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	<title>Hollywoodiano: Cinema em alta definição &#187; woody harrelson</title>
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		<title>Zumbilândia</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Feb 2010 14:18:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Carne nova no gênero involuntário que chamamos carinhosamente de "filme de zumbi" ou "filme de mortos vivos"]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2705" title="Zombieland 1" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/02/Zombieland-1.jpg" alt="Zombieland 1" width="600" height="397" /><br />
<em><strong>Zumbilândia</strong></em> (<em>Zombieland</em>, 2009) é carne nova no gênero involuntário que chamamos carinhosamente de &#8220;filme de zumbi&#8221; ou &#8220;filme de mortos vivos&#8221;. Mas tenha calma. <em>Zumbilândia</em> não é original ou revolucionário. Mas é criativo. O diretor estreante Ruben Fleischer respeita seus antecessores (antigos e novos) e aproveita os clichês tanto na parte técnica quanto na estrutura de roteiro: Fleischer usa e abusa de câmera ora lenta, ora acelerada, montagem estilosa e uma trilha sonora barulhenta e &#8221;muito louca&#8221;. Mais do que isso, seu filme aposta, mais uma vez, na reciclagem de metáforas ligadas à sociedade moderna, vista e revista de tempos em tempos pelo cineasta George A. Romero (<em>A Noite dos Mortos Vivos </em>etc, etc) em sua cruzada pessoal pelo gênero que criou.</p>
<p style="text-align: justify;">Recorrer a esquemas consagrados não é crime. O problema seria aceitar e repetir todos os clichês sem deixar qualquer contribuição para o gênero. O que de fato diferencia <em>Zumbilândia</em> de seus recentes irmãos (<em>Extermínio</em>, <em>Madrugada dos Mortos</em>, <em>Todo Mundo Quase Morto</em>), que já tentavam acrescentar alguma novidade ao gênero) é caprichar nos personagens principais, fazendo com que o público realmente se importe com eles. E não com a carnificina. Antes, até mesmo nos filmes de Romero, os mocinhos eram apenas parte do menu oferecido aos zumbis. Pela primeira vez, temos protagonistas muito bem desenvolvidos pelo roteiro. Mais: É como se todos eles tivessem estudado os filmes de George A. Romero (e suas imitações) para saber exatamente como sobreviver se o mundo fosse dominado por mortos vivos.</p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>Zumbilândia</em>, o apocalipse já aconteceu. O filme começa com o nerdão Columbus (Jesse Eisenberg, de <em>A Lula e a Baleia</em>) ensinando as regras básicas para quem não quer virar lanche dos monstrengos. É uma abertura divertidíssima, que já denuncia a criatividade e o domínio de câmera do diretor, além da habilidade na condução da narrativa, coisa rara em um estreante, para situar o público em seu universo particular. Em poucos minutos, conhecemos Tallahassee (um inspirado Woody Harrelson &#8211; sem ele, o filme não existiria), que é o Chuck Norris na arte de matar zumbis, e as irmãs Wichita (Emma Stone, de <em>Superbad</em>) e Little Rock (a pequena Miss Sunshine Abigail Breslin). E pronto. Somos parte da &#8220;família&#8221;, porque nos reconhecemos em seus atos.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-2711" title="The motherfucker clown_Zombieland" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2010/02/The-motherfucker-clown_Zombieland1.jpg" alt="The motherfucker clown_Zombieland" width="600" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">O filme é narrado por Columbus e a moral é simples: O garoto desenvolveu diversas técnicas para sobreviver sozinho. Agora, ao lado de três companheiros, descobre que nem tudo na vida pode ser planejado. E um pouco de improvisação pode ser eficiente para tirar qualquer um do marasmo, de uma rotina previsível e cansativa, como a de um zumbi.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o interessante está nas entrelinhas: Os personagens são desenvolvidos em função da ação. Eles não são os &#8220;escolhidos&#8221; para salvar a humanidade. Os quatro se tornam heróis porque a situação os obriga a isso. Juntando a fome com a vontade de comer &#8211; no caso, o instinto de sobrevivência se confundindo com o ódio que sentem em comum pelos zumbis -, Tallahassee, Columbus, Wichita e Little Rock extravasam humanidade simplesmente por estarem vivos, sem que cada um deles saiba o nome verdadeiro um do outro. Quebrar, trapacear, destruir, explodir, atirar, bagunçar, brigar, gritar e bater são atos que eles cometem sem o olho da lei por perto, somente para sentirem o que resta da vida em um mundo devastado.</p>
<p style="text-align: justify;">É mais ou menos o que faz Peter Venkman (Bill Murray) em <em>Os Caça-Fantasmas</em>. Naquele filme, o cientista convive de perto com a morte e age impulsivamente. E se diverte com isso, nunca se levando a sério, ao contrário de seus amigos. Os heróis de <em>Zumbilândia</em> exalam a personalidade do Dr. Venkman. Não por acaso, o diretor homenageia <em>Os Caça-Fantasmas</em>, que também é um quarteto. Com uma pequena diferença: Aqui, Tallahassee, Columbus, Wichita e Little Rock não caçam fantasmas, mas zumbis. E espere só para ver quem aparece em cena para comprovar a inspiração do diretor (e dos roteiristas <span id="Conteudo1_lblRoteiro">Rhett Reese e Paul Wernick).</span></p>
<p style="text-align: justify;">Com tudo isso em mãos, Ruben Fleischer ainda agrada Hollywood ao abrir a possibilidade para mais uma franquia de sucesso. E ao contrário de várias sequências, um <em>Zumbilândia 2</em> seria bem-vindo. Tomara, apenas, que o diretor deixe de explicar tudo o que é mostrado na tela. O único deslize de Fleischer está na exagerada narração em <em>off</em>, que entrega qualquer sacada de mão beijada ao público, especialmente na cena final<em>.</em> Será que ele abusa deste recurso por causa de uma provável imposição do estúdio a um principiante? Ou trata-se da influência da linguagem dos quadrinhos mais uma vez incorporada na narrativa? Não temos como apedrejá-lo sem saber a verdade dos bastidores. Mas fica aí o recado para <em>Zumbilândia 2</em>, afinal ainda não estamos mortos e podemos raciocinar.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Zumbilândia</strong></em> (<em>Zombieland</em>, 2009)<br />
<strong>Direção:</strong> Ruben Fleischer<br />
<strong>Roteiro:</strong> <span id="Conteudo1_lblRoteiro">Rhett Reese e Paul Wernick</span><br />
<strong>Elenco:</strong> <span id="Conteudo1_lblElenco">Woody Harrelson, Jesse Eisenberg, Emma Stone e Abigail Breslin</span></p>
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		<title>2012</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Dec 2009 15:56:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Otavio Almeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Juro que este é o melhor filme de Roland Emmerich]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.hollywoodiano.com-a.googlepages.com/trsestrelas.JPG" border="0" alt="" /></p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1777" title="Apertem os cintos, o piloto sumiu" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2009/11/Apertem-os-cintos-o-piloto-sumiu2.jpg" alt="Apertem os cintos, o piloto sumiu" width="600" height="300" /><br />
Não se assuste com as três estrelas dadas a <strong><em>2012</em></strong> (<em>2012</em>, 2009), mais um <em>disaster movie</em> do diretor que, talvez por estar cansado de destruir cidades inteiras (Nova York que o diga) por várias vezes em diversos filmes, resolveu acabar de vez com o mundo como o conhecemos. Quem acompanha o blog sabe o quanto pego no pé de Roland Emmerich, o responsável por bombas como <em>Godzilla</em> e <em>10.000 AC</em>, e diversões escapistas que ofendem o cérebro, como <em>Independence Day</em> e <em>O Dia Depois de Amanhã</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem já viu todas essas presepadas no cinema, sabe muito bem que Emmerich é ligadão em efeitos visuais que enchem a tela para varrer pessoas, monumentos erguidos pela humanidade e cenários naturais do  mapa. Também sabe que Emmerich é o cineasta alemão mais apaixonado pelos EUA que existe, principalmente por suas leis e força bélica &#8211; enquanto Michael Bay, outro arquiteto picareta da destruição, é fetichista neste quesito, Emmerich é movido à paixão mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em <em>2012</em>, você vê (mais uma vez) tudo o que Emmerich acha que aprendeu do (bom) cinemão americano. Só que desta vez, há um &#8220;porém&#8221;: O roteiro é bem construído em termos de narrativa. Isso não impede, claro, que os roteiristas Emmerich e Harald Kloser encham o filme de frases e diálogos horrorosos (&#8221;Sabe quantas vezes alguém admitiu um erro na Casa Branca? Zero!&#8221;, &#8220;A África está no topo do mundo&#8221; etc), mas a história é muito bem desenvolvida. E admita: Você paga para ver um filme desses procurando &#8220;apenas&#8221; uma boa diversão, certo? Com 15 , 20 minutos de projeção, somos apresentados (de forma rápida e eficiente) aos problemas que podem acabar com o mundo como o conhecemos. Ao mesmo tempo, conhecemos os personagens principais e entramos em suas rotinas. E pronto. Quando o espetáculo da destruição começa, nós já estamos fisgados. Não sabemos se torcemos por John Cusack e sua família  ou se seguramos o queixo em queda livre no chão do cinema. Ponto para Roland Emmerich, que sempre tentou fazer um filme divertido. É como se ele estivesse treinando em <em>Independence Day</em>, <em>Godzilla</em> e todas as outras presepadas de sua autoria para chegar até aqui.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1776" title="Paisagem Titanic" src="http://www.hollywoodiano.com/wp-content/uploads/2009/11/Paisagem-Titanic2.jpg" alt="Paisagem Titanic" width="600" height="300" /><br />
<em><strong><br />
</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Quando vem a cena em que tudo em volta começa a desmoronar (não tem jeito, você saberá qual é a sequência que estou falando), Emmerich oferece um dos momentos mais assustadores do cinema, desde que os efeitos digitais alcançaram a perfeição. E só não ganhará o Oscar da categoria se <em>Avatar</em>, de James Cameron, for mesmo essa maravilha toda.</p>
<p style="text-align: justify;">É claro que conta a favor do filme o fato de muita gente acreditar que o mundo sofrerá um arrastão desses em 2012. Mas tirar os méritos de Emmerich como contador de histórias seria implicância demais de minha parte. Com um roteiro que prepara o espectador para toda a diversão e tensão que o filme proporciona, Emmerich sabia que não bastava apostar nos efeitos especiais. Ele ainda acertou na escalação do elenco, que leva tudo muito a sério &#8211; John Cusack, Woody Harrelson, Amanda Peet, Chiwetel Ejiofor, Danny Glover, Thandie Newton, Oliver Platt, todos ótimos -, e torna muito mais fácil  a tarefa de conduzir e convencer o público, que carrega o &#8220;medo&#8221; de viver pra ver a concretização da profecia maia.</p>
<p style="text-align: justify;">E quando lá pelas tantas o filme sossega nas cenas de destruição, somos obrigados a acompanhar os sobreviventes fazendo de tudo para manter viva a esperança de que, um dia, a raça humana se reerguerá. Se nessa altura do filme, você não estiver dando a mínima para John Cusack, que não cansa de ouvir &#8220;Papai, papai, onde está você?&#8221; ou &#8220;Papai, papai, eu te amo!&#8221; ou os famosos &#8220;Nãaaaaaaaaaaaooooooo!&#8221;, cara, desvie seus olhos da tela e perceba as reações das outras pessoas na sala. Pois é. O filme é um sucesso.  Lógico que, em matéria de qualidade, tivemos filmes superiores como <em>Star Trek</em> e <em>Up</em>, mas <em>2012</em> é, sem dúvida, a pipoca mais bem paga do ano. É pra isso que serve.</p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>2012</strong></em> (<em>2012</em>, 2009)<br />
<strong>Direção:</strong> Roland Emmerich<br />
<strong>Roteiro:</strong> <span id="Conteudo1_lblRoteiro">Roland Emmerich e Harald Kloser<br />
<strong>Elenco:</strong> </span><span id="Conteudo1_lblElenco">John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Oliver Platt, Amanda Peet, Thandie Newton, Woody Harrelson, Zlatko Buric, Danny Glover e Thomas McCarthy</span></p>
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