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	<title>Hollywoodiano &#187; toy story</title>
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		<title>Toy Story 3</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 17:53:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Críticas]]></category>
		<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[toy story]]></category>

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		<description><![CDATA[O maravilhoso fim da trilogia]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/cincoestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3741" title="Toy Story 3_2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Toy-Story-3_2.jpg" alt="Toy Story 3_2" width="600" height="322" /></p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify"><em><strong>Toy Story 3</strong></em> (2010) chegou aos cinemas simplesmente 11 anos após o último longa. É muito tempo entre um filme e outro, o que acaba gerando uma quase inevitável antipatia dos fãs em relação à continuação tardia de um grande sucesso: todo mundo imagina sua própria história na cabeça. É a criação superando seu criador. A obra vira domínio público. Esse tipo de decepção aconteceu com <em>O Poderoso Chefão &#8211; Parte III</em>, <em>Star Wars &#8211; Episódio: A Ameaça Fantasma</em> e <em>Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal</em>. Mas isso é problema para Francis Ford Coppola, George Lucas e Steven Spielberg. Não para a Pixar. </p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Quando o primeiro <em>Toy Story</em> estreou há 15 anos, toda a badalação em torno da originalidade do ponto de vista tecnológico despistou os olhos de público e crítica para aquilo que realmente importava para a Pixar, e que hoje sabemos depois de vários filmes, sucessos de bilheteria e prêmios: a criatividade na condução da narrativa. Antes novata no mercado, o estúdio atualmente é líder em seu segmento. Por isso mesmo, parecia tentador fazer de <em>Toy Story 3</em> uma sequência somente para agradar aos egos de seus hoje poderosos criadores, como George Lucas, de nariz empinado, sentado em seu trono, fez com os novos <em>Star Wars</em>. Mas não. Felizmente, <em>Toy Story 3</em> é para o público.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3742" title="Toy Story 3_1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Toy-Story-3_1.jpg" alt="Toy Story 3_1" width="600" height="300" /><br />
Chega a ser surpreendente como o terceiro longa ainda tem muito a dizer. Não apenas fecha a história, como também sobrevive sozinho, talvez como o melhor exemplar da série iniciada em 1995. Como cinema, <em>Toy Story</em> 3 é o mais equilibrado, ousado e maduro da série. Os gênios da Pixar exploram uma inusitada mudança de tom no clima do filme, friamente calculado em diferentes partes, causando uma montanha russa de emoções. Em certa hora, <em>Toy Story 3</em> é dominado por uma tensão absurda e incomum no gênero. Há momentos de puro terror psicológico, provocado principalmente pela imagem assustadora do boneco conhecido como &#8220;Bebezão&#8221;. Com ele, temos até uma homenagem a <em>O Exorcista</em>, o maior filme de terror de todos os tempos. É mole? De repente, <em>Toy Story 3</em> vira um nervoso filme de ação, com uma boa dose de humor, no melhor estilo do clássico <em>Fugindo do Inferno</em> e a série <em>Prison Break</em>. No fim, <em>Toy Story 3</em> esquece o terror e a ação para se assumir como um dramalhão. Enfim, quando a Pixar quer você grudado na poltrona do cinema, ela consegue. Minutos depois, caso queira divertir você com uma mistura de ação e comédia, a Pixar também consegue. E se agora, ela quer fazer você chorar, acredite, ela consegue. Tudo isso em apenas um filme. Tudo na medida certa, justificando cada linha do roteiro, incluindo as falas das personagens, sem atropelamentos no ritmo, como acontece em nove entre dez filmes do verão americano.</p>
<p style="text-align: justify;">A trilogia, na verdade, fala sobre o tempo agindo na vida de cada um de nós. Todo mundo cresce e a maioria esquece como é ser criança. Abandonar os brinquedos favoritos de nossa infância é algo natural, que acontece nas melhores famílias. <em>Toy Story 3</em> mostra exatamente esse momento inevitável, mas essencial para a passagem do tempo. O terceiro filme veio com a obrigação de, pelo menos, manter a qualidade das duas primeiras partes. Inicialmente, chega a causar uma ligeira estranheza ao espectador encarar o clima sombrio que toma conta de um dos atos do filme. Mas, no fim, vemos que a Pixar estava certa em apostar nessa mudança de tom. E (nós, espectadores) somos parte do plano.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3740" title="Toy Story 3_3" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Toy-Story-3_3.jpg" alt="Toy Story 3_3" width="599" height="332" /></p>
<p style="text-align: justify;">Tudo faz parte de uma estratégia, para que nos pegássemos às lágrimas na linda sequência final, que remete ao western <em>Os Brutos Também Amam</em>, com o menino gritando pelo cowboy Shane, que cavalga em direção ao horizonte. Só que <em>Toy Story 3</em> inverte os pontos de vista do clássico de George Stevens. Você vai ver. É um rito de passagem, a recusa involuntária e inconsciente na porta de entrada para o mundo real e adulto. Acontece com todos nós. Nesse final, que justifica todos os três filmes, é praticamente impossível não chorar, afinal temos um <em>flash</em> de algum momento perdido da nossa infância. Não importa a idade do espectador, que cresceu com a série desde 1995.</p>
<p style="text-align: justify;">A aula de cinema da Pixar vai além das telas. A evolução de um império de sonhos, desde o primeiro <em>Toy Story</em>, não permitiu que dinheiro e status ofuscassem as ambições criativas de seus realizadores. Talvez porque a Pixar seja um grupo e não uma só pessoa. Cada filme é dirigido por uma &#8220;criança grande&#8221; diferente, sempre ouvindo as ideias dos colegas e preocupada, claro, com a manutenção da qualidade de suas obras anteriores. Mas tentar desvendar o segredo da Pixar é como tentar adivinhar o que virá no próximo filme. O jeito é embarcar na viagem. Entenda: Não assistimos aos filmes desses caras. Nós &#8220;vivemos&#8221; os filmes da Pixar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Toy Story 3</em></strong> (2010)<br />
<strong>Direção:</strong> Lee Unkrich<br />
<strong>Roteiro:</strong> Michael Arndt, John Lasseter, Andrew Stanton e Lee Unkrich<br />
Com as vozes de Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Don Rickles, Wallace Shawn, Estelle Harris, John Ratzenberger, Ned Beatty, Michael Keaton, Kristen Schaal, Blake Clark, John Morris, Laurie Metcalf, Jodi Benson, Timothy Dalton, Jeff Garlin, Whoopi Goldberg, Bonnie Hunt e R. Lee Ermey</p>
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		<title>Toy Story 2</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 16:20:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[toy story]]></category>

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		<description><![CDATA[O segundo filme complementa o original, formando uma obra-prima]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/cincoestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3731" title="Toy Story 2_1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Toy-Story-2_11.jpg" alt="Toy Story 2_1" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Depois de <em>Toy Story</em> (1995) e <em>Vida de Inseto</em> (1998), a Pixar lançou sua primeira sequência, que  também seria a única, mas as continuações de <em>Monstros S.A.</em> (2001) e <em>Carros</em> (2006) estão a caminho. Em <strong><em>Toy Story 2</em></strong> (1999), não há mais a preocupação de apresentar os personagens principais, embora haja tempo de sobra para introduzir três novos coleguinhas na turma original. Assim, os magos da Pixar puderam se dedicar a uma aventura mais completa e empolgante, de tirar o fôlego &#8211; físico e emocional &#8211; daqueles que amam e compreendem esses personagens. Mas o drama extraído da sensação de nostalgia, de que um dia já fomos crianças, ainda continua lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Para encontrar esse equilíbrio perfeito, a trama separa os protagonistas Woody (voz de Tom Hanks) e Buzz (voz de Tim Allen). Os brinquedos ficam sozinhos em casa e o cowboy é &#8220;sequestrado&#8221; por um colecionador. Sem outra alternativa, Buzz e o resto dos bonecos partem em busca do líder do grupo. A história ganha duas linhas narrativas &#8211; dominadas por tons distintos &#8211; que irão se cruzar no final em grande sintonia.</p>
<p style="text-align: justify;">A jornada de Buzz à procura do amigo é extremamente acelerada, recheada de bom humor, reservando tempo até mesmo para homenagens sutis a clássicos do cinema de aventura, como <em>Star Wars</em> e <em>Jurassic Park</em>. São filmes que inspiram esse segmento da trama. Lembra dos minutos finais do primeiro <em>Toy Story</em>, quando Woody e Buzz perseguem o caminhão a toda velocidade? Esse clima tenso é consequência da maior diversão que Hollywood pode proporcionar, como as melhores cenas das aventuras de <em>Indiana Jones</em> ou o clímax do <em>De Volta Para o Futuro</em> original.</p>
<p style="text-align: justify;">Já a parte dedicada a Woody, que descobre sua verdadeira origem, remete ao clima que domina o primeiro filme: a emoção saudosista. Lembra que todos nós crescemos e esquecemos nossos brinquedos. Os momentos mais emocionantes vêm acompanhados das belas canções de Randy Newman &#8211; seja com <em>You&#8217;ve Got a Friend in Me</em>, tocando ao fundo, bem longe, para ilustrar a decepção de Buzz no fim do filme, ou com <em>When She Loved Me</em>, na voz da Sarah McLachlan, na sequência mais triste dos 2 filmes juntos. Quem foi criança entende.</p>
<p style="text-align: justify;"><img title="Toy Story 2_2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Toy-Story-2_2.jpg" alt="Toy Story 2_2" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">Essa mudança de tom do segundo para o primeiro filme foi essencial. O <em>Toy Story</em> original é um marco do cinema. É revolucionário. Continuar a saga significava assumir um risco talvez desnecessário &#8211; é só reparar como a Pixar sobreviveu sem fazer sequências de seus maiores sucessos durante todos esses anos -, afinal isso poderia decretar a morte criativa de <em>Toy Story</em>. Mas não é o que acontece nessa segunda parte. O equilíbrio entre o existencialismo dos brinquedos e a leveza de cada personagem ainda existe.</p>
<p style="text-align: justify;">Dividir as tramas de Woody e Buzz foi uma jogada de mestre para evolução narrativa da série, que chega a um final que serve de complemento essencial para o primeiro <em>Toy Story</em>. Bons exemplos são <em>O Poderoso Chefão &#8211; Parte II</em> e <em>Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas</em>, que fecham um ciclo em suas histórias. Hoje, é praticamente impossível separar <em>Toy Story 1 </em>e <em>2</em>. Como as duas sagas citadas acima, formam apenas um filme. Uma obra-prima sobre infância, amadurecimento, solidão, morte e, mais do que tudo, amizade verdadeira e incondicional.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong><br />
Toy Story 2</strong></em> (<em>Toy Story 2</em>, 1999)<br />
<strong>Direção:</strong> John Lasseter (Co-direção de Ash Brannon e Lee Unkrich)<br />
<strong>Roteiro: </strong>Andrew Stanton, Rita Hsiao, Doug Chamberlin, Chris Webb<br />
Com as vozes de Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack, Kelsey Grammer, Don Rickles, Jim Varney, Wallace Shawn, John Ratzenberger, Annie Potts, John Morris, Erik Von Detten, Laurie Metcalf e R. Lee Ermey</p>
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		<title>Toy Story</title>
		<link>http://www.hollywoodiano.com/2010/06/toy-story-15-anos-depois/</link>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 00:52:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Posts]]></category>
		<category><![CDATA[toy story]]></category>

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		<description><![CDATA[Sem Woody e Buzz, a Pixar não seria o que é hoje]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/cincoestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3650" title="Toy Story I_ 1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Toy-Story-I_-1.jpg" alt="Toy Story I_ 1" width="600" height="300" /><br />
Ei, alguém ainda lembra de <em>Cassiopeia</em>, a produção brasileira que brigou na justiça pelo título de &#8220;primeira animação feita 100% em computação gráfica&#8221;? Pois é. O americano <strong><em>Toy Story</em></strong> (1995), dirigido por um certo John Lasseter, de um estúdio de animação chamado Pixar prova 15 anos mais tarde que a qualidade da tecnologia é o que menos importa. De <em>Toy Story</em> até aqui, a Pixar mostrou que o roteiro ainda é &#8211; e sempre será &#8211; a principal preocupação dos grandes contadores de histórias.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o primeiro <em>Toy Story</em> chegou às telas, a Disney amargava uma pequena queda de qualidade e uma gigantesca falta de criatividade em suas animações. Depois dos sucessos de <em>A Bela e a Fera</em> (1991), <em>Aladdin</em> (1993) e <em>O Rei Leão</em> (1994), <em>Pocahontas</em> (1995) não emplacou. Se não fosse pela Pixar Animation Studios, os anos seguintes teriam provavelmente levado a Disney ao buraco.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje, John Lasseter, cabeça da Pixar, tem o controle criativo de toda a área de animação da casa do Mickey Mouse. Sim, neste caso, ele também é o responsável por <em>Bolt</em> e <em>A Princesa e o Sapo</em>. Mas foi por causa de <em>Toy Story</em> que atualmente reconhecemos Lasseter (diretor de <em>Toy Story 1</em> e <em>2</em>, além de <em>Vida de Inseto </em>e <em>Carros</em>), Andrew Stanton (diretor de <em>Procurando Nemo</em> e <em>WALL-E</em>), Pete Docter (diretor de <em>Monstros S. A.</em> e <em>Up</em>), Brad Bird (diretor de <em>Os Incríveis</em> e <em>Ratatouille</em>) e Lee Unkrich (diretor de <em>Toy Story 3</em> e co-diretor de <em>Procurando Nemo</em> e <em>Monstros S. A.</em>) como verdadeiros gênios do cinema moderno. Falar da sétima arte dos últimos 15 anos e ignorar os feitos da Pixar é como voltar pra escola e aprender tudo de novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de 15 anos, rever <em>Toy Story</em>, logo nos primeiros segundos, transmite aos nossos olhos uma nítida sensação rápida, mas inevitável, que reconhece a evolução tecnológica da Pixar. Neste ponto, <em>Toy Story</em> é <em>Branca de Neve e o Sete Anões</em> perto de <em>WALL-E</em> e <em>Up</em>. Porém, mesmo em 1995, a primeira aventura de Woody, Buzz &amp; Cia. já deixava<em> Cassiopeia</em> com cara de<em> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=BBgghnQF6E4" onclick="urchinTracker('/outgoing/www.youtube.com/watch?v=BBgghnQF6E4&amp;referer=');">Steamboat Willie</a></em>. Mas essa sensação desaparece em questão de segundos, porque a história é tão direta como uma flechada certeira no coração de quem já foi criança um dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Menino ou menina, todo mundo já teve seus brinquedos favoritos. O que a Pixar fez em <em>Toy Story</em> foi imaginar o ponto de vista de nossos bonecos mais queridos. Perceber o quanto eles sofrem por antecipação em datas regadas à presentes como Natal e aniversários é capaz de encher os olhos d&#8217;água, afinal sabemos o quanto gostávamos de ganhar brinquedos novos, que muitas vezes jogavam nossos velhos passatempos no fundo do baú com o acúmulo de poeira como destino. Ver <em>Toy Story</em> é relembrar a nossa infância. É imaginar que deveríamos ter cuidado melhor daquele boneco, que caiu, quebrou e nunca mais foi o mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o &#8220;filme&#8221; &#8211; hoje é difícil reconhecer a Pixar apenas como criadora de &#8220;animações&#8221; &#8211; não é  melancólico, feito para arrancar lágrimas do adulto saudosista. O mesmo tipo de espectador também ri e vibra numa montanha russa de emoções. É como voltar a brincar. Voltar a ser criança com todas as boas e más situações que vivemos naquela época.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-3651" title="Toy Story I_ 2" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/06/Toy-Story-I_-21.jpg" alt="Toy Story I_ 2" width="600" height="300" /><br />
A história você conhece: o menino Andy e sua família estão prontos para mudar de casa. Pensando na correria da mudança, sua mãe antecipa sua festa de aniversário e o presenteia com o boneco mais cobiçado pela garotada no momento, o astronauta Buzz Lightyear (voz de Tim Allen), para o desespero do até então favorito do menino, o cowboy Woody (voz de Tom Hanks).</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Toy Story</em> vai longe ao confrontar o velho e o novo. E essa dualidade atinge em cheio as emoções do espectador. Novo ou velho. A começar pelos protagonistas na disputa do coração de Andy: o cowboy e o astronauta são dois mitos das últimas fronteiras ultrapassadas e conquistadas pelos americanos. São os heróis máximos da sociedade ianque. Cada um em sua época. Não por acaso, Woody é um boneco da velha guarda. Só fala quando puxam sua cordinha. Buzz é o modelo mais avançado da tecnologia. A partir deste encontro, antagonistas se tornam melhores amigos. Unir o velho e o novo, apesar de todas as diferenças, parece um sonho impossível.</p>
<p style="text-align: justify;">É a metáfora que impera em nossa própria existência. Não há como impedir a passagem do tempo. A infância termina e começa a vida adulta. Envelhecemos e deixamos de ser crianças. Mas&#8230; será? Se <em>Toy Story</em>, depois de 15 anos, não envelheceu, será que nós ficamos velhos? Talvez apenas fisicamente. Mas, por dentro, ainda somos crianças, reconhecendo e revivendo antigos hábitos. Seguindo em frente, aprendendo com o outro, como Woody e Buzz. Como a Disney e a Pixar. Porém, sem jamais esquecer aquilo que somos.</p>
<p><strong><em>Toy Story</em></strong> (<em>Toy Story</em>, 1995)<br />
<strong>Direção:</strong> John Lasseter<br />
<strong>Roteiro:</strong> Joss Whedon, Andrew Stanton, Joel Cohen e Alec Sokolow<br />
Com as vozes de Tom Hanks, Tim Allen, Don Rickles, Jim Varney, Wallace Shawn, John Ratzenberger, Annie Potts, John Morris, Erik Von Detten, Laurie Metcalf, R. Lee Ermey e Sarah Freeman</p>
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