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	<title>Hollywoodiano &#187; michael jackson</title>
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		<title>1 ano sem Michael Jackson</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 17:11:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<category><![CDATA[michael jackson]]></category>

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		<description><![CDATA[Onde você estava no dia em que o Rei do Pop morreu?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="aligncenter size-full wp-image-3763" title="Michael" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Michael.jpg" alt="Michael" width="600" height="300" /><br />
Reproduzo aqui o meu texto de 25 de junho de 2009:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Michael Jackson, o rei do pop, morreu nesta quinta-feira, dia 25 de junho de 2009, aos 50 anos. Vítima de parada cardíaca (?), ele foi levado às pressas para o UCLA Medical Center, em Los Angeles, Califórnia, mas não resistiu.</p>
<p style="text-align: justify;">Apagado nesta década, longe da música, Michael Jackson enfrentava as consequências de seus problemas pessoais, incluindo sua saúde debilitada. Pretendia voltar aos palcos numa turnê que seria iniciada em julho deste ano. Os fãs ao redor do mundo já se mobilizavam em busca de um jeito para ver o astro.</p>
<p style="text-align: justify;">Ídolo de uma geração, artista completo e homem mergulhado em polêmicas, Michael Jackson nasceu em Gary, Indiana, em 1958. Já aos cinco anos de idade, cantou e dançou com seus irmãos. Os Jackson Five imortalizaram <em>hits </em>como <em>ABC</em>, <em>I’ll Be There</em> e <em>I Want You Back</em>. Em 1972, partiu para a carreira solo, emplacando a canção <em>Ben</em>. Mas foi em 1979, com o álbum <em>Off the Wall</em>, que deixou para trás a imagem do mais jovem membro dos Jackson Five. Um dos <em>hits</em> deste disco foi <em>Don’t Stop ‘Til You Get Enough</em>, que embalou as pistas de sábado à noite. Outra faixa do mesmo álbum que merece destaque é <em>Rock With You</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos anos, sua imagem, sua música, seus passos e seus gritos escreveram um capítulo da cultura pop. Michael Jackson influenciou inúmeros artistas. A lista é interminável, mas vale citar Prince, Justin Timberlake, Fergie, Akon e <em>boy bands</em> como Backstreet Boys. Tinha amigos em todas as áreas do mundo do entretenimento, entre eles Steven Spielberg, Oprah Winfrey, Quincy Jones, Madonna e Eddie Van Halen – este último colaborou com sua guitarra inconfundível em <em>Beat It</em>, um dos maiores sucessos de Michael.</p>
<p style="text-align: justify;">Emplacou hits como <em>Billie Jean</em>, <em>Black or White</em>, <em>Remember the Time</em>, <em>Heal the World</em>, <em>Will You Be There</em>, <em>Smooth Criminal</em>, <em>You Are Not Alone</em>, <em>Scream</em>, <em>They Don’t Care About Us</em>. É um dos autores e intérpretes de <em>We Are the World</em>, clássico tema da campanha <em>USA for Africa</em>, de 1985. No cinema, atuou no musical <em>The Wiz</em>, versão <em>black</em> de <em>O Mágico de Oz</em> dirigida por Sidney Lumet, em 1978, com Diana Ross como Dorothy. E, claro, foi ele mesmo em <em>Moonwalker</em>, de 1988. Fez uma ponta hilária em <em>Homens de Preto II</em>, de 2002.</p>
<p style="text-align: justify;">Com álbuns como <em>Thriller </em>(1982), <em>Bad</em> (1987), <em>Dangerous</em> (1991), <em>HIStory</em> (1995), <em>Blood on the Dance Floor</em> (1997) e <em>Invincible </em>(2001), tornou-se um fenômeno cultural. Obra-prima do pop, <em>Thriller</em> é o álbum mais vendido da história da música com mais de 100 milhões de cópias. É facilmente colocado entre os 10 maiores álbuns de todos os tempos em qualquer gênero. <em>Thriller</em> estabeleceu um padrão de cinema para os videoclipes. Custou meio milhão de dólares e foi dirigido por John Landis, cineasta responsável por filmes como <em>Um Lobisomem Americano em Londres</em>. Ouvir <em>Thriller</em> e não lembrar do clipe é praticamente impossível. Aliás, Michael atraiu grandes diretores para comandar seus vídeos. <em>Bad</em> foi dirigido por Martin Scorsese. Ouvir <em>Bad</em> e lembrar do clipe é inevitável. Já <em>They Don’t Care About Us</em> foi rodado no Pelourinho, em Salvador, e no morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, por Spike Lee.</p>
<p style="text-align: justify;">Acusado de pedofilia, motivo de piada, brega, ridicularizado, imitado à exaustão, Michael Jackson nasceu negro, mas morreu branco. Apesar de tudo, deve ser julgado como artista. Gostar ou não de Michael Jackson não é a questão. Para muitos, ele foi o último artista absoluto. Em tempos de Susan Boyle, lembrar de Michael Jackson como astro real da música é essencial para as futuras gerações. Elvis Presley, Frank Sinatra e John Lennon foram astros da música. São mitos, lendas. Nomes que destoam. Celebridades que zelam por suas imagens. Influentes. Falíveis, mas genuínos. Sem desmerecer ou criticar personalidades com suas devidas importâncias, digo que Jim Morrison e Kurt Cobain marcaram épocas, mas não podem ser colocados no mesmo nível. São ídolos, claro, mas sem o brilho natural dos lendários astros. Bob Dylan e Mick Jagger são. Paul McCartney também. Justin Timberlake, Chris Martin e Noel Gallagher não. Bono é. Madonna é estrela, rainha do pop. Fergie não é. Pegou? Nada contra Susan Boyle, mas programas de TV como <em>American Idol</em> e <em>Britain’s Got Talent</em> são consequências da falta de mitos da música no mercado. Michael Jackson foi astro de verdade.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso não é exagero. É fato. Mesmo quem não é fã de Michael Jackson, deve reconhecê-lo e admirá-lo como artista. Todo mundo tem uma opinião formada a respeito de Michael Jackson. É uma das figuras mais famosas em todos os cantos do planeta. Grande compositor, caridoso, influente na indústria, revolucionou não só a música, como também a dança. Não há alma viva que não tenha tentado imitá-lo. Quem veio dos anos 80 já tentou dançar <em>Thriller</em>, <em>Bad</em> ou fazer o <em>Moonwalk</em>. E passou isso adiante. Seja de brincadeira, seja como fã.</p>
<p style="text-align: justify;">É um dia chocante para o mundo inteiro. É o fim de uma era. A morte definitiva do LP. A morte de Michael Jackson é uma daquelas perdas irreparáveis. A virada de uma página na história da cultura pop. Um dia triste para muitos. É aquele dia que será lembrado para sempre. E daqui a alguns anos, todos saberão responder à pergunta: “O que você estava fazendo no dia (e na hora) em que Michael Jackson morreu?”<span id="_marker"> </span></p>
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		<title>This is It</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 22:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<category><![CDATA[michael jackson]]></category>

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A morte de Michael Jackson em 25 de junho foi a grande notícia de 2009. Alguns meses antes, o rei do pop se preparava para uma mega turnê, que marcaria seu retorno aos palcos. O diretor do espetáculo, Kenny Ortega (e também de High School Musical), que estava lá somente para garantir que tudo saísse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1720" title="Michael_The Best" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2009/11/Michael_The-Best1.jpg" alt="Michael_The Best" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">A morte de Michael Jackson em 25 de junho foi a grande notícia de 2009. Alguns meses antes, o rei do pop se preparava para uma mega turnê, que marcaria seu retorno aos palcos. O diretor do espetáculo, Kenny Ortega (e também de <em>High School Musical</em>), que estava lá somente para garantir que tudo saísse exatamente como Michael queria, editou as imagens registradas durante os ensaios para homenagear o astro, que deixou seus fãs de uma hora pra outra com uma sensação incurável de perda. Sabendo disso, não há outra forma de ver o documentário <strong><em>This is It</em></strong> (2009), além de uma oportunidade para os fãs se despedirem do ídolo.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, um aviso: Se você não gosta de Michael Jackson, passe longe de <em>This is It</em>. Pagar pra reclamar da cara do astro ou lembrar das acusações em torno de seu nome é pura idiotice, afinal será tortura encarar a abertura que mostra os bailarinos escolhidos para o show chorando por causa do sonho realizado de dançar ao lado do ídolo. É um momento de emoção pura e verdadeira que prepara os fãs para a entrada triunfante de Michael cantando <em>Wanna Be Startin&#8217; Somethin&#8217;</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada música vem acompanhada de imagens editadas de três ou quatro ensaios diferentes. Entre uma canção e outra, temos depoimentos de membros da equipe do espetáculo &#8211; todos com muita admiração e respeito por Michael. Alguns momentos são mágicos, como a versão intimista do rei do pop para a bela <em>Human Nature</em> e a performance de <em>The Way You Make Me Feel</em>, como ele imaginou desde sua composição. Ao longo de quase duas horas, Michael canta, dança e mostra, pelo menos ali, no palco grudado nas poltronas do cinema, que não estava doente.</p>
<p style="text-align: justify;">Sua figura emblemática, de brilho fácil e natural, faz esquecer em poucos minutos a abertura emocionante (com os depoimentos dos bailarinos), capaz de levar os fãs às lágrimas por causa da lembrança da morte de Michael. Basta o astro cantar e dançar a primeira música para você ficar com os olhos e ouvidos grudados na tela, como se estivesse sentado no melhor lugar de um show privado.</p>
<p style="text-align: justify;">Como documentário, <em>This is It</em> poderia ser melhor. Acho que o próprio Michael, extremamente perfeccionista, não aprovaria o resultado final visto nos cinemas. Para começar, Michael pode ser acusado de várias coisas, mas nos palcos, ele foi inigualável. Como vemos em <em>This is It</em>, ele conhece cada som, cada edição, cada movimento de suas músicas. Enquanto cineastas nasceram dos videoclipes, Michael propôs o inverso: Levou dietores consagrados como Martin Scorsese para os videoclipes. Digo tudo isso porque ele tinha um olhar clínico para a arte &#8211; seja na música ou no cinema. Em <em>This is It</em>, ele pode elogiar o diretor Kenny Ortega, mas acredito que teria exigido um documentário mais competente, capaz de aproveitar muito mais as cenas de bastidores e deixar as canções menos conhecidas na sala de edição. Enfim, Michael encontraria o ritmo perfeito e jamais deixaria o público olhar para o relógio da metade para o final.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas cobrar de <em>This is It</em> algo além de nada mais, nada menos do que um adeus a um dos maiores artistas que a indústria musical já conheceu, seria muita chatice de nossa parte cinéfila, sedenta por um grande filme. <em>This is It</em>, certamente, seria um show épico, inesquecível. É isso que importa. Imagine que notícia teria dado este espetáculo. &#8220;A volta de Michael Jackson aos palcos&#8230;&#8221; Mas, infelizmente, nunca saberemos.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong>This is It</strong></em> (<em>This is It</em>, 2009)<br />
<strong>Direção:</strong> Kenny Ortega</p>
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