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	<title>Hollywoodiano &#187; sandra bullock</title>
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		<title>Um Sonho Possível</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 02:19:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[john lee hancock]]></category>
		<category><![CDATA[sandra bullock]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme que deu o Oscar de Melhor Atriz para Sandra Bullock]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/duasestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3272" title="The Blind Side" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/04/The-Blind-Side.jpg" alt="The Blind Side" width="540" height="270" /></p>
<p style="text-align: justify;">Alguns filmes falam a língua do público geral e não existe explicação melhor para justificar seu sucesso. Não importa se o diretor usou e abusou do clichê do clichê do clichê ou se ele poderia ter sido um pouquinho mais ousado. Não importa se os metidos a entendidos, como este que vos escreve, acham que o elenco está apenas correto ou se a história é uma perfeita <em>Sessão da Tarde</em>. O fato é que, de tempos em tempos, filmes como <strong><em>Um Sonho Possível</em></strong> (<em>The Blind Side</em>, 2009) simplesmente&#8230; acontecem. E dão certo.</p>
<p style="text-align: justify;">É o tipo de filme que o crítico adora apedrejar e o público defende até o último fio de cabelo.  Mas, no fim, quem está com a razão? Eu, por exemplo, posso torcer o nariz para essa ou aquela cena em que a música cresce na tela para emocionar a pessoa de coração mole ao meu lado. Quem está bem ali, chorando na poltrona da direita, também não está nem aí pra mim e quer mesmo é chorar até ficar com o rosto inchado. Seria hipocrisia minha dizer que <em>Um Sonho Possível</em> é <em>A Corrente do Bem</em> que deu certo.  Seria redundante de minha parte, acusar o filme de ser apelativo em excesso. Mais do que tudo, seria idiotice afirmar que <em>Um Sonho Possível</em> é mau cinema. Pior: Seria ignorância, admitir que o filme não é cinema.</p>
<p style="text-align: justify;">Quer saber? Quem está certo é o público que busca ser arrebatado dentro de uma sala de cinema. Triste daquele, que como eu, tenta ver <em>Um Sonho Possível</em> com um olhar crítico. Falo daquele espectador que diz que o ator Quinton Aaron, o sem teto Big Mike, é um ator medíocre. Ou que a atuação do menino Jae Head, o caçula da protagonista Leigh Ann Tuohy (Sandra Bullock), é orquestrada sob medida pelo diretor John Lee Hancock, para servir de alívio cômico para provocar uma queda no nível de sacarose do filme em alguns momentos. Triste daquele espectador que diminui a emoção de fácil identificação com o público. Triste daquele que não acredita que qualquer um é capaz de fazer um mundo melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Acredito que um filme, depois de sua estreia, não pertence mais ao diretor. Deste momento em diante, o filme pertence ao público. Eu não gostei de <em>Um Sonho Possível</em> por motivos que já escancarei acima. Mas quem sou eu para dizer que você está errado? Quem sou eu para dizer tamanha bobagem quando este filme não foi feito para mim? <em>Um Sonho Possível</em> foi feito para aqueles que vão ao cinema atrás de emoção sem nenhuma obrigação com as regras da cartilha do bom cinema. Neste caso, não interessa se a emoção foi sincera ou artificial. Não adianta lutar contra isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Um Sonho Possível</em> é a história real de um jovem negro, que virou astro do futebol americano, graças aos esforços e, principalmente, à compaixão de uma mulher rica e&#8230; branca, que o tira das ruas, dando-lhe casa, comida e roupa lavada, tratando-o como um filho legítimo. Colocando dessa forma, <em>Um Sonho Possível</em> parece mesmo clichê do clichê do clichê. Mas cativa por ser uma história de amor, que peca por sua observação um tanto superficial dos problemas políticos e sociais, em especial o racismo no sul dos EUA, quase inexistente na visão do diretor John Lee Hancock.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas dizer o quê? Sandra Bullock é extremamente carismática e é a guia ideal para a parte do público que ainda acredita na humanidade, que sabe que é preciso fazer o bem, mas não tem coragem de executar ações semelhantes às da protagonista Leigh Ann, mulher durona que comanda a família (e toda a cidade se deixarem). Ela não pode perder a pose para dar o exemplo e justificar sua liderança. Para Leigh Ann, alguém precisa permanecer de pé, firme e forte. Sendo assim, chorar está fora de cogitação. Mesmo sem ser surpreendente ou extraordinária, esta é, sem dúvida, a melhor atuação da carreira de Sandra Bullock, fato que engrandece o filme e suas intenções.</p>
<p style="text-align: justify;">É verdade que <em>Um Sonho Possível </em>fala muito mais com a realidade do público americano que o brasileiro e tantos outros. Mas basta ter um coração totalmente entregue às emoções, sem dar a mínima para a razão, para apreciar este filme. Basta gostar de Sandra Bullock. Queira ou não, cinema também é isso.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Um Sonho Possível</em></strong> (<em>The Blind Side</em>, 2009)<br />
<strong>Direção e roteiro:</strong> John Lee Hancock<br />
<strong>Elenco:</strong> Sandra Bullock, Tim McGraw, Kathy Bates e Quinton Aaron</p>
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		<title>A Proposta</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 14:48:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[anne fletcher]]></category>
		<category><![CDATA[ryan reynolds]]></category>
		<category><![CDATA[sandra bullock]]></category>

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		<description><![CDATA[Ryan Reynolds e, principalmente, Sandra Bullock tornam esta comédia romântica um programa obrigatório para os fãs do gênero]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sm8QIiIZrDI/AAAAAAAAFB0/cW3MHmBlNPo/s1600-h/A+Proposta+1.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sm8QIiIZrDI/AAAAAAAAFB0/cW3MHmBlNPo/s1600-h/A+Proposta+1.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363523420008590386" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 203px; text-align: center;" src="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sm8QIiIZrDI/AAAAAAAAFB0/cW3MHmBlNPo/s400/A+Proposta+1.jpg" border="0" alt="" /></a><br />
<span style="font-family: Verdana;">Quando a doce Audrey Hepburn entrou na terceira idade, você passou a ir ao cinema atrás de uma comédia romântica esperando somente por mais do mesmo, certo? É a pura verdade, até porque quando um diretor tenta explorar algo novo dentro do gênero &#8211; Sofia Coppola (<em>Encontros e Desencontros</em>) ou Paul Thomas Anderson (<em>Embriagado de Amor</em>) por exemplo -, a massa se irrita, mas os críticos adoram. Quando unem o útil ao agradável &#8211; James L. Brooks (<em>Melhor É Impossível</em>) ou Peter Weir (<em>Green Card</em>) -, todo mundo sai feliz. Só que na temporada rentável do verão americano, Hollywood quer saber mesmo é de faturar. É inocência demais esperar por algo especial.Inocência&#8230; Palavra interessante para definir o perfil do público fiel de comédias românticas. Pessoas sonhadoras, que acreditam no amor verdadeiro. E ele existe. Mas o sentimento dentro deste gênero de filme andava sem porta-voz. Meg Ryan, Julia Roberts e Sandra Bullock já passaram da casa dos quarenta anos e parece que o cinema americano ainda não encontrou uma substituta à altura desse trio. Muito menos à altura de Audrey Hepburn.</p>
<p>E é por causa de Sandra Bullock que <em><strong>A Proposta</strong></em> (<em>The Proposal</em>, 2009) funciona tão bem. Mesmo com seus vários clichês. Mesmo com uma trama previsível da primeira à última cena. Ainda assim, mesmo com uma ou outra cena brega, o filme é emocionante e divertido. Ora bolas, assim é o amor.</p>
<p>Eu creditei o sucesso do filme à quarentona Sandra Bullock, ainda cheia de carisma, com a energia de uma menina, e mais madura como atriz, mas esqueci do novo astro Ryan Reynolds, que é uma grande promessa. O filme não é inteiramente de Sandra. É dos dois. É da química entre a dupla que o filme acontece e se torna verossímil, cativante.</p>
<p style="text-align: justify;">Sandra é Margaret Tate, o Diabo vestindo Prada em <em>A Proposta</em>. Editora de livros durona, sem coração, ela é a típica chefe sem vida social, que desconta suas amarguras nos funcionários. Mas que, aos poucos, mostra que é humana como qualquer outra pessoa. Reynolds é Andrew Paxton, seu assistente. Filho de família rica, ele entrou numa cruzada idealista, sonhando ser editor como a chefe, além de ver seu livro publicado em um futuro não muito distante. Por isso, suporta as grosserias de Margaret. Mas a chefinha cai do pedestal ao ser obrigada a voltar para o Canadá, seu país de origem, quando seu visto é negado. Dona de ideias rápidas, que não negam sua dedicação ao lado profissional, ela diz aos seus superiores que irá se casar com o pobre Andrew. Ele aceita a proposta com duas condições: Margaret será obrigada a promovê-lo a editor e a publicar seu livro. Feito. Agora, o &#8220;casal&#8221; só precisa sobreviver a um final de semana com a família de Andrew &#8211; o que pode convencer de vez o agente da imigração.</p>
<p></span><span style="font-family:Verdana;"> </span><a href="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sm8Pw8Lko-I/AAAAAAAAFBs/V9vYeXZyinE/s1600-h/A+Proposta+2.jpg" onclick="urchinTracker('/outgoing/1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sm8Pw8Lko-I/AAAAAAAAFBs/V9vYeXZyinE/s1600-h/A+Proposta+2.jpg?referer=');"><img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363523014684353506" style="margin: 0px auto 10px; display: block; width: 400px; height: 201px; text-align: center;" src="http://1.bp.blogspot.com/_NGcFvkK2OTo/Sm8Pw8Lko-I/AAAAAAAAFBs/V9vYeXZyinE/s400/A+Proposta+2.jpg" border="0" alt="" /></a></p>
<p><span style="font-family: verdana;">Enfim, você já sabe como isso vai acabar. Mas Sandra Bullock e Ryan Reynolds são ótimos. Mesmo com ela sendo bem mais velha do que ele, o roteiro de Pete Chiarelli e a atuação da dupla convencem a plateia de que ambos podem (e devem) se apaixonar. Além disso, Sandra Bullock e Ryan Reynolds unem boa forma física e carisma &#8211; tudo o que Hollywood quer. Mais: Sabem ser durões de corações moles. Sem canastrice.De quebra, <em>A Proposta</em> tem bons coadjuvantes como Craig T. Nelson, Mary Steenburgen e a bela Malin Akerman. Mas quem brilha é a veterana Betty White, como a avó de Andrew. Quem pensa que brilha é Oscar Nuñez, da série <em>The Office</em>. Mesmo com uma cena grotesca numa floresta &#8211; na companhia de Sandra Bullock -, a Sra. White segura bem a onda. E ela tem um momento fantástico no final. Já Nuñez protagoniza cenas constrangedoras, que não fariam a mínima falta ao filme. Mas, ok, você sai do cinema sorrindo. É a maior prova de que <em>A Proposta</em> cumpre o que promete.</span></p>
<p>Um olhar mais atento ainda vai fazer um paralelo entre <em>A Proposta</em> e <em>Green Card</em>, o belo filme de Peter Weir, com Gérard Depardieu e Andy MacDowell, sobre um &#8220;casal falso&#8221;, que se une para garantir a permanência do francês nos EUA da moça. Mas é inútil fazer outro tipo de comparação entre o filme de Anne Fletcher, que dirigiu <em>Vestida Para Casar</em>, e Peter Weir, um gênio que realizou <em>A Testemunha</em>, <em>Sociedade dos Poetas Mortos</em>, <em>O Show de Truman</em> e <em>Mestre dos Mares</em>. <em>A Proposta</em> é apenas mais do mesmo. Mas com o diferencial de Sandra Bullock e (surpresa) Ryan Reynolds. Já está de bom tamanho.</p>
<p><span style="font-size: 85%;"><em><strong>A Proposta</strong></em> (<em>The Proposal</em>, 2009)<br />
<strong>Direção:</strong> Anne Fletcher<br />
<strong>Roteiro:</strong> Peter Chiarelli<br />
<strong>Elenco:</strong> Sandra Bullock, Ryan Reynolds, Malin Akerman, Craig T. Nelson, Mary Steenburgen, Betty White, Denis O&#8217;Hare e Oscar Nunez</span></div>
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