda para trás. Desta vez, até na inteligência com que conduz o humor, a ternura e a nostalgia, dependendo demais do <em>mise en scène </em>do triângulo amoroso Meryl Streep-Alec Baldwin-Steve Martin. A trama não tem força para preencher um filme de duas horas. Em <em>Simplesmente Complicado</em>, Nancy se apoia (e muito) em cenas como a do laptop cobrindo os países baixos de Alec Baldwin. Ou a maconha que deixa Steve Martin e Meryl Streep vendo o <em>Yellow Submarine</em>. É risada garantida, claro. Ainda mais com bons atores. Mas, assim, até Daniel Filho pode dirigir.</p>
<p style="text-align: justify;">Alec Baldwin, depois de <em>30 Rock</em>, e Meryl Streep dão shows particulares. Steve Martin, porém, tem menos tempo em cena do que apresentando a cerimônia do Oscar. Ainda assim, é Steve Martin. Os três salvam o filme de uma Nancy Meyers que confia demais em sua assinatura. Só que lá pelo meio do filme, ela não sabe mais o que dizer. Até porque já analisou o tema em <em>Alguém tem que Ceder</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">É interessante notar, no entanto, como ela iniciou sua carreira de diretora (antes foi roteirista de filmes como <em>O Pai da Noiva</em>) tentando fazer os homens entenderem as mulheres naquele filme famoso com o Mel Gibson. Mas, logo, revelou sua verdadeira intenção: extravasar a menina que existe dentro de uma mulher com suas cinquenta, sessenta ou setenta primaveras. Por mim, ok. Só acho que ela precisa retomar seu tema favorito quando realmente tiver algo a dizer.</p>
<p style="text-align: justify;">Hollywood deve adorar Nancy Meyers. Enquanto Kathryn Bigelow trabalha com quase famosos, Nancy estala os dedos e reúne nomes como Jack Nicholson, Diane Keaton, Mel Gibson, Helen Hunt, Jude Law, Kate Winslet e Cameron Diaz. Imagino quem estará em seu próximo filme. Já pensou? Al Pacino, Robert De Niro, Daniel Day-Lewis e&#8230; Anne Hathaway numa comédia romântica de Nancy Meyers? Se Oscar é prestígio e simpatia, por que a indústria ainda não premiou a cineasta de <em>Do que as Mulheres Gostam</em>, <em>Alguém Tem que Ceder</em> e <em>O Amor Não Tira Férias</em>? Por que deram à Kathryn Bigelow o primeiro Oscar de <em>Melhor Diretora</em>?<em><strong> </strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Simplesmente Complicado</strong></em> (<em>It&#8217;s Complicated</em>, 2009)<br />
<strong>Direção e roteiro: </strong>Nancy Meyers<br />
<strong>Elenco:</strong> <span id="Conteudo1_lblElenco">Meryl Streep, Alec Baldwin, Steve Martin, John Krasinski, Lake Bell, Hunter Parrish, Zoe Kazan e Caitlin Fitzgerald</span></p>
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		<title>Julie &amp; Julia</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Dec 2009 22:16:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
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		<category><![CDATA[meryl streep]]></category>
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		<description><![CDATA[Ah, Meryl... Ainda bem que você existe...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1889" title="Julia" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2009/12/Julia1.jpg" alt="Julia" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Meryl Streep só pode ser a melhor atriz do mundo. Ela é capaz de carregar  nas costas filmes inteiros, que não são dignos de sua brilhante carreira. O mais incrível é que Meryl arrasa a concorrência ano após ano, mas nem por isso Hollywood se incomoda em colocá-la em um filmaço. Sei muito bem que ela não está nem aí, já que nos acostumamos a vê-la agarrando seus papéis com muita raça, amor e paixão. E a mesma coisa acontece em <strong><em>Julie &amp; Julia </em></strong>(<em>Julie &amp; Julia</em>, 2009). Pouco tempo após o fim da sessão, esquecemos o filme e ficamos com a imagem da Julia Child de Meryl Streep e sua voz irritante, que martelará para sempre na cabeça dos cinéfilos.</p>
<p style="text-align: justify;">Sim, eu disse &#8220;irritante&#8221;. E isso foi um elogio para Meryl. Se Julia Child revolucionou a cozinha das donas de casa americanas, mesmo com aquela voz de Barney Rubble de saias, Meryl não tem nada com isso. Ela simplesmente encarna a <em>chef</em> à perfeição, com uma ajudinha da produção que a deixou cerca de 20cm mais alta para viver a personagem. Meryl não conduz apenas a parte mais interessante do longa de Nora Ephron. Ela leva o filme inteiro, satisfazendo o paladar exigente de sua plateia, mesmo em um restaurante de segunda categoria.</p>
<p style="text-align: justify;">E <em>Julie &amp; Julia</em> não anda no ritmo de Meryl, porque sua diretora e roteirista Nora Ephron nunca mais conseguiu acertar a receita do sucesso de <em>Sintonia de Amor</em>. Sem querer tocar em feridas, acho que Nora é uma mulher das antigas, no pior sentido da expressão. Falo daquelas que se conformavam com o vazio de suas vidas. É claro que posso estar aqui falando uma tremenda besteira, mas talvez <em>Julie &amp; Julia</em> seja voltado para adoráveis vovós que obedeciam a seus maridos carrancudos, cheios de dinheiro e poder. Será que o filme é para este público?</p>
<p style="text-align: justify;"><span id="Conteudo1_lblTexto"> </span></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1879" title="Julie" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2009/12/Julie.jpg" alt="Julie" width="540" height="356" /><br />
Ora, em 2002, Julie Powell (Amy Adams) estava insatisfeita com seu novo apartamento e o emprego sofrível. Enquanto o marido (Chris Messina) trabalhava sem reclamar, ela criou um blog para relatar suas experiências culinárias preparando as 524 receitas do livro <em>Mastering the Art of French Cooking</em>, em que Julia Child (Meryl Streep), no período do pós-Segunda Guerra, traduziu os segredos da refinada cozinha francesa para ajudar suas leitoras americanas. Naquela época, em que acabava de chegar a Paris, Julia aprendeu culinária para preencher suas eternas horas vagas, já que o marido (Stanley Tucci) se dedicava ao trabalho na embaixada americana em Paris. Enfim, as duas moças abraçam seus mundos vazios, mesmo em épocas e classes distintas. Ainda mais quando seus maridos não ajudam em nada e apenas se esbaldam com os melhores pratos feitos por suas esposas.</p>
<p style="text-align: justify;">Será que nada mudou até os dias de hoje? Ou será que Nora Ephron anda para trás? E olha que estamos falando de uma cineasta que já fez filmes sobre e-mails (<em>Mensagem Para Você</em>) e agora, de uma certa forma, sobre blogs.</p>
<p style="text-align: justify;">Não concordo com tal postura, afinal as mulheres ganham cada vez mais espaço neste mundo (ainda) de homens. O filme segue as duas histórias (baseadas nos livros de Julia Child e Julie Powell), mas compará-las com a parte moderna vivida pela personagem de Amy Adams, mostra que nada (ou quase nada) mudou. É como se o desafio de Julie Powell, compartilhado com os internautas, fosse a celebração de uma fama irreal, justificando o papel apagado da mulher na sociedade. É um pensamento bem retrógrado, não?</p>
<p style="text-align: justify;">Mas se você quer zerar o cérebro no cinema, para esquecer a dura realidade, e embarcar sem culpa na diversão <em>fake</em> de Nora Ephron, sem tentar enxergar pêlo em ovo como eu fiz, aposto que vai sair do cinema satisfeito. E você tem direito a isso. É tudo o que Hollywood quer: que o público vá ao cinema,  relaxe, não pense e apenas se divirta, enquanto os bolsos da indústria ficam ainda mais cheios de dinheiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Se é para seguir a linha de raciocínio do entretenimento, bem que Nora Ephron poderia caprichar um pouco mais em seu roteiro. E começa realmente bem, costurando as duas histórias separadas pelo tempo com equilíbrio, apoiando-se, claro, no talento de Meryl Streep e no carisma de Amy Adams. Mas como a saga de Julie Powell é enganosa, o vazio que tanto falei nesta crítica se torna visível na meia hora final do filme.</p>
<p style="text-align: justify;">É quando Julie percebe que talvez esteja vivendo uma ilusão e sua história periga chegar a lugar algum. Mas isso não é nada que Nora Ephron não possa consertar. É hora de ver todo aquele moralismo barato de Hollywood, em que a gracinha Amy Adams aprende que o importante é lutar, seguir em frente e blá, blá, blá&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Neste ponto, fica evidente que somente a história de Julia Child renderia um filme no mínimo mais interessante. Ainda assim, o esforço de Nora Ephron em contar os feitos de Julie e Julia é compreensível. Mas como cineasta, ela corta cebola à moda antiga, quando hoje temos máquinas incríveis capazes de fazer isso. Pelo menos, Meryl Streep vale o ingresso.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Julie &amp; Julia</strong></em> (<em>Julie &amp; Julia</em>, 2009)<br />
<strong>Direção:</strong> Nora Ephron<br />
<strong>Roteiro:</strong> Nora Ephron (Baseado nos livros <span id="main" style="visibility: visible;"><span id="search" style="visibility: visible;"><em>Julie &amp; Julia: 365 Days, 524 Recipes, 1 Tiny Apartment Kitchen</em>, </span></span>de Julie Powell, e <em><em>Mastering the Art of French Cooking</em></em>, de Julia Child)<br />
<strong>Elenco:</strong> <span id="Conteudo1_lblElenco">Meryl Streep, Amy Adams, Stanley Tucci, Chris Messina, Linda Emond, Helen Carey, Jane Lynch, Joan Juliet Buck e Crystal Noelle</span></p>
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