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	<title>Hollywoodiano &#187; robert downey jr.</title>
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		<title>Sherlock Holmes</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jan 2010 02:08:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O novo "Sherlock Holmes" tem lá suas falhas, mas é aventura escapista da melhor qualidade. E tem Robert Downey Jr.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2346" title="Sherlock 1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/01/Sherlock-12.jpg" alt="Sherlock 1" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Herói da literatura inglesa criado por Sir Arthur Conan Doyle, o detetive Sherlock Holmes andava esquecido pelo cinema. E em pleno auge da era lucrativa das adaptações de HQs para a tela grande, Hollywood encontrou uma <em>graphic novel</em> (assinada por Lionel Wigram) que ensina o ídolo mais inteligente e brilhante da cultura pop a falar e agir como os maiores super-heróis das histórias em quadrinhos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não que a indústria cinematográfica seja apaixonada pela nona arte. O importante é que isso vende ingresso nos dias de hoje. Não se trata de maldade ou desrespeito com a obra de Conan Doyle. São negócios. É apenas a fórmula atual que Hollywood deve seguir para falar a língua do público que a sustenta: os fãs de cultura pop.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o <strong><em>Sherlock Holmes</em></strong> (<em>Sherlock Holmes</em>, 2009), de Guy Ritchie, diretor que entende o que é pop e sabe montar muito bem seus filmes com extrema agilidade, sem entregar um videoclipe, mas cinema em busca de modernidade. Se é pra ser assim, Ritchie (<em>Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes</em>, <em>Snatch</em>) é um bom nome para comandar esta produção estrelada por Robert Downey Jr., como Holmes, e Jude Law, como Watson.</p>
<p style="text-align: justify;">E não entenda “pop” como “popular”. A definição está ligada à compreensão de temas e características locais, utilizados de maneiras universais, sendo assim adotados pelo mundo inteiro. É uma linguagem sem fronteiras. E explorá-la é até bom para a indústria, que abre a mente e entende parte de seu público. O perigo é tornar essa linguagem uma tendência. Mas deixemos de pensar no pior e, com base nesta introdução, vamos direto ao ponto: O Sherlock Holmes de Guy Ritchie é divertidíssimo e tem um Robert Downey Jr. ligado no 220, vivendo um de seus melhores momentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Que fique claro: Nenhum fã do filme correrá atrás da obra de Conan Doyle com a intenção de conhecê-la. O que esse fã quer saber é se o próximo filme já está a caminho. Guy Ritchie entregou um filmão-pipoca para ser apreciado somente dessa forma. Nada mais. Com cinco minutos de projeção, você já sabe disso. É pegar ou largar.</p>
<p style="text-align: justify;">Para o diretor, <em>Sherlock Holmes</em> representa uma ótima chance para marcar seu nome na indústria. Ele fez um filme baseado em contos famosos da literatura, respeitou as (reais) origens do personagem e, ainda por cima, conseguiu manter sua assinatura visual e os diálogos rápidos e desesperados de <em>RocknRolla</em> e seus outros longas.</p>
<p style="text-align: justify;">Já Robert Downey Jr. é um capítulo à parte. Você pode até achar que ele tem seus trejeitos, mas é um ator que conseguiu emplacar somente nos últimos dois anos simplesmente três figuras marcantes e completamente diferentes como Tony Stark (<em>Homem de Ferro</em>), Kirk Lazarus (<em>Trovão Tropical</em>) e, agora, <em>Sherlock Holmes</em>. Não é pouca coisa. Ator de verdade não sabe apenas olhar para o tempo, pensar na vida e recitar versos inspirados do roteirista. Ator de verdade se entrega de corpo e alma na mesma proporção.  Sabe equilibrar o drama e a comédia em reações imprevisíveis, ora calmas, ora tensas, com palavras desferidas  na velocidade de socos e tiros. É o que faz Robert Downey Jr. neste filme, que lhe rendeu uma merecida indicação ao Globo de Ouro de <em>Melhor Ator</em> <em>(Comédia/Musical)</em>. Daqui há 20 anos, seu Sherlock Holmes ainda será lembrado ao lado de outros grandes atores que viveram o personagem nas telas, como Basil Rathbone, Peter Cushing, Christopher Plummer, Frank Langella, Michael Caine, Charlton Heston, e Jonathan Pryce.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2350" title="Sherlock 2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/01/Sherlock-24.jpg" alt="Sherlock 2" width="600" height="300" /><br />
Ao lado de Downey Jr., Jude Law faz um ótimo contraponto como o Watson mais humano do cinema, com vontades, sonhos e falhas particulares. Não há mais aquela relação de total admiração que marcou o personagem ao longo dos anos. Law está muito bem e entende que seu papel é tornar evidente, nem que apenas com o olhar, a relação duradoura de amizade incondicional entre Holmes e Watson &#8211; você pode pensar o que quiser a respeito disso. Fique a vontade.</p>
<p style="text-align: justify;">Já Rachel McAdams parece um tanto deslocada na trama, embora sua personagem, Irene Adler, a desejada rival de Holmes, seja vital para o mistério investigado pela dupla de protagonistas, todos nós sabemos que ela está ali como fórmula para manter o interesse do público feminino em um filme de&#8230; meninos. Digamos que Rachel McAdams é dispensável em <em>Sherlock Holmes</em>. Não é o caso do ótimo Mark Strong, que faz o vilão Lorde Blackwood, que aparece pouco por uma razão nobre, que só contribui positivamente para a estrutura do roteiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Sherlock Holmes</em> também tem uma das melhores e mais criativas trilhas sonoras de 2009. Assinadas pelo maestro Hans Zimmer, as composições são engenhosamente empolgantes, alternando entre tons sombrios e cômicos, para um filme passado em pleno século XIX. Vale destacar também a qualidade dos cenários criados por Sarah Greenwood e a fotografia de Philippe Rousselot. Combinando trilha, direção de arte e cinematografia, com uma pitada de efeitos visuais, especialmente na cena da London Bridge, <em>Sherlock Holmes</em> é um deleite visual  e sonoro para os cinéfilos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a brincadeira não é perfeita, a culpa também é de Guy Ritchie, que permitiu que o roteiro de <span id="Conteudo1_lblRoteiro">Michael Robert Johnson, Anthony Peckham e Simon Kinberg construísse uma trama eficiente, porém pouco criativa. Pior: não deixa tempo e espaço para o público raciocinar junto com Holmes. É como se a plateia pudesse chegar perto, mas não tivesse permissão para tocar ou sentir. É um distanciamento que incomoda. E então vem aquele final com explicações disparadas por uma metralhadora emperrada e enlouquecida com os detalhes do raciocínio do detetive para deixar tudo explicadinho no melhor estilo Fred, Daphne, Velma, Salsicha e Scooby. Bem diferente da melhor cena do filme: a do jantar, em que Watson apresenta sua noiva a Holmes. Ali sim, somos apresentados à genialidade do detetive. Era o suficiente, daquele momento em diante, para que todos se sentissem convidados a participar do &#8220;jogo&#8221; de Holmes Vs. Blackwood. Mas não.<br />
</span></p>
<p style="text-align: justify;"><span>Resta saber se o inevitável <em>Sherlock Holmes 2</em> será um pouco mais ousado neste aspecto. É curioso constatar, agora, como os fãs mais rigorosos de Arthur Conan Doyle não podem mais bater na caracterização do Sherlock Holmes de Robert Downey Jr., que foi alvo de inúmeras e injustas polêmicas antes da estreia. O Holmes deste filme é bem mais fiel às historias originais do que muita gente nova pensa. Eu disse &#8220;curioso&#8221;, porque o problema do filme não é esse. O &#8220;porém&#8221; está no medo habitual de Hollywood em confiar na inteligência, na capacidade de dedução de seu  próprio público. Isso sim Arthur Conan Doyle condenaria.</span></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Sherlock Holmes</em></strong> (<em>Sherlock Holmes</em>, 2009)<br />
<strong>Direção: </strong>Guy Ritchie<br />
<strong>Roteiro:</strong> <span id="Conteudo1_lblRoteiro">Michael Robert Johnson, Anthony Peckham e Simon Kinberg (Baseado na HQ de Lionel Wigram e nos contos de Arthur Conan Doyle)<br />
<strong>Elenco: </strong></span><span id="Conteudo1_lblElenco">Robert Downey Jr., Jude Law, Rachel McAdams, Mark Strong e Kelly Reilly</span></p>
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		<title>O Solista</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 01:37:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<category><![CDATA[jamie foxx]]></category>
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Steve Lopez (Robert Downey Jr.) é um jornalista solitário que passa dias e noites em busca de histórias e personagens capazes de preencher sua coluna do Los Angeles Times. O músico Nathaniel Anthony Ayers Jr. (Jamie Foxx) é um ex-aluno da escola de arte Julliard, que tem esquizofrenia e vive nas ruas, longe dos grandes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1588" title="The Soloist 1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2009/10/The-Soloist-1.jpg" alt="The Soloist 1" width="600" height="300" /><br />
Steve Lopez (Robert Downey Jr.) é um jornalista solitário que passa dias e noites em busca de histórias e personagens capazes de preencher sua coluna do <em>Los Angeles Times</em>. O músico Nathaniel Anthony Ayers Jr. (Jamie Foxx) é um ex-aluno da escola de arte Julliard, que tem esquizofrenia e vive nas ruas, longe dos grandes concertos que mereciam contar com seu talento. Inesperadamente, esses dois seres abandonados por Deus se encontram. Aí você já pensa: <strong><em>O Solista</em></strong> (<em>The Soloist</em>, 2009), dirigido por Joe Wright, de filmes elegantes como <em>Orgulho e Preconceito</em> e <em>Desejo e Reparação</em>, é o novo <em>Rain Man</em>? Ou trata-se do novo <em>Uma Mente Brilhante</em>? Bom, a verdade é: Nem uma coisa, nem outra.</p>
<p style="text-align: justify;">Joe Wright sabe fazer um filme romântico de época como poucos nos dias de hoje. Sabe tirar o melhor da literatura de monstros como Ian McEwan e Jane Austen sem deixar sua obra cinematográfica arrastada, com cara de livro filmado. Agora, será que eu devo acreditar que Joe Wright não tem o direito de contar uma história com gente usando calça jeans? Será que ele precisa SEMPRE da ajuda de sua musa Keira Knightley, que não está em <em>O Solista</em>?</p>
<p style="text-align: justify;">Baseado no livro do próprio Steve Lopez, <em>O Solista</em> é um relato das experiências do jornalista, que, ao encontrar o músico Nathaniel Anthony Ayers Jr., fez as pazes com ele mesmo. Desta vez, Joe Wright não soube traduzir um livro em forma de filme.</p>
<p style="text-align: justify;">Voltando à teoria <em>Rain Man</em>, não há como negar que<em> O Solista</em> foi feito para emocionar. Mas é incrível como este filme não faz nem os emos derrubarem uma única lágrima. É claro que ninguém aqui quer um filme de emoção apelativa e safada, mas Joe Wright teve a chance de construir um drama grandioso apoiado na amizade entre dois homens perdidos, que ganham uma segunda chance na vida. O fato é que <em>O Solista</em> tinha tudo para ser um filme inesquecível, mas não é. E não é sobre essa amizade. <em>O Solista</em> não é sobre coisa alguma. É zero.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1587" title="The Soloist 2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2009/10/The-Soloist-2.jpg" alt="The Soloist 2" width="600" height="300" /><br />
Se o livro de Steve Lopez quer falar de um monte de coisas, isso não quer dizer que um filme  de duas horas também precisa seguir pelo mesmo caminho. Além da amizade entre o músico e o jornalista, Joe Wright quer abraçar o mundo e falar: a) da situação precária dos sem-teto em Los Angeles, b) da doença de Nathaniel, c) da crise atual do jornalismo, d) da paixão de Nathaniel pela música, e) da decadente vida social de Lopez. Como se não bastasse, o diretor ainda recorre ao quase sempre preguiçoso <em>flashback</em> para explicar o passado de Nathaniel. Afinal, do que o diretor quer falar em <em>O Solista</em>?</p>
<p style="text-align: justify;">Sua intenção é abordar tudo isso, claro, mas <em>O Solista</em> é um samba do crioulo doido em matéria de cinema. A decepção está na lembrança de Joe Wright como um diretor talentoso &#8211; preste atenção na cena meio <em>Fantasia</em>, clássico de Walt Disney, em que Nathaniel &#8220;vê&#8221; a música tocada por uma orquestra. É linda, mas se perde nas várias vertentes da trama administrada de forma confusa pelo diretor e mal costurada pela roteirista Susannah Grant, de <em>Erin Brockovich</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Resta ao filme a atuação digna de Robert Downey Jr., que consegue ser superior ao vencedor do Oscar Jamie Foxx, que tem um papel muito mais&#8230; digamos&#8230; sedutor aos olhos da Academia. Mas Foxx está surpreendentemente mal. Acho que ele não viu <em>Trovão Tropical</em>, que traz o sábio conselho de seu colega de cena: &#8220;Never go full retard.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>O Solista</strong></em> (<em>The Soloist</em>, 2009)<br />
<strong>Direção:</strong> Joe Wright<br />
<strong>Roteiro: </strong>Susannah Grant (Baseado no livro de Steve Lopez)<br />
<strong>Elenco:</strong> <span id="Conteudo1_lblElenco">Robert Downey Jr., Jamie Foxx, Catherine Keener, Tom Hollander, Lisa Gay Hamilton, Stephen Root, Nelsan Ellis e Justin Martin</p>
<p></span><em><br />
HOLLYWOODIANO viu o filme na 33ª Mostra Internacional de Cinema, em São Paulo</em></p>
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