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	<title>Hollywoodiano &#187; paul greengrass</title>
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		<title>Zona Verde</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Aug 2010 18:32:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Nem lá, nem cá]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-4521" title="Green Zone" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Green-Zone.jpg" alt="Green Zone" width="600" height="300" /><br />
Quer dizer então que o Sr. Paul Greengrass quer alertar o mundo (leia: os americanos) que o Iraque não escondia armas de destruição em massa quando os EUA invadiram e colonizaram a ex-terra de Saddam Hussein? Se muitos ianques duvidavam (ou duvidam) disso, os brasileiros já sabiam há muito tempo que George W. Bush é o maior mentiroso deste século até o momento. Por isso mesmo, um filme como <strong><em>Zona Verde</em></strong> (<em>Green Zone</em>, 2010) nasce datado. E é uma pena que este seja o primeiro trabalho de Paul Greengrass após o fim da <em>Trilogia Bourne</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Baseado no livro de Rajiv Chandrasekaran, ex-correspondente do Washington Post em Bagdá, <em>Zona Verde</em> deveria ter saído nos cinemas exatamente quando a batata estava quente, em 2003, na época em que se passa a trama do soldado Roy Miller (Matt Damon usando o mesmo nome de Tom Cruise em <em><a href="http://www.hollywoodiano.com/2010/07/encontro-explosivo-2/">Encontro Explosivo</a></em>) tentando descobrir a verdade sobre a misteriosa fonte que dizia ao exército americano onde estavam as armas nucleares. Mas bastava chegar ao local indicado para Miller bater com a cara na porta, sem história para contar e nenhuma ogiva como prova. Cansado de ser feito de bobo, ele parte numa cruzada como se estivesse num filme de Oliver Stone. E é neste ponto que <em>Zona Verde</em> fica extremamente confuso.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem conhece Paul Greengrass sabe que ele gosta de nos jogar no meio do caos da ação com sua câmera tremida de dar náuseas, como se o diretor fosse um documentarista no meio do conflito. É claro que lá pelas tantas, Matt Damon vai relembrar alguns cacoetes de Jason Bourne, enquanto o filme é brilhantemente montado de forma histérica pelo oscarizado Christopher Rouse (<em><a href="http://www.hollywoodiano.com/2007/08/o-ultimato-bourne/">O Ultimato Bourne</a></em>), mas tanto o livro de Rajiv Chandrasekaran quanto o roteiro escrito por Brian Helgeland (<em>Los Angeles – Cidade Proibida</em>, <em>Sobre Meninos e Lobos</em>) exigiam um cineasta apostando em um tom diferente, privilegiando a investigação. Como&#8230; Oliver Stone.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-4395" title="Green Zone_2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/08/Green-Zone_2.jpg" alt="Green Zone_2" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Obviamente que é possível unir ação, tensão e reflexão em um filme de guerra, afinal temos o exemplo recente do vencedor do Oscar <em><a href="http://www.hollywoodiano.com/2010/02/guerra-ao-terror/">Guerra ao Terror</a></em>. Mas Greengrass quer fazer a plateia acreditar nos bastidores de uma teoria da conspiração quando está muito mais interessado em conduzir um espetáculo rápido, porém vibrante de ação moderna. No fim, vai do nada a lugar nenhum. Não entrega um filme memorável de ação, assim como decepciona na intenção de cutucar onça com vara curta.</p>
<p style="text-align: justify;">Oliver Stone, por outro lado, teria o material perfeito para recolocar sua (ótima e autoral) filmografia nos eixos. Enfim, seria outro filme. E não teria tanta ação. Ou nenhuma. Mais: Nunca poderia estrear na temporada lucrativa do verão americano. Se quisesse realmente mostrar o horror da guerra na vida de seu protagonista (o soldado), Greengrass teria seguido o olhar intimista de Kathryn Bigelow. Se quisesse impressionar com a ação a serviço do drama, teria tentando se aproximar da visão de Steven Spielberg em <em>O Resgate do Soldado Ryan</em>. Se quisesse fazer um filme focado nos bastidores de um furo bombástico, teria se concentrado em <em>Todos os Homens do Presidente</em>, de Alan J. Pakula, lançado numa época em que os americanos ainda estavam chocados com o Watergate.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo assim, <em>Zona Verde</em> tem seus pontos interessantes. Bem ou mal, o inglês Paul Greengrass analisa, aos poucos, o “antes” e o “depois” do 11 de setembro ao somar <em>Voo United 93</em> e <em>Zona Verde</em>. É curioso observar que em sua jornada – mais ética que existencialista, o que o difere de Bourne –, o personagem de Matt Damon representa o povo americano enganado por Bush. Seu Roy Miller é um idealista da Era Obama perdido na guerra do ex-presidente dos EUA. A montagem de Christopher Rouse, já comentada aqui, prepara terreno para uma revelação ou algum momento realmente tenso que Paul Greengrass infelizmente nunca entrega. Há também a ótima fotografia de Barry Ackroyd, o mesmo de <em>Guerra ao Terror</em>, que nos aproxima do cheiro e do calor do conflito. Além de um Greg Kinnear surpreendentemente malvado como jamais vimos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Zona Verde</em></strong> (<em>Green Zone</em>, 2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Paul Greengrass<br />
<strong>Roteiro:</strong> Brian Helgeland<br />
<strong>Elenco:</strong> Matt Damon, Khalid Abdalla, Jason Isaacs, Brendan Gleeson, Greg Kinnear e Amy Ryan</p>
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		<title>O Ultimato Bourne</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Aug 2007 20:57:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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Na cena final de A Supremacia Bourne, o ex-agente sem memória (interpretado de forma brilhante por Matt Damon) conversa por telefone com Pamela Landy (Joan Allen), a líder da força-tarefa encarregada do caso na CIA. Ela conta ao herói sobre seu verdadeiro nome: David Webb. Ao desligar, Bourne parece não se importar muito com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/quatroestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p><a href="http://bp0.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/RsUFYMBVlzI/AAAAAAAAAxE/6ke4Kq41Oik/s1600-h/BOURNE+IMAGE2.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/bp0.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/RsUFYMBVlzI/AAAAAAAAAxE/6ke4Kq41Oik/s1600-h/BOURNE+IMAGE2.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5099488066168788786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" src="http://bp0.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/RsUFYMBVlzI/AAAAAAAAAxE/6ke4Kq41Oik/s400/BOURNE+IMAGE2.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Na cena final de <em>A Supremacia Bourne</em>, o ex-agente sem memória (interpretado de forma brilhante por Matt Damon) conversa por telefone com Pamela Landy (Joan Allen), a líder da força-tarefa encarregada do caso na CIA. Ela conta ao herói sobre seu verdadeiro nome: David Webb. Ao desligar, Bourne parece não se importar muito com a informação e se perde no meio da multidão em Nova York. O filme termina, mas essa cena é importantíssima para compreender a proposta do diretor Paul Greengrass em <strong><em>O Ultimato Bourne</em></strong> (<em>The Bourne Ultimatum</em>, 2007), o extraordinário final desta trilogia.Agora ficou mais fácil entender que Greengrass não quis fazer “mais uma aventura de Jason Bourne” no segundo filme. Antes, parecia que <em>Supremacia</em> ia do nada a lugar nenhum. A impressão é que faltava alguma ligação dramática no festival de ação, pancadaria, velocidade, metal e vidro das duas primeiras partes. Com <em>Ultimato</em>, todos os filmes fazem sentido. São três atos que formam apenas um longa.</p>
<p style="text-align: justify;">Lógico que é impossível experimentar todas as qualidades de <em>O Ultimato Bourne</em> sem ter <em>Identidade</em> e <em>Supremacia</em> bem fresquinhos na cabeça. Porém, o terceiro episódio fala mais alto do que os anteriores e surge como um filme de verdade. Claro que ainda é um <em>thriller</em> de ação e suspense, mas aqui é possível encontrar tudo o que um cinéfilo procura em um grande filme. Para mim, isso é um sonho que vira realidade. Sempre esperei que um diretor tentasse fazer um ótimo filme fora do gênero <em>drama</em>. Você me entendeu? Quero dizer &#8220;qualquer gênero&#8221; como <em>Ficção Científica</em>, <em>Fantasia</em>, <em>Aventura</em>, etc. Eu esperava pela chegada de um diretor capaz de apresentar um projeto desafiante a outros gêneros (e com a proposta de levá-lo a sério). Isso é raridade. Quando um roteiro não é assumido como drama, há uma idéia infeliz por ser generalizada: a maioria acha que são filmes feitos somente para diversão escapista. Mas nesta década, veio <em>O Senhor dos Anéis</em>, de Peter Jackson. E, agora, Paul Greengrass nos dá <em>O Ultimato Bourne</em> de presente. Nunca pensei que diria isso a respeito desse diretor, mas assisti ao filme como um aluno admirado pela grande aula de cinema do professor Greengrass. Logo ele, que nunca tinha me surpreendido antes.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://bp1.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/RsUE8cBVlyI/AAAAAAAAAw8/antDTzasZog/s1600-h/BOURNE+IMAGE+4+copy.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/bp1.blogger.com/_NGcFvkK2OTo/RsUE8cBVlyI/AAAAAAAAAw8/antDTzasZog/s1600-h/BOURNE+IMAGE+4+copy.jpg?referer=');"></a></p>
<p style="text-align: justify;">E não somente pelo estilo do cineasta em filmar a ação de perto: você não a vê de longe, mas é jogado dentro dela. Para quem não quer estudar muito, a aula de Greengrass pode ser resumida em duas cenas (ou seqüências). E o professor é genial ao se aproveitar do máximo do suspense em um “filme de entretenimento”. Só vi isso em Hitchcock e Spielberg. São dois momentos de deixar qualquer um agarrado na cadeira, mas que seriam reduzidos a uma expressão barata e corriqueira como “pura diversão” nas mãos de outro cineasta. A primeira cena envolve Bourne ajudando um jornalista do <em>The Guardian</em> (Paddy Considine) e a segunda coloca o herói saltando de telhado em telhado no Marrocos até uma luta dolorosa de tão seca dentro de um banheiro minúsculo. As sequências são tão bem filmadas e editadas que deveriam estar em qualquer curso de montagem de cinema. O melhor nisso tudo é que a história vai junto com um filme que pode muito bem ser classificado como uma perseguição ininterrupta do primeiro ao último minuto. O roteiro é excepcionalmente conduzido até um desfecho nervoso – desde a abertura (e aproveitando o título do filme), a idéia fixa é a de que Bourne morrerá no final.</p>
<p style="text-align: justify;">Greengrass e os roteiristas Tony Gilroy, Scott Z. Burns e George Nolfi partem dessa dúvida para explorar uma tensão que não parece ter fim. Mas não espere 100% de explicação, afinal os segredos que envolvem o passado de Jason Bourne não deixam de ser um <em><a href="http://hollywoodiano.blogspot.com/2007/08/o-segredo-do-macguffin.html" onclick="urchinTracker('/outgoing/hollywoodiano.blogspot.com/2007/08/o-segredo-do-macguffin.html?referer=');">MacGuffin</a></em>. O importante é presenciar como o personagem, que já fez coisas terríveis, tenta encontrar paz e redenção.</p>
<p style="text-align: justify;">E tudo é tão rápido e envolvente que praticamente esquecemos as ilustres presenças de atores como David Strathairn, Albert Finney e Joan Allen até ler seus nomes nos créditos finais ao som (pela terceira vez) de <em><a href="http://br.youtube.com/watch?v=vyZWpDpcS1E" onclick="urchinTracker('/outgoing/br.youtube.com/watch?v=vyZWpDpcS1E&amp;referer=');">Extreme Ways</a></em>, de Moby. <em>O Ultimato Bourne</em> não é somente o melhor filme de ação do ano. Isso é cinema de primeira e merece indicações ao Oscar ou qualquer outro prêmio. No mínimo, deveria ganhar uma estatueta de <em>Melhor Montagem</em>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>O Ultimato Bourne</em></strong> (<em>The Bourne Ultimatum</em>, 2007)<br />
<strong>Direção:</strong> Paul Greengrass<br />
<strong>Elenco:</strong> Matt Damon, Julia Stiles, David Strathairn, Joan Allen, Scott Glenn, Albert Finney, Paddy Considine e Edgar Ramirez</p>
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